Trabalhadores da educação ficam de fora do congelamento de Bolsonaro

Graças modificação na Câmara outras categorias também ficaram isentas

A pressão surtiu efeito. O Senado Federal aprovou por unanimidade, no início da noite desta quarta-feira, 6, o projeto de ajuda financeira a estados e municípios para o combate a pandemia de Covid-19 (PLP 39\2020), excluindo os trabalhadores da educação pública e outras categorias do congelamento. O projeto segue para sanção presidencial.

O Senado acatou a inclusão de novos setores graças a emendas propostas pela Câmara Federal em sessão no dia anterior. Além dos profissionais de saúde, de segurança pública e das Forças Armadas, foram excluídos do congelamento os trabalhadores da educação pública, servidores de carreira periciais, Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal, guardas municipais, agentes socioeducativos, profissionais de limpeza urbana, de serviços funerários e de assistência social.

No caso da educação, a categoria ficou de fora do congelamento a partir de um destaque articulado e defendido pela bancada do PT na Câmara. A votação deste destaque na votação da Câmara foi de 287 votos a favor e 179 contrários.

Outra novidade aprovada no Senado foi a suspensão dos prazos de validade dos concursos públicos já homologados até 20 de março de 2020, em todo o território nacional. A suspensão será válida até que a União estabeleça o fim do estado de calamidade pública motivado pela pandemia.

O Programa Federativo de Enfrentamento ao Coronavírus a estados, Distrito Federal e municípios é de R$ 125 bilhões, sendo R$ 60 bilhões em quatro parcelas mensais, sendo R$ 10 bilhões exclusivamente para ações de saúde e assistência social e R$ 50 bilhões para uso livre.

 

 

O atendimento do Serviço de Saúde do Trabalhador (Sesat) do HUCFF a partir desta quinta-feira, 7 de maio, será deslocado para duas salas no setor de Medicina Física e Reabilitação, bem em frente à rampa de acesso, no segundo andar, do prédio do hospital.

A informação é de Marize Barbosa, enfermeira e ouvidora substituta do HUCFF, que tem atuado no suporte logístico para acomodação do setor satélite da Sesat. A direção do hospital chegou a anunciar o fechamento do setor por questões de prevenção, mas a reação do Sintufrj (veja nota abaixo) acabou provocando a reavaliação da decisão.

Marize Barbosa explicou que, como o Sesat originalmente funcionava no 10º andar, com acesso pelo elevador, era grande o fluxo de profissionais que procuravam o serviço com suspeita ou teste positivo para Covid-19.

Então foi planejada esta unidade satélite que chegou a funcionar na terça e na quarta-feira no primeiro andar (com médico e enfermeiro para assistência a estes trabalhadores).

O deslocamento inicial para o primeiro andar instalou o atendimento próximo às mesas da Triagem da Emergência (no hall após o portão de ferro, antes da área da Farmácia e dos guichês). Não funcionou, segundo Marize. “O fluxo ficou muito intenso no local e, para diminuir este contato e acolher melhor o funcionário (que muitas vezes chega com cansaço ou falta de ar)” surgiu o espaço no segundo andar.

O atendimento do profissional do hospital no Sesat define o seu destino. “Dali (de acordo com o caso) eles vão para a testagem (no CCS), para emergência ou para casa”, explica Marize.

NOTA DO SINTUFRJ SOBRE O FECHAMENTO DO SESAT

Tomamos conhecimento, no final da tarde de ontem, da notícia do fechamento do Sesat do HUCFF. Na opinião do Sintufrj, o fechamento do setor deixa desprotegido quem está na linha de frente do combate à pandemia. O comunicado da direção do hospital orientava os trabalhadores a procurar a unidade de saúde do seu bairro, justamente no momento em que o SUS ameaça entrar em colapso e os trabalhadores da saúde municipal sofrem com diminuição de equipes e falta de condições de trabalho.

Imediatamente procuramos a direção da unidade para pedir explicações sobre a decisão. Fomos informados que o fechamento intempestivo deu-se para diminuir a sobrecarga e reorganizar o atendimento, pois a Sesat estava acumulando o atendimento dos trabalhadores que estão na linha de frente e dos demais servidores do HUCFF.

O Sintufrj questionou o fechamento e propôs que a direção dividisse o atendimento, concentrando no Sesat o suporte aos trabalhadores que estão na linha de frente e que a CPST assumisse os demais procedimentos. A direção do HUCFF acatou a sugestão e comprometeu-se a organizar uma reunião com o Sesat para garantir os procedimentos de reabertura do setor até a próxima segunda, dia 4 de maio.

Permaneceremos acompanhando de perto a questão e os procedimentos de reorganização para a reabertura do setor, garantindo que a proteção aos trabalhadores da universidade seja uma prioridade.

Direção do Sintufrj
Gestão Ressignificar

NA TERÇA E NA QUARTA-FEIRA, o atendimento do Sesat foi no primeiro andar. A partir de hoje, deve ir para o segundo andar do Hospital do Fundão

Covid-19: Hospital do Fundão precisa de profissionais para abrir mais leitos

Nesta terça-feira, 5 de maio, 60 leitos do Hospital Universitário Clementino Fraga Filho (HUCFF) estavam ocupados com pacientes de covid-19 – sendo 28 em CTI e 32 de enfermaria. Atualmente o hospital tem capacidade para oferecer 100 leitos de atendimento aos pacientes vítimas da pandemia, sendo 32 de enfermaria e 68 de CTI. Mas no caso do CTI, há 32 leitos esperando profissionais para que sejam abertos.

Segundo a assessoria do hospital, a emergência está atuando acima da sua capacidade. Como se sabe, o Hospital do Fundão, como é conhecido, não possui emergência aberta. Ela atende casos suspeitos de pacientes que são referenciados – possuem prontuário ativo – na Unidade e recebe pacientes encaminhados pelas Secretarias Estadual e Municipal de Saúde.

A contratação de profissionais está sendo solicitada por meio da Rio Saúde (órgão da prefeitura do Rio) e, até o momento, 296 novos profissionais já foram recrutados. Médicos, enfermeiros, nutricionistas, farmacêuticos, fisoterapeutas e assistentes sociais e psicólogos entre eles. Ainda faltam 174 vagas para serem preenchidas de profissionais que vão atuar na linha de frente.

 

O isolamento social é fundamental para o enfrentamento da pandemia do coronavírus, mas, a cada dia, fica mais evidente a necessidade de cuidarmos da saúde do corpo e da mente durante a quarentena. Pensando nisso, o Espaço Saúde Sintufrj abriu um canal especial na internet para os sindicalizados e, numa iniciativa inovadora que o momento exige, oferece um programa de exercícios para serem realizados em casa.

As videoaulas são oferecidas em dois horários (veja programação abaixo), diariamente, e nas diferentes modalidades de exercícios disponíveis presencialmente no Espaço Saúde Sintufrj aos sindicalizados, e com os professores da equipe que a maioria da categoria já conhece. Como circuito, zumba, pilates, meditação e yoga. A preocupação dos profissionais é oferecer movimentos  acessíveis e motivar a participação das trabalhadoras e trabalhadores e seus familiares.

Mens sana in corpore sano

A conhecida frase em latim, dita pela primeira vez um século antes de Cristo, cuja tradução é mente sã em corpo são, tem tudo a ver com a nossa atual realidade. Antenados com esta máxima, os profissionais do Espaço Saúde Sintufrj também oferecem palestras com informações relevantes sobre nutrição, obesidade e meditação.

Como acessar o link

As aulas e palestras acontecem por meio da plataforma Zoom – um serviço da internet para conferências remotas, reuniões online, bate-papo e outras funcionalidades, que está sendo muito visitado em tempos de isolamento. As aulas, com o link que deve ser acessado, é   divulgada pelo WhatsApp para milhares de sindicalizados meia hora antes do seu início. Dicas: se acessar pelo celular, é só baixar o App (aplicativo) Zoom; pelo computador, é só clicar no link no navegador e seguir as instruções.

À disposição da categoria

A princípio, as atividades foram oferecidas só por meio da plataforma digital SISRun, adquirida pelo Sintufrj para os matriculados no Espaço Saúde. O link do aplicativo e o tutorial (instruções) para facilitar o acesso estão no site da entidade (www.sintufrj.org.br). Mas, desde o dia 20 de março, com a utilização da plataforma Zoom, aulas e palestras na quarentena foram abertas a todos os sindicalizados e com a participação da equipe profissional do Espaço: Carla Nascimento, coordenadora pedagógica, que ministra a meditação guiada; Elaine Moraes (zumba), Alexandre Tavares (circuito), Michele Gomes (circuito funcional), Carlos Guimarães (esticando as pernas em casa), Daniel Inácio dos Santos (alongamento), Ana Esteves (yoga), Maria de Lourdes (posturas) e  Fabiana Alexandre Cardoso e Elaine Rocha (pilates solo).

Ritmo das aulas

“Bom, pessoal, isso mesmo: cotovelo junto ao joelho”, ensinava Alexandre Tavares na aula de Circuito no dia 23, à tarde. “Vocês estão dando um show, meninas”.

Na aula de meditação, Carla Nascimento lembrava: “O importante é manter a coluna ereta” e insistia para que os alunos relaxassem ombros e pescoço, com inspiração e expiração profundas, concentração e sentindo a vida pulsando e olhando para dentro de si mesmo.

Ao final de cada aula, Carla agradece o professor pelo empenho, reitera a proposta do Sintufrj de levar as atividades físicas para mais sindicalizados e convida para palestra ou simplesmente um bate papo. Michelle Paulina, irmã da professora Fabiana Cardoso, que está nos Estados Unidos, foi a primeira participante da conversa informal. Ela expôs como as pessoas na Flórida, cidade onde estava, enfrentavam a pandemia.

Na manhã do dia 21 de abril, a nutricionista Meliane Chaves deu dicas importantes sobre alimentos e vitaminas que aumentam a  imunidade e ajudam na perda de peso, e sobre sucos desintoxicantes, chás para ajudar, por exemplo, a enfrentar a insônia e melhorar o metabolismo em tempos de quarentena.

À tarde, Carla Nascimento falou sobre a obesidade. Ela explicou que é doença complexa de múltiplos fatores e que não se resume ao efeito de comer muito ou não praticar exercícios, podendo depender de fatores internos (como os genéticos ou neurológicos), ou externos. A professora também falou sobre obesidade infantil. Por fim, orientou para a necessidade de atividades físicas moderadas ou intensas de três a cinco vezes por semana, combinando exercícios aeróbicos e de resistência, (como a musculação), dietas adequadas, consumo de fibras e o hábito de yoga e meditação.

No dia 22, pela manhã, Ana Esteves abordou a importância da prática do Yoga, em particular neste momento tão tenso. Segundo a mestra, o atual momento de isolamento é propício para a reflexão, as pessoas olharem para si. “Talvez seja o momento mais yogue que vivemos, justamente pela introspecção a que leva tal situação”, refletiu.

A coordenadora-geral do Sintufrj, Gerly Miceli, conversou com os alunos depois da aula à tarde, nesse dia. Ela explicou a proposta do projeto do Sintufrj para a Saúde do Trabalhador, mas com o olhar para além das questões relativas aos ambientes de trabalho. O que se reflete na ampla gama de atividades oferecidas pelo Espaço Saúde Sintufrj.

Gerly destacou que os servidores são muito bem atendidos no Espaço, oferecendo modalidades de exercícios e terapias, cujos resultados são  excelentes, como RPG e Pilates, entre outras, e o incentivo à perda de peso. “Hoje o Espaço Saúde cumpre o seu papel com qualidade cada vez maior”, afirmou a dirigente, que aproveitou a ocasião para propor a ampliação da ofertas de atividades. “Acredito que a gente tem que ir em frente, sempre buscando aperfeiçoar o que hoje já é excelente”, concluiu.

No dia 23, A gratidão também foi um tema abordado pela terapeuta holística Rosemary Juventude, que falou sobre Florais de Bach.

A Coordenadora de Esporte e Lazer, Noemi de Andrade, fechou o bate-papo na manhã do dia 25, explicando que as vídeoaulas cumprem um papel importante, que é contribuir para o bem-estar físico e mental dos trabalhadas e trabalhadores, que é uma preocupação da direção do Sintufrj, e também de agregar as pessoas  nesta situação de pandemia. Ela destacou a qualidade do trabalho da equipe do Espaço Saúde Sintufrj para minimizar os danos do isolamento.

Saindo do isolamento,

mas ficando em casa

A coordenadora pedagógica do Espaço destacou a importância da ferramenta Zoom, que permite a interação com alunos. Os alunos agradecem a iniciativa do Sindicato. A aluna Rosa que trabalha em hospital, falou sobre a falta que faz para a sua saúde física e mental o Espaço Saúde: “O Espaço faz muita falta mesmo. Estou com saudades de todos, mas sei que neste momento temos que manter o foco para não acabarmos ficando doentes”.

A aluna Vera afirmou: “Queria parabenizar a Carla pela iniciativa e dizer que estou sentindo muita falta de todas as atividades, em especial das massagens da Fabiana e Lurdinha”.

“Saudades de vocês e do nosso contato. Mas o distanciamento é importante pelo menos neste momento”, respondeu a professora Elaine. “Estou amando esse vídeo. A gente não fica perto mas vai vendo o rosto de cada um”, complementou Lurdinha.

“Queria parabenizar a todos que estão participando desta reunião e especialmente a Carla. Muito legal e animada. Bola pra frente que já-já está todo mundo de volta”, disse o coordenador do Sintufrj, Jessé Mendes de Moura, que apareceu para cumprimentar o pessoal.

ALEXANDRE TAVARES, um dos professores do Espaço Saúde, orienta, da varanda de sua casa, os exercícios on line para manter a saúde do corpo e da mente

Na edição de amanhã do nosso programa ao vivo Sintufrj Linha Direta entrevistaremos Esther Dweck, que é professora do Instituto de Economia da UFRJ e que já atuou no Ministério do Planejamento como Chefe da Assessoria Econômica.
Conversaremos sobre recessão, desemprego e o impacto econômico devastador da pandemia.

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NOTA DO SINTUFRJ SOBRE O FECHAMENTO DO SESAT

Tomamos conhecimento, no final da tarde de ontem, da notícia do fechamento do Sesat do HUCFF. Na opinião do Sintufrj, o fechamento do setor deixa desprotegido quem está na linha de frente do combate à pandemia. O comunicado da direção do hospital orientava os trabalhadores a procurar a unidade de saúde do seu bairro, justamente no momento em que o SUS ameaça entrar em colapso e os trabalhadores da saúde municipal sofrem com diminuição de equipes e falta de condições de trabalho.

Imediatamente procuramos a direção da unidade para pedir explicações sobre a decisão. Fomos informados que o fechamento intempestivo deu-se para diminuir a sobrecarga e reorganizar o atendimento, pois a Sesat estava acumulando o atendimento dos trabalhadores que estão na linha de frente e dos demais servidores do HUCFF.

O Sintufrj questionou o fechamento e propôs que a direção dividisse o atendimento, concentrando no Sesat o suporte aos trabalhadores que estão na linha de frente e que a CPST assumisse os demais procedimentos. A direção do HUCFF acatou a sugestão e comprometeu-se a organizar uma reunião com o Sesat para garantir os procedimentos de reabertura do setor até a próxima segunda, dia 4 de maio.

Permaneceremos acompanhando de perto a questão e os procedimentos de reorganização para a reabertura do setor, garantindo que a proteção aos trabalhadores da universidade seja uma prioridade.

Direção do Sintufrj
Gestão Ressignificar

A UFRJ continua se destacando no enfrentamento da pandemia. Além das pesquisas, da testagem para a Covid-19, da produção de insumos e tantas entre outras frentes, a universidade dedica-se à produção, em maior escala, de ventiladores pulmonares mecânicos de baixo custo para o tratamento de pacientes infectados pelo novo coronavírus. Os aparelhos não serão comercializados e, posteriormente, a UFRJ os doará ao SUS (Sistema Único de Saúde).

Para viabilizar a produção, a Fundação  Coppetec promove, desde 27 de abril, a campanha de doações (através de depósito bancário em nome da Fundação Coppetec. Banco do Brasil, agência: 2234-9, conta: 55.622-X, CNPJ: 72.060.999/0001-75). Os recursos angariados serão para compra de peças. A meta é produzir mil aparelhos em um mês ao custo de cerca de R$ 5 mil cada, quando um respirador convencional custa em média R$ 50 mil.

VExCo

Os testes in vitro do chamado Ventilador de Exceção para Covid-19 (VExCo), desenvolvido por pesquisadores do Laboratório de Engenharia Pulmonar e Cardiovascular (LEP), da Coppe, juntamente com uma grande equipe de colaboradores, foram concluídos, com sucesso.

A previsão era de que os resultados seriam encaminhados para a aprovação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), no dia 27 de abril. O equipamento será submetido também à Comissão Nacional de Ética em Pesquisa para testagem em pacientes no Hospital Universitário Clementino Fraga Filho (HUCFF). A estimativa é de que ainda nesta semana, possa ser testado em pacientes.

Segundo o coordenador do projeto, professor da Coppe Jurandir Nadal, “o VExCo é um recurso simples e seguro, porém emergencial, que deve ser utilizado somente quando não houver um equipamento padrão disponível, como já vem acontecendo em vários locais durante a pandemia global”.

O equipamento foi desenhado para produção em massa, de forma simples, rápida e barata, com recursos disponíveis no mercado nacional.  “Esperamos arrecadar R$ 5 milhões para produzir até 1.000 ventiladores. Eles não serão comercializados, serão distribuídos para as Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) por meio de um grande estudo de aplicação clínica”, afirma o coordenador. Segundo o site da UFRJ, posteriormente os ventiladores serão doados ao Sistema Único de Saúde (SUS).

Ainda de acordo com o site, a iniciativa conta com apoio da Faperj (fundação de apoio à pesquisa) e com a colaboração de pesquisadores da UFRJ e de outras instituições do país. Algumas empresa já se prontificaram a ajudar no desenvolvimento, financiamento e distribuição do VExCo.

Doação aos HUs – A UFRJ também abriu campanha de doação para os hospitais da universidade. Acesse coronavirus.ufrj.br/doe

PESQUISADORES do Programa de Engenharia Biomédica (PEB) da Coppe/UFRJ desenvolvem no Laboratório de Engenharia Pulmonar e Cardiovascular, desenvolvem um protótipo de ventilador pulmonar mecânico

CHEGOU A CARTEIRA DIGITAL DO SINTUFRJ!

Nossa carteirinha já está pronta! O sindicalizado pode imprimir a carteira ou utilizá-la em meio digital. Basta acessar http://sistema.sintufrj.org.br/

Se você ainda não fez o seu recadastramento na nossa plataforma, aproveite a oportunidade. O recadastramento é fundamental para o fortalecimento do nosso sindicato!

O governo Bolsonaro, no início do ano, confiscou a arrecadação dos sindicatos com uma MP que impedia o desconto em folha da mensalidade das entidades. O Sintufrj foi uma das entidades que conseguiu derrotar o governo na Justiça e recuperou o direito de manter o desconto, facilitando a vida dos seus associados e garantindo a saúde financeira da entidade.

No entanto, o governo não desistiu de perseguir o movimento sindical e indica “novas regras” na atualização obrigatória do convênio entre o Serpro e os sindicatos para garantir a execução dos descontos. Entre as novas medidas, ingerências indevidas na relação entre as entidades e os associados e novas dificuldades para que os sindicatos consigam realizar meros procedimentos administrativos para garantir a arrecadação.

Faça sua parte

Esta situação reforça a importância do recadastramento lançado pelo Sintufrj no mês de novembro. O recadastramento na nova plataforma é, principalmente, uma ação política para manter nossa organização e independência, aumentando nossa capacidade de comunicação direta e garantindo mecanismos que impeçam que interferências autoritárias do governo federal prejudiquem o maior patrimônio da nossa categoria: sua entidade representativa.

Reforçamos nosso chamado à categoria para que faça o recadastramento em http://sistema.sintufrj.org.br/ e contribua para o fortalecimento do nosso sindicato.

 

Diante do inegável protagonismo das instituições federais de ensino no enfrentamento da pandemia, mesmo com todas as restrições de verbas, o governo Bolsonaro se viu forçado a destinar R$ 339,4 milhões para o MEC – através da Medida Provisória 942, de abril – para o combate ao Covid-19. Parte desse dinheiro irá para as universidades, hospitais universitários e institutos federais.

Os recursos são destinados à produção de álcool em gel, compra de reagentes e equipamentos, instalação de estrutura de tecnologia da informação e comunicação, aquisição de mobiliário e de equipamentos, como os de proteção individual (EPIs) e insumos para os hospitais. Segundo o portal do MEC, foram destinados R$ 127,8 milhões para 32 instituições e R$ 43,4 milhões para o Complexo Hospitalar da UFRJ.

Na universidade

A UFRJ recebeu sua parte no dia 3 de abril, informou o pró-reitor de Planejamento, Desenvolvimento e Finanças, Eduardo Raupp. A parte enviada pela Secretaria de Planejamento e Orçamento do MEC somam R$ 20.774.574,60, incluindo o adiantamento de R$ 5 milhões  que chegaram no fim de março, quando a universidade estava a zero. Do total recebido, R$ 6.111.574,60 foram para custeio e R$ 14.663.000,00 para investimento. Da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), vieram R$ 43.461.017,08, sendo R$ 23.118.017,08 de custeio e R$ 20.343.000,00 de investimento.

Do orçamento de custeio devem ser gastos R$ 17 milhões com equipamentos de proteção individual (EPIs) e insumos, e cerca de R$ 7 milhões com a contratação emergencial de pessoal.

Entre os investimentos em insumos constam materiais para testagem (que vem sendo realizada pelo Laboratório de Virologia Molecular do Instituto de Biologia) e em equipamentos para automatizar o processo, aumentando a quantidade de testes. E também para produção de álcool em gel para hospitais e o Alojamento Estudantil.

Além disso, a Reitoria está fazendo levantamento das necessidades entre todos os envolvidos no combate à pandemia na universidade. Já providenciou a compra dos materiais solicitados pelas unidades e aguarda a entrega dos pedidos.

Boa parte do orçamento destinado para investimento esta sendo utilizada na compra de equipamentos para abertura de novos leitos e recuperação de outros que não estão totalmente equipados para atender a pacientes do coronavírus.

Raupp também contabiliza R$ 21 milhões provenientes de emenda da bancada parlamentar. Dinheiro esse destinado às unidades hospitalares. Segundo o pró-reitor, os hospitais ainda estão definindo os projetos para aplicação do recurso.

Hospital Universitário  

“Os recursos vão permitir que a gente consolide o aumento de capacidade (de atendimento) especialmente no Hospital Universitário Clementino Fraga Filho, que terá aumentada a sua capacidade de atender à pandemia. Já tivemos ações que permitiram colocar 30 leitos a mais. Agora, provavelmente, vamos precisar de mais recursos; porque, dependendo de como vai ser a evolução da pandemia, com certeza (o valor) para pessoal é insuficiente”, explica Raupp.

Todo investimento em equipamentos e reforma da estrutura do Hospital Universitário, lembra o pró-reitor. ficará como legado à população atendida pelo SUS na unidade.

Até junho sob controle  

Do ponto de vista da rotina orçamentária, a situação da UFRJ está, segundo Raupp, relativamente sob controle até pelo menos até junho. Os recursos foram liberados integralmente. “Com esta parte do orçamento, a gente já fez o empenho dos recursos dos principais contratos até o mês de junto”, garante o pró-reitor. Mas, daí em diante, ele lembra que a chegada de recursos dependerá da suplementação, e que, conforme ficou definido na lei orçamentária anual, deve ser aprovada pelo Congresso Nacional.

PESSOAS para testes no Laboratório de Virologia Molecular (LVM), do Instituto de Biologia da UFRJ