A greve pelo cumprimento integral do acordo, que teve pontos não atendidos – como a extensão do Reconhecimento de Saberes e Competências à toda categoria, inclusive aposentados, e 30 horas semanais sem redução de salários –, continua cada vez mais forte. A greve na UFRJ foi aprovada em assembleia com mais de 700 pessoas. Essa participação deve se expressar em mobilização e pressão no governo.

O movimento precisa alcançar visibilidade, e é preciso cada vez mais companheiros da base nas comissões que compõem o comando local, conforme avaliação comum entre participantes da segunda reunião do Comando Local de Greve, nesta segunda, dia 16.

Arrastão

Por isso, entre os encaminhamentos aprovados está a realização de arrastão em todos os setores na quarta-feira, dia 18, para convocar a categoria a participar da assembleia simultânea no mesmo dia (às 10h, nos Pilotis do CLA, no auditório Icema Oliveira, do IPUB, na Praia Vermelha e no auditório do Bloco A, sala 205, do Centro Multidisciplinar UFRJ-Macaé).

Ato na PV

Foi aprovado também o ato com que a UFRJ vai integrar o Dia Nacional de Luta convocado pela Fasubra no dia 19. Será uma panfletagem na frente do campus da Praia Vermelha, às 11h, para levar à população os porquês da greve.

 

Outras deliberações do CLG

– Organizar atos no Fundão, PV e IFCS, para visibilidade da greve; concentrar atividade em um local por vez;

– A comunidade da PV organizará atos locais, após a instalação do Comitê Local de Mobilização do campus, e informará ao CLG;

– Realização de ato na praça da isonomia;

– Incluir a agenda de reunião do GT Mulher, no dia 25, no calendário de greve;

– Divulgar, no site do Sintufrj, quais são as atividades essenciais;

–  Organização da bateria do Sintufrj para auxiliar a mobilização;

– Definição e divulgação da pauta interna;

– A comissão de mobilização deverá incluir, como primeiro ponto, problemas de manutenção da infraestrutura e patrimônio, de saúde e limpeza dos campi e unidades, evidenciando problemas no CCS, num primeiro momento;

– Que as unidades se organizem para propor atos que envolvam a denúncia do descaso patrimonial e infraestrutural e encaminhem ao CLG para incluir no calendário de greve.

Fotos: Rena Silva

Nesta quarta-feira, 18 de março, às 14h, no Espaço Cultural do Sintufrj, o GT Antirracista do Sintufrj discute o tema “Letramento Racial”, com a presença de Luciene Lacerda, do Núcleo de Estudos de Afro Brasileiros e Indígenas (Neabi), e Sandra Batista, diretora de Relações Étnico Raciais da Superintendência Geral de Ações Afirmativas, Diversidade e Acessibilidade (Sgaada-UFRJ).

Pressão do DCE Mário Prata e o apoio do Sintufrj  à luta dos trabalhadores foram fundamentais para a solução parcial do problema

A agonia dos trabalhadores terceirizados na UFRJ não tem fim. Desta vez os prejudicados são os profissionais do Restaurante Universitário Central (RU), responsáveis pela produção diária de mais de três mil refeições para atender os alunos do Fundão no almoço e jantar, e preparar quantidade suficiente para as comunidades universitárias da Praia Vermelha, Instituto de Filosofia e Ciências Sociais (IFCS) e Faculdade Nacional de Direito (FND).

Nesta sexta-feira, 13, por deliberação da assembleia dos técnicos administrativos em educação, o Comando Local de Greve (CLG) foi para porta do RU realizar ato e distribuir panfletos relatando a situação de indigência imposta pela empresa Nutryenerge aos 67 trabalhadores. Sob pressão, o salário de fevereiro foi depositado no dia anterior, mas a greve só foi parcialmente suspensa após o pagamento do vale-alimentação, que ocorreu na manhã de sexta.

Os estudantes, liderados pelo DCE Mário Prata, e o apoio do Sintufrj foram fundamentais para a solução parcial do problema enfrentado pelos terceirizados responsáveis pela produção da alimentação servida no RU e nos bandejões. Eles desempenham uma tarefa diária essencial principalmente para os estudantes de baixa renda. O vale-transporte e outros direitos trabalhistas, como a atualização do depósito do FGTS, ainda estão pendentes.

Solidariedade

No ato do CLG, o Sintufrj expôs aos estudantes as razões pelas quais estavam enfrentando a enorme fila na porta do RU, em consequência da paralisação. Por enquanto, as refeições estão sendo servidas em quentinhas. A entidade também solicitou a continuidade do apoio estudantil à luta dos terceirizados, que continua, e compreensão e solidariedade de todos às mudanças nas rotinas envolvendo o RU e os bandejões.

A produção de comida para os estudantes foi considerada como essencialidade pelo CLG, e os servidores lotados no RU, em regime de revezamento, continuarão trabalhando.

Abaixo, momentos da panfletagem realizada por integrantes do CLG narrando aos estudantes a situação dos trabalhadores terceirizados FOTOS RENAN SILVA

 

Coordenadores do Sintufrj e representantes do Comando Local de Greve da UFRJ estiveram na sessão do Conselho Universitário desta quinta-feira, 12, para levar as pautas do movimento. Estudantes também realizaram ato no Conselho e apresentaram uma série de reivindicações, como recursos, bolsas e a aprovação do “Plano de Contingência da UFRJ Frente a Eventos de Violência Urbana”.

O conselheiro técnico administrativo Milton Madeira destacou a importância da discussão com a Reitoria sobre a necessidade de implantação de uma das conquistas da última greve, o Reconhecimento de Saberes e Competências e que é preciso celeridade. Madeira lembrou também a grave situação dos trabalhadores terceirizados do restaurantes universitários da UFRJ em greve, comentando que alguns foram demitidos e outros estão com salários atrasados.

O reitor comprometeu-se a realizar reunião com a representações do estudantes e dos técnicos administrativos. A representações TAE buscaria uma agenda já na próxima semana.

Representantes da Reitoria explicaram que a UFRJ está em dia e a empresa não pagou o salário até sexta-feira da semana passada, dia, levando à greve na segunda-feira seguinte que restringiu o serviço. Mas que a regularização dos salários já teria começado no dia 11 e que caminha para a normalização da situação.

Fotos: Renan Silva

 

Milton Madeira e Marta Batista, conselheiros TAE, acompanhados de representantes do SINTUFRJ e do CLG UFRJ, manifestam-se em defesa das pautas da categoria, como o RSC, e em apoio às reivindicações dos estudantes, como a urgência do plano de contingência diante de conflitos e situações de violência urbana.

 

Ouça a fala do conselheiro Milton Madeira

Registro: Felipe Bapeli

Estudantes em luta

    

Os estudantes levaram reivindicações, apontando uma série de problemas já nos primeiros dias de aula, como a crise dos trabalhadores dos bandejões, o corte de verbas que levou à restrição de bolsas de estudo.

Henderson Ramon explicou que parte do teto do bandejão da letras foi danificada pelas fortes chuvas levando à obra no local, fechando o restaurante. Contou que os trabalhadores terceirizados estão sem salários, e que milhares de pessoas não tiveram o que comer em função da paralisação do serviço. Contou que aulas da Escola das Belas Artes foram suspensas por problemas relacionados ao encanamento no edifício. E relatou a redução do número de bolsas (eram 1400 e agora são 1120) devido ao corte de orçamento.

Os estudantes destacaram ainda a importância da aprovação, em regime de urgência, do Plano de contingência diante de situações de violência urbana, com um protocolo de ações instituições que protegeriam estudantes, inclusive do ponto de vista acadêmico, que ou moram ou precisam passar pelas em áreas atingidas, ou são afetados de alguma forma, para chegarem a universidade. O Plano é uma reivindicação antiga, em formulação há mais de dois anos, mas que não se define no colegiado.

Chegou a ponto da Comissão de Legislação e Normas (CLN) não apresentar o parecer (necessário para uma apreciação e votação no colegiado) ao plano que constava como primeiro ponto de pauta da sessão. Os estudantes reivindicaram, então, um breve protocolo de segurança elaborado pela reitoria que vigoraria até a aprovação do definitivo no colegiado. A proposta foi rejeitada pela maioria.

Porém ficou decidido que na próxima sessão haverá apresentação da proposta pela comissão que elaborou o plano; na sessão seguinte, a CLN apresentará seu parecer e o ponto permanece no colegiado até que esteja definido.

 

Trabalhadores terceirizados do bandejão da UFRJ estão enfrentando atrasos de salário e vale-alimentação há dois meses. Todo trabalhador tem direito ao básico: receber salário, vale-transporte, vale-alimentação e o depósito do FGTS – seja servidor efetivo ou terceirizado. Quando os trabalhadores protestam ou param as atividades para cobrar seus direitos, a empresa Nutryenerge responde com demissões. Mais de 30 trabalhadores já foram dispensados neste ano e a maioria ainda não recebeu as verbas rescisórias, como décimo terceiro e férias proporcionais.

É por isso que alguns bandejões estão fechados nos últimos dias. Não são “dificuldades operacionais”, é a luta dos trabalhadores por respeito e pagamento do que é devido.

O Comando de Greve dos Técnicos-Administrativos da UFRJ manifesta apoio aos trabalhadores terceirizados e chama a comunidade universitária a divulgar o real motivo da paralisação e exigir que a gestão da universidade se posicione para garantir esses direitos.

Sem pagamento, não tem trabalho.
FORA NUTRYENERGE!

Assembleia delibera pelo reforço à mobilização para garantir regulamentação do RSC que atenda a todos

Deflagrada no dia 9 de março,  a greve dos tecnicos-administrativos da UFRJ deve ser fortalecida para agilizar a regulamentação do Projeto de Lei (PL) 5.874/2025, aprovado pelo Senado na terça-feira,10. Esta foi uma das avaliações presentes na assembleia simultânea, nesta quarta-feira, 11 (Fundão, IFCS e Macaé),

Um dos principais motivos do início do movimento foi pressionar o Congresso Nacional a acatar as emendas ao PL enviadas pela Fasubra, que garantiria a extensão do benefício para todos, incluindo os aposentados. Como se sabe, as emendas foram rejeitadas, inclusive com acordo do governo com lideranças partidárias.  Mas há pelo que lutar em relação ao benefício no processo de regulamentação pelo Executivo.

Nas manifestações das companheiras e companheiros foi repetido que este é um momento importante da greve, porque é necessário muita mobilização e empenho da categoria nas tarefas indicadas pelo Comando Local de Greve (CLG) e referendadas pela assembleia para garantir que os critérios discutidos e encaminhados pela Comissão Nacional de Supervisão da Carreira (CNSC)/MEC, conste do decreto de regulamentação do RSC.

Outras deliberações

A assembleia também defendeu uma greve de fato e não home office, ou seja, mais participação dos técnicos nas comissões criadas pelo CLG (Ética, Finanças, Comunicação e Infraestrutura), na expectativa de que o governo garanta, na mesa de negociação, o atendimento pela redução da jornada de trabalho para 30 horas (sem redução de salário, obviamente) para toda a categoria e a racionalização dos cargos, entre outros itens ainda não atendidos do acordo de greve.

Outras deliberações importantes foi o referendo às propostas encaminhadas pelo Comando Local de Greve (CLG), como ações de agitação de rua, objetivando informar à sociedade as razões pelas quais a educação está em greve, e pontos sobre atividades que não devem ser interrompidas durante a greve, por serem consideradas essenciais para os segmentos da comunidade universitária. Sete nomes foram aprovados para representar a categoria no Comando Nacional de Greve (CNG) por duas semanas.

O movimento grevista é liderado pela Fasubra e já atinge 35 bases (ao todo são 75 bases e 50 sindicatos).

Veja a assembleia na íntegra no canal do Youtube do Sintufrj e no perfil do sindicato no Facebook

  • Em todos os campi da UFRJ, problemas de infraestrutura se acumulam, e no Centro Multidisciplinar da universidade em Macaé não é diferente. Em seus espaços de trabalho, os trabalhadores e trabalhadoras do campus convivem com inundações, mofo, bactérias, enfrentam calor intenso (faltam ar-condicionado e/ou ventiladores), falta de bebedouros e sanitários precários e também aquém da população universitária, formada por três mil estudantes, 170 técnicos e 480 docentes.
  • Os profissionais do Complexo de Laboratórios — montado há 18 anos em drywall metálico para funcionar em caráter provisório –, são os mais prejudicados pelas más condições de trabalho. Na Anatomia a situação é grave. Além da falta de ventilação, produtos e materiais como formol e paróxido de hidrogênio (utilizados para conservação de corpos e lavagem das peças utilizadas), e luvas de proteção individual, estão com validade há muito tempo vencidos.
  • Em alguns laboratórios portas de saída de emergência não abrem. No Laboratório de Controle de Qualidade Físico-Químico de Medicamentos o quadro elétrico fica embaixo da pia e não há extintores em todos os locais. Salas de aulas também são insuficientes. À noite, a parte do campus do complexo de laboratórios se transforma em um filme de terror devido a oscilação da iluminação externa, informam trabalhadores e alunos, principalmente quem utiliza o estacionamento.
  • O Centro tem muitos outros problemas e foram detalhados no documento entregue pelos coordenadores do Sintufrj Antonia Karina e Nivaldo Holmes ao reitor Roberto Medronho, nesta terça-feira, 10, durante a solenidade de posse da atual diretoria do Instituto de Química da UFRJ Macaé. Milton Madeira, que integra a bancada de tecncos no Conselho Universitário, participou do ato. FOTO: RENAN SILVA
  • ANTONIA KARINA E NIVALDO HOLMES entregam documento ao reitor Roberto Medronho que relata os problemas de infraestrutura da universidade em Macaé

No dia seguinte a aprovação do projeto de lei que institui o Reconhecimento de Saberes e Competências (RSC) pelo Senado (depois de ter passado pela Câmara), a direção do Sintufrj promoveu reunião híbrida com integrantes do Grupo de Trabalho de Carreira do Sindicato, da Comissão Interna de Supervisão da Carreira (CIS/UFRJ) e da Pró-Reitoria de Pessoal (PR-4).

Como se sabe, a instituição do RSC para técnicos administrativos é considerado uma vitória para o movimento. Mas ela não foi integral: todas as emendas apresentadas pela Fasubra ao projeto de lei no Congresso foram rejeitadas e o governo fez acordo com as lideranças partidárias.

A reunião que ocorreu na Sede do Sintufrj, dia 11 de março, foi um primeiro passo para iniciar o planejamento de todo o processo para a implantação do RSC. Pela dimensão da UFRJ a dinâmica exigirá um esforço conjunto do Sintufrj, GT-Carreira, da CIS/UFRJ e da PR-4. Nova reunião está programada para o início da próxima semana.

Muito trabalho à vista

Houve uma conversa preliminar e colocadas preocupações diante da empreitada, haja vista a limitação estrutural da universidade em relação a pessoal e a dimensão do universo de funcionários a serem beneficiados que pode chegar a cerca de 8 mil.

Aguarda-se agora o decreto que regulamenta as diretrizes para o RSC. Desde já a regulamentação prevê que as comissões de implantação sejam paritárias (Instituição, CIS, Sindicato). Na reunião já foi informado que os representantes do Sintufrj no RSC serão integrantes do GT-Carreira.

“Temos certeza de que a Pró-Reitora e a PR-4 estarão se empenhando para dar conta desta importante conquista da categoria”, afirmou a coordenadora de Dimensionamento e Desenvolvimento de Pessoal, Rejane Barros.

Benefícios após implantação

A implementação do Reconhecimento de Saberes e Competências (RSC) para os Técnico-Administrativos em Educação (TAE) — consolidada no PL 6170/2025, apensado ao PL 5.874/2025 e com previsão de implantação para abril de 2026 — trará mudanças significativas na carreira e no salário dos servidores federais:

– Acréscimo Salarial (Retribuição por Titulação – RT): Servidores ativos poderão ter o vencimento básico acrescido de um valor extra, equivalente a uma titulação acima da que possuem (sem a necessidade de ter o diploma formal), baseando-se na experiência e saberes acumulados (similar ao modelo dos docentes EBTT).

– Aumento na Aposentadoria: O RSC, uma vez incorporado à remuneração dos ativos, passa a integrar o cálculo da aposentadoria e pensão.

– Novo Mecanismo de Avaliação: Serão instituídas Comissões nas instituições federais para avaliar as solicitações, baseadas em pontuação de atividades, experiência profissional e produção técnica.

– Valorização dos Níveis A, B e C: A proposta visa democratizar o acesso ao incentivo à qualificação, permitindo que servidores com menor escolaridade formal, mas com longo tempo de serviço e experiência, aumentem sua remuneração.

– Processo de Solicitação: Após a regulamentação (prazo de 120 dias após a assinatura), os servidores poderão solicitar o benefício.

O X Seminário do Núcleo Interdisciplinar para o Desenvolvimento Social (Nides-UFRJ), que começou nesta quarta-feira, 11, e segue até quinta-feira, dia 12, no Centro de Tecnologia, com o tema “Futuros possíveis: tecnologias, territórios e modos de vida”, debateu, na aula inaugural, “Futuros possíveis”, em palestra proferida pelo professor e pesquisador Mamour Sop Ndiaye.

Antes, na abertura, coordenando a organização do evento, Roberto Gambine, apresentou os integrantes da mesa institucional: Renan Finamore (representante da Decania do CT), Felipe Addor (diretor do NIDES), Sérgio Lima Netto (diretor da Escola Politécnica) Maria Lenilva (coordenadora do Sintufrj), Antony Devalle (diretor do Sindpetro-RJ) e Daniel Conceição (da ADUFRJ). Eles destacaram a importância do evento e do Núcleo que atua na extensão, pesquisa e ensino buscando desenvolver tecnologias de forma interdisciplinar para promover o desenvolvimento social e contribuir com a constituição de políticas públicas.

A coordenadora de Educação, Cultura e Formação Sindical Maria Lenilva da Cruz lembrou a greve nacional da categoria que, na UFRJ se iniciou no dia 9, e parabenizou os realizadores do evento e desejou sucesso à iniciativa.  Gambine agradeceu o apoio das entidades sindicais e do Laboeratório de Fontes Alternativas de Energia (Lafae/Coppe).

Fotos: Rosângela Leite

Lenilva, na mesa de abertura e Mamour, na aula inaugural

Poder econômico

O palestrante Mamour é, segundo os organizadores, apaixonado por inovações tecnológicas e energias renováveis, tem mais de duas décadas dedicadas à engenharia elétrica e ao desenvolvimento de soluções sustentáveis e à formação de novos engenheiros. Africano do Senegal, concluiu a graduação em Engenharia Eletrônica e Computação na UFRJ em 2004 e ingressou no grupo de Eletrônica de Potência do Programa de Engenharia Elétrica da COPPE/UFRJ em 2003. Mestre e doutor pela UFRJ, é chefe do departamento de Engenharia Elétrica e coordenador do Programa CEFET Solar, voltado para o ensino para a disseminação de Energia Solar Fotovoltaica no Rio de Janeiro. É pesquisador do Lafae.

Na aula inaugural, o professor lembrou que os países industrializados construíram seu bem estar emitindo grandes quantidades de carbono mas que hoje, os impactos climáticos atingem o mundo inteiro, sobretudo os países mais pobres. Só que os mesmos que poluíram o planeta, afirmam ter a solução para a crise climática e, citando Einstein, lembrou: “Não se resolvem os problemas com aqueles que os criaram”. E, apontando as diversas etapas das transições energéticas (como o domínio do fogo, a escravidão, a colonização e o neocolonialismo) e lembrou que nunca se trataram apenas de mudanças tecnológicas, mas sempre reorganizaram o poder econômico e geopolítico.

Tecnologia e bem viver

Ainda no dia 11, das 14h às 17h, estavam previstas rodas de conversa e grupos sobre eixos temáticos com estudantes do Programa de Pós-Graduação em Tecnologia para o Desenvolvimento Social (PPGTDS).

No dia 12, das 10h às 17h, haverá mesas de debate, sendo que às 17h a mesa abordará o tema “Diálogos sobre Tecnologia e Bem Viver, Raça e Gênero”.

A palestra de Mamour

O evento está sendo transmitido pelo canal do Nides no YouTube

Fotos: Elisângela Leite

 

No início da noite desta terça-feira, 10 de março, foi aprovado no Senado Federal o PL 5.874 de 2025 que extingue definitivamente a lista tríplice para escolha de reitores das universidades federais.

Trata-se de uma vitória para a comunidade universitária das instituições superiores de ensino, um avanço celebrado como fortalecimento da democracia interna das universidades.

Esta é uma pauta cara ao movimento dos técnico-administrativos em educação que sempre defendeu a autonomia e a democracia interna nas instituições de ensino.

O PL seguirá agora para sanção do presidente Lula. Em breve teremos uma lei que fortalece a autonomia e a democracia nas universidades respeitando a escolha da comunidade universitária, sem interferências políticas.

 

Principais Pontos da Aprovação (PL 5.874/2025):

  • Fim da Lista Tríplice: A nomeação do mais votado pela comunidade acadêmica (docentes, técnicos e estudantes) torna-se regra, eliminando a intervenção de candidatos não eleitos, fruto de um “PL guarda-chuva” aprovado no início de 2026.
  • Respeito à Vontade Interna: O projeto determina que o resultado da consulta prévia na instituição seja o definitivo para a nomeação.
  • Contexto: O texto aprovado altera as regras de votação, buscando evitar que intervenções políticas desrespeitem a votação das universidades.
  • Mudança no Peso dos Votos: O projeto também altera a legislação para acabar com o peso de 70% para votos de docentes em relação a técnico-administrativos e estudantes, buscando maior paridade.
  • Tramitação: O PL segue agora para sanção presidencial.