Depois da queda do muro do CAP, neste final de semana, qual vai ser o próximo prédio afetado?

Com cartazes em punho e muita indignação, estudantes, pais, técnico-administrativos e docentes do Colégio de Aplicação da UFRJ (CAP) protestaram – com apoio do carro de soim do Sintufrj –, na manhã desta segunda-feira, 23, por solução para os problemas estruturais na unidade, por orçamento para a instituição e atenção para a segurança de estudantes e trabalhadores.

O protesto foi convocado pelo DCE Mário Prata e contou com apoio do Sintufrj.

Técnicos-administrativos e docentes se reunirão amanhã, dia 24, às 9h30 para debater a situação precária de trabalho na unidade e comunidade promete ocupar próximo Consuni, dia 26, em mais um ato de protesto.

Não faltaram alertas: desde janeiro foram enviados relatórios à Reitoria apontando a gravidade da situação e risco para as pessoas. A Defesa Civil interditou o local apenas com faixas. Em março a comunidade do CAP foi ao Consuni apresentar os problemas da unidade. A situação não se alterou. Por isso, muitos responsabilizam não só a crise orçamentária mas a falta de iniciativa da Universidade.

Fotos: Renan Silva

Estudantes pintam cartazes para o protesto

O protesto foi diante do enorme vão deixado pela queda de trecho do muro na rua Batista da Costa (paralela a J.J. Seabra, na Lagoa, endereço do colégio), no dia 21 à noite. O Corpo de Bombeiros foi acionado. A Defesa Civil também esteve lá no dia anterior. Destroços atingiram um veículo. Não houve feridos.

As aulas foram suspensas no colégio de 77 anos que tem 780 estudantes e é campo de formação de professores. Estudantes e pais também relataram preocupação com o estado da estrutura interna, com infiltrações e rachaduras em salas de aula.

A Reitoria informou em nota que contrataria com urgência empresa especializada para realizar os reparos e que a prioridade era garantir o restabelecimento da segurança da área.


“Não é só falta de verbas, mas de prioridade”, indignavam-se dirigentes da Associação de Pais dos Alunos do CAP (APA-CAP).

Tragédia anunciada

Bianca Bandeira é mãe de uma aluna da 5a série e não aposta que a causa do acidente tenha sido só falta de recursos, mas também a falta de gestão, “porque essa é uma tragédia anunciada. Em janeiro, a Defesa Civil teve aqui e fez uma avaliação interditando o muro, e de lá para cá essas faixas (de interdição) foram sendo colocadas. Mesmo assim, pessoas estacionavam o carro aqui, crianças e mães passavam por aqui”.

Segundo conta, “as crianças principalmente estão consternadas porque já não tinham esses espaços de quadra para utilizar e agora a gente está com uma escola sem muro, uma escola sem aulas”, lamentou.

Débora Ramos cobrou a falta de iniciativa das gestões e deixou que sua filha Yasmin Rosa, no 4º ano, expressasse a angústia dos estudantes diante da situação. Ela lamentou a escola sem aulas depois de um feriado prolongado e alertou que o MEC exige 200 dias de aula. Os pais cobravam a instalação de tapumes urgente, para a retomada das aulas.

“Quantas paredes precisam cair para tomarem medidas?”, perguntou Sophia Mayume, presidente do Grêmio. Maria Luíza Selonk, da direção executiva do DCE, lembrou outros momentos críticos, como a queda de um trecho da marquise da Escola de Educação Física, questionando: “Qual vai ser o próximo prédio?”. Ela ponderou que o fechamento da UFRJ não será com um cadeado na porta, mas a suspensão de aulas pouco a pouco por falta de condições.

Débora com a filha, estudante do quarto ano. Ao lado, Shophia, representante do DCE. 

O coordenador de Educação, Cultura e Formação Sindical Edmilson Pereira lembrou que não é necessária apenas a reconstrução do muro, mas um prédio novo. “Cada vez mais esse colégio fica abandonado por falta de verba da educação pública, que cada vez mais está sendo cortada por um Congresso, que não dá importância à educação brasileira e à universidade. O reitor vem prometendo já há muitos meses a resolver a questão do muro, mas a burocracia impede. Então pedimos urgência, porque as crianças precisam voltar à escola e nós, técnicos-administrativos e professores precisamos trabalhar”.

Edmilson e Lenilva: Sintufrj presente

A Coordenadora, Maria Lenilva contou que é mãe de uma ex-aluna da Escola de Educação Infantil, portanto, além do apoio à luta da comunidade, tinha uma questão afetiva com a escola transferida de forma totalmente abrupta e sem condições de funcionar no CAP, há três anos sem espaço, com crianças pequenininhas, de 3 a 6 anos, confinadas em duas salas sem espaço para suas atividades.

Os dois convocaram técnicos-administrativos, pais, alunos, professores a estarmos na quinta-feira no Consuni, “para cobrarmos mais uma vez do reitor um olhar mais diferenciado e de forma efetiva para o CAP”.

A professora Renata Flores lembrou que a queda do muro aconteceu três meses depois da comunidade ter ocupado o Consuni, denunciando a situação: “A gente precisa ser voz uníssona”, disse apontando a falta de condições de se realizar educação sem orçamento adequado. Segundo ela, é preciso responsabilizar também a reitoria.

Renata no ato: CAP pede socorro

Auditório cheio e muitas perguntas

Depois do protesto, a direção convocou professores e técnicos para informar o resultado de reunião com a Reitoria (com o reitor Roberto Medronho e representantes das pró-reitorias) realizada mais cedo. No auditório lotado, a diretora-geral Cassandra Pontes e a vice-diretora Marina Campos fizeram um relato. O processo da auditoria emergencial foi agilizado, a empresa vencedora foi acionada e ficou de ir ao colégio ainda nesta segunda-feira para avaliar o espaço e instalar tapumes na terça-feira e na quarta-feira. As aulas seguiriam suspensas até quarta, prazo que poderia ser prorrogado em caso de necessidade.

No dia seguinte, terça, 24, haverá uma reunião de docentes e técnicos-administrativos da unidade pela manhã e, à tarde, sessão do Conselho Diretor onde se definiriam os próximos encaminhamentos.

Cassandra contou que logo no início do ano letivo o Escritório Técnico Universitário (ETU) realizou uma vistoria e a Defesa Civil indicou o isolamento da área da quadra por risco de queda do muro. Mas isso foi feito com fitas zebradas embora a escola tenha reivindicado um isolamento mais efetivo.

O Escritório de Planejamento do ETU, na Praia Vermelha vinha acompanhando de perto o comportamento do muro até que, no sábado, verificou-se uma movimentação significativa e o muro tombou. “Graças a Deus, ninguém foi ferido. Mas o risco existia. Foi atingido um automóvel parado ali”, lamentou a diretora.

A segurança do local foi intensificada com apoio da Diseg da UFRJ e do 23º Batalhão.

Alertas de Risco

Igor Ribeiro, engenheiro do Escritório de Planejamento do ETU, na Praia Vermelha, vem acompanhando a situação da escola. No dia 17 de janeiro ele fez um relatório apontando que o muro apresentava sinais de afundamento, orientando o isolamento de trecho significativo do quadro e pedindo a Defesa Civil o isolamento externo. Como não foi usado gradil ou tapume, a preocupação aumento. Ele então acrescentou no processo para a Reitoria e para a Coordenação de Relações Institucionais (Corin), solicitação de ofício da UFRJ atestando preocupação até com risco de morte de alunos, pais e trabalhadores diante da possibilidade de o muro tombar para fora. Mas a situação não se alterou.

A diretora leu um trecho de documento que produziu relatando vários problemas da escola e questionando: “Até quando?”: “Até aqui, a escola sempre resistiu, mobilizando emoções, sentimentos, relações e conhecimentos. A escola sempre resistiu, contribuindo para o desenvolvimento da expressividade, da criticidade e do pensamento ético-político voltado à coletividade. A escola resiste em um esforço constante, de custo extremamente alto. Adoecimento de profissionais de educação (…) A escola desmorona. Ainda assim, nos levantaremos. Em ruína, responde às ameaças de degradação da educação pública, a uma precariedade que não é acidental. Mais uma vez, nos levantaremos unidos pela educação que defendemos, resistiremos”, leu Cassandra.

É preciso mobilização

Edmilson colocou que é preciso que se pare de maquiar a situação: “Sou um técnico-administrativo, pedagogo, um professor, não tenho essa visão técnica mas, do meu ponto de vista, tem que derrubar tudo. Nunca saiu do papel a promessa de tirar o colégio de educação desse lugar. Se não tem verba, infelizmente, temos que ir para Brasília. O que resolve é fazer movimento com professores, técnicos, alunos. Parar de ficar sentado na mesa burocrática, porque isso não resolve”, concluiu o coordenador do Sintufrj.
 

A quadra aberta com a queda do muro

Em protesto no Consuni, cartaz alerta: o muro vai cair

“O CAp também é UFRJ”

 

Com a participação de delegações de todo país, a plenária nacional da Fasubra, dias 13, 15 e 15 de junho, debateu rumos e desafios do movimento dos técnico-administrativos em educação das instituições federais na luta pelo cumprimento do acordo por parte do governo, conquistado com a greve da categoria que durou 113 dias em 2024.

O objetivo foi o de traçar estratégias de intensificação da mobilização e enfrentamento às pautas que afetam diretamente o serviço público e a categoria.

Depois de informes da Coordenação jurídica e de Organização Sindical, representada pelo coordenador Marcelo Rosa, e das coordenadoras gerais que participam das diversas instancias de negociação do acordo, os grupos que compõem a direção nacional – Campo Cutista, Travessia, Unidade para Lutar, CTB e Chapa 10 – realizaram minuciosa análises da conjuntura.

Em foco, além do cumprimento do acordo de greve, e a suspensão dos trabalhos da mesa de negociação no dia 12 de junho com a CNSC, o avanço da reforma administrativa apontada em discussão no Congresso Nacional como um ataque frontal ao Estado promotor de direitos sociais, por setores da direita e extrema direita.

Temas como estratégias de enfrentamento da conjuntura, indicativo de greve, estratégias de resistência e a construção de um plano de lutas unificado foram recorrentes nas intervenções dos delegados, revelando um clima de mobilização crescente na base.

Manutenção do estado de greve

O coordenador geral do Sintufrj Francisco de Assis, coordenador de Comunicação da Fasubra, informou que houve, na plenária, de fato um forte debate sobre a conjuntura, com a maior parte da base apontando dificuldades aponta dificuldades de mobilização.

“A maioria na Federação, depois destes três dias de forte debate, avaliou a necessidade de intensificar a mobilização. Vamos trabalhar com as entidades de base para consolidar uma política colocando também entre os eixos de luta, a reforma administrativa que entra no cenário”, disse o coordenador.

Segundo ele, foi importante que a plenária tenha apontado o caminho para manutenção do estado de greve e intensificação das mobilizações. “Vamos fortalecer a mobilização nas bases para que daqui a um ou dois meses possamos estar em um patamar diferente do que temos hoje, para então. apontar a necessidade de construção da greve, acredito que com o (conjunto do) Serviço Público, e contra a reforma administrativa”, concluiu, lembrando que segue a luta em torno dos pontos que ainda estão em debate no MEC.

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Fotos: Arquivo Fasubra

Ato dia 17 contra a reforma administrativa

“O que está por vir é um grande ataque aos direitos sociais sob o discurso de eficiência, modernidade e combate aos privilégios. E o que está em jogo é a garantia de políticas públicas que só são possíveis graças aos serviços públicos”, alerta a Federação na convocação para um protesto contra a reforma administrativa, nesta terça-feira, 17, quando ocorre, na Câmara dos Deputados, em Brasília, audiência Pública convocada pelo grupo de trabalho sobre reforma administrativa do Estado brasileiro.

O ato, no Anexo II da Câmara, é organizado pelo Foram Nacional de Entidades do Serviço Público Federal (Fonasefe), do qual a Fasubra faz parte.

Congregação da instituição homologa, por unanimidade, resultado eleitoral que respeitou o voto paritário

A votação por UNANIMIDADE da Congregação da Faculdade Nacional de Direito na manhã desta quinta-feira, 18 de junho, homologando o resultado da consulta eleitoral que elegeu no fim de maio a nova diretoria da instituição encerrou o processo eleitoral.

Pelo voto paritário, a comunidade da FND decidiu, democraticamente, acerca dos seus novos dirigentes: foram eleitos do pleito do final de maio para diretor e vice-diretor Marilson Santana e Carlos Noronha.

“A FND deu uma aula de democracia e de respeito à paridade”, comemorou Francisco de Assis, um dos coordenadores-gerais do Sintufrj.

A propósito, o sindicato teve participação ativa acompanhando o processo de escolha dos novos dirigentes da Faculdade de Direito cujo mandato se estenderá até 2029.

A entidade fez faixa, adesivos e panfletos na defesa da democracia interna da universidade e da paridade como método de escolha.

Na manifestação que fez na sessão extraordinária da Congregação, Francisco de Assis destacou a importância dos segmentos (técnicos-administrativos, estudantes e docentes) da comunidade universitária para a consolidação de uma UFRJ cada vez mais fundamental na produção do ensino, da pesquisa e da extensão no país. (fotos: Renan Silva)

Um agito divertido e comovente tomou conta da recepção do Sintufrj esta manhã, onde uma turma se reuniu para cantar parabéns para uma sindicalizada aposentada que resolveu comemorar o aniversário na entidade.

Dona Marinalva Xavier Bernado, técnica de enfermagem, trabalhou no Hospital Universitário Clementino Fraga Filho (HUCFF) desde sua fundação, em 1978, e se aposentou em 2021.

Nesta quarta-feira, 18 de junho, saiu cedinho de Maricá, onde mora, para uma reunião com o Departamento Jurídico do Sintufrj. E resolveu comemorar seu aniversário de 76 anos, completados justamente hoje, de uma forma diferente. Preparou bolo, salgados e docinhos e levou para o Sindicato, para comemorar a importante data junto com amigos e funcionários do Sintufrj.

Além do alegre parabéns e muitos abraços, ela ganhou o carinho até de pessoas que não conhecia, como a dona Diléia Ferreira. A pensionista que estava na recepção aguardando atendimento a cumprimentou: “Não a conheço mas quero dar meu abraço e que Deus a abençoe”, disse a senhorinha, carinhosa.

Rebelde do HU

Dona Marinalva dedicou uma vida ao HU. Ela lembra, brincando – um pouco orgulhosa até – da alcunha que ganhou durante sua apaixonada trajetória: a Rebelde do 10 C (o posto de enfermagem onde atuava, no 10º andar).  Ficou triste ao deixar a instituição que contou amar por causa da aposentadoria.

Ela tem uma filha e dois netos, mas mora só. Conta que chegou à beira da depressão, mas reagiu e está “melhorando sua cabeça”. Também vem tratando da saúde física e está recuperando a forma. Ela brinca: “Agora que estou mais cabeça. Fiquei mais jovem”.

A comemoração no Sindicato segundo ela, a alegou como se se estivesse entre os familiares: “Eu amo isso aqui. E o HU era minha vida”, contou, mencionando que sua companheira do HU Laura Barreto (coordenadora de Administração e Finanças do Sintufrj, vive insistindo para que participe das atividades do Sintufrj. “Aqui me sinto bem”, reconhece a aposentada.

A coordenação de Aposentados (as) e Pensionistas organiza reuniões mensais onde passa informes das lutas da categoria, do jurídico e celebram aniversários e datas festivas. O Sintufrj conta com o Espaço Saúde que promove atividades de promoção de saúde e qualidade de vida, como atividades físicas e terapias, além de cursos, oficinas de artesanato, dança e música.  

HUCFF promove campanha e solicita mais doadores regulares. Dia Mundial do Doador de Sangue é celebrado dia 14 de junho. 

Junho é o mês em que se celebra o dia mundial do doador de sangue (14 de junho) e a conscientização sobre a importância da doação. Nesta oportunidade, o Hospital Universitário Clementino Fraga Filho (HUCFF/UFRJ) promove uma bonita campanha, com atividades presenciais e nas mídias sociais, para incentivar a comunidade a fazer parte da corrente de solidariedade.

“Sua doação faz toda a diferença. Doe sangue. Doe vida”, conclama a campanha lançada pelo hospital, pedindo que cada um compartilhe a mensagem com amigos e familiares para que se amplifique cada vez mais o apelo para doações que salvam vidas.

“Doar sangue é um gesto de amor que salva vidas — e pode fazer bem também para quem doa!”, lembra Denise Pires, assistente social do HUCFF, uma das organizadoras da campanha desenvolvida pela Comissão de Humanização, e doadora voluntária.  Em um dos vídeos que integram a campanha, que divulgam recados de profissionais, pacientes e dirigentes da unidade sobre a importância da doação, Denise deixa um recado:

“Hoje, quero te fazer um convite muito especial: venha conhecer o Hemonúcleo do Hospital Universitário Clementino Fraga Filho. Doe sangue, viva essa experiência e ajude a salvar vidas.”

“Estamos no junho vermelho, mês em que comemoramos o dia internacional do doador de sangue. Neste mês, intensificamos a campanha de esclarecimento e incentivo a doação de sangue. Culturalmente, a nossa sociedade não tem grande adesão a campanhas e temos um número muito restrito de doadores regulares de sangue”, alerta a assistente social.

O HU tem seu setor de Hemoterapia que recebe as doações que o hospital, referência em alta e média complexidade, precisa. Não apenas para emergência, mas em cirurgias programadas. Por isso, Denise explica, a campanha de doação, na verdade, é realizada o ano todo. Mas que neste momento se intensifica para reforçar a importância dos doadores regulares.

Regulares são os doadores que procuram os hemonúcleos durante todo ano (homens podem fazer até quatro doações por ano e mulheres, até três). Segundo ela, existem estudos que afirmam que doar sangue é benéfico para o organismo. E há incentivos para quem doa, como a meia entrada em eventos culturais ou um dia de abono anual no trabalho.

 

Tenda chama atenção

Os estudantes também se mobilizam fortemente na campanha. Uma tenda foi erguida na entrada do Ambulatório, em que dois grupos de alunos da Extensão se revezam num trabalho educativo, abordando quem passa por ali, para chama atenção. Vai ficar até dia 27.

 

Sangue da UFRJ

Na semana de 23 a 27 de junho, a campanha contará também com a atuação do grupo Sangue da UFRJ. Estudantes da graduação de várias áreas se reuniram e fundaram há mais de 10 anos o grupo que realiza mutirões uma vez por mês para promover a doação.  O mutirão é on line, postam vídeos e chamadas para os demais estudantes, e até agendam dia e horários para as doações. “São nosso maior apoio. Eles conseguem trazer às vezes 100 alunos numa semana”, comemora Denise.

Campanha

“A necessidade vai muito além das emergências — ela é constante”, anuncia a campanha do HU, reforçada pelos depoimentos em vídeos, entre os quais, o do superintendente Executivo do HU, Marcos Freire: “Nós necessitamos rotineiramente porque nós temos pacientes que precisam ser operados, pacientes que têm doenças hematológicas que também precisam repor”.

Tem também o recado de um paciente. Rogério: “No início da quimioterapia, as plaquetas caem bastante, e a gente sempre precisa de sangue. Por isso, eu te peço: não deixe de doar. A sua doação faz toda a diferença pra quem está lutando pela vida.”

Fale com hemoter@hucff.ufrj.br

As doações podem ser feitas no 3º andar do HUCFF, de segunda a sexta-feira, das 7h30 às 15h. É preciso levar um documento com foto, estar bem alimentado e em boas condições de saúde.

Conheça os critérios

 

“Saúde da população negra e Personalidades negras: o reconhecimento histórico invisibilizado pelo tempo” foram os temas do debate deste mês no GT Antirracista do Sintufrj, realizado na terça-feira, 17 de junho, no auditório Azul, no Centro de Ciências da Saúde (CCS) da UFRJ, em formado hibrido. O evento foi conduzido pelos coordenadores sindicais Hilem Moises, da Coordenação de Organização e Política Sindical, e Norma Santiago, da Coordenação de Políticas Sociais.

Os debatedores convidados foram o enfermeiro de emergência e urgência de unidade hospitalar pública, Helder da Silva dos Santos, cujo trabalho que desenvolveu como coordenador de Política de Saúde Integral do município de Arraial do Cabo se tornou referência no estado do Rio de Janeiro, e a psicóloga e coordenadora de Políticas Sociais do Sintufrj, Fabiane Marcondes.

Helder fez uma análise crítica e comparativa dos 15 anos de implantação da Política Nacional de Saúde Integral da População Negra (PNSIPN) e um histórico do racismo na saúde e a luta dos movimentos negros pela equidade no SUS. Ele destacou a gravidade da Doença Falciforme, que não é uma anemia, mas uma doença genética hereditária com graves consequências.  Fabiane complementou afirmando que o principal fator para o surgimento de transtornos mentais, na maioria dos casos, é o ambiente.

Três profissionais de saúde do século XIX foram apresentados pela coordenadora Norma Santiago como exemplos de personalidades negras brasileiras invisibilizados: os médicos Juliano Moreira, conhecido por sua atuação na área da saúde mental e por sua luta contra o racismo científico. Ele é considerado o pai da psiquiatria científica brasileira e um dos precursores da psicanálise no país; Maria Odília Maria Odília Teixeira, baiana, superou as barreiras do racismo e machismo no Brasil de sua época, tornando-se pioneira não apenas como médica, mas também como professora e pesquisadora; e Iracema de Almeida, também uma das primeiras mulheres negras formadas em Medicina no Brasil, ela foi pioneira no estudo da Doença Falciforme no país e lutou pela profissionalização de pessoas negras em plena ditadura militar.

Sorteio

A escritora maranhense, Maria Firmina dos Reis, nascida em 11 de novembro de 1822, considerada a primeira romancista negra da América Latina, também foi homenageada no GT Antirracista do Sintufrj. Uma das suas obras – “Ursula” – foi sorteada entre os presentes. Uma doação da coordenadora Norma.

Leia a matéria completa na edição do Jornal Sintufrj 1455 

 

As coordenadoras de Aposentados e Pensionistas do Sintufrj Ana Célia e Marly Rodrigues protocolaram na PR-4, através do superintendente da Pró-Reitoria de Pessoal, Rafael Pereira, no dia 12, pedido urgente de reunião com a participação da coordenação e do setor jurídico da entidade para tratar do processo de aceleração por capacitação e reposicionamento dos aposentados. A reunião será dia 1º de julho.

A ação foi parte das atividades desenvolvidas pelo Sintufrj no dia de paralisação convocado pela Fasubra (em função da reunião na mesa nacional de negociação no MGI). Cercada de aposentados, coordenadores e colaboradores do Sintufrj, Ana Célia solicitou atenção do superintendente para o assunto e reiterou o pedido de urgência no agendamento da reunião. Mostrando o grupo de aposentados presentes, Marly lembrou que para eles, a solução da questão é muito importante.

O superintendente assinou o recebimento do documento e se comprometeu a agendar a reunião o mais rápido possível. Explicou ainda que a equipe analisaria a situação sob a luz das mudanças recentes na Carreira e diante da margem possível de atuação

Segundo Ana Célia, a reunião será dia 1o de julho, às 14h30. Ela explicou que o objetivo central é saber porque não foi providenciada a aceleração da progressão por capacitação para os aposentados que não alcançaram o teto da tabela, ou a última referência. “Na medida provisória consta que a aceleração é para todos. Questionaremos isso e também sobre o reposicionamento dos aposentados. Embora o governo tenha retirado este item da medida, vamos pedir à UFRJ que, junto com a Fasubra, pressione para a retomada deste direito dos aposentados”, explicou.

O termo assinado com o governo após a greve (nº11/2024) que dispõe sobre a reestruturação do Plano de Carreira dos Cargos Técnico Administrativos em Educação previa que o acordo feito se aplica aos aposentados, em conformidade com as regras que regem suas aposentadorias. A aceleração da progressão por capacitação, prevista na medida que entrou em vigor desde 1º de janeiro, visa acelerar a progressão na carreira, considerando a capacitação dos servidores. A medida estabelece também regras de transição para a aplicação da aceleração, permitindo o aproveitamento de capacitações realizadas anteriormente.

A direção da Faculdade Nacional de Direito (FND) eleita por votos paritários (chapa Pela FND Sempre) no fim de maio toma posse na manhã desta quarta-feira, 18 de junho. O mandato dos novos diretores vai se estender até 2029. Após o pleito, trabalhadores técnicos foram atacados o que provocou repúdio do Sintufrj. Abaixo, confira a nota do sindicato.

                           Viva a democracia universitária!

  • As eleições para escolha da direção na Faculdade Nacional de Direito (FND) ocorreram dentro dos princípios que norteiam os demais processos da universidade, atendendo as regras do regimento eleitoral, com respeito à paridade.
  • Foram duas chapas concorrentes ao pleito num processo disputado e com os atuais gestores da FND concorrendo em chapas diferentes.
  • Como sempre ocorreu em todas as eleições na universidade, foi feita a ponderação de 1/3 dos votos para garantir a paridade entre técnicos administrativos em Educação, docentes e estudantes. O resultado garantiu vitória a uma das chapas.
  • Após o resultado, uma série de apoiadores da chapa que foi derrotada, em sua maioria estudantes e docentes, fizeram ataques ao peso de voto dos técnicos administrativos, bem como ameaças e violências simbólicas.
  • A quem interessa desqualificar os técnicos administrativos em educação por ter uma votação determinante para eleger uma das chapas?
  • Por que questionamentos desta monta não foram feitos quando o voto docente foi determinante em outros processos eleitorais? Vale destacar que nos órgãos colegiados superiores mantém-se uma desproporção injusta, com a vantagem de peso de 70% na ocupação das cadeiras.

Portanto, o Sintufrj lamenta profundamente os ataques e violências e repudia esse clima de hostilidade a trabalhadores.

Respeito à paridade! Viva a democracia!

 

10 DE JUNHO. Trabalhadores da Faculdade Nacional de Direito se reúnem com dirigentes do Sintufrj (foto: Renan Silva)