Por dois dias, 6 e 7 de junho, delegações de mulheres representantes de 26 entidades, inclusive do Sintufrj, participaram do Encontro Nacional da Mulher Trabalhadora, no auditório do Sindsep-DF, em Brasília com o objetivo de debater questões de gênero, políticas públicas, organização sindical e os desafios enfrentados pelas mulheres no serviço público. A programação incluiu debates sobre Cuidado, Violência de gênero e convenção 190 da OIT.

O encontro foi aberto com homenagem à bióloga Bertha Maria Júlia Lutz, pioneira na luta pelos direitos das mulheres. Em 1922, fundou a Federação Brasileira para o Progresso Feminino, dando início à luta pelo direito de voto para as mulheres. A referência inspirou os debates que, segundo a organização, foram ricos, com a participação das representantes de diversas regiões do país.

A delegação do Sintufrj foi composta pelas companheiras Marisa Araújo, Norma Santiago, Rosemere Roza, Adriana Mattos, Maria Lenilva da Cruz, Marly Rodrigues, Alzira Trindade e Selene Vaz. Teve atuação destacada no evento, “com falas potentes que traduziram a força e a complexidade da vivência feminina”, registrou informe da delegação, segundo o qual, a coordenadora Norma Santiago emocionou ao refletir sobre as violências invisibilizadas que atravessam o cotidiano de tantas mulheres: “A violência não mora só na casa da vizinha. Ela está ao nosso lado, muitas vezes silenciada.”

Marly Rodrigues trouxe à tona a urgência de afirmar a autonomia feminina dentro e fora do sindicato: “Nós, mulheres, temos que cavar o nosso espaço. E não aceitar mais que nos silenciem ou que nos prendam a papéis que não escolhemos.”

Mais do que um encontro, foi um ato de resistência histórica, informou a delegação, sustentando: “honrar Bertha Lutz é garantir que as mulheres de hoje possam escrever suas próprias histórias”.

Entre as propostas do encontro que serão encaminhadas à direção nacional, estão a realização de encontros nacionais, um sobre assédio moral e sexual, em que as entidades possam apresentar suas ações e publicações; e outro sobre todos os tipos de opressões.

Debates

Política Nacional de Cuidados – Luba Melo, coordenadora do Comitê de Mulheres da Internacional do Serviço Público (ISP) Brasil, vice-presidente do Sindicado dos Servidores municipais de São Paulo abordou a distribuição desigual do trabalho de cuidado não remunerado, que recai historicamente sobre as mulheres, e ressaltou a urgência de tratar o tema como pauta prioritária também no movimento sindical.

Convenção 190 – No debate sobre a Convenção nº 190 da Organização Internacional do Trabalho (OIT) Camila Galetti, doutora em Sociologia pela Universidade de Brasília (UnB), pesquisadora das novas direitas, aponta que a convenção é “ferramenta estratégica de resistência” e reconhecer a violência de gênero como um problema coletivo é fundamental para a construção de soluções também coletivas.

Violência de Gênero – Letícia Nascimento, da Universidade Federal do Piauí (UFPI) e diretora do ANDES-SN defendeu: “O movimento sindical tem que trabalhar políticas de gênero e sexualidade de uma forma mais ascendente”, afirmou. Clarisse Goulart, cientista política, militante da Marcha Mundial de Mulheres destacou que a violência contra as mulheres é um instrumento de dominação historicamente construído e lembrou que a internet se tornou um grande palco para ofensas e violência contra mulheres.

A primeira reunião de Aposentados(as) e Pensionistas do Sintufrj com os novos coordenadores da pasta eleitos na recente eleição para a direção sindical aconteceu nesta quinta-feira, 5 de junho, a partir das 10h, no Espaço Cultural da entidade.

Experiência e dedicação garantiram o retorno da companheira Ana Célia à Coordenação de Aposentados(as) e Pensionistas. Ela agradeceu os votos na chapa da qual fez parte e apresentou as duas parceiras de trabalho na gestão que se inicia: Selene Vaz e Marli Rodrigues.

Gratidão

“Agradeço a vocês pela disposição de estarem aqui, como também pelos votos que depositaram nas urnas e nos trouxeram de volta para conduzir as lutas da categoria. Entendemos esse gesto como reconhecimento pelo trabalho que realizamos, pelos 113 dias de greve que gerou ganhos, mas temos consciência de que há muito a conquistar e vocês são essenciais”, afirmou ana Célia.

Companheirismo

Apresentação especial da veterana: “Fiquei sozinha e precisei de ajuda de duas aposentadas e são elas que assumem agora ao meu lado como coordenadoras. A Selene sempre nos ajudou, assim como a Norma Santiago, que foi eleita para a Coordenação de Políticas Sociais. A Marli Rodrigues já fazia parte da direção na Coordenação de Comunicação, mas estava sempre presente auxiliando nos nossos eventos. São companheiras com muita disposição.”

Segundo Selene, há dois anos recebeu convite da Ana Célia, colega de trabalho no Hospital Universitário, para uma reunião de aposentados e nunca mais deixou de participar desses encontros uma vez por mês. “Estamos com muitas propostas para fazer um trabalho intensivo nesta gestão. O objetivo é trazer mais aposentados de volta para a UFRJ. Participar é um ato de cidadania. A Coordenação de Aposentados, Aposentadas e Pensionistas do Sintufrj é uma rede de apoio. Dividam conosco problemas e dúvidas”.

A coordenadora também agradeceu pela eleição: “Agradeço de coração os votos que me elegeram, me senti engrandecida pelo reconhecimento do nosso trabalho. Assim como para a Comissão Interna de Supervisão da Carreira, a CIS. Eu e a Ana Célia fomos eleitas para representá-los nessa instância, onde lutaremos pela aceleração e o reposicionamento dos aposentados”.

“Vamos estar juntos pelos próximos três anos, com projetos novos para realização de mais atividades políticas e eventos de lazer e cultura. O que vocês necessitarem em relação a direitos falem conosco. Com certeza poderemos ajudá-los. O objetivo desta coordenação e que se sintam bem e felizes”, disse Marli Rodrigues, dirigente do Sintufrj há três gestões.

Saudação

“Sou um dos três coordenadores-gerais do Sintufrj”, se apresentou Esteban Crescente aos aposentados e pensionistas, e elogiou as atuais coordenadoras de aposentados(as) e pensionistas — três mulheres negras guerreiras e belíssimas”. Na sua rápida análise de conjuntura, o dirigente destacou os ganhos da greve de 113 dias que estarão em vigor até os próximos dois anos, “resultado da nossa luta”. “Mas”, acrescentou, “precisamos de vocês aqui no sindicato para conquistarmos mais. O acordo de greve não foi cumprido integralmente. Teve caravana a Brasília e muitas outras ações, porém, o MGI acabou com o GT PCCTAE e entra as pendências estão o reposicionamento dos aposentados e a aceleração. A assembleia da categoria no dia 4 de junho aprovou mobilização permanente”.

Prestação de serviços

Nesta reunião, aposentados e pensionistas tiveram a oportunidade de esclarecer dúvidas sobre as ações coletivas, principalmente sobre os 28%, com as três advogadas do Escritório Rudy Cassel que assessora a direção sindical. O chefe do Centro de Vacinação da UFRJ, Anderson Felinto de Souza, vacinou os presentes na reunião contra a gripe.

Homenagens e confraternização

Quatro livros da aposentada Zumara Rodrigues da Silva — “Inteligência guiada pelo amor” –, foram adquiridos pelo Sintufrj e sorteados entre os participantes da reunião. Na hora do lanche, as três aniversariantes presentes foram homenageadas: Guanair Teixeira do Nascimento, 84 anos, Neli Teixeira Miguel, 76, e Miriam da Conceição Tavares, 63.

. Matéria completa no Jornal do Sintufrj edição 1454.

ANA CÉLIA E SELENE, da Coordenação de Aposentados e Pensionistas

A realização de um seminário com os trabalhadores da Coordenação de Políticas de Saúde do Trabalhador (CPST) da UFRJ organizado pelo Sintufrj previsto para dentro de 60 dias foi acertado nesta quinta-feira (5) entre o coordenador-geral do sindicato, Francisco de Assis, e o superintendente da PR-4, Rafael Pereira.

O evento ‘Que CPST nós queremos” pretende refletir sobre o fazer nesse importante órgão da estrutura da universidade responsável pelas ações da saúde do trabalhador, mas que tem tido o seu papel social desvirtuado por distorções de comando. Em outro momento, a realização de um seminário significou avanços importantes na área

Trabalhar sim, chicote não

Nesta quinta-feira (5) a CPST) viveu mais um dia de tensão como resultado da atmosfera de assédio que prevalece pela forma de agir da atual direção do órgão.

Esse clima tem criado uma crise protagonizada pela coordenadora de plantão que tem provocado a indignação dos trabalhadores cujo sentimento pode ser resumido na seguinte frase:  TRABALHAR SIM, CHICOTE NÃO.

Diante da informação de que a faixa do Sintufrj denunciando assédio moral no órgão tinha sido arrancada e que funcionários estariam sofrendo constrangimento, dirigentes e apoiadores do Sindicato (após reunião no HUCFF acerca da Ebserh) se deslocaram até lá para checar a situação e repor a faixa com a denúncia. FOTOS: RENAN SILVA

 

FRANCISCO DE ASSIS DIALOGA COM RAFAEL PEREIRA: seminário dentro de 60 dias
TRABALHADORES REPÕEM FAIXA com denúncia de assédio moral na DVST

Na terceira reunião de balanço de um ano da gestão da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares nos hospitais da UFRJ, na manhã desta quinta-feira, dia 5, no auditório Halley Pacheco do Hospital Universitário Clementino Fraga Filho (HUCFF), o Sintufrj repetiu as críticas que apresentou nas reuniões anteriores (no dia 3, na Maternidade Escola e no dia 4. no Instituto de Puericultura e Pediatria Martagão Gestão).

Depois que o superintendente-geral do Complexo Hospitalar UFRJ na Ebserh, Amâncio Paulino e o superintendente executivo Marcos Freire apresentaram os avanços e perspectivas neste um ano de adesão à empresa, Paulino apontou a presença do Sintufrj na reunião alertando que a entidade tem contribuído de maneira importante cumprindo sua função social com as críticas que vem apresentando. Ele citou como exemplo, as matérias do jornal da entidade apontando, por exemplo, falta de quimioterápicos, o que moveu a reuniões internas para reposição do insumo com a promessa de que nunca mais iria faltar.

Em seguida, enquanto coordenadores e colaboradores distribuíam documento da entidade relacionando uma série de problemas vividos pelos hospitais e seus trabalhadores desde a adesão à Ebserh, o coordenador-geral do Sintufrj Esteban Crescente se dirigiu ao público, parabenizando a dedicação de todos os que constroem o dia a dia do hospital, trabalhadores do RJU e da Ebserh. “Nós, do Sintufrj,  temos discordância com o modelo de gestão. Mas não somos contra os trabalhadores da Ebserh, pelo contrário”, disse e, se dirigindo a estes, avisou: “Se você precisar de ajuda, a gente pode fazer a luta, protestar pelo seu direito”.

Depois, completou que este embate de concepção não impediu o Sindicato de reconhecer a atuação da gestão de Marcos Freire à frente do HU durante a pandemia, o que deveria servir de exemplo para que não se aderisse à Ebserh. Ele explicou: “Porque (durante a pandemia) entrou dinheiro, entrou pessoal, e se chegou a 320 leitos. Agora estamos com quantos? de 140, abrimos 65 a mais. A gente sempre disse que pessoal e financiamento era a solução do problema. A Ebserh está trazendo isso em números, mas nós entendemos que é um processo de desmonte da forma de gestão concebida na Constituinte de 1988. E quando o Marcos Freire fala que se não fosse a Ebserh a gente não estaria aqui, eu queria fazer uma outra análise, da parte do sindicato: se não fosse o sucateamento e o esvaziamento de pessoal e de orçamento dos hospitais universitários, não teria adesão dos hospitais, porque foi isso que levou ao estado que nós estamos hoje”. Ele lembrou que o sindicato vem denunciando o esvaziamento orçamentário da UFRJ, hoje com metade do orçamento nominal de 2012.

O coordenador passou então a manifestar algumas críticas, relacionadas no documento distribuído na reunião que, segundo ele tomou como base a escuta das reclamações das trabalhadoras e trabalhadores das unidades hospitalares. E citou como exemplo, imagens que chegaram ao sindicato esta semana, com acúmulo de lixo hospitalar (possivelmente perigoso) no 10º andar; a dificuldade abastecimento de insumos  em várias unidades, problemas de equipamentos em setores como a Gastrenterologia, o desmonte do Serviço de Saúde do Trabalhador, e exames periódicos obrigatórios suspensos há mais de seis meses.

“Seguiremos na nossa luta e com os nossos questionamentos. Entendemos que a gestão deveria ser totalmente pública e autárquica, mas temos que atuar com a realidade. Então reforçamos a saudação às trabalhadoras e trabalhadores, ao trabalho dos gestores e dizer que estamos à disposição para lutar, para exigir mais recursos. Estamos, nesse momento, exigindo do governo federal, recursos para a universidade, assim como o cumprimento integral do nosso acordo de greve que já logrou êxito para muitos de nós aqui, como a gente sentiu no bolso. Mas há algumas coisas pendentes e a gente está indo à luta”.

Fotos: Renan Silva

Alguns pontos apresentados pelos gestores
o superintendente relacionou entre as conquistas, aumento de oferta ambulatorial para a regulação do SUS, a finalização do processo de contratualização com a Secretaria Municipal de Saúde aumentando o repasse de R$70 milhões parta R$106 milhões anuais; aquisição de equipamentos novos porém pendentes de instalação por falta da necessidade de uma grande reforma elétrica.
Ele contou ainda que houve reforço dos profissionais de assistência, a abertura de 59 leitos, ampliando a oferta de serviços de alta complexidade. Entre eles, 32 leitos cirúrgicos, 12 clínicos, 9 de CTI e 6 de unidade coronariana, a instalação de novo tomógrafo e aquisição de cinco aparelhos de radiografia digital.
Paulino explicou que houve redução dos extraquadros em 92% e contratação de 1159 profissionais (926 efetivos e 223 temporários) contemplando mais de 100 setores e unidades.
Mesmo assim elencou fragilidades, justificadas pelas dificuldades da transição de um modelo para outro, como a deficiência na aquisição de material (em particular por debilidades na realização de pregões), equipe insuficiente, falta de insumos essenciais, deficiência de infraestrutura, inclusive tecnológica, no sistema de ar refrigerado, entre outros pontos. E perspectivas com a chegada de mais recursos, como a entrega até o próximo ano de quatro novos elevadores.
Além dos problemas apontados pelo Sintufrj, naquela mesma manhã, além da tradicional fila no hall do subsolo gerada pela quantidade restrita de elevadores em funcionamento (apenas três), trabalhadores relatavam que mais elevadores haviam parado.

PRHOSUS não chega para os que não estão na Ebserh

Uma das fontes de recursos dos hospitais, é o Programa de Apoio aos Hospitais Universitários. Foi criado em agosto de 2023 e substituiu o Rehuf. O propósito é fortalecer a assistência dos hospitais universitários federai. Entre os propósitos está recuperar a infraestrutura destes. A Ebserh gere os recursos que chegam, mas desde 2023, os hospitais que não fizeram contrato com a empresa, não recebem um tostão (o Instituto de Psiquiatria, de Ginecologia, de Neurologia e o Instituto de Atenção à Saúde São Francisco de Assis – HESFA)..
Segundo o superintendente, a portaria do PRHOSUS diz que esses recursos são devidos a todos os hospitais universitários federais. E que os que não são geridos pela Ebserh precisam que negociar com o Ministério da Educação.
Ele tem conhecimento do que vem se passando com estas unidades devido a falta do recursos e explicou que o professor Leôncio Feitosa (coordenador do Complexo Hospitalar da UFRJ) está se dedicando a cuidar da situação.

 

Como aconteceu na Maternidade Escola, no IPPMG, mais explicações do que comemorações

Na “celebração” de um ano de gestão da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh) em três hospitais da UFRJ, a segunda unidade a ser apresentado um balanço ao corpo social foi o Instituto de Puericultura e Pediatria Martagão Gesteira (IPPMG), referência nacional em pediatria.

Como aconteceu na véspera na Maternidade Escola, dirigentes do Sintufrj apresentaram suas críticas ao desempenho da empresa cuja a presença na UFRJ não resolveu os problemas do funcionamento das unidade de saúde que passou a dirigir. Parte das críticas foram expostas pela coordenadora do Sintufrj, Luciana Borges, que falou com a autoridade de, como enfermeira, viver o dia a dia da unidade de saúde. O coordenador-geral Francisco de Assis foi outro dirigente que se manifestou.

O superintendente geral da Ebserh, Amâncio Paulino de Carvalho, repetindo a cena da véspera na Maternidade Escola, no IPPMG teve de lançar argumentos para explicar a precariedade da estrutura da unidade de saúde, o desabastecimento e a falta de pessoal após um ano de gestão. O balanço da Ebserh será finalizado nesta quinta-feira, 5 de junho, com o Hospital Universitário Clementino Fraga Filho (HUCFF).

Em 2021, o IPPMG sofreu com a diminuição de verba, situação que dificultou os processos de compras de medicamentos e de produtos para saúde, isso somado a falta de profissionais de saúde, a superlotação dos leitos de internação na emergência e a dificuldade de leitos de enfermaria no IPPMG e nos hospitais da rede SUS.

Em 2025, o processo de compras continua sob gargalo, o hospital ainda sofre com carência de profissionais e as obras necessárias estão programadas para serem entregues só em 2026. Apesar de comemorar contratações, o diretor do IPPMG Giuseppe Pastura disse na reunião que o hospital necessita de 60 funcionários em todas as áreas para suprir suas carências, ainda tem desabastecimento e existe desorganização nas escalas dos servidores.

A coordenadora de Comunicação do Sintufrj, Luciana Borges, que é enfermeira do IPPMG, fez questionamentos pontuais ao diretor reinvindicação solução imediata. Perguntou sobre a situação na Emergência onde não houve ampliação de leitos e os profissionais estão assoberbados de trabalho. A dirigente ainda chamou a atenção para a segurança dos trabalhadores que diante dos problemas estruturais e de atendimento eles têm sofrido ataques de usuários em suas unidades de trabalho.

“Muitos funcionários da Emergência têm procurado a gente. Pedimos também uma intervenção imediata tanto da direção como da Ebserh diante dos agravos que nos funcionários estamos sofrendo por parte da população. O tempo todo estamos sendo agredidos nas nossas unidades de trabalho. O que está desmotivando e fazendo com que muitos funcionários entrem de licença médica e infelizmente a universidade não está nos proporcionando ir para outras unidades hospitalares”, solicitou Luciana.

O coordenador-geral do Sintufrj, Francisco de Assis, reafirmou que o sindicato não está contra os trabalhadores da Ebserh, mas tem o dever de defender os direitos dos trabalhadores RJU o que não afasta também a defesa dos direitos dos trabalhadores da Ebserh.

“É papel do sindicato cobrar e fiscalizar e trazer as demandas vindas da categoria e esse documento que distribuímos é resultado de reuniões com os trabalhadores. A reclamações são de trabalhadores e de pacientes. É a função social do sindicato apontar ao gestor suas falhas, cobrar soluções e garantir o bom serviço à sociedade e garantir o direito dos trabalhadores”, defendeu Francisco.

 

PANFLETO DO SINTUFRJ foi distribuido durante o evento
FAIXA DO SINTUFRJ APRESENTA SUAS EXIGÊNCIAS diante do superintendente da Ebserh
LUCIANO BORGES, AO LADO DE FRANCISCO DE ASSIS, apresenta seus argumentos e fez questionamentos com a autoridade de viver o dia a dia do IPMG

Plenária nacional da Fasubra de 13 a 15 de junho vai avaliar conjuntura, após reunião do governo dia 12

fotos: RENAN SILVA

Intensificar as ações de mobilização visando a evolução do estado de greve dos técnicos-administrativos em educação da UFRJ para deflagração do movimento grevista pelo cumprimento dos itens ainda não atendidos do acordo foi decisão unânime dos presentes na assembleia simultânea do Sintufrj (Fundão, Macaé e Praia Vermelha) e com transmissão pelas redes sociais da entidade, nesta terça-feira, 4, no Espaço Cultural. Várias propostas foram aprovadas apontando nesse sentido.

Também será decisivo para essa tomada de decisão, as  deliberações da plenária nacional da Fasubra de 13 a 15 de junho. A avaliação de conjuntura dos delegados que representarão suas bases (o Sintufrj participará com oito eleitos em assembleia) terá também como ponto de reflexão, a postura do governo na mesa unificada de negociação dos servidores federais, no dia 12 de junho, sobre a pauta conjunta da Campanha Salarial 2025.

A recuperação financeira da instituição continua sendo preocupação dos trabalhadores. “Não podemos deixar de comemorar os ganhos, frutos de muita luta e do engajamento de muitos trabalhadores. Mas a gente precisa lutar para que a UFRJ não caia na nossa cabeça”, alertou uma companheira da Praia Vermelha.

Agenda de luta é o que não falta!

A disposição de luta da categoria, da direção sindical e colaboradores da gestão que movimentou os últimos dias foi saudado pelo coordenador-geral do Sintufrj, Esteban Crescente. “Fomos atrás de todas as unidades hospitalares onde a Ebserh esteve se apresentando comemorando um ano de gestão”, informou.

Segundo o dirigente, “a categoria tem que aderir a agenda de lutas do sindicato. O que não falta é agenda de enfrentamento”. E propôs que, caso o governo não retorne com o grupo de trabalho do PCCTAE (na reunião de 23 de maio, além de negar tudo na negociação com a Fasubra, ainda o governo encerrou o GT),  seja aprovado o indicativo de greve para a primeira semana de julho. “A conjuntura não é estática e a classe trabalhadora muda a conjuntura no bojo do enfrentamento”, disse.

O coordenador-geral do sindicato e coordenador de Comunicação da Fasubra, Francisco de Assis, afirmou: “A gente quer ir para cima para que todos ganhem o que conquistamos. A Fasubra apontou um cenário de mobilização. A gente não faz greve por decreto ou por vontade própria. Eu quero proteger a categoria e não o governo”. E entre as ações de mobilização, propôs ir ao reitor da UFRJ reivindicar que se cumpra a aceleração dos aposentados.

“Os aposentados não podem ser preteridos em relação ao reposicionamento e a racionalização, que não abrange todos eles”, acrescentou o coordenador de Educação, Cultura e Formação Sindical, Edmilson Pereira.

“Estamos numa conjuntura difícil. Temos um governo de coalizão que ora tende para a esquerda, para atender a população, ora para os donos capital, atendendo a extrema direita, a direita e o Centrão no Congresso Nacional. Eles querem a reforma administrativa, mas não concordam com o governo que quer começar pelos supersalários”, analisou uma aposentada.

“Conseguimos um passo importante com a aceleração. O governo teve uma postura ruim, mas não é possível vislumbrar uma greve de imediato. O RSC (Reconhecimento de Saberes e Competências) está prometido para 2026. Uma greve isolada é enfraquecida”, ponderou um técnico-administrativo.

O QUE FOI APROVADO

1 – A assembleia dos trabalhadores e trabalhadoras da UFRJ compreende ser necessária a intensificação das ações de elucidação dos termos do acordo de greve não cumpridos e a mobilização durante o estado de greve, para fortalecer a pressão sobre o governo e o congresso.

2 – Sintufrj seguir o estado de Greve, construindo mobilização.

3 – Reativar as reuniões do GT de Mobilização para construção das ações futuras.

4 – Criar um GT para estudo e propostas para o PDI-UFRJ.

5 – Produzir nota para a população explicando a situação da UFRJ e distribuir nas unidades hospitalares.

6 – Sintufrj deve participar da mobilização do Plebiscito Nacional das Frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo pela Redução da Jornada de Trabalho, Fim da Escala 6×1 e Taxação das Grandes Fortunas. Levar esta defesa à Fasubra.

7 – Ato dos aposentados no Conselho Universitário (Consuni) pela pauta entregue à Reitoria e que até o momento não teve resposta. Tirar na reunião de aposentados uma comissão para tratar com a Pró-Reitoria de Pessoal da aceleração.

8 – Propor a construção de operação tartaruga para os segmentos da categoria atingidos pela pauta da racionalização dos cargos. Sintufrj deve convocar reunião para organizar a ação.

9 – Lutar na UFRJ para consolidação da implementação da hora ficta.

10 – Fortalecer a luta contra o assédio moral e reafirmar a resolução Fora Sara na direção da CPST.

11 – Reforçar na Fasubra a luta pela isenção do imposto de renda na faixa até R$ 5.000.

12 – Mobilizar a comunidade acadêmica e as entidades Adufrj, DCE e APG para luta conjunta em defesa das demandas de infraestrutura na UFRJ.

13 – A direção do Sintufrj deve investir em equipamentos para a perfeita transmissão simultânea de assembleias e outros eventos para a categoria.

14 – Pauta específica da Fasubra:

. Priorizar que o RSC conste da Lei 11.091/2005.

. A pauta das 30 horas deve ser transferida para o MEC.

. Retomar a equiparação entre os níveis de classificação.

Pauta geral para a Mesa Nacional de Negociação Permanente (MNNP) de unidade do Serviço:

. Equiparação do auxílio alimentação e auxílio nutricional com os valores pagos ao Legislativo e Judiciário.

. Data-base.

15 – Cobrar do governo a apresentação dos estudos do impacto financeiro e estrutural para a negação da implementação do acordo de greve.

 

 

 

 

 Só que 46 das 53 universidades brasileiras caíram neste mesmo ranking, reflexo da falta de investimento. Comunidade luta nas ruas e no dia-a-dia.

Apesar do recente anúncio do governo de retomar os limites orçamentários anteriores ao decreto de maio que diminuiu o valor mensal das universidades federais, a situação de asfixia da UFRJ se mantém. Mesmo assim, a maior universidade federal do país subiu da 401ª para a 331ª posição na edição de 2025 da Lista Global 2000 do Centro para Rankings Universitários Mundiais (CWUR) divulgada dia 2. A UFRJ se supera, reflexo da força do seu potencial humano que, com garra, enfrenta o cotidiano da crise.

No Brasil, a UFRJ é a segunda melhor instituição e, entre as federais, é a primeira. Só que 46 das 53 universidades brasileiras caíram neste mesmo ranking, reflexo da falta de investimento. A imprensa burguesa culpa o governo Lula, mas se esquece do avanço do Congresso sobre o Orçamento da União: as emendas parlamentares representam 25% dos recursos discricionários. Estudos do governo apontam que para 2026 isso pode chegar a 50%. Enquanto o Executivo fica amarrado para realizar políticas públicas, deputados e senadores têm recursos à disposição e resistem a lhes dar transparência.

UFRJ luta
É público que todas as instituições federais de ensino estão enfrentando dificuldades. Mesmo assim a UFRJ está na frente de universidades também prestigiadas no Brasil: Universidade de Campinas (Unicamp), em 369º lugar, a Universidade Estadual Paulista (Unesp), em 454ª e da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), em 476ª.

“A minha pergunta é: como seria se a gente tivesse o orçamento adequado? Não digo nem maior, mas o mínimo adequado. Certamente teríamos muito mais possibilidade de estar ainda mais à frente neste ranking”, declarou o reitor Roberto Medronho em matéria da Agência O Globo.
Segundo ele, a qualidade do corpo social da UFRJ é determinante para o sucesso da instituição, com um corpo docente, discente e de servidores altamente qualificado e competente, disse, mencionando investimentos de empresas em busca dessa excelência.
Valorização do pessoal

De fato, quem está no alicerce desta grande instituição são pessoas, os que movem cotidianamente esta grande engrenagem de produção de ensino, pesquisa e extensão de qualidade. Aqueles que ensinam, pesquisam, que realizam assistência e extensão, os que constroem o dia a dia, técnicos e administrativos que têm papel estratégico para funcionamento cotidiano, em laboratório, na área acadêmica e administrativa, financeira, de pessoal, hospitais e centros de pesquisa.

Metade do orçamento de 2012

Na reunião da Reitoria Itinerante em março, no Centro de Ciências da Saúde, o reitor explicou: “Ao longo dos últimos 12 anos, caiu pela metade o orçamento da UFRJ. Enquanto isso, nós ampliamos em 50% as nossas vagas com o Reuni. O nosso orçamento está reduzido, e nós implantamos as cotas, as ações afirmativas. Os alunos chegam com uma vulnerabilidade social e econômica muito grande. Nós precisamos de muito mais do que aqueles R$ 784 milhões do orçamento de 2012 — e estamos, em 2025, com R$ 423 milhões, um ligeiro aumento em relação a 2024”, disse Medronho.

Recomposição ajuda mas não resolve

No dia 30 de maio, o ministro Camilo Santana, da Educação, anunciou não apenas a regularização dos repasses como recomposição do orçamento.
O Decreto Federal 12.448, havia estabelecido liberação dos recursos em uma média mensal de repasses de 1/18 avos. Agora o limite de execução orçamentária voltou ao parâmetro de um doze avos (1/12) a partir de junho.

“Nós vamos garantir a recomposição orçamentária no valor de R$ 400 milhões, acima do que foi cortado do orçamento”, disse o ministro. Nesta caso, se referia aos cortes realizados pelo Congresso durante a aprovação da Lei Orçamentária Anual (LOA).
Mesmo com a recomposição do valor na LOA, o orçamento ainda é insuficiente.

“Continuaremos com o contingenciamento, mas recebendo 1/12 do orçamento mensalmente, não mais 1/18. Adicionalmente, A informação é de que retomaremos o orçamento do Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) de R$ 423.332.304, que o Congresso reduziu a R$ 406.165.048 na LOA”, informou o pró-reitor de Planejamento, Orçamento e Finanças Helios Malebranche, explicando que está previsto o recebimento da diferença de R$ 17.167.256, mas que não irão na integralidade para o funcionamento da Universidade porque parte terá destinação específica.
Isso, disse ele, representa uma melhoria de 4,2% no orçamento. O orçamento para o funcionamento será ampliado de R$ 311 milhões para R$ 324 milhões (foram R$12 milhões de acréscimo).

No dia 2, informou a PR-3, apareceu no Sistema Integrado de Administração Financeira (Siafi) a substituição do contingenciamento de 1/18 para 1/12, assim como a recuperação do orçamento previsto no Projeto de LOA. Só que a necessidade para o funcionamento é de R$519 milhões. Ou seja, ainda faltam R$ 194 milhões.

A PR3 informou que vai elaborar proposta para enfrentamento da situação representada pelo subfinanciamento da Universidade e do déficit projetado para 2025.

  

Queda violenta do orçamento, em particular nos governo Temer-Bolsonaro, que elegeram a Educação, a Ciência e a Tecnologia como inimigos, tem recuperação limitada pelas disputas pelo orçamento no Congresso. Comunidade denuncia nas ruas a crise das universidades. Acima, mobilização de estudantes e técnicos administrativos, em 2024. Abaixo, ato em defesa da Educação no dia 29 de maio de 2025

O mais recente Informe de Direção (ID) da Fasubra traz informações sobre o resultado das últimas negociações com os ministérios da Educação e de Gestão e Inovação, detalha o resultado de análise da pesquisa da federação para a formulação do Reconhecimento de Saberes e Competências (RSC) e informes da reunião de pró-reitores no Fórum de Pró-Reitores de Gestão de Pessoas, o Forgepe.

CONFIRA NO LINK ABAIXO

ID N° 013 DE 2025

IMAGEM DA REUNIÃO COM O GOVERNO em maio que resultou em frustração para servidores