28 DE OUTUBRO: Hoje é dia de homenagear aquele que leva serviço público à população

Autor: Postado pelo Sintufrj
Caravana nacional unificada a Brasília, marcha nacional, paralisação dias 29 e 30, e ato no Rio, marcam semana de luta em defesa do servidor e contra a demolição dos serviços públicos com a Reforma Administrativa
Hoje, 28 de outubro, é dia de homenagear quem traduz, com seu imprescindível trabalho cotidiano, direitos constitucionais como Saúde e Educação, em realidade para a população.
Mas, diante de tantos ataques que as categorias do serviço público vêm sofrendo, como a Reforma Administrativa que se desenha no Congresso, e, em particular, os técnicos-administrativos em Educação, que lutam pelo cumprimento dos acordos de greve, hoje é também dia de luta, que se estende em atividades pela semana.
Na manhã desta terça-feira, 28, 56 companheiras e companheiros do Sintufrj deixaram em caravana a sede do Sintufrj rumo a Brasília para fortalecer a marcha nacional unificada do Serviço Público contra a Reforma e cobrar o cumprimento do acordo, no dia 29.
E amanhã, dia 29, no mesmo dia da Marcha, os servidores fazem mais um ato público, desta vez no Rio, às 14h, no Buraco do Lume, em frente à ALERJ (Centro), sob o lema “Não é reforma, é demolição!”.

Não à reforma do Centrão!!!
Pouco antes da saída dos ônibus, o coordenador-geral do Sintufrj Francisco de Assis, lembrou que o protesto é contra a Reforma mas também pelo cumprimento do acordo de greve. “É importante demarcar esse território. Já são 760 pessoas que marcaram presença em Brasília. Então o Sintufrj está se somando à manifestação nacional com 56 companheiros de luta, para este enfrentamento. Derrotamos a PEC da “bandidadem” (que blindava parlamentares), agora nós vamos derrotar a PEC contra o serviço público”.

Depoimentos emocionados sobre a histórica caravana de 1988 em defesa da autonomia, sob liderança do ex-reitor vai compor Projeto Memória
O Encontro dos Caravaneiros realizado nesta sexta-feira, dia 24 de outubro, no Espaço Cultural do Sintufrj, comemorou o centenário de Horácio Macedo com depoimentos ricos de participantes e organizadores da histórica caravana a Brasília que defendeu a autonomia universitária na Constituinte de 1988. O encontro lembrou as lutas empreendidas por técnicos-administrativos, docentes e estudantes, numa das maiores mobilizações da Educação, capitaneadas pelo ex-reitor.
Das lembranças, se destacou o perfil daquele que foi uma das maiores lideranças políticas e acadêmicas de uma universidade que ele pretendia aberta para a sociedade, criando bases de uma política extensionistas que contaminou as demais universidades brasileiras.
Tais depoimentos, anunciou o coordenador-geral do Sintufrj Francisco de Assis, vão compor o vídeo que estará em breve nas mídias da entidade e a segunda edição do Projeto Memória, publicação do SINTUFRJ que reconstitui a história da categoria.
“Horário Macedo é um divisor de águas na história da universidade. Por isso, devemos lembrar a importância das políticas públicas das quais hoje usufruímos, e seu legado histórica. Lutas em defesa da universidade, da autonomia e para que a universidade pudesse fazer pontes com a sociedade”, disse o coordenador.
A coordenadora Sharon Rivera destacou a importância da inciativa de promover um evento que, conforme os depoimentos, demonstra que a universidade não seria o que é sem a participação dos presentes e da história de luta que empreenderam. O coordenador de Organização e Política Sindical José Carlos Xavier contou que fez parte desta história e que é importante relembrar o passado para que os novos servidores possam valorizar a história do movimento. Da mesma pasta, o coordenador Paulo Roberto Alves comentou que aquela mobilização consolidou os alicerces do que chamamos “Universidade cidadã” e ideias como a autonomia e democracia interna.
“Eu estive na Caravana de 1988!”
“Conte para a gente a importância da caravana de 1988”, provocou o coordenador-geral, chamando para a mesa cinco dos integrantes e organizadores da histórica mobilização.

“Eu estive na caravana”, anunciou Deia Ferreira, professora aposentado, colaboradora do Instituto de Biologia, coordenadora de Extensão para Educação a Distância do IB, demarcando que foi um momento muito especial, na política nacional e na vida da universidade, quando surgiu a ideia de uma grande mobilização, com a organização da caravana a Brasília, liderada pelo reitor Horácio Macedo, para a votação do capítulo da Educação na constituinte de 1988.
Ela lembra com orgulho que esteve no ônibus com 17 alunos do Instituto de Biologia e sua filha. Em Brasília, contou, estes jovens e os trabalhadores ouviram o discurso do reitor Horácio Macedo sobre a importância histórica daquele momento. E, depois. junto com centenas de outros de diversos estados do país, protagonizaram uma grande manifestação em defesa da educação pública, no dia da votação, quando subiram a rampa do Congresso. O resultado foi a conquista do artigo que garante a autonomia.
“O Ensino Público é gratuito”

“Horácio Macedo me ensinou a amar a UFRJ”, disse Isabel Azevedo, técnica administrativa aposentada, que foi diretora da Casa da Ciência, superintendente do Fórum de Ciência e Cultura, superintendente de Extensão na gestão Aloísio Teixeira.
Ela aponta inúmeras iniciativas da gestão do ex-reitor para que a universidade estivesse próxima da comunidade do entorno, trazendo-a para dentro da vida da instituição. Mais que uma política de extensão pioneira, o ex-reitor conseguiu aprovar, oficialmente, no Consuni, a Maré como campus vicinal da UFRJ (em área próxima ou em uma comunidade adjacente, com o objetivo de levar atividades de ensino, pesquisa e extensão para além dos muros da universidade).
“A UFRJ diz não ao ensino privado” e “O Ensino Público é gratuito”, diziam as camisetas das dezenas de pessoas que saíram em mais de 20 ônibus em direção a Brasília, segundo Isabel. Só do Fundão, contou, partiram 13 ônibus com quasse 600 trabalhadores e estudantes que, no ato, no Congresso, formaram as palavras SOS EDUCAÇÂO, capa de diversas publicações à época.
Uma das maiores manifestações

Moacyr Barreto, professor aposentado, ex-diretor do Colégio de Aplicação e da Adufrj, que integrou a caravana com dois ônibus cheios de alunos do CAP, mostrou que Horácio tornou-se referência para todo país, com sua política de extensão, que pretendeu tornar a universidade mais próxima da população. Com esta visão de sociedade, na constituição de 1988, com posição de defesa de que verbas públicas fossem para o ensino público, Horácio idealiza a caravana, uma das maiores manifestações políticas em defesa da Educação, num momento que foi uma verdadeira aula para todos. Segundo ele, o capítulo da Educação, na Constituição teve a participação de Horácio Macedo.
Universidade para os mais pobres

Hiran Roedel, técnico-administrativo aposentado e ex-aluno do curso de História da UFRJ, autor de diversos livros lembrou que o ex-reitor era uma liderança política firme, que fez uma verdadeira revolução na educação do país, e que ao mesmo tempo que era um revolucionário, “não perdeu a ternura”. Para Hiran, ele soube navegar em uma conjuntura extremamente importante, quando assume a Reitoria. E buscou discutir qual país se pretendia ter e qual o papel da educação na sociedade que se queria construir. “E aí, Horácio soube pegar a batuta e falar: olha, nós vamos construir uma universidade que participe do processo de construção da sociedade”, contou, lembrando que a universidade que defendia tinha vínculo direto com a classe popular e por isso sua luta incansável em defesa das políticas públicas que vinculava a universidade aos mais pobres.
A luta continua

Orlando da Conceição Simões, técnico-administrativo da UFRJ há 46 anos, biólogo do Instituto de Biologia apontou a importância daquele encontro de caravaneiros para abordar o centenário de Horácio para se mostrar “de que forma começa esta luta, com alguém que buscou a defesa da autonomia, cuja voz ecoou pela universidade e pelo país inteiro. Sua luta começou quando era decano do CCMN, ali já manifestava o pensamento do que pretendia para a universidade. Que se concretiza com sua eleição como reitor, já com a comunidade alinhada com sua luta que começou com técnicos-administrativos, docentes e estudantes nas bases. Uma luta de conscientização que possibilitou a marcha a Brasília”, disse ele, lembrando que esta é uma luta que não foi em vão e que vai continuar, em defesa da autonomia e da educação pública, gratuita e de qualidade.
Além de elogiar fortemente a iniciativa do Sintufrj, todos demais fizeram questão de reiterar que são filiados à entidade.
Histórias de caravaneiros
Quando o microfone foi aberto para os caravaneiros presentes no Espaço Cultural, vozes embargadas relataram um pouco de suas histórias vividas ao lado do magnífico Horácio Macedo. Como bem registrou o coordenador-geral do Sintufrj Esteban Crescente, o professor de química se tornou o reitor mais lembrado e reverenciado pelo conjunto dos trabalhadores na UFRJ, mas era um comunista. E foi a força das suas ideias que contribuíram para a construção dos indivíduos das massas que fizeram história na universidade.
“O legado histórico das teorias e das ideias comunistas é que o fruto do nosso trabalho, daquilo que a gente constrói, tem que ser coletivo, assim como o trabalho tem que ser coletivo. Mas vivemos numa sociedade onde quem decide são aqueles, inclusive, que não trabalham, mas exploram os trabalhadores. Essas ideias estavam na cabeça de Horácio Macedo, que foi um reitor que olhou para a luta, pela extensão, que deu valor e valorizou as trabalhadoras e trabalhadores que aqui estavam”, acrescentou.
Segundo Esteban, a força do comunismo guiou a mentalidade e a conduta de Horácio Macedo, apoiando as lutas da categoria pela conquista da carreira, RJU, concurso público, estabilidade e outras importantes conquistas com a Constituição de 1988:
“Nós que estamos aqui hoje, a geração que entrou no final da década de 90 por concurso, com certeza foi porque temos a Constituição e um conjunto de leis — leis da carreira que se alteraram ao longo do tempo, de formação da universidade. Poderíamos facilmente achar que isso tudo foi fruto da ideia brilhante de parlamentares, de juristas, de pessoas que pensam no Estado brasileiro. Mas, ao olharmos lá no fundo mesmo, o que foi fundamental para se ter um RJU, o fim da ditadura militar, uma Constituinte foram as mobilizações massivas nas ruas, as caravanas diversas a Brasília, os protestos no centro do Rio, com milhões pelas Diretas, já! E quem está aqui nesta sala e esteve naquelas caravanas são as responsáveis por essa história. Vocês fundaram a história, vocês ajudaram no processo de redemocratização, das conquistas dos marcos legais e da UFRJ que a gente tem hoje”.
“Não é à toa que as ideias do comunismo são tão combatidas pelas elites, não é à toa que as ideias de mudança socialista são tão combatidas por quem está no poder”, concluiu o coordenador.
Jesse Moura, técnico administrativo da manutenção do Centro de Tecnologia há 36 anos, lembrou do tempo em que viajavam a Brasília no micro ônibus do Sintufrj, (o “vovô), dirigido pelos motoristas da entidade Wanderlei e Bira, num “bate e volta” cansativo, porque não havia meios para garantir pernoites. E lamentou o período em que a comunidade universitária foi submetida a José Vilhena, o terceiro colocado na consulta, mas alçado ao cargo de reitor no lugar de Horácio Macedo, primeiro colocado na pesquisa, mas impedido de assumir o segundo mandato.
“Eu era prestadora de serviço e se sou servidora devo a coragem do professor Horácio Macedo. Eu o conheci na época das assembleias no Roxinho e ele aparecia para apoiar a nossa luta. Sempre estive nas caravanas e essa história vai continuar, porque a universidade precisa de todos nós. Um reitor que estava sempre junto com os trabalhadores e que respondeu ao governo Collor quando tentou promover demissões, que “dentro da minha universidade quem manda sou”, que realizou trabalhos belíssimos de extensão dentro do Complexo da Maré, que apoiava as nossas greves (“a gente entreva nas salas e desligava computadores, vedava portas”)”, compartilhou Marli Rodrigues, coordenadora de Aposentados(as) e Pensionistas do Sintufrj, na UFRJ desde 1986, atualmente lotada na Faculdade de Letras.
“Sou da época da Asufrj, viajávamos em ônibus sem banheiro”, contou Jorge Ferreira, que iniciou sua trajetória na UFRJ em 1989. “Sou aposentado, pastor evangélico, mas continuo na luta com a minha categoria”, afirmou.
“Desde 1977 participava de quase todas as caravanas. Vi muitos companheiros que falavam bonito aqui e lá, em Brasília, baixavam a cabeça. Por isso me afastei do movimento”, justificou Davi Vieira Adão.
Alcir da Silva falou com orgulho que é o 366 no registro do RJU, e deve isso às caravanas de 1988 lideradas por Horácio Macedo. “Tem que ter respeito pelos analfabetos que estavam lá atrás e sustentaram essa casa até hoje. Tenho 39 anos e oito meses como motorista na UFRJ, mas o cargo é o mesmo: servente de obras. Tinha o fundamental, mas já sou graduado. O que chamavam de Trem da Alegria se transformou no Trem da Esperança. Reitor igual a Horácio Macedo não haverá mais”, lamentou o técnico administrativo da SGCOM. O caravaneiro homenageou duas companheiras: Odete Francisca dos Santos, 83, presença assídua nas assembleias, mobilizações e caravanas – “Foi ela que me trouxe para a universidade” — e a saudosa ex-dirigente do Sintufrj Marlene Ortz – “Que até hoje vive”.
Um dos depoimentos mais emocionantes foi de Wellington de Jesus, que resumiu sua história com voz embargada. “Era traficante, gerente de boca. Nem sei se estaria vivo. A universidade me resgatou. Já fui mais de 80 vezes para Brasília representar as pessoas que não podiam ir. Na minha primeira caravana conheci o Paulão (companheiro já falecido) e ficamos amigos. Cadê Marlene Ortz? Fiz curso de alfabetização e o segundo grau. Agradeço ao Chiquinho.”
O coordenador de Organização e Política Sindical do Sintufrj, Paulo Roberto, concursado de 2013, conheceu Horácio Macedo através de um quadro com a foto do ex-reitor na parede da sede do PCB, no Rio de Janeiro: “Sou contemporâneo das suas ideias. Precisamos de uma massa de Horácios Macedos, de olhar sereno, porém firme. Todas as suas ações foram sob o auspício do comunismo.”
“Formei todas as minhas três filhas. Tudo que conquistei na vida devo a Horácio Macedo, que foi a Brasília e peitou nossa permanência na UFRJ. Agradeço também as pessoas que foram com a gente na caravana. Não era passeio e dormimos na grama. No governo FHC, quando vi meu salário desabar, quase endoidei. Só ele, o Lula, fez meu salário crescer”, disse Genivaldo dos Santos Almeida, servidor da Prefeitura Universitária.
Jorge Luiz (mais conhecido como Brasília), do IPPMG: “Entrei na UFRJ em 1985, sou porteiro. Fui convidado para uma assembleia e ir a Brasília. Hoje estou aqui e tenho orgulho do Sintufrj. Fiz muitos amigos, trouxe novos companheiros para a luta. Dormíamos em barracas no chão. Caravaneiros são todos aqueles que lutam no dia a dia. Agradeço a todos vocês, especialmente a Francisco de Assis.”
José Carlos Xavier, coordenador de Organização e Política Sindical: “Estou muito feliz de participar desse evento sobre a caravana de 1988. Entrei na universidade com o ensino fundamental, hoje sou graduado e agradeço a Horácio Macedo por essa trajetória. Foi muito rico reviver a história do passado.”
“Horácio Macedo previa o futuro: os ataques de FHC, Collor e Bolsonaro a UFRJ, e que a instituição poderia fechar. Então ele aproveitou aquela época para reunir os trabalhadores em caravana até Brasília e garantir que ficássemos para defender a universidade”, avaliou Juvelino, do CCS (o Delegado).
Francisco agradece
O evento foi encerrado pelo coordenador-geral do Sintufrj Francisco de Assis: “Com suas ações, Horácio Macedo mostrou que o papel do Estado é estar ao lado da sociedade. Nós somos parte do Trem da Esperança, 1.700 trabalhadores que teriam sido demitidos. Enquanto lutávamos junto com a UFRJ para sustentar a permanência na instituição, porque um termo de conduta ameaçava essa conquista de Horácio Macedo, ex-sindicalistas e seus discursos revolucionários, que participaram lá atrás da gestão, se calavam. Esta homenagem ao centenário do magnifico reitor é para mostrar nosso compromisso de gratidão a ele. Em nome da direção do Sintufrj agradeço a mesa e a todas as companheiras e companheiros pela participação.”
Homenagem póstuma
A pedido do coordenador sindical, cada um dos presentes no Espaço Cultural se levantou e disse o nome de um trabalhador ou trabalhadora que participava das caravanas, e que já faleceu. Foram muitos os citados com emoção, entre os lembrados na hora estavam: Marlene Ortiz, Manuel Dantas, Gercino, Vicente, Paulão, Leôncio, Pereirinha, Jurema, Osmar, Passerone, Eunice,Justina, dona Vanda, Luis Afonso…

A próxima semana será agitada para os técnicos administrativos em educação da UFRJ. Por unanimidade, os cerca de 150 trabalhadoras e trabalhadores que lotaram o Espaço Cultural do Sintufrj para a assembleia convocada pela entidade, referendaram as propostas levadas pela direção sindical:
. Paralisação nos dias 29 e 30 de outubro; participação na quarta-feira, 29 da Caravana Nacional para a Marcha a Brasília e adesão ao ato no Buraco do Lume, no centro da cidade, às 14h, aprovado pelo Fórum Estadual dos Servidores Públicos no Rio de Janeiro.
Os dois dias nacionais de luta seguem orientação da Fasubra às suas bases de intensificação da mobilização local e em Brasília, para mostrar “a nossa força na capital federal e pressionar o Congresso inimigo do povo.”
Caravana – Para uma parte da assembleia, o Sintufrj deveria enviar mais de um ônibus a Brasília para a marcha contra a Reforma Administrativa e o cumprimento integral do acordo de greve pelo governo.
Um longo debate antecedeu a votação que aprovou por 59 votos a 34, a proposta da direção sindical de que, apenas um ônibus de caravaneiros sairá da sede do Sintufrj, no Fundão, na terça-feira, 28, pela manhã para a marcha em Brasília. A inscrição para participação na caravana foi feita durante a assembleia, os interessados passaram por uma avaliação da saúde mas só irão a Brasília quem participou das atividades do Dia de Luta na UFRJ.
A justificativa dos dirigentes é que no dia 29 de outubro não há agenda política com o governo (mesa de negociação) e Congresso, cuja uma parte dos parlamentares, segundo apurou a Fasubra, participarão da sessão online. Mas, foi mantida a marcha para mostrar ao Planalto e aos deputados e senadores que os servidores estão mobilizados na defesa do serviço público e das suas conquistas da greve.
Plenária nacional
Nesta assembleia também foram eleitos os delegados à Plenária Nacional da Fasubra nos dias 15 e 16 de novembro. Duas chapas foram à votação: uma formada pelas forças políticas que compõem a direção do sindicato – MLC, Unidade Classista e Unir, mais o Ressignificar e independentes, que obteve 83 votos — elegendo seis delegados dos sete que a base teria direito pelo quantitativo da assembleia, de acordo com o Estatuto da Fasubra–; e outra reunindo o coletivo Travessia e TAEs na Luta e independentes, que conquistou 13 votos, e elegeu um delegado. FOTO: RENAN SILVA


Uma carreata com dezenas de companheiros, que saiu pouco depois das 8h da sede do Sintufrj, no Fundão, e percorreu ruas do Fundão rumo ao Cetro de Tecnologia onde acontecia o Conselho Universitário, marcou a manhã deste dia de luta dos trabalhadores técnicos-administrativo em Educação da UFRJ, 23 de outubro. O ato prosseguiria a tarde com assembleia simultânea no Fundão e Macaé.

O protesto foi contra injustiças sociais e tributárias, envolvendo pautas locais e de âmbito nacional: contra a cobrança de honorários de sucumbência em processos recebidos por servidores; contra a reintegração do Clube de Funcionários da Petrobras (Cepe-Fundão), pela garantia do direito aos adicionais de insalubridade e pelo direito de movimentação de trabalhadores das unidades sob gestão Ebserh.
Na pauta estão ainda o cumprimento do acordo de greve; contra a Reforma Administrativa que ataca o servidor e desmonta o serviço público; pela reposição orçamentária da universidade e contra o orçamento secreto e pelo fim da escala 6 x 1.
Ao microfone, junto ao carro de som do Sintufrj, o coordenador geral do Sintufrj Francisco de Assis lembrou: “Hoje é dia luta contra as injustiças sociais. Dia de lutar contra o pagamento de horários de sucumbência, contra o pagamento de reposição ao erário de processos que ganhamos e recebemos de boa-fé; dias de lutar contra a injustiça de fechar o clube da Petrobrás. Então hoje, todo mundo na rua, na luta, defendendo nossos direitos. É dia também de lutar contra a Reforma Administrativa e pelo cumprimento do acordo de greve”.
“Além disso, nossa categoria está na luta pelo fim da escala 6 x 1 Que é uma luta de todo povo trabalhador por mais qualidade de vida, por mais emprego. Porque com menos horas trabalhadas são mais vagas. Estamos na luta pelo cumprimento integral do acordo de greve, contra a Reforma Administrativa e, em solidariedade, pela permanência do Clube de Empregados da Petrobras do Fundão. Temos que exigir que os banqueiros parem ser os principais beneficiados com orçamento público. Quem tem que se beneficiar com orçamento é quem trabalha e gera riqueza, é a classe trabalhadora. Somos também pela reconstrução do orçamento da universidade, contra a reforma administrativa que cassa os direitos dos servidores. Defendemos o cumprimento integral do acordo de breve e a equiparação dos benefícios. Estamos aqui também em solidariedade aos companheiros do Cepe Fundão”, reiterou o coordenador-geral Esteban Crescente também à frente da manifestação.

Rumo ao Consuni

Contando com dezenas de servidores, estudantes, a carreata seguiu por uma das pistas em direção ao CT, mas fez uma parada na sede do Clube, onde realizaram protesto contra o seu fechamento e a consequente suspensão dos serviços à comunidade da UFRJ, aos sindicalizados do Sintufrj, e a demissão dos trabalhadores. Paulo Nascimento, do Sindicato dos Petroleiros, falou em nome da categoria e dos trabalhadores do clube que também se integraram a manifestação, assim como os profissionais do Espaço Saúde do Sintufrj que executam relevantes projetos no clube.

Depois, o grande grupo se dirigiu ao bloco A do CT, onde deixaram os carros para seguir em ruidosa passeata pelos corredores.
“Não tem dinheiro para a Educação, mas tem dinheiro pra banqueiro e pro Centrão”. Com palavras de ordem assim, com grandes faixas, bandeiras e muitos cartazes, foram para o auditório E 212 onde acontecia o Conselho Universitário.
No Consuni
O grupo ocupou o auditório do Consuni, com as grande faixas e cartazes e reproduzindo em jogral as palavras dos coordenadores-gerais com as pautas da manifestação, inclusive a defesa da UFRJ e a necessária recomposição orçamentária e o pedido à reitoria para reforçar o apoio ao recurso junto à AGU quanto aos honorários de sucumbência.
Falando em nome do Sintufrj, o coordenador Francisco de Assis explicou que embora a reitoria tenha aberto espaço de diálogo, a categoria definiu o dia de luta em função de uma série de injustiças que vem sofrendo: “Para a gente é injusto que o Congresso fique prendendo um quarto do orçamento público e a universidade tenha que fazer projetos para angariar recursos. Estamos lutando em defesa da universidade. Não é justo que a Universidade cobre reposição ao erário. Nós temos um conjunto grande de trabalhadores e apresentados que estão nessa situação. A cobrança de honorários de sucumbência por advogado da AGU, de trabalhadores que ganham dois, três salários mínimos, pra gente é imoral. Ter que pagar altos custos processuais, valores exorbitantes em prazo de dez dias está afetando o orçamento e a vida das pessoas. A gente acha injusto que a universidade queira fechar o CEPE, um espaço, que atende nossa comunidade, nossos sindicalizados, aposentados, que fazem ginástica e natação naquele importante espaço de integração social”, pontuou o coordenador.

Milton Madeira lembrou que todos os trabalhadores das instituições sofrem com o sucateamento e com salários, principalmente terceirizados. “Em Macaé, eles não recebem treinamento, não recebem insalubridade”, disse ele, criticando o fato de que, enquanto há isenções fiscais de bilhões para empresários, se ataca trabalhadores da universidade com honorários de sucumbência.
Luciana Borges, que também é coordenadora de Comunicação do Sintufrj reiterou as palavras da conselheira Gerli Miceli, também técnica-administrativa (que anunciou que os trabalhadores RJU se recusam a usar crachás da Ebserh pois entendem que são do IPPMG da UFRJ), reiterando a rejeição ao crachá da empresa, “Nós somos RJU, trazemos no peito a honra de pertencer a UFRJ. A gente quer o apoio da Reitoria em relação a essa posição e estamos num dia de luta pelo cumprimento do acordo integral da greve”, disse ela, anunciando a mobilização nacional do dia 29, pelo acordo mas também contra a reforma administrativa, “um retrocesso histórico na luta dos trabalhadores”, concluiu.
Substituindo o reitor, Cássia Turci apontou a realização de reuniões para o encaminhamento das pautas.

Veja mais sobre o Dia de Luta na UFRJ contra injustiças sociais e tributárias







Servidores criticam resultados da mesa nacional de negociação desta quinta, 23, no MGI
A reivindicação da isonomia dos benefícios entre os poderes passou longe na Mesa Nacional de Negociação Permanente (MNNP), dos servidores públicos com o governo, na tarde desta quarta-feira, 22 de outubro.
Embora ainda no início da noite a reunião ainda estivesse em curso, segundo os representantes da Fasubra, debatendo a reforma que está sendo feita pelo MGI, as propostas no que toca aos benefícios já haviam sido “comunicadas”.
O governo propôs reajustes muito aquém da expectativa, gerando críticas. Para o auxílio-alimentação, reajuste de 17,5% a partir de dezembro deste ano, passando de R$1000 para R$ 1.175,00.
O reajuste do auxílio pré-escolar seria, a partir de abril de 2026, pelo IPCA; assim como o reajuste da assistência à saúde suplementar.
Mas quanto ao auxílio nutricional (para aposentados), o governo apenas manteve o debate em pauta, sem resposta.
Mesa de negociação ou de comunicação?
Para o coordenador de Comunicação da Fasubra e coordenador geral do Sintufrj Francisco de Assis, a proposta ainda é insuficiente e é preciso resgatar as resoluções da Fasubra, referendadas pela plenária dos SPF que defendem a isonomia de benefícios.
“A proposta é insuficiente. Lutamos por isonomia de benefícios e o governo também não deu resposta sobre o auxílio nutricional, essencial para os aposentados. E temos que entender as propostas relativas aos auxílios pré-escolar e assistência à saúde (o reajuste pelo IPCA), com mis detalhes para não cairmos em pegadinha. E ainda temos que nos contrapor a postura do governo para que faça de fato uma mesa de negociação e não uma mesa de comunicação”, avaliou o coordenador.
O coordenador geral Esteban Crescente ponderou que as propostas apontadas pelo governo, embora insuficientes, já são reflexo da pressão dos servidores contra a Reforma Administrativa, cujo desgaste o governo tenta dirimir com estes reajustes nos benefícios. “Vale a pena a luta, se ampliarmos a ofensiva ganhamos mais e barramos a reforma administrativa”, disse ele, ponderando que as expectativas com a reunião eram baixas. “Com certeza não é suficiente e longe de nossa defesa da equiparação. Mas é um sintoma do resultado da movimentação nacional do serviço público”, alertou.
A categoria está mobilizada
No dia 29, servidores de todo país tomarão Brasília em defesa dos direitos e do serviço público. A mobilização – Marcha Nacional do Serviço Público contra a Reforma Administrativa -, é parte da luta nacional das servidoras e servidores públicos contra a proposta de Reforma Administrativa do Congresso, que ameaça direitos históricos da categoria e os serviços prestados à população.
A Federação informa que a concentração está marcada para 9 horas, no Museu da República. A marcha, que seguirá até o Congresso Nacional, foi convocada pela CUT, demais centrais, confederações e federações de trabalhadores, com apoio das frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo.

Edição da Revista Projeto Memória em 2026 terá como foco o registro de caravanas desde a que sacudiu Brasília em busca da Autonomia Universitária
Tendo como marco a Caravana de Horácio Macedo na luta por Autonomia Universitária em 1988 na Constituição, o Sintufrj realiza na manhã desta sexta-feira (24) às 9h30, no Espaço Cultural do Sintufrj, o Encontro de Caravaneiros. O evento – que também marca o centenário do primeiro reitor eleito de uma universidade federal – também integra a celebração dos 40 anos do Jornal do Sintufrj.
PROGRAMAÇÃO PARA O DIA 24/10 (sexta-feira)
- 9h – Mesa de Abertura – Coordenação Geral e Organização Sindical (uma saudação)
- 9:30h – Mesa de Debate – Os impactos da caravana organizada por Horácio Macedo.
Convidados: Integrantes da Reitoria e Sintufrj da época, liderança do PCB (organização do Horácio Macedo) e integrantes do plenário que participou da caravana
- 11h – Homenagem aos caravaneiros falecidos. E abertura de falas para depoimentos dos presentes.
- 11:30h – Apresentação da comissão indicada pela direção sindical para organizar a II Edição da Revista Projeto Memória que terá como foco o resgate e registro de todas as caravanas desde a Gestão de Horácio Macedo;
- 12:30 – Encerramento

Mobilização envolve carreata na Cidade Universitária, manifestação no Consuni e Assembleia Simultânea
Carreata, ato na Reitoria e no Consuni pela manhã e assembleia à tarde, marcam esta quinta-feira, dia 23, Dia de luta dos trabalhadores em Educação da UFRJ. A concentração é às 8h, na sede do Sintufrj, para saída em carreata até a Reitoria, no Parque Tecnológico.
Depois, às 9h30, tem manifestação no Conselho Universitário (no auditório E 212, no CT). Às13h, acontece a assembleia Simultânea no Fundão (Espaço Cultural do Sintufrj), no IFCS (sala 107) e em Macaé (bloco A, sala 215).
O protesto é contra a cobrança de honorários de sucumbência em processos recebidos de boa-fé; contra a reintegração do CEPE, pela garantia do direito aos adicionais de insalubridade e pelo direito de movimentação de trabalhadores das unidades sob gestão Ebserh.
Na pauta estão ainda o cumprimento do acordo de greve; contra a Reforma Administrativa que desmonta o serviço público; reposição orçamentária e contra o orçamento secreto; pelo fim da escala 6 x 1.
Contra cobranças absurdas
“Precisamos construir uma grande unidade diante dos ataques que a categoria vem sofrendo. Além da questão do direito aos adicionais de insalubridade, há uma preocupação muito grande em nossa comunidade com a cobrança, dos trabalhadores da UFRJ, de honorários de sucumbência para membros da AGU que já recebem salário significativo, enquanto as pessoas estão tendo que fazer empréstimos para pagar custos elevados. Também buscamos uma mesa de negociação com o ministro da AGU. A reitoria se colocou à disposição para a gente buscar essa agenda. Por conta disso, o sindicato vai partir para mobilização: dia 23 vamos ter uma grande mobilização contra essa injustiça. Além disso, temos pautas importante para tratar com a reitoria. Também será um dia de luta e defesa da universidade, por mais orçamento e pela garantia dos direitos dos trabalhadores”, disse o coordenador geral do Sintufrj Francisco de Assis.
“A pauta desse dia é guiada pela resistência à reforma administrativa, que visa atacar a nossa estabilidade e privatizar o serviço público. Também questionamos o fato de centenas de trabalhadores da UFRJ, que tinham direito à execução dos 28,86%, estarem sendo cobrados dos honorários de sucumbência pela Procuradoria Regional da Segunda Região. Não podemos permitir que trabalhadores já endividados, em situação financeira muito grave, sejam penalizados dessa forma”, disse o coordenador-geral Esteban Crescente.
A coordenadora de Comunicação Luciana Borges lembrou ainda que o ato no Consuni, às 9h30, contará com servidores (em unidades sob gestão da Ebserh) que pleiteiam livre movimentação para as outras unidades, além do percentual de insalubridade e, ainda, o cumprimento do acordo integral da greve (com direitos como Reconhecimento de Saberes e Competência, jornada de 30 horas e racionalização dos cargos.
Fique de olho na programação
8h – Carreata Saindo do Sintufrj, rumo a Reitoria no Parque Tecnológico.
9h30 Manifestação no Conselho Universitário
13h Assembleia Simultânea Sintufrj- Fundão (Espaço Cultural do Sintufrj), no IFCS (sala 107) e em Macaé (bloco A, sala 215). Pauta: luta contra a Reforma Administrativa, caravana, informe sobre pendências do acordo de greve, eleição de delegados à plenária da Fasubra e paralisação nos dias 29 e 30.
Inscreva-se
Confirme sua participação no link abaixo para organizarmos a carreata e o ato no Consuni
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