A luta pela derrota da proposta de reforma administrativa atualmente em curso no Congresso e a luta pelo cumprimento integral do Acordo de Greve se inserem na pauta específica

Ampliar a mobilização da classe trabalhadora e aliar as lutas gerais em defesa da democracia e da soberania com as pautas específicas dos trabalhadores, servidores públicos das três esferas e da Fasubra são tarefas de todos os sindicatos de base da federação e dos trabalhadores técnico-administrativos em educação das instituições públicas do Brasil. Este é o centro da avaliação de conjuntura aprovada na plenária nacional realizada entre 29 e 31 de agosto.

A plenária aprovou também que as entidades de base se somem à agenda do Fonasefe, em especial à paralisação de 48 horas nos dias 10 e 11 de setembro. A luta pela derrota da proposta de Reforma Administrativa atualmente em curso no Congresso e  pelo cumprimento integral do Acordo de Greve se inserem na pauta específica dos técnico-administrativos em educação.

A plenária reforçou ainda a orientação para que os sindicatos filiados continuem na coleta de votos do Plebiscito Popular no decorrer de setembro, quando se encerra o movimento e participem da mobilização convocada pela Frente Brasil Popular e Frente Povo Sem Medo para o dia 7 de setembro, data que historicamente acontece a mobilização popular do “Grito dos Excluídos” em todo o país.

 

Veja pontos da análise

 

Ataques da Extrema direita

A extrema direita internacional, capitaneada pelo governo Trump, pelos magnatas das Bigtechs, pelos países que usam a guerra como instrumento de dominação e opressão, como Israel, utilizam as redes digitais com o objetivo de desestabilizar governos que não estão alinhados politicamente. Os ataques realizados passam por ações como o tarifaço e outras medidas de coerção, como a tentativa de interferência no Judiciário brasileiro.

Ataque à política nacional

As faces dos desafios e dificuldades impostas pela conjuntura nacional e internacional em seu aspecto reacionário mantém a politica nacional sob forte ataque. A conjuntura se agudizou frente ao tarifaço imposto por Trump contra a economia brasileira, bem como seus ataques à soberania nacional e ameaças a países sul-americanos, como Venezuela e Colômbia.

Ampliar a mobilização

Diante desse cenário hostil é necessário ampliar a mobilização da classe trabalhadora e aliar as lutas gerais em defesa da democracia e da soberania com as pautas específicas dos trabalhadores, servidores públicos das três esferas e da Fasubra.

Derrotar a Reforma Administrativa

Cabe destacar que para o conjunto dos servidores públicos federais, a centralidade é a derrota das propostas de reforma administrativa.

Lutar contra a reforma administrativa que, em linhas gerais, traz lógicas contrárias ao que reivindicamos e defendemos como conquistas e vem para promover a desconstrução de diversos ganhos na carreira obtidos pela greve de 2024. O que tornará nulos, em médio prazo, diversos e garantias previstos no PCCTAE.

Para nós, técnico-administrativos em educação, além de lutar contra a reforma, temos a luta pela abertura da Mesa de Negociação e pelo cumprimento integral do termo de acordo assinado em 2024.

Defender a democracia e a soberania

É fundamental reforçar a orientação para que as entidades filiadas integrem e fortaleçam nos municípios e estados as frentes em defesa da democracia e da soberania, as frentes dos trabalhadores e do serviço público, agregando-se às atividades propostas pelas entidades sindicais, movimentos sociais e de juventude para que se construa uma ampla frente e intensifique-se a pressão sobre os parlamentares (deputados e senadores) nos estados, com atos nos aeroportos e articulação de audiências públicas e debates sobre os seguintes temas:

– Defesa do Serviço Público: Contra a Reforma Administrativa (contratações temporárias, avaliação de desempenho, supersalários). Defesa do RJU e dos Concursos Públicos.

– Pelo cumprimento integral do Acordo de Greve (RSC, mesmos efeitos para médicos veterinários do PCCTAE e para aposentados, implementação de 30h)

– Redução da Jornada de Trabalho (Fim da Escala 6×1 sem redução salarial)

– Isenção do imposto de renda para quem ganha até 5 mil reais com aumento da cobrança para quem ganha acima de 50 mil mensais

– Sem anistia para golpistas – A Plenária Nacional da Fasubra reitera a necessidade de as entidades filiadas prosseguirem na mobilização política dentro e fora das Instituições de Ensino para que Jair Bolsonaro e todos os demais articuladores da tentativa de golpe de Estado sejam responsabilizados e que se enterre de vez esse movimento criado para derrotar nossa democracia.

FATÍDICO 8 DE JANEIRO. Massa de manobra usada por Bolsonaro e militares golpistas ataca prédios do Congresso, do STF e do Palácio do Planalto

 

 

Cineasta se destacou por retratar trajetórias de Jango, JK e Josué de Castro

Por Brasil de Fato

Morreu nesta sexta-feira (5), aos 75 anos, o cineasta Silvio Tendler. Ele estava internado em um hospital em Copacabana, no Rio de Janeiro, e faleceu por causa de uma infecção generalizada.

Com cinco décadas de carreira, Tendler era conhecido como o “cineasta dos sonhos interrompidos”. Foi responsável por documentar, no cinema, a trajetória de presidentes, como João Goulart, o Jango, Juscelino Kubitsckek e intelectuais, como Josué de Castro, Oswaldo Cruz e Milton Santos. O filme sobre Jango está entre as maiores bilheterias da história do cinema nacional, considerado o sexto documentário mais assistido do país.

Temas cruciais para a soberania nacional também estiveram no repertório do cineasta. Em 2011, ele lançou O Veneno está na mesa, o primeiro filme da Trilogia da Terra. A obra trata sobre o uso de agrotóxicos pelo agronegócio brasileiro e como esses produtos contaminam a alimentação, além de apontar a importância da agricultura familiar camponesa para o país.

Em nota, o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra(MST) lamentou o morte do cineasta e relembrou da contribuição dele para a luta pela reforma agrária.

“Silvio foi um dos maiores cineastas brasileiros, militante sempre aliado às lutas da classe trabalhadora. Registrou em tela a história de grandes lutadores do povo brasileiro. Como amigo do MST, uns de seus maiores legados são os dois filmes O Veneno Está na Mesa (2011 e 2014). Nestas obras, Silvio realiza uma das mais importantes denúncias do uso de agrotóxicos em nossa alimentação. As duas produções cumpriram um papel fundamental na denúncia do uso de agrotóxicos”, pontuou o movimento.

O trabalho de Silvio Tendler preservou a memória de importantes pensadores da realidade brasileira, como Josué de Castro, Carlos Marighela e Milton Santos. Ele também filmou temas como o golpe militar de 1964 e o papel das estatais no desenvolvimento nacional. Registrou episódios da luta do povo negro no Brasil e fatos sobre o Sistema Único de Saúde (SUS).

Um cineasta apaixonado pela história

Silvio Tendler nasceu no Rio de Janeiro, no dia 12 de março de 1950. O início da relação com o cinema foi por meio dos cineclubes. Em 1968, ele tomou posso como presidente da Federação dos Cineclubes do Rio de Janeiro.

Na década 1960, realizou o seu primeiro filme, a respeito da Revolta da Chibata, movimento realizado, em 1910, por marinheiros contra os castigos aplicados pela Marinha do Brasil.

Com o golpe militar de 1964, o cineasta se exila no Chile e, de lá, segue para Paris, na França. No exterior, se dedicou aos estudos cinematográficos. Na década de 1970, se forma em história pela Université de Paris VII e participa da primeira turma do curso de Cinema e História organizada por Marc Ferro.

Nos anos 1980, Silvio Tendler fundou a Caliban, produtora de cinema que daria continuidade à estética e à abordagem iniciadas por ele nos anos 1960, com foco em biografias de lutadores povo, intelectuais e lideranças políticas.

Na semana em que a proposta de se tentar fazer uma reforma administrativa no serviço público ganhou força nas mídias tradicionais pelo bombardeio de ideias apresentadas pelo coordenador do GT da Câmara dos Deputados, Deputado Pedro Paulo (PSD-RJ), e realização de reunião da Comissão Geral no Plenário para debate sobre o tema, a Comissão Interna de Supervisão da Carreira (CIS) da UFRJ promoveu encontro, nesta quinta-feira, 4, tendo como pauta central a Reforma Administrativa. O assessor jurídico do Sintufrj, Rudi Cassel, com apoio de sua equipe do escritório Cassel Ruzzarin Advogados, fez uma análise detalhada dos impactos previstos para os servidores. A reunião foi transmitida ao vivo pelas redes sociais do Sintufrj e está gravada no canal do Youtube.
O que está havendo é uma nova investida dos setores ligados ao empresariado para mudar a estrutura do estado sob um viés produtivista e voltado para o mercado. O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), que tomou para si esta tarefa, retomou a discussão com a criação de um Grupo de Trabalho (GT) em maio para discutir uma reforma administrativa com vistas a “modernizar” o estado e avança com o amadurecimento de propostas no Congresso para angariar aprovação, mas ainda não oficializadas. Motta já anunciou que essa reforma é uma das prioridades da Câmara dos Deputados esse ano.

No Congresso
Os trabalhos do GT foram encerrados. A reunião da Comissão Geral foi mais um passo na articulação para aprovação dessa reforma cuja proposta final ainda não foi oficializada. A cada hora chega uma “ideia” nova, nos deparamos com entrevistas de Pedro Paulo e Hugo Motta, páginas inteiras, repetindo o mantra da de modernização do estado e combate a privilégio, isso sem falar nas já marteladas ideias de avaliação de desempenho dos servidores e novas formas de contratação, como a temporária, entre outras propostas veiculadas. Agora é apresentado bônus por resultado como feito na reunião da Comissão Geral dia 3 de setembro.
Se articula no Congresso uma reforma que não virá de um pacote fechado. Ela está sendo gestada internamente com determinados parlamentares para ser aprovada através de um projeto de lei (PL), um Projeto de Lei complementar (PLP) e uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC). No último mês, Pedro Paulo tem se reunido com líderes do Congresso Nacional para alinhar as medidas. A intenção é de que a votação das matérias aconteça já em setembro.
“Não há debate e não há discussão sobre conteúdo de um projeto que não existe, que ninguém viu, que ninguém sabe o tamanho, conteúdo, capítulos e as propostas que têm. Nós precisamos desse texto para abrir com ele o debate na sociedade que até agora não foi. Esse debate precisa sim ser feito, mas o debate que precisa ser feito não é uma reforma administrativa”, declarou o especialista em serviço público, Vladimir Nepomuceno, que falou em nome da Frente Parlamentar Mista do Serviço Público e diversas entidades de servidores públicos federais, estaduais e municipais de mais de um Poder, na reunião da Comissão Geral na quarta-feira, 3 de setembro.
Vladimir defendeu que é preciso acabar com o argumento falso da necessidade de trabalhador temporário no serviço público. “Eu tenho que dar direitos a quem trabalha temporário, mas para quê temporário se a vaga é de servidor público? Cadê o concurso público?”, questionou. Sobre o bônus de eficiência ele afirmou que abrirá uma disputa no serviço público. “Você não bota o serviço público para avançar criando disputa, ainda mais com um bônus onde nunca todos ganharão bônus.”

Rudi Cassel esclarece

O que se está propondo no momento para a reforma administrativa foi explicado pelo assessor jurídico Rudi Cassel, que formulou dois documentos: “Reforma Administrativa: confira os principais pontos antecipados pelo deputado Pedro Paulo” e “Análise do PL 3069/2025: Impactos nas Contratações Temporárias no Serviço Público”. Ele esclareceu também dúvidas de integrantes da Comissão de Supervisão da Carreira (CIS) e participantes on line.
O escritório Cassel Ruzzarin acompanhou a reunião da Comissão Geral e elaborou os documentos à luz do recente debate do dia 3 de setembro e os apresentou na transmissão ao vivo da reunião CIS. Cassel informou que a proposta em construção foi organizada em três grandes eixos: Estratégia, gestão e governança; Transformação digital do Estado; e combate a privilégios.
Dentre o proposto está uma tabela nacional unificada de carreiras, política de bonificações, progressão vinculada à avaliação de desempenho e estágio probatório mais rigoroso.
Além dos eixos, a proposta deve incluir a regulamentação de temporários, regras para cargos em comissão, condições para teletrabalho, e medidas contra o assédio com foco na proteção das mulheres.
Sobre o projeto de contratação temporária, Cassel o esmiuçou e alertou que a proposta trará precarização para o serviço público, ameaça ao concurso público e traz risco para os cargos efetivos.
O assessor jurídico do Sintufrj informou também que o escritório seguirá acompanhando de perto cada etapa da Reforma Administrativa.

O Sintufrj convoca a categoria para participar da Assembleia Simultânea, que será realizada na segunda-feira, 8 de setembro, com pauta centrada em três pontos fundamentais: conjuntura, informes da Plenária da Fasubra e paralisação.

A atividade acontece de forma descentralizada, garantindo a participação dos(as) trabalhadores(as) em diferentes campi da UFRJ. Confira os locais de realização:

  • Fundão: Auditório do CT
  • Praia Vermelha: Auditório do CFCH
  • Macaé: Polo Universitário – Bloco A, sala 205

A assembleia é um espaço democrático de construção coletiva, onde os(as) trabalhadores(as) têm voz ativa para deliberar sobre os próximos passos da luta em defesa da categoria e da universidade pública.

O governo Cláudio Castro quer despejar a Casa Almerinda Gama – uma instituição de acolhimento de mulheres vítimas de violência funda há três anos pelo Movimento Olga Benário.

O imóvel na Rua da Carioca, 37, estava abandonado há mais de 8 anos, completamente inútil, sem função social. A partir de 2022 passou a atender mulheres em situação vulnerável.

Na tarde desta quarta-feira, 3 de setembro, uma manifestação foi realizada diante da Secretaria de Mulheres no Centro da cidade. Mas a secretária se recusou a receber o grupo que protestava contra o despejo e que, em seguida, marchou até a Assembleia Legislativa em busca de apoio parlamentar para neutralizar a intenção do governo.

Marli Rodrigues, uma das coordenadoras do Sintufrj e ativista do Olga Benário, no seu discurso, denunciou a ameaça de despejo e cobrou uma posição do governo para evitar o pior.

“É um absurdo que queiram fechar a Casa Almerinda Gama que ampara mulheres ameaças e vítimas de violência. O estado devia assumir suas responsabilidades com essas mulheres e não tentar acabar com a ação de quem busca acolhê-las”, sustentou, indignada.

Na Casa Almerinda Gama, as mulheres acolhidas recebem atendimento jurídico e psicológico, participaram de oficinas, palestras e cursos. (FOTOS: RENAN SILVA)

 

 

A Comissão Interna de Supervisão (CIS-UFRJ) realiza nesta quinta-feira, 4 de setembro, às 13h30, uma reunião com pauta central na Reforma Administrativa. O encontro contará com a presença do advogado Rudi Cassel, assessor jurídico do Sintufrj, que trará uma análise detalhada dos impactos da proposta para os servidores públicos e para a universidade.

A atividade será transmitida ao vivo pelas redes sociais do Sintufrj, ampliando o acesso da comunidade universitária e da categoria a informações fundamentais para o entendimento do tema.

A Reforma Administrativa é um dos pontos mais debatidos na atual conjuntura nacional, com repercussões diretas nas condições de trabalho, no serviço público e na vida dos trabalhadores da educação. Por isso, a participação da base é essencial neste momento de mobilização e resistência.

Reunião CIS-UFRJ

  • Data: Quinta-feira, 4 de setembro
  • Horário: 13h30
  • Convidado: Rudi Cassel (Assessor Jurídico do Sintufrj)
  • Transmissão: Redes sociais do Sintufrj

Palestra alerta que a vida humana depende da preservação das florestas com espécies vivas saudáveis e reproduzindo

O Dia do Biólogo, nesta quarta-feira, 3, foi comemorado pelo Instituto de Biologia da UFRJ com a palestra “Preenchendo com vida florestas vazias” pelo pesquisador da unidade e diretor executivo do Refauna, Marcelo Rheingantz. Estudantes lotaram o Salão Azul. A celebração constou também da inauguração de um novo item na coleção taxidérmicos na exposição permanente “Árvore da Vida”: um ouriço-caixeiro.

Cinco biólogas organizaram o evento: Margaret Correa, Ana Boneckr, Vania Alves, Raquel Monteiro e Marcia Gomes. Foram   técnicos-administrativos em educação os responsáveis pela instalação da exposição “Árvore da Vida”, inaugurada em 2018, quando a unidade completou 50 anos. “São biólogos coordenando e assinando projetos de extensão e conquistando voz no instituto. Nossa atuação mostra que também somos responsáveis pela formação dos estudantes”, registrou Margaret.

A exposição começa no pátio de entrada do Centro de Ciências da Saúde (CCS) que dá acesso ao Instituto de Biologia, ocupa uma extensão do hall, segue pela escada geológica (cada degrau mostra as etapas de transformação da Terra) e chega ao segundo andar. São vários ambientes com exemplares de biomas marinhos, terrestres e de água doce.

Um mundo em transformação

Ex-aluno de graduação, mestrado e doutorado, técnico-administrativo concursado, Marcelo Rheingantz atua principalmente com a biodiversidade, biologia da conservação, manejo de fauna e fauna ameaçada de extinção, com foco no planejamento e execução de translocações de animais em ambientes naturais. Ele e sua equipe são responsáveis por repovoar com fauna o Parque Nacional da Tijuca, inicialmente com três espécies: jubuti-tinga, cutia-vermelha e bugio-ruivo.

O mesmo, segundo o especialista, ocorre no Mosaico Central Fluminense (uma experiência de gestão integrada e participativa de unidades de conservação federais, estaduais e municipais e outras áreas protegidas, localizadas no centro do estado do Rio de Janeiro). O objetivo é promover a conservação e restauração da Mata Atlântica garantindo a conectividade ecológica entre as áreas remanescentes e buscando o desenvolvimento socioeconômico sustentável da região. Estão sendo levadas para lá animais mamíferos, como antas, para se misturarem às espécies já existentes. Um trabalho que requer muita pesquisa, observação constante e conscientização da população em torno, assim como acontece no Parque Nacional da Tijuca.

Refaunação

“A refaunação faz parte de uma agenda mais proativa de conservação, que busca restaurar ecossistemas e garantir a manutenção da vida no planeta — inclusive a nossa. Ela tem como objetivo recuperar o funcionamento e o equilíbrio de ambientes naturais, especialmente das florestas tropicais, que são riquíssimas em biodiversidade e estão entre os ambientes mais ameaçados do mundo”, explicou Marcelo.

“Muitas espécies de animais desapareceram desses locais por causa da caça e da destruição de habitats, e com elas se perderam funções essenciais, como a dispersão e a predação de sementes, a polinização e o controle natural de populações. Ao reintroduzirmos essas espécies nas florestas, recuperamos as interações ecológicas que mantêm a floresta viva e saudável. Isso ajuda a restaurar serviços fundamentais, como a produção de água, a regulação do clima e a preservação da biodiversidade, que têm impacto direto na vida de todos nós. A refaunação também busca inspirar uma nova relação entre as pessoas e a natureza: para termos ecossistemas realmente funcionais, precisamos recuperar ao máximo o que foi perdido e, assim, construir um futuro mais equilibrado para as próximas gerações”, conclui o biólogo.

Colaboração do Museu Nacional

O ouriço-caixeiro que agora faz parte do acervo da exposição Árvores da Vida, do IB, foi uma contribuição do biólogo Carlos Rodrigues, do Museu Nacional, que coordenou o processo de taxidermia do doutorando Pedro Ivo. “Estou emocionado, porque é a minha primeira inauguração de matéria taxidermia. Esse cantinho da exposição será sempre especial para mim”, disse o estudante.

Dados

Marcelo apresentou na palestra alguns dados importantes: 95% do planeta passou por interferência humana e 84% têm múltiplos impactos humanos: urbanização, agricultura, mineração, indústrias e transportes. A primeira onde de extinção de espécies foi feita por humanos. De acordo com o especialista, as áreas protegidas não são suficientes para manter a biodiversidade.

 

 

 

A UFRJ realiza, nesta quinta e sexta-feira, dias 4 e 5 de setembro, a quinta edição do Festival do Conhecimento, com o tema “Re-Amazonizar o Brasil”, com a reflexão sobre sustentabilidade, saberes ancestrais, inovação tecnológica e o papel das universidades na construção de um futuro socioambiental justo. É gratuito, no formato híbrido e contará com uma série de atividades, além das mesas-redondas, todas de conversa e lives, como feira gastronômica, demonstração de tecnologias, mostra VR, roda de carimbó e exibição de filmes. As atividades presenciais acontecem no Colégio Brasileiro de Altos Estudos (Av. Rui Barbosa, 762, Flamengo). As virtuais podem ser acompanhadas pelo canal da Extensão UFRJ no YouTube.

“Entre os diversos assuntos do Festival estão clima e saúde, educação e ativismo ambiental, arte e cultura amazônica. E ainda, um destaque especial: discutiremos os desafios da COP30 com a ilustre presença dos representantes do Brasil na conferência”, informam os organizadores.

Saudação do Sintufrj

“Nós saudamos esse 5o Festival do Conhecimento da UFRJ com um tema muito pertinente, muito importante na atual conjuntura em que vivemos. Re-Amazonizar o Brasil, que na nossa opinião tem que significar inverter um jogo, um jogo de séculos, que foi imposto ao território amazônico, com a colonização que preparou um desenvolvimento de um capitalismo predatório, que tem a marca da grilagem de terra para o garimpo ilegal, o massacre, o roubo da vida de povos originários naquele território. A Amazônia é muito importante para o Brasil e para o mundo, porque ela significa formação dos nossos rios, ela significa regulação do clima, e ela significa cultura e aprendizados históricos ancestrais que. Devemos acumular para poder convivermos no mundo de fato sustentável. Não há sustentabilidade num sistema de capitalismo predatório como que nós vivemos. Daí a importância das entidades de classe como nós, o Sintufrj, nos somarmos na luta para mudar esse quadro. É amazonizar de fato, sustentabilidade de fato, questionar o sistema e as imposições que estão colocadas aos povos da Amazônia e a Floresta Amazônica”, disse em vídeo de saudação ao evento, o coordenador geral do Sintufrj Esteban Crescente.

 

COP 30

O festival, portanto, pretende antecipar debates importantes para a COP30, a 30ª Conferência das Partes das Nações Unidas, em Belém, Pará de 10 a 21 de novembro, reunindo líderes mundiais, cientistas e representantes da sociedade civil para discutir e definir ações contra as mudanças climáticas. Estarão em pauta debates como emergência climática, letramento ambiental, sustentabilidade, biomas, Amazônia, políticas públicas, entre outros.

No dia 4, às 10h a abertura conta com o reitor Roberto Medronho, e pró-reitores como Ivana Bentes, João Torres, Neuza Pinto e Eduardo Mach. Também haverá o lançamento do manifesto “Clima é Saúde, Saúde é Clima”, proposto pela articulação de Hospitais Saudáveis.


A conferência de abertura, conta com a presença especial de Sineia do Vale, líder indígena Wapichana da Terra Indígena Serra da Lua (RR), gestora ambiental e mestranda em Sustentabilidade na UnB, representante dos povos indígenas brasileiros na COP30. O evento conta ainda com a participação de Eduardo Viveiros de Castro, professor de Antropologia Social da UFRJ, referência no pensamento ameríndio e no conceito de perspectivismo.

“Esperamos nossos convidados mais que especiais para pensar a integração de ancestralidade e inovação como caminho estratégico para o desenvolvimento sustentável”, dizem os organizadores, anunciando a presença de representantes da universidade, agentes sociais e integrantes do Governo.

Entre eles, Adana Omágua Kambeba, integrante do povo Kambeba, também conhecido como “Povo das Águas”, presente em várias regiões da Amazônia, Ray Baniwa, membro originário do povo Baniwa, é comunicador e cofundador da Rede Wayuri, doutorando no Programa de Pós-Graduação em Comunicação da UFRJ.

Saiba mais: Inscrição e detalhes da prorgramação em https://festivaldoconhecimento.ufrj.br/

 

 

 

 

O cuidado com a saúde é uma prioridade que não pode esperar. Pensando nisso, o Sintufrj, em parceria com a Allcare, disponibiliza planos de saúde com benefícios especiais para seus sindicalizados, garantindo mais tranquilidade e bem-estar para você e sua família.

Entre as vantagens, destaque para a promoção válida entre 1º e 30 de setembro de 2025, que oferece 50% de desconto na primeira mensalidade dos planos.

Ampla rede de cobertura

Os planos contam com a qualidade de operadoras reconhecidas no mercado: Unimed Leste Fluminense, Hapvida NotreDame, Assim Saúde e Caberj Integral Saúde. Cada uma oferece opções personalizadas para atender às diferentes necessidades de servidores e suas famílias.

Como aderir

Para aproveitar os benefícios, basta entrar em contato diretamente com a Allcare e escolher o plano mais adequado ao seu perfil. Um time de consultores especializados está à disposição para esclarecer dúvidas e auxiliar em todo o processo de adesão.

Telefones: 3003-5404 | (11) 3003-5404

Saiba mais em: allcare.com.br

Parceira em saúde e cuidado

Com essa iniciativa, o Sintufrj reforça seu compromisso em oferecer serviços que impactam positivamente a vida dos trabalhadores em educação da UFRJ. “Nosso objetivo é proporcionar segurança e qualidade de vida. Cuidar da saúde é cuidar do futuro de cada servidor e de sua família”, destaca a direção da entidade.

“Eu não entendo como uma pessoa que enxerga o país à sua volta, vive suas desigualdades e sabe a causa das suas misérias pode não ser de esquerda. Ser de esquerda não é uma opção, é uma decorrência”. A frase de Luís Fernando Veríssimo circulou amplamente nas redes esta semana.

Foi uma das tiradas precisas do escritor em entrevista ao jornal Folha de São Paulo (reproduzida pela Revista Fórum  em 2020 com o título “”Ser de esquerda não é uma opção, é uma decorrência”,) sobre política.

Unanimidade na literatura nacional, “um gênio” e gigante”, como apontaram dramaturgos, escritores, chargistas, atores, o autor que morreu no dia 30 de agosto, aos 88 anos, em Porto Alegre,  por complicações em um quadro de pneumonia. Estava internado desde 11 de maio.

Conseguiu reunir caraterísticas como sofisticado e popular, como aponta a biografia da publicação “Veríssimas”: filho do romancista Erico Verissimo, e autor de best-sellers como O melhor das comédias da vida privada e As mentiras que os homens contam. Criador de tipos marcantes como a Velhinha de Taubaté, Ed Mort, O Analista de Bagé, Família Brasil e As Cobras, escreveu semanalmente para os jornais O Globo, O Estado de S. Paulo, Zero Hora e tem livros publicados em quinze países.

Amava música e tocava saxofone no grupo ‘Jazz 6’, quinteto formado em 1995, com cinco álbuns e que fazia show pelo país.

Defesa da democracia

Como lembra o Brasil de Fato, Veríssimo eternizou em crônicas, contos, tiras, quadrinhos e romances, sua crítica ao autoritarismo e à ditadura civil-militar.

Isso foi lembrado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ao prestar homenagem ao célebre escritor. Ao citar a criação de “personagens inesquecíveis”, como o Analista de Bagé, As Cobras e Ed Mort, Lula destacou que Verissimo “como poucos, soube usar a ironia para denunciar a ditadura e o autoritarismo; e defender a democracia”.

Tiras e tiradas

Na entrevista à Folha, Veríssimo falou, por exemplo,  sobre como um de seus personagens. o Analista de Bagé receberia Bolsonaro: com um joelhaço e que trataria certos aspectos no governo. “Envolveria tratamento com águas, lobotomias e talvez uma nova eleição. Séria, desta vez”.

E sobre o ódio nas redes sociais ” Prova do que eu sempre digo: o mundo não é mau, é só muito mal frequentado.”.

Veríssimas

Para se ter uma ideia da ironia fina de Veríssimo, veja a seguir, algumas das frases (e ilustrações) selecionadas para a antologia Veríssimas, garimpadas em livros, crônicas e entrevistas publicadas me veículos para os quais o escritor trabalhou, como Zero Hora, Playboy, Careta, Bundas, Veja, Folha de S.Paulo, O Estado de S. Paulo, O Globo, Jornal do Brasil e revista Domingo. Em alguns casos, as frases foram especialmente reescritas pelo autor para a edição.

Glossário

BARBÁRIE Engels disse que no fim a escolha seria sempre entre socialismo e barbárie. A barbárie nós sabemos como é, basta olhar em volta, resta redefinir o socialismo. (Cf. Capitalismo)

CARPE DIEM Viva todos os dias como se fosse o seu último. Um dia você acerta.

CLASSE O Brasil é formado por uma classe dominante e uma classe ludibriada.

ÚLTIMAS PALAVRAS Eu gostaria de ser lembrado como um cara decente. Um cara decente como foi meu pai, decente em todos os sentidos da palavra. E que, sei lá, tocava um blues respeitável.

Obras Icônicas

O Brasil de Fato reuniu quatro obras icônicas de Verissimo que enfrentaram o regime civil-militar e seu legado.

  1. A Velhinha de Taubaté

A Velhinha de Taubaté se tornou ícone nacional e foi criada em uma crônica em 1983, no período final da ditadura no país, durante a gestão de João Batista Figueiredo, o último presidente do regime.  A personagem era apresentada como “a última pessoa no Brasil que ainda acreditava no governo”.

A obra também era vista como uma homenagem divertida a Taubaté (SP), berço de nomes como Monteiro Lobato, Mazzaropi e Hebe.

  1. As Cobras

Luís Fernando Verissimo publicou entre 1975 e 1999 a tira As Cobras em jornais do país, principalmente em Zero Hora. As personagens principais são duas serpentes que discutem temas que vão desde política e futebol até a imensidão do universo.

Segundo o escritor, elas tinham nascido para traduzir através do desenho o que suas palavras estavam impedidas de dizer durante a censura da ditadura.

  1. O condomínio

Publicado em 1982, o conto “O condomínio”, de Luis Fernando Verissimo, conta a história de João, um ex-militante de esquerda que se muda para um luxuoso e recém-construído condomínio fechado e se depara com o homem que o torturou no elevador.

“O condomínio” ecoa os princípios de reconciliação nacional expressos na Lei da Anistia de 1979 em um momento em que o Brasil vivia a transição democrática.

  1. A mancha

Lançado em 2004, o conto “A mancha” integra a coleção “Vozes do golpe”, publicada pela Companhia das Letras. O conjunto de textos narra os últimos momentos do governo de João Goulart no Brasil e como foi ver surgir e viver a ditadura.

Na obra de Luis Fernando Verissimo, o protagonista Rogério, que foi torturado pelo regime de 64, volta do exílio após o fim da ditatura, e ao passar a trabalhar no ramo imobiliário, acaba visitando o prédio em que foi submetido a tortura.

“O conto é sobre a derrota de uma geração que apostou em mudanças, mas que foi engolida pelas forças conservadoras, pelos valores do capital. E por essa via a narrativa faz uma leitura primorosa da elite brasileira, inclusive, ou sobretudo, da que dá suporte ao bolsonarismo”, escreveu sobre “A mancha” o escritor e professor de literatura da Universidade Federal da Paraíba Rinaldo de Fernandes.

 

Outros personagens

  • Ed Mort. – personagem criado em 1979 como paródia das histórias norte-americanas de detetives, É um detetive particular trapalhão e sempre sem dinheiro, que se mete em todo o tipo de encrencas. Ele divide seu espaço – um escritório em Copacabana, que ele chama apenas de “escri” porque é muito pequeno – com cento e dezessete baratas e um rato albino chamado Voltaire. Suas dezessete histórias estão compiladas em livros como Ed Mort e Outras Histórias (1979). O personagem foi adaptado para os quadrinhos em tiras diárias desenhadas por Miguel Paiva, peça de teatro, especial de TV e para o cinema.
  • Analista de Bagé – sua publicação se iniciou em 1981, ganhando, além da literatura, versões em quadrinhos e no teatro. Publicado originalmente em forma de crônica, e editado em diversos jornais do país, o personagem representa um gaúchopsicanalista supostamente freudiano de linha ortodoxa de palavras marcantes e ilustrativo da sabedoria popular do Rio Grande do Sul. “<ais ortodoxo que pomada Minancora ou que as “Pastilhas Valda”. Sua técnica do joelhaço, no entanto, é bastante heterodoxa, a depender do ponto de vista. Ela está baseada no princípio da dor maior, que faz com que se esqueça das dores “menores”.
  • Família Brasil –  Um pai trabalhador, uma mãe que é dona de casa, um filho adolescente, um neto pequeno e uma bebê de colo retratam o universo da família brasileira. Com eles, Verissimo retrata situações que quase todo mundo já viveu dentro de casa – desde problemas financeiros até dilemas da educação..
  • Dora Avante. – Dora Avante, ou Dorinha, critica as dondocas da alta sociedade, com suas ideias fúteis, a instabilidade de seus relacionamentos amorosos e a obsessão pela eterna juventude. É sempre apresentada como ravissante, um adjetivo francês bem característico das colunas sociais (em português, esfuziante). Só Deus e Pitanguy sabem quantos anos ela tem e ela confia na discrição dos dois.  Ela apoiou a eleição do Collor, mas foi dela a iniciativa das caras-pintadas contra o Collor, embora sua ideia original fosse pintar todo o corpo nu, não só a cara. [5]

 

Para conhecer mais

O Melhor das Comédias da Vida Privada (1994)

Na coletânea, Veríssimo reuniu crônicas com sobre o cotidiano brasileiro, reunindo seus personagens antológicos como Dr. Pompeu, a mulher do Silva e Regininha. Publicado pela editora Ponto de Leitura, a obra se tornou uma série televisiva em 1995, com direção Jorge Furtado e Guel Arraes, e contou com participações de Fernanda Torres, Marieta Severo e Andréa Beltrão.

Sexo na Cabeça (1999)

Com 45 crônicas, a seleção traz as histórias de Verissimo sobre um tema tão popular e que ‘vive na cabeça de todos’: sexo. É o quarto volume da série Verissimo, que relançou toda sua obra com revisão do autor.

As Mentiras que os Homens Contam  (2000)

A obra que chegou a ser leitura obrigatória do vestibular da Universidade Estadual do Rio de Janeiro, Verissimo reúne das mentiras mais brandas até as complexas que dizemos no dia a dia. Se tornou um dos livros mais vendidos de sua trajetória.

Os Espiões (2009)

Em “Os Espiões”, seu sexto romance, um editor se encanta pelos textos de uma mulher que assina como “Ariadne” – personagem da mitologia grega que ajuda Teseu a sair do labirinto. Nas mãos de Verissimo, Ariadne ganha novos contornos às avessas, e enfeitiça o protagonista e seus amigos de bar. Apesar de já ter escrito outras novelas, esta é a primeira obra escrita pelo autor gaúcho se ter sido ‘encomendada’, ao que Verissimo chamou de “primeiro romance puramente seu”.