Foi sancionada pelo presidente Lula nesta segunda-feira, 30 de março de 2026, a Lei 5.874/2025, que institui o Reconhecimento de Saberes e Competências (RSC) para os Técnico-Administrativos em Educação (TAE) das instituições federais de ensino. O RSC valoriza a experiência prática, permitindo avanços remuneratórios sem depender apenas de títulos acadêmicos, com início de vigência previsto para abril de 2026. Embora celebre parcialmente conquista de grande importância da luta dos trabalhadores, o modelo do RSC neste momento, antes da regulamentação, tem vários pontos questionados pela Fasubra. Uma dos pontos relacionados à organização dos trabalhadores é acerca da contagem de pontos dos mandatos sindicais para o RSC: A representação sindical ainda não está definida como sendo válida: esta é nossa proposta, mas precisa estar no decreto de regulamentação.

 

Veja a Lei do RSC publicada no  DOU]

 

Assista a Live do Sintufrj que explicará tudo sobre a RSC

 

 

A Roda de Conversa em celebração ao mês da mulher reuniu dezenas de companheiras da UFRJ numa quinta-feira ensolarada de 25 de março no aprazível Espaço Cultural do Sintufrj. Em pauta os avanços nas políticas públicas para mulheres e de combate ao feminicídio, denúncias de assédio e propostas de ação para o combate à violência e ao assédio a mulher na UFRJ.

A convidada do encontro foi a advogada assessora do Sintufrj, Juliana Bauly, que abordou as medidas do governo federal voltadas à proteção de vítimas de crimes contra a dignidade sexual e os avanços obtidos para o combate à violência de gênero.

Segundo as coordenadoras de Políticas Sociais do Sintufrj e do GT-Mulher, Adriana Mattos e Norma Santiago, o encontro foi pensado para promover conscientização, compartilhar informações e debater os avanços nas políticas públicas para as mulheres.

“Essa  Roda de Conversa foi um momento especial de diálogo, informação e acolhimento. Envidamos nossas intenções a ganharem corpo, visibilidade e força”, registrou a coordenação.

Ao final do encontro foi distribuída a bela camisa do GT-Mulher e duas bolsas.

 

Empoderamento

Juliana Bauly celebrou o momento:

“O convite foi muito especial. Eu vi o GT-Mulher nascer na gestão passada e não conseguimos conciliar os meu fazeres com a agenda do GT. E essa agenda de empoderamento frente à violência à mulher, um assunto tão necessário, me motivou ainda mais. Entendo que essa troca de informação vai movimentar muito mais esse universo feminino e que a gente se empodere cada vez mais, empodere também a pauta da violência à mulher, inclusive trazendo conhecimento e formação para os homens também”, declarou Juliana.

Endurecimento das penas

A advogada trouxe a público a Lei 15.280/2025 que altera o Código Penal para agravar a penas dos crimes contra a dignidade sexual de pessoa vulnerável. O texto traz alterações significativas nos parâmetros mínimos e máximos das penas, tornando-as mais rigorosas e restringindo benefícios legais anteriormente aplicáveis.

Além do endurecimento das penas, a lei introduz novas medidas protetivas de urgência, amplia a obrigatoriedade da identificação genética (DNA) para investigados e condenados por crimes sexuais, e condiciona a progressão de regime ou concessão de benefícios penais à realização de exame criminológico favorável.

Da Lei Maria da Penha, Juliana elencou as medidas protetivas de urgência que obrigam o agressor, ampara à vítima e protege o patrimônio. A advogada apresentou também a Lei Henrique Borel, inspirada na Lei Maria da Penha, que visa proteger menores de 18 anos, especialmente após a repercussão da morte do menino Henry Borel.

Esta lei cria mecanismos rigorosos para a prevenção e o enfrentamento da violência doméstica e familiar contra crianças e adolescentes e torna crime hediondo o homicídio de menores de 14 anos, instituindo medidas protetivas de urgência e aumenta penas para agressores.

Juliana Bauly tratou ainda do abuso sexual na internet que tem crescido muito impulsionado pelo avanço tecnológico e pelo aumento do uso de plataformas digitais. A advogada alertou para a necessidade de prevenção, educação digital e maior fiscalização no ambiente virtual.

 

Protocolo para UFRJ

A situação de assédios e constrangimentos sofridos por mulheres no âmbito acadêmico e laboral da UFRJ foi discutido pelas participantes. A estudante Letícia Maya relatou o episódio que ocorreu na Faculdade Nacional de Direito em que um professor assediou uma aluna, o fato foi levado à direção que não tomou providências.

O coletivo de alunas pressionou pelo afastamento do professor e como não houve consequências a denúncia foi levada ao Ministério Público. Agora em março o professor foi afastado conforme decisão do 5º Juizado de Violência Doméstica da capital. A UFRJ, por sua vez, informou em nota que instaurou um processo administrativo para apurar a denúncia de assédio sexual e tramita em sigilo, conforme a legislação.

Raquel Oliveira, técnica-administrativa do Núcleo de Rádio e TV da UFRJ, anunciou a aprovação da Lei da Misoginia no Senado, no dia anterior ao encontro do GT, afirmando que essa lei é fruto da mobilização feminina.

Aprovou-se a inclusão da misoginia como crime de preconceito ou discriminação, tipificando-a como a conduta de ódio ou aversão às mulheres. É o PL 896/2023, enviado para apreciação da Câmara dos Deputados, que equipara o crime ao racismo e prevê penas de dois a cinco anos de reclusão, além de multa.

“É uma vitória. Esse projeto estava há anos no Congresso, nunca ia para frente, e a mobilização das mulheres com os atos em todo o país no dia da mulher pressionou a aprovação. Mostra a força das mulheres”, afirmou.

Ela citou mais um exemplo de violência de gênero, no caso o estupro coletivo de uma adolescente, aluna do Pedro II, o qual dois de seus colegas participaram. Raquel Oliveira falou que há uma onda de violência à mulher perpetrada por uma ideologia que deve ser combatida. E colocou que a UFRJ tem de ter um protocolo de combate à violência a mulher.

Marli Rodrigues, coordenadora de Aposentados e Pensionistas do Sintufrj, afirmou que é preocupante os casos na UFRJ. Que há até algumas ações por parte da instituição, mas lamentou que sejam isoladas e corroborou com a ideia de Raquel Oliveira de se criar um protocolo geral na UFRJ.

A coordenadora-geral do Sintufrj, Sharon Stefani, reforçou a necessidade de o Sindicato e o GT pensarem um protocolo de combate as violências sofridas pelas mulheres e jovens na UFRJ para ser levado ao reitor.

Uma informação importante é a campanha que pode ser abraçada pelos coletivos de mulheres e sindicatos nas universidades. É a campanha #AssédioZero nas universidades, lançada pela Rede Brasileira de Mulheres Cientistas em 2023, que tem como objetivo dar visibilidade ao tema e solicitar às coordenações das universidades públicas e institutos federais a implementação de medidas de prevenção contra assédio moral e sexual, protocolos de encaminhamento das denúncias e acolhimento das vítimas.

 

Sintufrj tem departamento de combate ao assédio

No encontro do GT Mulher a coordenadora Norma Santiago aproveitou a oportunidade para apresentar uma das integrantes do Departamento de Enfrentamento ao Assédio Moral e Conflitos no Trabalho, Anaí Estrela.

O Sintufrj e o departamento apresentaram no fim do ano passado à vice-reitora reitora da UFRJ, Cássia Turci,  a proposta de construção de um protocolo para tratar de situações de assédio no dia a dia das relações de trabalho da universidade.

Anaí relatou que há casos e casos. Que na UFRJ têm muitos servidores que sofrem assédio no seu dia a dia laboral. E que no caso das mulheres, de uma forma geral, o próprio feminicídio começa com o assédio. Ela informou que o departamento foi criado para acolher a servidora e ou o servidor que sofram quaisquer espécie de assédio dentro da universidade.

A técnica-administrativa Marisa Araújo compartilhou experiências pessoais afirmando que as mulheres devem enfrentar seus desafioss com coragem e união. “O assédio e a violência à mulher acontecem todos os dias. E isso independe de classe social, cultural, formação e ou de raça. Aliás, sabemos que as mulheres negras são as mais assediadas, violentadas e mortas. Nossas dificuldades sobre tudo isso estão aí, mas a forma como lidamos com coragem e união é que nos fortalece.”

A coordenadora da CUT, Ana Luiza, tem comparecido às reuniões do GT-Mulher e sempre coloca a Central à disposição do coletivo de mulheres da UFRJ

 

Reeducar os homens, um passo para combater a violência de gênero

Por Adriana Mattos

A coordenadora Adriana Mattos leu seu texto escrito especialmente para o encontro das mulheres da UFRJ

 

“É importante nós mulheres sabermos identificar os tipos de violência doméstica, porém, nós é que somos as vítimas.

Mas o problema maior é dos homens. Eles precisam ser reeducados, precisam reconhecer o comportamento masculino do agressor que fere a dignidade feminina.

A violência contra a mulher é considerado uma epidemia mundial que, segundo a ONU, é a pandemia (epidemia) mais longa e mortal do mundo.

A reeducação de homens em relação a violência doméstica precisa ser séria, contínua e baseada em responsabilidade, não só em punição, porque por mais que as penalidades estejam mais duras  vemos o aumento progressivo do feminicídio.

Reeducar homens contra a violência doméstica exige: educação, responsabilidade, intervenção psicológica, mudança cultural e punição.”

Adriana Mattos é coordenadora de Políticas Sociais do Sintufrj

 

 

Ato, assembleia, live, reuniões locais nesta semana e uma caravana em abril são algumas das inúmeras atividades aprovadas no Comando Local de Greve.

Uma assembleia-ato nesta quarta-feira, dia 1º, às 10h, nas escadarias do CCS (ao lado do Banco do Brasil), vai reunir servidores em greve das quatro universidades federais de ensino superior do estado do Rio de Janeiro: UFRJ, UFF, UniRio e UFRRJ.

Mas antes, nesta terça, dia 31, às 11h, acontece a super livre que vai destrinchar tudo que você precisa saber sobre RSC (Reconhecimento de Saberes e Competências). No canal do Sintufrj no Youtube e no perfil do sindicato no Facebook.

Estas foram algumas das principais atividades do calendário de mobilização discutido no Comando Local de Greve, reunido nesta segunda-feira, dia 30, no Espaço Cultural do Sintufrj.

O calendário conta ainda com diversas reuniões e a preparação de uma grande caravana à Brasília nos dias 15 e 16 de abril. Veja só:

Março

Dia 31, terça-feira

Super Live sobre o RSC, às 11h

Reunião no Museu Nacional, às 14h

Reunião em Macaé, às 14h: II Roda de Conversa das Mulheres da Educação Macaense com o tema “Enfrentando o assédio, fortalecendo resistências” (Auditório do Bloco A – Cidade Universitária, UFRJ Macaé)

Reunião da Comissão de Combate ao Racismo na CUT, às 16h

 Abril:

Dia 1º – Assembleia nas escadarias do CCS, 10h e ato conjunto com servidores da UFF, Uni-Rio e Rural

Dias 15 e 16 – participação de dois ônibus em caravana à Brasília. Saída no dia 14 (e retorno no dia 17), para a participação em duas atividades:

Dia 15 – Marcha da Classe Trabalhadora, convocado pelas centrais sindicais em defesa da Convenção 151 da Organização Internacional do Trabalho (OIT) para garantir negociação coletiva para servidores públicos e data-base.

Dia 16 – Ato Público das Entidades da Educação Federal (Fasubra, Andes e Sinasefe), em frente ao MGI.

A inscrição está condicionada a participação do servidor nas atividades da greve e os candidatos deverá passar por avaliação da saúde.

Comissão do CLG faz apresentação

A Comissão de Finanças fez apresentação dos gastos com as atividades de greve. Na próxima reunião do CLG, os integrantes da comissão farão nova apresentação, desta vez com base nas propostas surgidas na reunião.

Fotos: Renan Silva

  

Minuto de silêncio:

Companheiros Irineu e Claudio Presentes!

Os integrantes do CLG, reunidos no Espaço Cultural, fizeram um minuto de silêncio em homenagem a dois companheiros recentemente falecidos: Antônio Irineu e Alberto Claudio.

Companheiros Irineu e Claudio Presentes!

Os integrantes do CLG, reunidos no Espaço Cultural, fizeram um minuto de silêncio em homenagem a dois companheiros recentemente falecidos: Antônio Irineu e Alberto Claudio.

O Sintufrj registrou, com pesar, o falecimento do aposentado Antônio Irineu da Silva, no dia 28 de março, aos 85 anos. Ele ingressou na UFRJ em 1989, era marceneiro e prestou grande contribuição à UFRJ. Seu Antônio, fiel participante das lutas do Sintufrj, integrou com outros servidores (uma técnica-educacional e outros companheiros marceneiros e carpinteiros) o projeto “Marcenaria Escola da UFRJ /Ensino-Aprendizagem no cotidiano do Trabalho”, apresentado ao Seminário de Integração dos Técnicos-Administrativos (Sintae) em 2018. O projeto foi formulado no encontro de trabalhadores da UFRJ com muitos anos de trabalho na instituição e a técnica, mestranda em Tecnologia para o Desenvolvimento Social, que com um grupo, elaborou um projeto educacional.

O Sintufrj também lamenta registrar o falecimento de Alberto Claudio também era aposentado, tinha 80 anos, faleceu dia 25 de março. Portelense, devoto de São Jorge, foi bancário e ingressou na UFRJ em 1987, como assistente em administração. Dirigiu o Alojamento Estudantil, tornou-se militante contra a discriminação racial. Em 1999 foi chefiar o setor de Recursos Humanos do CCJE. “Eu também sonho um dia ver o preconceito racial e outros preconceitos serem banidos do universo”, disse ao Jornal do Sintufrj em maio de 2009, que registrou o lançamento de seu livro “Escombros”, um brado ao direito à igualdade e uma denúncia à discriminação racial. Alberto Claudio dos Santos foi integrante do Conselho Fiscal do Sintufrj.

Superlive
RSC
O que você precisa saber!
11h – Terça-Feira, 31 de março
Superlive
RSC
O que você precisa saber!
10h – Terça-Feira, 31 de março
No canal do Sintufrj no Youtube e no perfil do sindicato no Facebook

Vem aí um espaço de escuta, troca e fortalecimento coletivo!

O Sintufrj convida para a II Roda de Conversa das Mulheres da Educação Macaense

Tema: Enfrentando o assédio, fortalecendo resistências
Data: 31 de março
Horário: 14h
Local: Auditório do Bloco A – Cidade Universitária (UFRJ Macaé)

Um encontro potente com mulheres que atuam na educação, pesquisa e no enfrentamento às violências, promovendo diálogo, acolhimento e construção coletiva de estratégias de resistência.
Participe, traga sua voz e fortaleça essa rede!

Companheiras e companheiros indicados pelo Comando Local de Greve (CLG) do Sintufrj e referendados na assembleia de 11 de março, estavam em Brasília reforçando as ações do Comando Nacional de Greve (CNG), como ida ao Congresso, visita a parlamentares, participação em audiências públicas e atos.

Essa delegação do Sintufrj foi composta pelos seguintes integrantes do CLG: Maria Lenilva, Adriano Cícero, Edmilson Pereira, Jessé Mendes de Moura, Juscelino Ribeiro e Milton Madeira. Eles chegaram em Brasília no dia 16 de março e retornaram no dia 28, sendo substituídos por outros trabalhadores com participação ativa na greve.

Avaliações

Edmilson Pereira do CLG e coordenador de Educação e Cultura do Sintufrj, relatou que o CNG tem encontrado muita resistência por parte do Ministério de Gestão e Inovação nos Serviços Públicos (MGI), sobre alguns pontos do RSC, sobretudo em relação aos aposentados. Disse ainda que o governo tem ignorado a pauta sobre racionalização, com a justificativa de que alguns pontos possíveis só irão ser analisadas após a definição das atribuições dos cargos.

Juscelino Ribeiro propôs ao CNG investir nas mídias sociais para ampliar a comunicação com as bases e a sociedade e a sua proposta foi aceita.

Reuniões e atos

Na segunda-feira, 23, foi elaborado documento para envio ao governo e realizadas duas reuniões virtuais: uma com a coordenação Jurídica e Relações de Trabalho da Fasubra e outra sobre o processo de regulamentação e implantação do Reconhecimento de Saberes e Competências (RSC) nas universidades.

Na semana anterior a delegação do Sintufrj participou dos dois atos de rua que aconteceram em Brasília. O CNG se juntou à Marcha pela Valorização da Enfermagem, na Esplanada dos Ministérios, promovida pelo Sistema Cofen/Conselhos Regionais com apoio de sindicatos, instituições de ensino e entidades do Fórum Nacional pela Valorização da Enfermagem. “Nós fomos à marcha pela Fasubra para somar força na mobilização dos companheiros da Enfermagem e para mostrar nossa greve e divulgar nossa pauta”, disse Maria Lenilva.

A outra atividade de rua foi no Dia Nacional de Luta pelo cumprimento do acordo de greve de 2024, quinta-feira, 19, com manifestação pela manhã em frente ao MGI. Nessa data foi protocolado no ministério documento cobrando o cumprimento do acordo. No período da tarde o CNG realizou reuniões das comissões internas para organizar novas ações e produzir o informe às bases.

Na sexta, 20, houve avaliação de conjuntura e discussão sobre o  Regimento Interno do CNG, uma ação inédita na Fasubra que resultou em questionamentos e até produção de parecer jurídico. O regimento foi aprovado

É com pesar que o Sintufrj comunica o falecimento do associado aposentado  Antonio Irineu da Silva, ocorrido no sábado, 28 de março. Nossos sentimentos à família desse servidor que prestou sua contribuição à grandeza da UFRJ.
No fôlego da greve que já ingressa na sua quarta semana, integrantes do Comando Local do movimento têm ido às bases intensificando panfletagens.
 
• Na quinta-feira, 26, o campo da Prefeitura foi cenário para a distribuição de panfletos na tradicional Pelada do Coração.
 
• Na ação para convocação da Assembleia-Ato desta quarta-feira, 1º de Abril, a panfletagem alcançou os trabalhadores das pró-reitorias.
 
• Atenção: nesta terça-feira, dia 31 de março, acontece a SUPERLIVE: RSC, O QUE VOCÊ PRECISA SABER. Imperdível!
 
  • FOTOS: RENAN SILVA

O tradicional dia de luta estudantil que lembra o assassinato do estudante Edson Luís morto em 28 de março de 1968 pela ditadura, além da pauta histórica por mais verbas, neste ano se caracterizou pelo repúdio ao assédio e a violência nas escolas.

No Rio de Janeiro houve ato em frente à Prefeitura na Cidade Nova, dia 26, com caminhada até a Secretaria Estadual de Educação (Seeduc). Os estudantes exigiram o fim do assédio, o fim da violência policial, a melhora da merenda e da infraestrutura das escolas.

O tom foi de denúncia frente ao recente episódio de agressão por um policial militar a dirigentes da Associação Municipal dos Estudantes Secundaristas (Ames), na escola estadual Amaro Cavalcanti no Largo do Machado, no Rio, que provocou repúdio da sociedade. O episódio ocorreu um dia antes da mobilização.

Os técnico-administrativos das universidades em greve participaram do protesto em solidariedade aos estudantes aproveitando a oportunidade para divulgar sua paralisação e denunciar também o assédio a estudantes e técnico-administrativos que vem crescendo em suas unidades de ensino.
O Comando Local de Greve da UFRJ se fez presente.

 

Rebeldia

Os estudantes empunharam suas bandeiras manifestando sua rebeldia e irreverência. No ato em frente a Prefeitura houve diversas intervenções políticas e já na passeata colagem de lambe. Na Seeduc denunciaram a precariedade da estrutura das escolas – vidros quebrados, falta ar condicionado, alimentação inadequada – comparando com a bela e refrigeradíssima sede da Seeduc.

Ao fim da manifestação queimaram a imagem do ex-governador Cláudio Castro, o “inimigo da educação fluminense”, agora inelegível.

 

Greve

O Comando de Greve Unificado dos Técnico-Administrativos em Educação do Rio – a categoria está mobilizada pela cumprimento integral do acordo de greve feito com o governo federal – tirou apoio ao movimento estudantil e participou do ato.

Companheiras da UFRJ e da Unirio fizeram falas em apoio aos estudantes e denunciando também episódios de assédio, problemas causados pela gestão da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh) que tirou a autonomia administrativa das universidades para com seus hospitais, assim como a tentativa de acabar com o Hospital Universitário Gaffrée Guinle.

“Nós estamos aqui com todo nosso apoio ao movimento estudantil. E estamos também em luta, em greve, para exigir que o governo cumpra com o acordo feito conosco de forma integral. É estudante junto com trabalhador. Onde tiver luta nos estaremos”, anunciou Marli Rodrigues, dirigente do Sintufrj e integrante do Comando Local de Greve do Sintufrj (CLG/Sintufrj).

Raquel Oliveira, também do CLG/Sintufrj, chamou a atenção para o assédio que vem ocorrendo na universidade – recentemente um professor da Faculdade Nacional de Direito da UFRJ foi afastado pelo Ministério Público após denúncia de assédio por uma estudante – e alertou para a escala crescente de feminicídio no país e no Rio.

O coordenador da Asunirio,  Rodrigo Ribeiro, denunciou a tentativa de acabar com o Hospital Universitário Gaffrée e Guinle (HUGG).  Há um plano para “fusão” do Gaffrée com o Hospital dos Servidores do Estado que não foi discutido com a comunidade universitária.

“Temos como princípio de que escola pública tem que ser para todos. Já nosso movimento de greve reúne mais de 46 universidades paradas. Na Unirio lutamos contra a privatização do nosso hospital que está na eminência de ser fechado. E estamos aqui também para pedir apoio a vocês estudantes à luta dos técnico-administrativos das universidades federais”, disse Rodrigo.

Quarta-Feira, 1º de Abril, às 10h, Assembleia Ato nas escadarias do CCS