Nesta segunda-feira, 15 de setembro, o mundo celebra o Dia Internacional da Democracia. A data, instituída pela Organização das Nações Unidas (ONU), tem como marco a assinatura da Declaração Universal da Democracia em 1997. O Brasil, ao lado de outras 127 nações, firmou o compromisso de zelar pelos princípios fundamentais que sustentam um Estado verdadeiramente democrático.

O documento é claro em seus pilares: “A democracia se funda no primado do direito, bem como no exercício dos direitos humanos. Num estado democrático, ninguém está acima da lei e todos são iguais perante ela.” Além disso, ressalta que o “elemento chave para o exercício da democracia é a realização de eleições livres e justas, a intervalos regulares, permitindo que a vontade do povo seja expressa periodicamente”.

Para nós, brasileiros, a data carrega um significado ainda mais profundo. Ela nos convida a uma reflexão sobre nossa própria história, marcada por longos períodos de autoritarismo e por uma incansável luta popular pela redemocratização. Como bem recorda a iniciativa “Memórias Reveladas”, do Arquivo Nacional, o período da ditadura militar (1964-1985) representou uma grave e violenta ruptura com esses princípios.

Durante 21 anos, a vontade popular foi silenciada, direitos foram suprimidos e a lei foi submetida aos interesses de um regime de exceção. No entanto, a resistência nunca cessou. Nos anos finais da ditadura, o anseio pela retomada da democracia tomou as ruas do país de forma avassaladora, culminando no histórico movimento das “Diretas Já”, em 1984.

Milhões de cidadãos, de todas as classes e matizes ideológicos, uniram suas vozes em comícios gigantescos para exigir o direito fundamental de eleger diretamente o presidente da República.

Um registro histórico poderoso dessa mobilização é a capa do jornal “Espaço Democrático” de 17 de fevereiro de 1984. A edição, cujo acervo pertence ao Arquivo Nacional e está disponível para consulta pública no Sistema de Informações do Arquivo Nacional (Sian), estampava as manchetes das manifestações que se espalhavam pelo Brasil, refletindo a força e a esperança do povo na reconstrução do país.

Relembrar as “Diretas Já” no Dia Internacional da Democracia é fundamental. É um lembrete de que a democracia não é um direito garantido, mas uma construção permanente. Para nós, do Sintufrj, essa luta assume formas concretas e diárias. O mesmo espírito que levou milhões às ruas por eleições diretas é o que nos move hoje na defesa da universidade pública, gratuita e de qualidade.

A luta pela democracia acontece quando brigamos por recomposição salarial justa para todos os servidores, quando defendemos nosso plano de carreira (PCCTAE) de qualquer desmonte, quando denunciamos o sucateamento e os cortes orçamentários que precarizam o trabalho e o serviço prestado à população. Defender a autonomia universitária contra as intervenções e lutar por melhores condições de trabalho nos hospitais universitários é defender um pilar da sociedade democrática. A luta de ontem inspira e fortalece nossos desafios do presente.

Que a memória da luta pela redemocratização nos impulsione a seguir fortalecendo nossa organização sindical, em nossas assembleias e atos, defendendo a cada dia a democracia dentro e fora dos muros da universidade.

Na manhã desta quinta-feira, 11 de setembro, segundo dia da paralisação nacional, os técnicos-administrativos em educação da UFRJ, mobilizados pelo Sintufrj, realizaram um ato de profundo simbolismo e solidariedade: uma doação de sangue coletiva no Hospital Universitário Clementino Fraga Filho (HUCFF).

A iniciativa atende à indicação da Federação de Sindicatos de Trabalhadores Técnico-administrativos em Instituições de Ensino Superior Públicas do Brasil (Fasubra) e faz parte da agenda de mobilizações da categoria, que foi aprovada em assembleia geral da base do Sintufrj realizada na última segunda-feira.

O gesto de doar sangue, em meio à luta por direitos, carrega uma mensagem poderosa: a defesa da vida e do Sistema Único de Saúde (SUS). Enquanto o governo federal ameaça os serviços públicos com cortes orçamentários e propostas como a Reforma Administrativa, os trabalhadores respondem com um ato que reforça a importância vital de um hospital universitário para a população.

Presente no ato, o coordenador-geral do Sintufrj, Francisco de Assis, destacou o caráter político e humano da mobilização.

“Essa doação simbólica é um ato de amor pela vida, um ato de amor em defesa do serviço público e um ato de amor para fortalecer a nossa luta para garantir os direitos de nossa categoria, contra a reforma administrativa e pelo cumprimento integral do acordo de greve”, declarou o coordenador.

Fotos: Renan Silva

Num ambiente de decisão do STF condenando o ex-presidente Bolsonaro e a cúpula golpista, trabalhadores públicos marcharam em defesa de direitos: a denúncia do projeto de Reforma Administrativa articulada no Congresso esteve no centro do protesto.

 

Quem conhece o Centro de Referência para Mulheres – Suely Souza de Almeida (CRM-SSA) da UFRJ? E sabe sobre o seu importante trabalho voltado para enfrentar e prevenir a violência de gênero? E que promove o fortalecimento da cidadania das mulheres através de ações individuais (atendimento e acompanhamento social e psicológico) e globais (oficinas, cursos, rodas de conversa, entre outras atividades)? O Grupo de Trabalho (GT) da Mulher do Sintufrj foi nesta quinta-feira, 11, visitar e conhecer o CRM.

O GT foi recebido por duas integrantes da equipe técnica do CRM, a assistente social, Bárbara Zilli Haanwinckel, e a psicóloga, Natália Romano. A equipe total é reduzida, como outras unidades da UFRJ sofre com falta de pessoal, mas realiza um trabalho rico e qualitativo. Após apresentação inicial de todas as participantes do GT, as profissionais do CRM fizeram minuciosa exposição dos trabalhos e das atividades do Centro de Referência e logo após levaram as integrantes do GT para conhecer as amplas e modernas instalações do prédio construído em 2016 e localizado próximo à Praça da Prefeitura da UFRJ, na Cidade Universitária, Ilha do Fundão.

Bárbara e Natália enfatizaram o interesse do GT Mulher do Sintufrj e informaram que o CRM está aberto a parcerias e atividades ligadas ao universo das mulheres. “É muita alegria ouvir a trajetória de vocês, porque a gente se mira assim, e nossa, a gente tem ainda uma longa trajetória pela frente. Eu tenho muito orgulho de estar na UFRJ e ouvir a história de vocês que é incrível. A gente passa percalços aqui para conquistar mais coisas e para esse local ainda permanecer na sua finalidade. Então, vocês estarem hoje aqui com a gente é muito simbólico”, afirmou Bárbara.
O centro oferece serviços de apoio e acolhimento a mulheres em situação de vulnerabilidade, incluindo também estudantes, técnicas e professoras. O CRM-SSA se destaca por sua abordagem holística, que inclui ensino, pesquisa e extensão, além de promover atividades comunitárias e de acesso à cultura. O atendimento é agendado por telefone ou WhatsApp, e o espaço busca criar um ambiente de paz e sigilo para as mulheres, com várias salas de atendimento que proporcionam conforto e segurança.

A equipe técnica explicou que a violência contra a mulher pode ocorrer de diversas formas (física, patrimonial, psicológica). Pode atingir qualquer mulher, inclusive as que trabalham com a questão de gênero. Por isso, ressaltaram a importância de um olhar diferenciado e a necessidade de acolher as vítimas, tanto dentro quanto fora da universidade. Apresentaram o trabalho da oficina que oferece apoio através da dança e promoção do bem-estar, com relatos positivos das participantes. Além disso, realiza parcerias como a com o Espaço Saúde do Sintufrj e a realização de atividades como rodas de conversa e cursos, enfatizando a importância de manter essas iniciativas e buscar novas parcerias para oferecer suporte às mulheres.

Dentre as atividades existe o Grupo Reflexivo que são encontros mensais com mulheres que tenham interesse em discutir temas relacionados às questões de gênero, tendo como finalidade buscar elevar a autoestima e fortalecer as participantes assim como desconstruir alguns estereótipos relacionados aos papéis sociais historicamente destinados aos homens e mulheres. O grupo tem como objetivo aumentar a consciência crítica sobre direitos individuais e coletivos.
“O foco do grupo é que a gente possa refletir a nossa realidade enquanto mulher e a partir disso pensar em caminhos, pensar como a realidade afeta a gente, como a gente afeta a realidade, e o que podemos fazer sobre isso. O foco no CRM de acordo com a norma técnica é a violência, mas não é a única coisa que ele faz. O atendimento é fundamental, mas se não pensarmos na estrutura que leva as violências acontecerem estaremos sempre enxugando gelo. Precisamos de uma transformação estrutural, social. Essa estrutura que leva as mulheres a serem agredidas diariamente. Por isso trabalhamos atividades coletivas”, explicou a psicóloga Natália Romano.

O CRM promove o curso “Enfrentando a Violência de Gênero Contra as Mulheres”, um curso de extensão com 5 edições. A proposta é fomentar o debate para fortalecer o conhecimento dos profissionais em relação à identificação da violência contra a mulher e informar procedimentos de orientação e encaminhamento aos serviços que integram a rede especializada de atendimento às mulheres em situação de violência de gênero.
Há o Cine debate, o projeto realiza cine debates presenciais e online, com filmes e debates sobre temas como violência, crimes cibernéticos, padrões de beleza, e ligado à vida das mulheres. Os eventos contam com a participação de convidados. O acesso é on line, a sala de exibição e filmes está com o ar condicionado central inoperante, e assim os debates são gravados e disponibilizados no YouTube.
Segundo a assistente social, Bárbara Zilli Haanwinckel, o foco é a prevenção: o projeto busca ampliar o acesso a informações e direitos, complementando o atendimento às mulheres e promovendo a prevenção. Para o próximo evento a equipe pretende exibir filme com a temática sobre estelionato sentimental.
Para mais informações o Centro de Referência para Mulheres – Suely Souza de Almeida (CRM-SSA) da UFRJ está nas redes sociais Facebook, Instagram e Youtube @crmssa. Seus telefones são (21) 3938-0600 / (21) 3938-0603 (Whatsapp). Email: crmssa.ufrj@gmail.com

 

Os CRMs
O Centro de Referência para Mulheres – Suely Souza de Almeida e o Centro de Referência de Mulheres da Maré – Carminha Rosa (CRMM-CR), da UFRJ, são integrantes da Política Nacional de Enfrentamento à Violência contra as Mulheres e estão vinculados ao Núcleo de Estudos de Políticas Públicas em Direitos Humanos – Suely Souza de Almeida (Nepp-DH), que integra a estrutura organizacional do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (CFCH) da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).
Os dois Centros de Referência (CRM-SSA e CRMM-CR) são de grande relevância para a população em geral, principalmente se considerarmos que na região metropolitana do Rio de Janeiro existem somente quatro centros de referência especializados de atendimento às mulheres atualmente.
Os Centros buscam fortalecer a noção de cidadania das mulheres com vistas aos Direitos Humanos, oferecendo atendimento integral, acompanhamento e orientações para as mulheres que sofrem, sofreram ou que estão ameaçadas de violência, além de buscarem a superação do quadro de violência por via de uma perspectiva emancipatória.

 

Tour pelos andares
Sala de Recepção
Sala de Dança
Sala do Grupo Reflexivo

Excepcionalmente, o expediente na sede e subsedes do Sintufrj, nesta sexta-feira, 12 de setembro de 2025, será encerrado às 12h.

Obrigado pela atenção.

Sintufrj
Gestão 2025-2028

 

No primeiro dia de paralisação dos técnico-administrativos em educação da UFRJ nesta quarta-feira, 10, os trabalhadores realizaram dois atos. Um pela manhã em frente ao Hospital Universitário Clementino Fraga Filho (HUCFF) e outro à tarde, em Laranjeiras, em apoio à Casa de Referência da Mulher Almerinda Gama.
A Casa Almerinda Gama, responsável por acolher mulheres e crianças vítimas de violência desde 2022, é uma ocupação localizada na rua Carioca, 37, e desde 2023 é alvo de uma ação judicial do governo estadual que pede a desocupação do imóvel, ainda que esteja sem uso pelo estado.
A manifestação teve concentração no Largo do Machado com caminhada até o Palácio Guanabara, onde uma comissão do Movimento de Mulheres Olga Benário, responsável pela ocupação, entrou no Palácio tentando dialogar, mas sem sucesso. Elas protocolaram um ofício ao governador Cláudio Castro. Segundo o Movimento de Mulheres o objetivo da desocupação é comercial com vistas a viabilizar o projeto “Rua da Cerveja”.

O pedido de desocupação se baseia unicamente em questões estruturais e na reivindicação de propriedade do imóvel, sem apresentar qualquer encaminhamento ou medida para a urgente situação das mulheres em contexto de violência e de vulnerabilidade no Estado do Rio de Janeiro. Ao longo de três anos, a ocupação acolheu mais de 200 mulheres e abrigou mais de 30 mulheres e 6 crianças.
O processo se acelerou a partir de junho de 2024 e tem como marca fundamental o empenho do Estado em obter a desocupação do imóvel sem que as mulheres ocupantes sejam sequer ouvidas nos autos.

A coordenadora de Educação, Cultura e Formação Sindical do Sintufrj, Maria Lenilva, presente ao ato, destacou a relevância do trabalho da Casa Almerinda Gama, informando sobre a paralisação dos trabalhadores da UFRJ.
“Estamos em dois dias de paralisação e não podíamos estar fora dessa luta da Casa Almerinda Gama junto com essas mulheres batalhadoras. Todo nosso apoio! Esse é o nosso primeiro dia de paralisação e esse é nosso segundo ato. Pela manhã, estivemos em frente ao HUCFF divulgando nossa pauta especifica”, disse Lenilva durante a caminhada ao Palácio Guanabara.

Moradoras de ocupações e mulheres acolhidas pela Casa Almerinda Gama, muito indignadas, participaram da manifestação. A truculência da polícia no despejo de famílias da ocupação Luiza Mahin, no Cais do Valongo, foi denunciada durante a manifestação, inclusive mulheres que sofreram violência da PM.
“O batalhão invadiu, atingiu crianças, idosos e até roubaram o dinheiro da bolsa das pessoas que precisam. Esse é o jeito que tão agindo e depois ficam querendo apoio das pessoas necessitadas. Muitas moradoras de rua não conseguem casa. Muitos estão sendo despejados. O que você vai fazer por eles Cláudio Castro? E você Eduardo Paes que sobe o morro e pede tudo? Quero ver na próxima eleição. O que vocês vão conseguir? Nada!”, desabafou Selma de Oliveira, 59 anos, moradora da ocupação Luiza Mahin. E finalizou: mais não tem nada não. A gente vai continuar lutando.

Uma das coordenadoras do Movimento Olga Benário e da Casa Almerinda Gama, Helena Garcia, afirmou que nenhuma mulher irá desistir de lutar.
“Nós vamos ocupar todas a vezes que forem necessárias para salvar a vida das mulheres do Rio de Janeiro. Almerinda Gama fica!”, defendeu Helena.

 

Entenda
No dia 08 de março de 2022, data comemorativa do Dia Internacional da Mulher, nasceu a primeira ocupação organizada pelo Movimento de Mulheres Olga Benário no estado do Rio de Janeiro, a Casa de Referência da Mulher Almerinda Gama.
A Casa Almerinda Gama fica na Rua da Carioca nº 37, onde antes funcionava a famosa loja Guitarra de Prata. O edifício tem dois andares e conta com uma arquitetura que lembra um casarão antigo.

O imóvel, que é tombado, estava abandonado há mais de oito anos sem cumprir qualquer tipo de função social, e foi ocupado pelo movimento para ser utilizado como um local de acolhimento às mulheres. As ocupantes, no entanto, estão enfrentando um processo judicial movido pelo Governo do Estado reivindicando propriedade do imóvel e pleiteando a desocupação pelo movimento.
Segundo as mulheres do Movimento Olga Benário, nenhuma proposta de renovação do edifício ou de utilização por parte do Governo Estadual foi apresentada no caso de desocupação. Da mesma forma, nenhuma alternativa de realocação foi oferecida ao movimento com vistas à continuidade das atividades desempenhadas pela Casa Almerinda Gama.

O Movimento de Mulheres Olga Benário, por sua vez, nasceu em 2011 como um movimento feminista socialista que se concentrou na luta pelos direitos das mulheres, especialmente no que diz respeito ao direito à creche e ao enfrentamento à violência de gênero. O movimento atua nacionalmente e desenvolve iniciativas para acolher mulheres vítimas de violência doméstica e em situação de vulnerabilidade social.
Por meio de ocupações de imóveis abandonados que não estão cumprindo sua função social, o movimento busca reivindicar políticas públicas para a construção de espaços e equipamentos destinados ao atendimento e acolhimento dessas mulheres, contando com a colaboração de profissionais voluntárias. É o caso da Casa Almerinda, único centro de acolhimento do movimento Olga Benário no Rio de Janeiro e tornou-se um centro de referência no enfrentamento à violência de gênero, fornecendo abrigo e apoio a mulheres em situações de vulnerabilidade.

 

O coordenador-geral do Sintufrj, Francisco de Assis, saudou os 105 anos da UFRJ – comemorados esta semana – pela importância da instituição para a ciência e para a produção de conhecimento do país. O dirigente reivindicou, no entanto, a participação efetiva dos técnicos administrativos como atores indispensáveis na jornada que fez dessa universidade um espaço de excelência no Brasil.

Num depoimento a um vídeo produzido pelo Sintufrj no qual participam alguns técnicos, o dirigente do sindicato faz uma observação em relação ao futuro: que quando for comemorado o próximo centenário da UFRJ muitos técnicos tenham assumido o cargo de reitor – hoje privativo de docentes.

Para marcar a data, a Reitoria organizou, na segunda-feira (8) uma celebração no prédio do Fórum de Ciência e Cultura na Zona Sul da cidade. Alguns destaques da festa devem ser registrado como a apresentação do Grupo Brasil Ensemble, da Escola de Música da UFRJ, que executou trechos da ópera moçambicana “O Grito de Mueda”, que fala de resistência e liberdade. Outro momento marcante foi a apresentação da Companhia Folclórica do Rio-UFRJ. (FOTOS: RENAN SILVA)

O SHOW DO BRASIL ENSEMBLE na celebração dos 105 anos da universidade
REITOR MEDRONHO, VICE-REITORA Cássia Turci e professores e o bolo dos 105 anos

 

 

 

Em reunião da Coordenação de Aposentados, Dirigente do Sintufrj sugere dicas para tornar mais prazeroso o cotidiano

“É o que você gosta de fazer. O que você acha melhor para você, para a sua vida, que faz você se sentir bem, que lhe deixa feliz. Caminhar, dançar soltinho, ficar de pernas para o ar vendo tevê, visitar e receber os netos, fazer um bolo para levar para a igreja, ler, estudar, praticar um esporte, ir ao cinema, teatro. Jogar conversa fora com os amigos. Qualquer coisa. Simples assim”.

Com essas dicas, Laura Gomes, coordenadora do Sintufrj e com 43 anos de experiência no Hospital Universitário Clementino Fraga Filho (HUCFF) cuidando de quem cuida de pacientes, técnica de enfermagem e graduada em Educação Física, iniciou sua palestra sobre Qualidade de Vida e Saúde na Terceira Idade para as aposentadas, aposentados e pensionistas, nesta quarta-feira, 10, no Espaço Cultural Sintufrj.

A especialista subdividiu a exposição em três temas: Estilo de Vida e Atividades, Prevenção de Acidentes Domésticos e Quedas e Vacinas Essenciais. O Espaço Saúde Sintufrj fechou as orientações de saúde e bem-estar com uma aula de ginástica na cadeira e meditação, sob orientação da coordenadora pedagógica Carla Nascimentos e os estagiários Carlos Miguel e Jonas Lima.

Calendário mensal

Uma vez por mês, a Coordenação de Aposentados(as) e Pensionistas do Sintufrj realiza encontros do segmento com rodas de conversa sobre assuntos relevantes para as companheiras e companheiros. Momento também em que a direção sindical analisa com eles os principais fatos da conjuntura nacional e internacional e atualiza os informes das lutas gerais da categoria.

A reunião desta quarta-feira coincidiu com o primeiro dia de paralisação nacional dos técnicos-administrativos em educação por decisão da Plenária Nacional da Fasubra. A mobilização continua nesta quinta-feira, 11. A luta é contra a Reforma Administrativa e em defesa dos serviços públicos, cumprimento integral do acordo de greve, pela democracia e a soberania do país, e prisão de todos os envolvidos no golpe contra o Estado Brasileiro. O coordenador-geral do Sintufrj e coordenador de Comunicação da Fasubra, Francisco de Assis, conversou sobre as mobilizações e lutas com os 50 aposentados presentes no Espaço Cultural da entidade.

Homenagem

As coordenadoras de Aposentados(as) e Pensionistas, Ana Célia e Selene Vaz junto com a coordenadora de Políticas Sociais, Norma Santiago, dirigiriam a reunião. A terceira dirigente da Pasta, Marli Rodrigues, não estava presente porque fez parte da caravana a Brasília para ato no Anexo 2 do Congresso Nacional e visita aos gabinetes dos parlamentares do Rio para pressionar pela rejeição à proposta de Reforma Administrativa – Campanha “Se votar, não volta” —,

Este mês, os homenageados foram os aniversariantes dos meses de julho e agosto.

Atenção: matéria completa sobre a palestra e resumo dos informes políticos na edição do Jornal do Sintufrj 1461. 

LAURA GOMES. Dicas de qualidade de vida

Pelo alto-falante do carro de som do Sintufrj ou no “corpo-a-corpo” com servidores e a população usuária do Hospital Universitário Clementino Fraga Filho, coordenadores e militantes de base mandaram seu recado, na manhã desta quarta-feira, dia 10: a Reforma Administrativa vai atacar serviços públicos e retirar direitos do povo como saúde e educação.

O ato na porta do HU marcou o início dos dois dias de paralisação nacional dos técnicos-administrativos em educação, dias 10 e 11 de setembro, para, além do protesto contra a Reforma Administrativa, cobrar o cumprimento do acordo assinado com o governo em 2024 depois da histórica greve da categoria de 113 dias.

“Hoje é dia nacional de luta. Servidores do Brasil inteiro estão em frente ao Congresso Nacional, para fazer pressão sobre os parlamentares contra a aprovação dessa “deforma” administrativa que tira o direito da sociedade ao serviço público, que retira direito dos trabalhadores. Nós temos que resistir, fazer o enfrentamento e ter muita organização para não deixar que essa Reforma Administrativa seja aprovada, derrotá-la, como derrotamos na época do governo Temer e Bolsonaro. E lutar para que o termo de acordo seja cumprido integralmente pelo governo”, apontou o coordenador-geral Francisco de Assis.

O assessor sindical Bayron Thadeus apontou que a reforma pretende precarizar ainda mais os serviços públicos, colocando em risco empregos dos servidores públicos mas também a prestação de serviço à população: “Por isso estamos aqui, para conscientizar a polução dos perigos que representa essa reforma. O serviço público corre perigo, consequentemente o acesso da população à saúde, educação, aposentadoria. Os grupos empresariais, deputados do Centrão da Extrema direita planejam uma reforma que, na verdade, pretende atacar o acesso a direitos constitucionais da população e dos trabalhadores e das trabalhadoras ao serviço público.  Defenda seus direitos, defenda o serviço público!”.

O coordenador geral Esteban Crescente também apontou que naquele exato momento aconteciam protestos em Brasília pelo cumprimento integral do acordo de greve e conta a Reforma Administrativa. “Nós tivemos um ganho importante na greve, que foram ganhos econômicos que já estão no nosso contracheque, mas entre as nossas vitórias há ainda outras que não foram cumpridas pelo governo e além de tudo estamos sendo ameaçados pela liderança dos partidos de direitos e extrema direita no Congresso com a Reforma Administrativa. Por isso estamos aqui hoje, marcamos aqui essa primeira atividade de diálogo com a base”, disse ele, chamando categoria e população para as demais atividades destes dias de paralisação.

Coordenadores explicam à população a importância da atividade

“Esses dois dias de paralisação são para pressionar o Governo pelo cumprimento integral do acordo de greve, pressionar o Governo a enfrentar a proposta do Congresso Nacional de Reforma Administrativa, que atinge o conjunto dos servidores”, anunciou Esteban.

“O governo precisa cumprir com o que assinou, a regra de transmissão dos nossos apresentados, o debate sobre as 30 horas para fortalecer o serviço público e a ampliação do serviço; a discussão do Reconhecimento de Saberes e Competências (RSC), e muitos outros pontos valiosos para a categoria e que tem a ver com a democracia da universidade, em que a gente está lutando para que o técnico-administrativo também possa ocupar o cargo de reitor”, disse Francisco.

“Sem anistia para os golpistas! Sem anistia para os golpistas! Taxação dos super-ricos! Isenção do imposto de renda (para quem ganha até R$ 5 mil)! Pelo fim da escala 6×1, sem perda salarial!”, disseram os demais.

Sintufrj percorre universidade

 

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No primeiro dos dois dias de paralisação, dias 10 e 11 de setembro, depois do ato no Hospital Universitário, coordenadores e militantes da base do Sintufrj percorreram unidades para fortalecer a mobilização, algumas das quais enfrentando questionamentos por parte de chefias quanto à suspensão das atividades, outras com setores sensíveis que não podem parar, com atividades consideradas essenciais.

Entre os setores visitados estão pró-reitorias e a Coordenação de Políticas de Saúde do Trabalhador (CPST), setor que está saindo de um período de crise, mas que, no que toca a paralisação também está cumprindo a exigência de manutenção das atividades essenciais.

Os coordenadores verificaram a atividades nos setores, conversaram com os trabalhadores e fortaleceram a organização entre os que de fato podem parar sem implicação nas atividades essenciais. “Foram visitas importantes porque as pessoas sentiram a presença do sindicato valorizando o servidor”, comentou o coordenador-geral Francisco de Assis.

O coordenador Esteban Crescente lembrou a categoria das demais atividades nestes dias de paralisação.

QUARTA-FEIRA, 10/9:

  • 14h — Ato em solidariedade à Luta das Mulheres em Defesa da Casa de Acolhimento Almerinda Gama, no Largo do Machado.

QUINTA-FEIRA, 11/9:

  • Pela manhã — Doação de sangue no HUCFF.
  • 14h – Reunião do GT Mulher Sintufrj, no Centro de Referência da Mulher Suely Souza de Almeida (prédio ao lado da Prefeitura Universitária).
  • .16h –Ato Unificado dos Servidores Públicos do Estado do Rio de Janeiro, na Candelária, Contra a e Reforma Administrativa e pelo Cumprimento Integral do Acordo de Greve.

 

Fotos: Renan Silva

                        Acima, atividade em frente ao HU. Depois, coordenadores visitam setores

 

A Reforma Administrativa de tendência neoliberal une Pedro Paulo (PSD-RJ), o bolsonarista Zé Trovão (PL-SP), interesses do Centrão, lobbies empresariais e MGI de Esther Dweck para impor o desmonte do Serviço Público, a criação de cabides de emprego e a ampliação das privatizações!

É ruim para o servidor(a), é péssimo para a população!

Além disso, no Rio de Janeiro, estamos sofrendo com os desdobramentos da militarização das corregedorias e com o Decreto/RJ 49217/24, que permite a demissão e a cassação de aposentadoria de servidores de forma unilateral e sem critérios objetivos. Configura-se assim um ataque direto aos nossos direitos e à qualidade dos serviços que prestamos à população.

Vivemos uma política de perseguição, cujo caso mais grave é a demissão arbitrária do educador e cartunista João Paulo Cabrera. Sua punição, por criticar em suas charges a privatização e a repressão, escancara o caráter político e a urgência de revogar este decreto.

No dia 11/9 (quinta-feira da próxima semana), às 16h, vamos às ruas lutar contra o desmonte do serviço público e a perseguição dos/das servidores/as públicos.

Nosso ponto de encontro será na Candelária, de onde sairemos em caminhada rumo à Praça XV. Sua presença é fundamental para mostrar a nossa força. Vamos juntos defender nossos direitos!

#ParaTodosVerem: Card com fundo branco com os dizeres em letras pretas “Ato público contra a Reforma Administrativa. Não é reforma, é desmonte! Abaixo o decreto/RJ 49217/24! Contra as perseguições políticas na educação! Candelária rumo à Praça XV, 11/9, 16h”. No topo há os logos do Fórum Unificado em Defesa do Serviço Público e Estatais e abaixo há três fotos de políticos envolvidos Paulo Guedes, Zé Trovão e Pedro Paulo, em preto e branco, e com manchas vermelhas por cima deles. Fim da descrição.