O técnico em audiovisual da UFRJ, Caio César Loures, tomará posse em fevereiro como conselheiro titular do Conselho de Comunicação Social (CCS), órgão auxiliar do Legislativo Federal responsável por emitir pareceres sobre temas fundamentais da mídia no Brasil

O CCS é composto por representantes das empresas, das categorias profissionais e da sociedade civil. Caio foi eleito para representar a categoria dos trabalhadores da Indústria Cinematográfica e do Audiovisual, junto com Sonia Santana, presidente do Sindcine (Sindicato dos Trabalhadores na Indústria Cinematográfica e do Audiovisual), que será suplente.

A entrada de Loures no CCS acontece em meio a debates como a regulação das plataformas de streaming, os direitos autorais frente à Inteligência Artificial e a transição para a TV 3.0. A sua presença no conselho marca também uma posição estratégica para a defesa da comunicação pública, dos direitos trabalhistas no setor audiovisual e para a defesa da soberania digital.

 

Como será sua atuação no CCS?

Minha atuação será pautada pela convergência entre a soberania nacional e a garantia da cidadania no ecossistema digital. Unirei a expertise técnica de quem atua na indústria audiovisual à perspectiva estratégica de servidor público federal. Defendo que o desenvolvimento tecnológico é indissociável da valorização do trabalho: nenhuma inovação técnica se sustenta sem o reconhecimento e a proteção dos profissionais que a operam.

Como representante da UFRJ no Fórum SBTVD desde 2017, terei atenção especial à implementação da TV 3.0. Não se trata apenas de melhorias em imagem e som, estamos diante de uma mudança de paradigma em que a televisão aberta se torna uma plataforma orientada a aplicativos, integrada à internet.

Trabalharei para que essa transição não seja sequestrada por lógicas comerciais, assegurando que a modernização tecnológica venha acompanhada de protocolos rigorosos de privacidade e da manutenção do acesso gratuito e universal, servindo como barreira contra a exclusão digital da população mais vulnerável.

 

2- O que pretende propor em relação às condições de trabalho dos profissionais no mercado audiovisual?

A prioridade é o combate à precarização estrutural. Enfrentamos uma “pejotização” que fragmenta a organização sindical e retira proteções básicas.

Defenderei que qualquer nova regulação do setor contenha cláusulas explícitas de preservação do trabalho humano frente à automação e ao uso predatório da Inteligência Artificial. É urgente estabelecer salvaguardas que protejam elenco, dubladores, roteiristas e técnicos contra a clonagem não autorizada de imagem, voz e estilo.

Além disso, na regulação do streaming, lutarei para que a Condecine não se limite ao fomento da produção, mas seja canalizada também para a qualificação técnica e a seguridade social dos trabalhadores.

É inadmissível que o crescimento das plataformas globais continue alicerçado em jornadas exaustivas e na erosão de direitos conquistados.

3- Como pretende defender e fortalecer a comunicação pública?

Defendo o resgate da governança democrática e do controle social, respeitando o princípio constitucional da complementariedade entre os sistemas público, privado e estatal. Isso passa pelo fortalecimento das emissoras comunitárias, que precisam deixar de ser criminalizadas ou inviabilizadas pela burocracia, e pela implementação de mecanismos de democracia direta nas emissoras públicas e educativas, como a eleição de dirigentes e de Conselhos Curadores, que devem ser deliberativos quanto à programação, garantindo autonomia administrativa e editorial.

As Ouvidorias devem atuar, também, como ombudsman independentes, com mandato e estabilidade. Para sustentar essa estrutura, é vital assegurar o financiamento estável por meio da Contribuição para o Fomento da Radiodifusão Pública (CFRP) e da destinação de percentuais da contribuição das telecomunicações e do streaming (Condecine).

O objetivo é que a comunicação pública responda aos anseios da sociedade, sem ficar refém da asfixia política ou da lógica comercial do mercado.

 

4- Quais os principais desafios?

O desafio de nossa geração é a soberania digital. Enfrentamos uma assimetria brutal de poder em relação às Big Techs, que extraem valor do mercado brasileiro sem as contrapartidas regulatórias ou tributárias equivalentes às das empresas nacionais.

Precisamos aprovar marcos regulatórios que garantam a aplicação da Condecine sobre o faturamento bruto das plataformas e estabeleçam Cotas de Tela efetivas para o conteúdo independente.

O objetivo é proteger a propriedade intelectual brasileira contra contratos leoninos de transferência total de direitos.

Outra urgência é garantir que a TV 3.0 sirva para impulsionar a nossa indústria e cultura, em vez de nos consolidar como meros consumidores dependentes de tecnologia e padrões estrangeiros.

Inquietação profissional e política

Caio César exerce a função de Diretor de Operações e Tecnologia do Núcleo de Rádio e TV e atua na indústria cinematográfica como profissional de captação e pós-produção de som. Sua trajetória integra a gestão pública — com passagens pela Superintendência de Comunicação e pelo Conselho Diretor do Fórum de Ciência e Cultura — à representação de classe, como diretor do Sindicato Interestadual dos Trabalhadores na Indústria Cinematográfica e do Audiovisual (STIC) e membro do conselho fiscal do Sintufrj. Desde 2017, representa a UFRJ no Fórum do Sistema Brasileiro de Televisão Digital Terrestre (SBTVD), colaborando no desenvolvimento da próxima geração da TV aberta (TV 3.0). Loures possui ainda um histórico de militância na radiocomunicação comunitária, focado na democratização do espectro eletromagnético e na defesa do conteúdo local.

 

 

 

 

Momentos de tensão no Bandejão Central do campus da UFRJ no Fundão: trabalhadores terceirizados acusam a empresa Nutryenergy de recorrentes atrasos nos salários, não pagamento de férias e, em alguns casos, de não fazer depósito do FGTS nos últimos meses.

E mais: cozinheiros, copeiros, pessoal de manutenção reclamam das condições de trabalho, submetidos ao calor por falta de ventilação e sem os equipamentos de proteção e higiene adequados. O calor também compromete o conforto no salão no qual as refeições são servidas.

Nesta terça-feira, diante desse cenário de violação de direitos, os trabalhadores resolveram paralisar o serviço. Estudantes mobilizados pelo DCE Mário Prata assumiram funções de servir os alimentos para garantir que as refeições fossem servidas.

No entanto, mais de 100 estudantes ficaram sem almoço. A direção do restaurante argumentou uma parte dos alimentos não estava preparada para ser servida. No final da tarde, a Nutryenergy convocou dois seguranças privados como forma de intimidação de trabalhadores e estudantes.

O DCE e o Sintufrj estão acompanhando o impasse em apoio aos trabalhadores. FOTOS: RENAN SILVA

EMPRESA NÃO RESPEITA DIREITOS e trabalhadores do bandejão param

Na terça-feira, dia 27, às 10h, a Fasubra realizou uma live para avaliação do resultado da reunião com o Ministério de Gestão e Inovação no Serviço Público (MGI) que aconteceu horas antes, com a participação do Sinasefe e do MEC.

As coordenadoras gerais da Fasubra Cristina Del papa, Loiva Chansis e Ivanilda Reis e o coordenador de Relações Jurídicas e de Trabalho Marcelo Rosa explicaram que a reunião tratou apenas do Projeto de Lei 6170/25, enviado pelo governo ao Congresso no início de dezembro, que trata, entre outros acordos com outras carreiras, da concessão do Reconhecimento de Saberes e Competências (RSC) para os técnicos administrativos em Educação.

Desde o anúncio do PL, a federação criticou fortemente o conteúdo, cobrando que se cumprisse o que ficou acerado, como acordo de greve, na Comissão Nacional de Supervisão da Carreira. Por isso, o governo instalou mesa no MGI que, nesta terça chegou a sua terceira reunião.

Os coordenadores deixaram claro que não estava em questão a pauta da greve e que o indicativo do dia 23 já está aprovado na plenária realizada dias 24 e 25. A continuidade desta, no dia 31, tem a finalidade de avaliar o que foi consensuado ou não na reunião com o MGI.

Delegação da UFRJ presente no ato em frente ao MGI durante reunião do dia 27

Explicação

Os coordenadores apresentaram uma tabela com 13 pontos, 9 dos quais, consensuados e quatro, sem acordo. São 15 no total mas dois deles já haviam sido consensuados e apresentados em informe anterior. Portanto há 11 pontos consensuados. O material será remetido para avaliação da base de modo a embasar o debate na plenária do dia 31 que apontará a decisão a ser tomada.

Há consenso entre eles de que conseguiu-se recuo do governo em muitos pontos importante, embora haja outros essenciais que não foram contemplados. No entanto, explicaram, caso a plenária aponte, poderão ser objeto de disputa no Congresso, em forma de emendas, e até, se for o caso, na Justiça.

Na pressão

Para o coordenador geral do Sintufrj e da Fasubra Francisco de Assis, a reunião só aconteceu por conta da pressão do movimento: “Conseguimos melhorar  redação. Não foi o que o governo publicou (em dezembro), nem o que a CNSC discutiu, mas um meio de caminho que vamos submeter a análise da categoria. Há ainda elementos que podem prejudicar a Carreira, no que se refere ao RSC e jornada de trabalho. A reunião trouxe elementos importantes dos 15 pontos (apresentados pela Fasubra), avançamos 11; os outros, a Fasubra vai continuar  na luta para que o governo traga resposta positiva. Se não trouxer, tem em pauta a greve e a possibilidade de buscarmos o paramento para apresentação de emendas”, informou.

Resumo das reuniões com o governo

Nas reuniões com o MGI dias 16 de dezembro, 19 e 27 de janeiro, estiveram em pauta 15 pontos. Em 11 houve consenso. Em quatro não houve acordo.

Entre os consensos, foram incluídos, entre os que podem solicitar RSC, os que estão em afastamento e cedidos; foram retirados limites dos percentuais das atividades (havia um teto para a pontuação), retirada da obrigatoriedade de homologação pelos conselhos superiores e da necessidade de interstício de três anos entre Incentivo a Qualificação e RSC; incluída a possibilidade pontuação complementar à última concessão; incluiu atividades de ensino, pesquisa, extensão, gestão, assistência especializada, representação, produção, prospecção e difusão de conhecimento científico ou técnicos.

Sem acordo – Foi mantido o percentual de concessão apenas para 75% dos ativos, o interstício de três anos para pedido subsequente e a vedação do RSC para quem está em estágio probatório; os efeitos financeiros não são retroativos ao pedido.

Acompanhe a íntegra do debate que foi transmitido também pelo Youtube do Sintufrj

 

Plenária indicou greve dia 23 de fevereiro

A plenária nacional da Fasubra nos dias 24 e 25 de janeiro aprovou o indicativo de deflagração de greve a partir de 23 de fevereiro. Foi aprovada também a continuidade da plenária no dia 31 de janeiro, no modo virtual e com a mesma delegação, para avaliação do resultado da reunião desta terça-feira.

A mesa foi instalada no MGI para negociação e alteração do texto do PL 6170/2025. Segundo a plenária, as alterações que forem acordadas com o MGI devem estar confirme o texto aprovado pela Comissão Nacional de Supervisão da Carreira, que não se restrinja a concessão a qualquer percentual e que atinja toda categoria, ativos, aposentados, pensionistas e doutores, entre outras reivindicações.

A plenária também reafirmou pontos do acordo de greve como a redução da jornada para 30 horas semanais, sem redução de salário para toda categoria; aceleração para aposentados e pensionistas e plantão 12 x60, também entre outras pautas. O eixo geral é a luta contra a Reforma Administrativa.

Pauta da greve

Eixo Específico

– Cumprimento Integral do Termo de Acordo de Greve

1) Que o RSC seja amplo e irrestrito, incluindo aposentados, pensionistas e doutores, partindo do texto da CNSC;

2) Redução da jornada para 30 horas semanais, sem redução salarial, para toda a categoria;

3) Aceleração para aposentados e pensionistas!

4) Reposicionamento dos aposentados!

5) Democracia nas IFE: paridade nos órgãos colegiados, eleições diretas e no mínimo paritárias para Reitor, fim da lista tríplice, que o TAE possa ser eleito para cargos de direção, inclusive Reitor.

6) Plantão 12×60;

7) Retirada da possibilidade de terceirização dos cargos do PCCTAE e dos ataques às 30h e ao Plantão 12×60 no PL 6170/2025.

8) Manutenção da matriz única, com a definição do Nível E como referência para os demais níveis, a partir das porcentagens definidas no acordo;

9) Manutenção do step único e constante;

10) Liberação de concurso público para TILSP-Nível E;

Eixo Geral

Continuar na Luta Contra a Reforma Administrativa (PEC 38/2025) do Pedro Paulo e Hugo Motta e a reforma administrativa infraconstitucional do governo Lula

Verba escassa não é desculpa para o abandono da unidade, uma das mais importantes da UFRJ e patrimônio histórico do país

Invasão de ratos sendo tratada com medida paliativa não será aceita pelos técnicos administrativos do Instituto de Filosofia e Ciências Sociais (UFCS). Esta foi a decisão da reunião das trabalhadoras e trabalhadores com o Sintufrj, na quinta-feira, 22. As condições insalubres de trabalho no edifício de três andares construído no século XVIII foram detalhadas pela categoria em documento entregue à direção da unidade, ao Gabinete do Reitor e a outras instâncias da Administração Central, e aos órgãos superiores da UFRJ.

Fezes dos roedores estão em todos os ambientes de trabalho na unidade, sob teclados, assentos de cadeiras e gavetas. No almoxarifado, rolos de papel higiênicos picados revelam a presença dos mamíferos indesejáveis. A Leptospirose é uma das doenças mais comuns transmitidas por ratos, uma infecção bacteriana que pode ser fatal. A bactéria causadora da doença  é eliminada na urina dos ratos. A infecção ocorre quando a pessoa entra em contato com água ou solo contaminado.

Uma das causas da proliferação dos ratos no IFCS é o acúmulo de lixo dentro do edifício, em consequência do reduzido número de faxineiros, todos trabalhadores terceirizados que convivem com atrasos de salários constantemente. São apenas 14 (10 durante o dia e quatro à noite) para dar conta de toda a sujeira produzida pelas milhares de pessoas que circulam todos os dias no edifício – entre servidores técnicos administrativos e docentes; alunos dos três cursos de graduação, pós-graduação, núcleos e programas de pesquisas do instituto; mais de dois mil estudantes do Instituto de História; e usuários da biblioteca, que é aberta ao público, assim como os programas.

Descaso geral

A denúncia feita por escrito pelos técnicos administrativos resultou em uma desratização meia bomba na unidade, ou seja, somente onde os ratos foram vistos passeando recentemente. Um desses locais foi a biblioteca, que fica próxima ao refeitório onde são servidas as refeições levadas do Restaurante Central. “Não queremos resposta protocolar”, avisa uma servidora. O temor de contrair uma das doenças transmitidas pelos ratos (são várias, além da leptospirose, como, por exemplo, a peste bubônica), acabou com a tranquilidade das pessoas. “Vir trabalhar se tornou  um pesadelo pelas condições do IFCS”, desabafou um servidor.

Deliberação do Sintufrj

Técnicos administrativos de vários setores participaram da reunião com a direção sindical, que também recebeu o documento elaborado pelos servidores e prontamente agendou o encontro. A primeira atitude do Sintufrj será enviar um ofício à Reitoria e à CPST ultimando a desratização de todo o edifício do IFCS, juntamente com o fechamento de buracos e frestas (nos assoalhos de madeira e paredes), que facilitam a entrada e a moradia dos camundongos e ratazanas. No dia 4 de fevereiro, quando a Congregação da unidade se reunirá, a entidade estará presente. E no dia 12, a comunidade do IFCS (técnicos, docentes e estudantes) junto com o sindicato, fará manifestação na primeira sessão do ano do Conselho Universitário.

O que mais pode

ser feito de imediato

Além dos problemas estruturais da construção histórica,  responsáveis pela suspensão constante das atividades acadêmicas e administrativas, os coordenadores sindicais constataram, a partir dos relatos de servidores, que a falta de manutenção mínima no edifício já garantiria um ambiente de trabalho menos inóspito.

Por exemplo: já que a rede elétrica do IFCS não comporta a instalação de aparelhos de ar-condicionado, pelo menos todas as salas devem ter ventiladores; melhorar a iluminação das salas, da entrada e da biblioteca substituindo as lâmpadas atuais por outras; reabrir os banheiros interditados por falta de portas, maçanetas e descargas; consertas as janelas para que possam ser abertas, arejando e clareando os espaços, entre outras medidas urgentes e custo elevados. FOTOS: RENAN SILVA 

AVISO RECOMENDA restrição ao trânsito com marmita para evitar atração de ratos: condições sanitárias constrangedoras
NO ESCURO. Corredores de acesso ao prédio sem iluminação

 

 A Expectativa se concentra na negociação desta terça-feira, 27, e na avaliação da plenária virtual da federação, dia 31, que avaliará a disposição do governo em cumprir o acordo  

A plenária nacional da Fasubra nos dias 24 e 25 de janeiro aprovou o indicativo de deflagração de greve a partir de 23 de fevereiro. Na votação, antecedida por caloroso debate, 81pessoas votaram por essa data e 68 pela proposta de 2 de fevereiro. Cinco se abstiveram.

As delegações de todo o país apresentaram reflexões orientadas pelas assembleias de base sobre o indicativo de greve, durante o debate sobre a conjuntura conduzido pelas coordenadoras-gerais da federação, Cristina Del Papa, Ivanilda Reis e Loiva Chansis.

Foi aprovada também aprovada a continuidade da plenária no dia 31 de janeiro, no modo virtual e com a mesma delegação, para avaliação do resultado da reunião da Fasubra com o Ministério de Gestão e Inovação no Serviço Público (MGI), nesta terça-feira,  27 de janeiro.

Semana decisiva

Na avaliação do coordenador-geral do Sintufrj e da direção da Fasubra, Francisco de Assis, a plenária foi muito importante e bastante representativa das bases (com mais de 160 delegados presentes), possibilitando o aprofundamento do debate.

“O grande destaque da plenária foi o contexto geral de unificação de que a gente precisa realmente se armar para a greve, caso o governo não atenda as nossas demandas. Tivemos diferenças em relação a data, mas a maioria aprovou o dia 23 de fevereiro, porque as entidades terão tempo para se organizarem. Inclusive, já com o resultado da avaliação nacional da negociação com o governo nesta terça-feira, 27”, pontuou Assis.

 O coordenador-geral do Sintufrj Esteban Crescente, avaliou que é importante a construção da mobilização para a greve. Segundo o dirigente, o debate sobre a data teve a ver com a situação de cada base. “Há as que têm acúmulo para imediatamente entrar em greve e outras, não; algumas só vão aderir ao movimento após o início do ano letivo antes do carnaval. O que não é o caso da UFRJ, cujo semestre acadêmico começa após o carnaval. Mas, o  fundamental é que se discuta a organização da greve como instrumento de pressão na mesa de negociação”, observou.

 

Acesse aqui o ID correlato da última Plenária: ID N° 002.2026_

PLENÁRIA DA FASUBRA. Registro de dirigentes e delegados da reunião que aprovou indicativo de greve

 

 

GT ANTIRRACISTA CONVOCA REUNIÃO PARA DISCUTIR CALENDÁRIO DE ATIVIDADES PARA 2026. É NESTA QUARTA-FEIRA, DIA 28 DE JANEIRO, NA SALA DE REUNIÃO DA DIRETORIA NO SINDICATO. A REUNIÃO ESTÁ MARCADA PARA ÀS 14H E SERÁ HÍBRIDA.

 

O governo federal devolveu integralmente, segundo a Agência Brasil, as verbas que haviam sido cortadas do orçamento das instituições federais de ensino para este ano.

Em portaria publicada no Diário Oficial da União (DOU) dia 20, o Ministério do Planejamento e Orçamento autorizou a recomposição integral do orçamento, no valor de R$ 977 milhões, para o Ministério da Educação.

Foram R$ 332 milhões para as universidades federais para o custeio (como o pagamento de contas como luz, água, segurança etc.); R$ 156 milhões para os institutos federais; R$ 230 milhões para a Capes (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior); R$ 259 milhões para itens de manutenção das instituições federais de ensino.

Os valores foram cortados no Projeto de Lei Orçamentária Anual pelo “Congresso inimigo do povo”, junto com orçamento de outras áreas importantes para a população, para injetar dinheiro nas emendas parlamentares.

Mas, mesmo com a recomposição, o orçamento não supre a necessidade das instituições para garantir o pleno funcionamento.

A recomposição representou para a UFRJ, a retomada de R$25 milhões, por exemplo, no orçamento do funcionamento. O orçamento discricionário foi recomposto, mas ainda falta uma parte (era de R$410 milhões, e consta R$404 milhões).

O Jornal do Sintufrj perguntou ao reitor Roberto Medronho, como avaliou a iniciativa do governo de recompor o orçamento e como lidar com o fato de que, mesmo recompostos, os valores previstos, por exemplo, para funcionamento somam R$ 323 milhões, enquanto a previsão de despesas para o exercício de 2026 totalizam R$ 378 milhões, segundo o Informe Pr-3 de 17 de dezembro.

Roberto Medronho 0- “A recomposição, a partir do veto do presidente Lula, ao que o Congresso tirou da Educação para turbinar as emendas parlamentares, tem nosso apoio total. Entretanto, o orçamento agora passou a ficar com problemas. Antes era crítico, quase que inviável. Agora é um orçamento aquém das nossas necessidades, o que faz com que a gente este ano corra atrás de investimentos, de novas parcerias e até mesmo, e obviamente, de recomposição orçamentária.

Então, nós vamos pedir a devida recomposição ao MEC, mas também buscar parcerias com o governo federal, os governos estaduais, os governos municipais. Para, a partir dessas parcerias, conseguir apoio para nos ajudar a manter a universidade aberta.

A universidade não fechará, ela permanecerá aberta a respeito de todas as dificuldades que eventualmente tenhamos”, concluiu.

O JS perguntou também sobre o que projeta para a atuação da Pró-Reitor a de Planejamento, Desenvolvimento e Finanças (PR-3), com a convocação da professora Gisele Pires para a pasta, diante das grande e conhecidas dificuldades que a universidade enfrenta e quais são as prioridades da gestão neste momento no que toca às finanças.

Roberto Medronho – “A Gisele (Pires, atual pró-reitora de Planejamento, Desenvolvimento e Finanças, PR-3) é uma companheira de muitos anos, foi diretora de Graduação da Faculdade de Medicina (na gestão de Medronho à frente da faculdade). É uma profissional altamente competente, e uma pessoa muito experiente na administração pública. Foi pró-reitora de Graduação, e da Sesu (Secretaria de Educação do MEC), com mais de três anos em Brasília. Então é uma pessoa que vai trazer muitas contribuições para a nossa gestão. E o professor Hélios (Malebranche, o antigo pró-reitor), eu agradeço toda a contribuição que ele deu nesse período todo.

Uma determinação minha é que a transparência permanecerá. Continuaremos a fazer os relatórios como eram feitos, porque isso é uma decisão política da reitoria da UFRJ.

É muito difícil falar em prioridades em educação pública, em ciência. Infelizmente muitos veem a educação como um gasto, quando na verdade ela é investimento.

Agora, obviamente, a prioridade é manter a universidade aberta, com limpeza, vigilância, alimentação estudantil, pagamento de auxílios para os nossos estudantes que têm os auxílios do PNAES. Dentre todas as prioridades, essas são as prioridades máximas.

O nosso foco é manter a universidade aberta e não atrasar o pagamento dos terceirizados, pessoas que estão trabalhando por nós, colaborando com o crescimento da universidade e são pessoas muito vulneráveis economicamente. Aliás, muitas vezes eles deixam de receber, não porque a universidade atrasou. É bom que se diga. Muitas vezes eles não recebem porque a empresa não tem fluxo de caixa para pagá-los. Porque a gente paga dentro do que determina a lei”.

Reitoria em reunião no fim do ano comemorava reorganização financeira. Dois dias depois, veio o corte

REITOR ROBERTO MEDRONHO na última plenaária de decanos e diretores da UFRJ em dezembro

Na foto, da SGCOM, a Reitoria informa, na última Plenária de Decanos e Diretores de 2025, no dia 17 de dezembro, na antiga sala do Consuni, no prédio Jorge Machado Moreira, indicadores do desempenho no período: entre os destaques, a reorganização financeira da universidade, que, segundo o site da UFRJ, “iniciou o ano sem dívidas com a concessionária de energia elétrica Light, um marco considerado fundamental para a sustentabilidade orçamentária da instituição”.

Alguns dias depois, no dia 19, a UFRJ e todas as outras federais seriam surpreendidas com o sequestro do orçamento previsto na PLOA pelo parlamento para suas emendas parlamentares. Agora os recursos foram recompostos pelo governo.

 

 

 

O Sintufrj vem ampliando a lista de parceiros educacionais com o objetivo de proporcionar aos sindicalizados e dependentes, oportunidades de redução nas mensalidades (descontos) em colégios e instituições de ensino superior.

Para quem tem interesse em fazer graduação, mestrado, doutorado os descontos são expressivos. Para os técnicos-administrativos, os cursos podem vir a proporcionar, inclusive, elevação na malha salarial.

Maiores informações, Setor de Convênios (3194-7102). Confira:

COLÉGIOS
Centro Educacional da Lagoa: unidades da Barra da Tijuca, Jardim Botânico e Norte Shopping. 20% de desconto
Colégio Atlântico: unidade Macaé. 10% de desconto
Educandário Syllabatim : unidade Maria da Graça. 10% de desconto na educação infantil, 15% no ensino fundamental e 20% no ensino médio
Colégio Hélio Alonso: unidade Méier. 10% de desconto
Centro Educacional Santa Monica: unidades Barra da Tijuca, Bento Ribeiro, Campo Grande, Cascadura, Freguesia, Ilha do Governador, Madureira, Mangueira, Recreio, Santa Cruz, Seropédica e Maricá. 5% de desconto no turno da manhã e 10% para o turno da tarde
Colégio de Aplicação Gissoni: unidade Realengo. 10% de desconto
Escola Gente: unidade Bonsucesso. 10% de desconto

 

FACULDADES
Estácio de Sá/Graduação (exceto curso de Medicina e Gastronomia). 70% de desconto

Estácio de Sá/Tecnólogo (exceto Gastronomia). 10% de desconto

Estácio de Sá/Pós-Graduação (exceto Endocrinologia, Hematologia, Medicina do Exercício e do Esporte, Medicina do Trabalho, Medicina Intensiva, RPG, Odontologia e Relações Internacionais). 20% de desconto

Unisuam: unidades Bonsucesso, Campo Grande, Bangú e Jacarepaguá.

Graduação: 53% de desconto

Pós-Graduação: 65% de desconto

Mestrado, Doutorado e Pós-Doutorado: 5% de desconto

Curso Livre: 10% de desconto

Universidade Castelo Branco: unidades Penha e Realengo, exceto Medicina. 60% de desconto
Faculdade Presbiteriana Mackenzie/RJ: unidade Centro. 20% de desconto
Senai/Cetiqt: unidades Riachuelo e Barra da Tijuca. Descontos variados para os cursos de graduação, pós-graduação, técnicos e de extensão e formação inicial e continuada
Unicesumar: unidades Centro, Lins de Vasconcelos, Madureira, Tijuca e Duque de Caxias. Educação à distância

Graduação: 35% de desconto

Pós-Graduação: 50% de desconto

Fucape: unidade Centro. 8 a 15% de desconto

 

Obs.: Estamos em tratativas com Colégio Cruzeiro, Rede de Ensino PH e Universidade Celso Lisboa

Uma campanha de doação de sangue para o banco do Hospital Universitário Clementino Fraga Filho (HUCFF) está em curso. Camila Rodrigues, enfermeira que atua no setor, explicou que os estoques estão baixos e a preocupação com a escassez se agrava.

Algumas regras são estabelecidas para eventuais doadores.

  • A partir dos 16 anos, com autorização dos pais, a doação de sangue já pode ser feita. Autorização por escrito com formulário do próprio do banco de sangue.
  • Quem nunca doou pode fazê-lo até 59 anos 11 meses e 29 dias.
  • Quem já é doador pode doar até 69 anos 11 meses e 29 dias.
  • O doador tem que ter pelo menos 50 kg e, naturalmente, boa saúde.
  • Quem é diabético pode doar, mas tem que estar saúde estável e não usar insulina.
  • Quem usa tatuagem e piercing tem que ter feito o acessório até no mínimo seis meses.
  • Piercing não pode ser na língua e nem na genitália.
  • Para quem usa maquiagem definitiva (sobrancelha) é necessário carência de 180 dias para doar.
  • Não pode usar medicamento injetável.
  • Não pode usar testosterona.
  • Não pode ingerir bebida alcoólica nas últimas 12 horas anterior à doação.
  • Nem fumar 1 hora anterior à doação de sangue.
  • Tem que ter dormido pelo menos seis horas de sono na noite anterior.
  • Hipertenso pode doar, mas depende da medicação
  • Quem tem hipotireoidismo pode doar sangue

Preparação

  • No dia da doação não vir em jejum. Mas se vier, damos lanche.
  • Não pode comer nada gorduroso, pois pode dar alteração na bolsa de sangue.

IMPORTANTE

  • Mulheres podem doar sangue a cada 3 meses, sendo no máximo 3 vezes ao ano.
  • Homens a cada 2 meses, sendo no máximo 4 vezes ao ano.

Assembleia vota e aprova proposta de indicativo de greve a partir de 23 de fevereiro

Manter a pressão no governo para garantir avanço nas negociações dos itens pendentes do acordo de greve foi a principal deliberação da assembleia simultânea do Sintufrj desta quarta-feira, 21, em três locais.

A proposta da direção sindical de indicativo de greve valendo a partir de 23 de fevereiro foi aprovada pelos técnicos-administrativos em educação presentes no auditório do Centro de Tecnologia (CT), Fundão (houve apenas um voto em contrário), e online da Escola de Música e do campus UFRJ-Macaé. Cerca de 40 trabalhadores (as) acompanharam os debates e os informes políticos de forma remota.

A proposta completa da diretoria aprovada pela categoria inclui a realização de uma plenária virtual da Fasubra nos dias 30 e 31 de janeiro, para avaliar o resultado da mesa de negociação que ocorrerá com o Ministério da Gestão e Inovação no Serviço Público (MGI) no dia 27 de janeiro.

E no dia 10 de fevereiro, o Sintufrj fará nova assembleia para uma tomada de decisão dos técnicos administrativos em relação ao indicativo de greve, considerando o balanço, em nível nacional, do comportamento do governo.

Lideranças

“O papel do sindicato é fazer com que o acordo assinado com o governo depois de uma greve, seja cumprido. Temos que acreditar na luta”, afirmou o coordenador-geral do Sintufrj Esteban Crescente. O dirigente lembrou que foi a pressão das bases que fez com que o governo voltasse atrás em relação ao RSC, contemplando as reivindicações da categoria sobre o tema levadas pela Fasubra nas negociações.

O coordenador-geral do Sintufrj e integrante da direção da Fasubra, Francisco de Assis, observou: “Temos que manter o indicativo de greve, porque foi essa pressão que fez o governo recuar em relação ao RSC. De fato, hoje a conjuntura internacional e a do país, com a direita se fortalecendo, fica difícil se fazer greve, mas não podemos recuar da nossa posição pelo cumprimento integral do acordo, porque alguns pontos terão que ser cumpridos”.

RSC

A pauta principal dessa nova rodada entre a Fasubra e o MGI continuará sendo a discussão sobre detalhamento do Reconhecimento de Saberes e Competências (RSC), iniciado na reunião entre as partes no dia 19 de janeiro, onde houve avanços, ou seja, recuo do governo em impor, por exemplo, limites de percentuais e a obrigatoriedade de homologação pelos conselhos superiores das instituições dos pontos defendidos pela Fasubra.

Por decisão da assembleia, a delegação eleita para a plenária presencial da Fasubra dias 24 e 25 de janeiro, atuará pela inclusão na pauta desta reunião com o governo dos seguintes itens do acordo de greve ainda pendentes: jornada de 30 horas, inclusão dos aposentados no RSC e na programação de aceleração, e mais: mudança no artigo 57 da LDB para garantir uma composição democrática nos colegiados institucionais – atualmente docentes ocupam a maioria das cadeiras (70%) – e pelo cumprimento integral de todos os itens do acordo de greve.

Adeus, Paulinho

A assembleia foi iniciada com os participantes fazendo um minuto de silencia em memória do ex-trabalhador do Sintufrj por mais 30, Paulo Antônio da Silva (o Paulinho da Xerox), morto no dia 17 de dezembro. Ele era oi responsável pela Reprografia da entidade. “Muitas das nossas palavras chegavam até vocês pelo trabalho dele. Um companheiro que edificou literalmente o sindicato”, disse Esteban Crescente.

Francisco de Assis estendeu a homenagem aos companheiros e companheiras da categoria recém falecidos.

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PROPOSTAS APROVADAS NA ASSEMBLEIA

1 – Os Técnicos Administrativos em Educação da UFRJ aprovam o indicativo de greve de 23 de fevereiro.

2-  Propor nova Plenária virtual da Fasubra na primeira quinzena de fevereiro antes do indicativo de GREVE.

3- Agendamento da próxima assembleia em 10 de fevereiro, para debate de deflagração de greve.

4 – Manter Campanha de pressão sobre parlamentares para alteração no PL 6170/25.

5 – Os Técnicos Administrativos em Educação da UFRJ reforçam as seguintes pautas para a construção do indicativo de greve:

– Reafirmar a defesa de Data Base para o Serviço Público Federal na mesa geral.

– Cumprimento Integral do Acordo de Greve

– 30 horas para todas e todos, Racionalização dos Cargos.

– Pagamentos das Acelerações aos aposetados.

– Aposentados e Doutores no RSC.

– Alteração no artigo 56 da LDB sobre a necessidade de paridade nos colegiados superiores das universidades,

– Participação dos aposentados nos colegiados superiores e na escolha dos Reitores,

6 – Garantia de cumprimento das Lei Brasileira de Inclusão – LBI para a comunidade acadêmica. Garantir o acesso dos trabalhadores e trabalhadoras PCDs no espaços colegiados da UFRJ.

7 – Delegação ficar em Brasília até o dia 27, por ocasião da reunião com governo.

Veja delegados:

Representando a Direção:
Paulo Roberto Alves de Oliveira Junior
Titulares:
José Carlos Xavier de Oliveira
Maria Lenilva da Cruz  
Alcir da Silva  
André Luís Souza Salviano
Edson Vargas da Silva
Juscelino Ribeiro de Souza
Jessé Mendes de Moura 
ASSEMBLEIA APROVA indicativo de greve. FOTO, RENAN SILVA