CALENDÁRIO DE GREVE
Quinta-feira, dia 7, às 14h, com concentração no Largo do Machado – Ato unificado dos sindicatos e comandos de greve dos trabalhadores técnicos-administrativos em Educação das universidades por valorização profissional. Caminhada do Largo do Machado até o Palácio Guanabara.
Sexta-feira, dia 8, às 10h – Roda de conversa: homenagem às mães de luta. Com participação especial da companheira Vera Lúcia Cardoso, mãe da deputada Dani Balbi (PCdoB).
Segunda-feira, dia 11, às 10h – reunião do CLG-Sintufrj

Ato Unificado da Educação nesta quinta-feira, 7, às 14h, no Largo do Machado

Os técnicos administrativos da UFRJ em greve há 60 dias reafirmaram, na assembleia simultânea (Fundão, Praia Vermelha e Macaé) desta quarta-feira, 6, seus objetivos concretos para a continuidade do movimento: regulamentação imediata do Reconhecimento dos Saberes e Competências (RSC) e decisão sobre as 30 horas (cuja nota técnica já foi enviada pelo MEC para o Ministério de Gestão e Inovação dos Serviços Públicos (MGI), sem contudo abrir mão dos demais itens pendentes do acordo assinado com o governo em 2024. A Fasubra também cobra do MEC uma orientação formal para reitores e gestores dos hospitais universitários sobre a aplicação da hora ficta no formato de folga, visando uniformizar o entendimento sobre o tema nas instituições.

A assembleia referendou o calendário de lutas aprovado pelo Comando Local de Greve (CLG), com destaque para o Ato Unificado da Educação, nesta quinta-feira, 7, com concentração às 14h no Largo do Machado e caminhada até o Palácio Guanabara. Participarão os trabalhadores das instituições federais de ensino e estaduais (UERJ e Faetec) em greve. Esta atividade faz parte do Dia Nacional de Luta da Fasubra. A categoria também aprovou seis nomes para o Comando Nacional de Greve (CNG), que permanecerão em Brasília de 11 a 23 de maio, e uma moção de solidariedade à flotilha de ajuda humanitária à Faixa de Gaza Global Samud, interceptada pela Marinha de Israel, em águas internacionais, e a liberdade do brasileiro Thiago Ávila, submetido a maus tratos, e do palestino-espanhol Saif Abukeshek, ameaçado de morte – sequestrado em águas internacionais.

Live sobre o RSC

No dia 12 de maio (terça-feira), o Sintufrj realiza uma live sobre o RSC, às 14h, com mediação do ex-dirigente sindical e ex-pró-reitor de Pessoal e de Finanças da UFRJ, Roberto Gambine, e a participação da coordenadora de Aposentados e Pensionistas do Sintufrj, Selene Vaz, e o técnico administrativo da Praia Vermelha, Igor Dantas.

A ASSEMBLEIA DESTA QUARTA-FEIRA, DIA 6, foi encerrada com um vídeo convocando para o ato unificado da educação

 

 

 

Fonte: Secretaria de Relações Institucionais (Gov.br)

O presidente Lula lançou no dia 4, novo programa de renegociação de dívidas do Governo Federal, o Desenrola 2.0. O programa contará com uma mobilização de 90 dias para incentivar os brasileiros a renegociarem suas dívidas e regularizarem sua situação financeira. Está estruturado em quatro frentes: Desenrola Famílias, Desenrola FIES, Desenrola Rural e Desenrola Empresas.

Com o Desenrola 2.0, brasileiros inadimplentes poderão renegociar seus débitos com descontos que variam de 30% a 90% sobre o valor principal, além de juros limitados a 1,99% ao mês.

O programa também prevê a possibilidade de utilização de até 20% do saldo do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) para a quitação das dívidas, benefício voltado a trabalhadores com renda de até cinco salários mínimos.

O governo também anunciou que haverá bloqueio do CPF de inadimplentes em plataformas de apostas por 12 meses. para o Ministério da Fazenda, se a pessoa está endividada, não deve comprometer ainda mais sua renda com apostas online (leia mais após a matéria).

Como funciona

O programa oferece crédito para quitação de dívidas contratadas até 31 de janeiro de 2026 e que estejam em atraso entre 90 dias e dois anos, incluindo débitos de cartão de crédito, cheque especial e crédito pessoal (CDC).

As condições incluem:

  • Descontos de 30% a 90%;
  • Juros máximos de 1,99% ao mês;
  • Prazo de até 48 meses;
  • Até 35 dias para pagamento da primeira parcela;
  • Limite de até R$ 15 mil por pessoa, por instituição financeira (após descontos);
  • Garantia do Fundo Garantidor de Operações (FGO).

Quem pode participar?

Brasileiros com renda de até cinco salários mínimos (R$ 8.105).

📲 COMO PARTICIPAR DO NOVO DESENROLA (PASSO A PASSO)

1️⃣ Verifique suas dívidas
Consulte seu CPF em plataformas como:
Serasa
SPC Brasil
Veja quais dívidas estão negativadas e aptas para negociação.
2️⃣ Acesse a plataforma oficial

Entre no site do governo:
👉 gov.br
Faça login com seu CPF e senha (nível prata ou ouro pode ser exigido em alguns casos).

3️⃣ Consulte as ofertas disponíveis
O sistema mostrará:
valor original da dívida
desconto aplicado

Opções de parcelamento

4️⃣ Escolha a melhor proposta
Compare:
valor à vista (geralmente com maior desconto)
valor parcelado (com juros menores)
Selecione a opção que cabe no seu orçamento.

5️⃣ Feche o acordo
Confirme a renegociação diretamente na plataforma ou no banco credor.
Você receberá:
boleto
ou opção de débito automático

6️⃣ Realize o pagamento
Pague a primeira parcela ou o valor à vista para validar o acordo.
Após isso, seu nome pode ser retirado dos cadastros de inadimplência.

⚠️ DICAS IMPORTANTES
Priorize dívidas com maiores juros (cartão, cheque especial)
Evite parcelar além do que consegue pagar
Leia todas as condições antes de confirmar
💡 PARA SERVIDORES E TRABALHADORES

Mesmo sendo um alívio imediato, é importante não comprometer renda futura com parcelas altas — especialmente diante do custo de vida elevado.

 

Para CNC, bets agravam endividamento das famílias brasileiras

Fontes:  Gilberto Costa, repórter da Agência Brasil e Gleide Andrade (Brasil de Fato)

De janeiro de 2023 a março de 2026 a inadimplência do consumidor causada pelas bets retirou R$ 143 bilhões do comércio varejista. O montante equivale ao volume de vendas nos períodos de Natal de 2024 e 2025.

O crescimento do gasto dos brasileiros com as plataformas eletrônicas nesse período foi superior a R$ 30 bilhões por mês. O dito “entretenimento” comprometeu a disponibilidade de renda para manter o pagamento em dia das dívidas e podem ter levado 270 mil famílias a situação de “inadimplência severa” – incapacidade de pagar marcada por atrasos de 90 dias ou mais.

As estimativas são da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). Para a entidade empresarial, “as bets não representam apenas entretenimento; configuram-se como um risco sistêmico para a saúde financeira das famílias, drenando recursos que seriam destinados ao comércio varejista e ao consumo produtivo.”

“As bets afetam principalmente as famílias mais vulneráveis, aumentando seu endividamento global, enquanto para os mais ricos funcionam como substituto de outras formas de endividamento, embora também gerem inadimplência”, descreve apresentação da entidade.

O presidente do Sistema CNC-Sesc-Senac, José Roberto Tadros, defende a implementação de políticas públicas regulatórias para as plataformas e de proteção a consumidores. Em nota à imprensa, ele afirmou que as apostas online estão comprometendo a renda das famílias brasileiras. “O impacto já deixou de ser pontual e se tornou macroeconômico. Precisamos discutir os limites desse mercado, especialmente no que diz respeito à publicidade e à proteção das famílias brasileiras.”

De acordo com a CNC, oito em cada vez famílias (80,4¨%) estão endividadas no Brasil. O indicador é próximo aos 78% verificado no final de 2022. Entre 2019 e aquele ano, a proporção de famílias endividadas cresceu quase 20 pontos percentuais.

Notificação – O Instituto Brasileiro de Jogo Responsável (IBJR) que representa as plataformas de aposta eletrônica que operam legalmente no Brasil, enviou notificação formal à CNC cobrando “transparência metodológica” e “acesso integral” às bases de dados que a entidade usa para avaliar o impacto das bets no endividamento das famílias. A Associação Nacional de Jogos e Loterias (ANJL) também disse que os números apresentados pela CNC  “não condizem com os dados oficiais do governo e do setor.”

Publicidade sem limite pode custar vidas e destruir famílias

O alerta é de Gleide Andrade é secretária nacional de Finanças e Planejamento do Partido dos Trabalhadores, em artigo no site Brasil de Fato, que diz ainda: “O debate sobre as bets não pode se resumir à arrecadação tributária ou à formalização do setor. É preciso discutir responsabilidade pública. O Estado tem o dever de regular mercados que produzem danos sociais, especialmente quando esse dano recai sobre os mais pobres.

O presidente Lula acertou ao elevar o alerta sobre esse tema e demonstrar preocupação com o endividamento das famílias brasileiras. Ao defender medidas mais duras contra o avanço desenfreado das bets, recoloca no centro do debate uma questão essencial: a política não pode assistir passivamente à transformação da angústia popular em oportunidade de negócio.

O primeiro passo é evidente: restringir severamente — e, em muitos casos, proibir — a propaganda de apostas. Não faz sentido permitir que celulares de adolescentes, transmissões esportivas e redes sociais sejam ocupados por anúncios que normalizam o risco financeiro como caminho de prosperidade. O Brasil já aprendeu, em outras áreas, que publicidade sem limite pode custar vidas e destruir famílias.

“O Brasil precisa escolher entre proteger seu povo ou assistir passivamente à transformação da angústia popular em modelo de negócio. Porque quando a esperança vira mercadoria, quem sempre paga a conta é o povo brasileiro”, conclui a secretária.

Leia a íntegra em:

https://www.gov.br/sri/pt-br/governo-do-brasil-lanca-o-programa-desenrola-2.0

https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2026-04/para-cnc-bets-agravam-endividamento-das-familias-brasileiras

e https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2026-04/para-cnc-bets-agravam-endividamento-das-familias-brasileiras

Bets e endividamento: o impacto das apostas na vida das famílias brasileiras

RSC o que você precisa saber? Essa foi a pauta de mais uma reunião promovida ela Coordenação do Sintufrj para esclarecer a base sobre a importante conquista da greve: o Reconhecimento de Saberes e Competências, gratificação que busca reconhecer o empenho profissional do servidor e que pode atingir quase 8 mil pessoas na UFRJ.

Fotos: Renan Silva

Os coordenadores Francisco de Assis (Geral e coordenador de Comunicação da Fasubra) e Selene Vaz (Aposentados e Pensionistas) conduziram a reunião realizada no Auditório do Quinhentão nesta terça-feira, dia 5, acompanhada também por diversos companheiros via Zoom (videoconferência). Eles informaram o que já está certo da conquista até aqui, o andamento da formalização pelo governo e o que fazer neste momento para reunir a documentação que possivelmente será aceita para solicitar o direito.

Francisco relembrou a trajetória do movimento até a conquista deste direito pela greve de 2024 e porque a categoria segue reivindicando elementos não cumpridos do acordo feito com o governo naquele ano (o RSC não se estendeu aos aposentados, servidores em estágio probatório e para quem tem doutorado, como reivindica a Fasubra, por exemplo). E depois detalhou elementos do RSC.

No dia 30 de março foi sancionada a Lei nº 15.367/2026 que instituiu o RSC que pode garantir aumentos efetivos no salário com mais esta modalidade do Incentivo á Qualificação que vai além dos títulos formais.  Agora, para a implantação de fato, se aguarda apenas a publicação de um decreto com diretrizes (cuja Minuta, o MEC enviou ao MGI no dia 16) pela Casa Civil. O decreto é necessário porque a Lei remeteu a este a regulamentação de uma série de critérios, como a pontuação, avaliação e procedimentos para concessão do RSC. O decreto trata também da instrução dos requerimentos, atuação das comissões responsáveis pela análise dos pedidos, a sistemática de análise do memorial e da documentação comprobatória, hipóteses de recurso e mecanismos de acompanhamento da implementação.

Se ficar igual ao texto proposto pelo MEC, estabelece por exemplo que a atuação da Comissão do RSC (que seria composta por no mínimo três e no máximo nove membros, com respectivos suplentes) pode ser organizada de forma descentralizada por campo ou unidades administrativas para garantir a rapidez e a proximidade no processo de avaliação. E teria indicação paritária pelo Conselho Superior ou Conselho Universitário; pela Comissão Interna de Supervisão (CIS), e pela autoridade máxima da unidade de gestão de pessoas. Nessa versão, o texto dos anexos, que são seis, tratam dos requisitos e pontuações. Como por exemplo, participação em grupos de trabalho, comissões, comitês, núcleos, representações ou similares (entre os quais, a representação sindical também contaria pontos), atuação em projetos institucionais, na gestão, no apoio ao ensino, à pesquisa, extensão, inovação e assistência especializada, entre inúmeros outros.

Reunião com a PR-4 nesta quarta

Mas, como demostraram os coordenadores, o Sintufrj não está de braços cruzados e vem buscando planejamento prévio e organização de uma comissão com membros da Comissão Interna de Supervisão da Carreira,  do GT Carreira e da Pró-Reitoria de Pessoal, para possibilitar a agilidade deste processo . A próxima reunião com a Pró-Reitoria de Pessoal  está prevista para esta quarta-feira, dia 6, às 15h.

Servidores de diversos setores formularam perguntas elucidadas pelos coordenadores – como que tipo de documentos são válidos, ou que tipo de atividades podem ser consideradas e como conseguir os comprovantes. Aos servidores que aguardam as diretrizes, os coordenadores alertaram que devem já iniciar a preparação do seu memorial com base do que já está publicado.

Lei vale a partir de abril

O que já está valendo, requisitos exigidos, formas de busca de documentação nos sistemas, tudo isso pode ser consultado na edição do Jornal do Sintufrj 1472, disponível no site da entidade ou pelo link https://sintufrj.org.br/wp-content/uploads/2026/04/Jornal-1472.pdf

Como consultar

No jornal, apontamos dois tutoriais para consultas na Intranet-UFRJ (https://intranet.ufrj.br) preparados pela DGDI que podem ser acessados em:

Na véspera de 1º de Maio, o Grupo de Trabalho Mulher do Sintufrj aliou o útil ao agradável. Aproveitando o clima do feriado do Dia do Trabalhador, realizou o Cine Mulher com a exibição do filme “Mulheres Perfeitas”, com direito a pipoca e um relevante bate papo.

Como introdução ao debate, a coordenadora Norma Santiago preparou um material com base no “Manual da Dona de Casa” de 1916, que retrata a desigualdade de gênero no início do século XX, especialmente no período da Primeira Guerra Mundial.

 

Manual

Norma Santiago produziu uma apresentação para explicar que o manual era um exemplo dos guias de comportamento feminino que eram publicados em revistas e livros e ditavam como a “boa esposa” deveria agir, promovendo comportamentos como discrição, silêncio, organização do lar e priorização do marido. Era regras impostas às mulheres onde havia também controle sobre o corpo.

“Isso revela a naturalização da desigualdade, a construção do machismo estrutural e a invisibilização das mulheres. Essa cultura perpetuou a desigualdade, o machismo e a desvalorização das mulheres, que ainda são visíveis hoje. As ideias do machismo continuam presentes hoje, muitas vezes de forma sutil”, afirmou Norma.

 

Filme

Já o filme “Mulheres Perfeitas”, do diretor Frank Oz, mostra uma executiva, Joanna, cujo personagem é interpretado pela atriz Nicole Kidman, que foi demitida do trabalho e cujo marido a leva para uma cidade do interior no intuito de ajudar e lá tudo parece muito perfeito. As casas são computadorizadas, a vizinhança nunca dá problemas, as crianças são alegres e as mulheres são excelentes donas de casa, bem arrumadas, obedecendo os maridos com grande dedicação. Ela fica intrigada e vai investigar de onde sai toda essa perfeição.

 

Debate

A psicóloga da Prefeitura, Alzira Trindade, falou sobre a representação da mulher na sociedade, criticando a ideia de perfeição e o modelo imposto pelo capitalismo. Ela celebrou a imperfeição, a luta das mulheres e a importância de cuidar do ambiente social e familiar. Alzira reconheceu as diferentes realidades das mulheres, desde as trabalhadoras até aquelas que lidam com tarefas domésticas e destacou  a força e o amor como elementos importantes na  vida feminina, em oposição à visão idealizada da mulher “perfeita”. E finalizou ressaltando a necessidade de combater o machismo e de construir uma imagem mais autêntica da mulher.

 

A coordenadora de Políticas Sociais Adriana Mattos criticou a pressão pela perfeição feminina e a dificuldade de a mulher lidar com as decepções. Abordou também a luta das mulheres por espaço e poder na sociedade, muitas vezes enfrentando obstáculos e julgamentos.

 

A companheira Gecilene Militão, do HUCFF, criticou o excesso de “modernidade” que leva a perda da capacidade de julgamento individual, especialmente no contexto da saúde. Ela citou exemplos de como a tecnologia e a falta de contato humano direto podem prejudicar a sensibilidade e a capacidade de cuidar dos outros. Ela criticou ainda no contexto da saúde a substituição da experiência e intuição humana por máquinas e dados o que em sua opinião resulta na perda da individualidade e da empatia.

 

A coordenadora de Aposentados, Marli Rodrigues, falou de uma entrevista com a atriz Carolina Dieckmmann falando a visão do avô sobre o seu casamento de longa data. O avô lhe disse que amar a mesma mulher por tantos anos significa amar diferentes mulheres em diferentes fases da vida. Ele criticou a ideia de que o homem deve amar a mesma mulher que ele conheceu no início do relacionamento, pois as mulheres mudam com o tempo.

Marli se identificou com essa ideia, refletindo sobre as mudanças que as mulheres passam ao longo dos anos e como a falta de compreensão dos parceiros pode levar ao fim dos relacionamentos. Ela citou sua própria experiência e a mudança que ela mesma passou ao longo dos anos.

“A vida te proporciona para que você mude, mas os homens muitas vezes não conseguem compreender essa transformação. A mulher evolui, trabalha, conquista independência, mas ainda enfrenta a expectativa de ser a responsável por todas as tarefas domésticas. Muitos homens se sentem ameaçados por essa independência, não entendendo que a mulher agora tem suas prioridades e não depende mais deles para tudo. Eu acho que o filme trata mesmo é a incapacidade de entender o mundo que as mulheres vivem, as transformações pelas quais a gente passa. Quando descobrimos que somos capazes, cada uma na sua profissão, os homens se sentem diminuídos. E a gente transforma o homem quando mostramos que não somos suas empregadas”, avaliou.

Marli destacou ainda que é importante a mulher ser independente nos relacionamentos, priorizar seus próprios interesses e objetivos, independente do casamento. “Nunca se anule por um homem. Busque sua realização pessoal e profissional. A mulher não tem que andar atrás do homem como se diz na igreja. Não. Ela anda ao lado do homem”, ensina.

 

A coordenadora Norma Santiago questionou a ideia tradicional de papéis de gênero, observando que a ascensão profissional e educacional das mulheres pode gerar insegurança nos homens. Ela criticou a mentalidade de “cabo de guerra” nos relacionamentos e a noção da mulher “perfeita” no lar, perpetuada por tradições e instituições como a igreja. Ela apontou a desigualdade nas tarefas domésticas e como as mulheres ainda reproduzem esses padrões, mesmo que busquem uma vida diferente.

“Eu achei esse tema bem interessante. Eu sempre questionei essa divisão de trabalho entre homem e mulher, porque na minha casa era assim, né? O homem, eu li em vários textos, ele está muito preocupado quando a mulher tem essa ascensão profissional, essa ascensão de educação. Tanto é que no filme eles falaram que as mulheres, quando elas trabalhavam, elas ganhavam mais, elas eram mais inteligentes. Então isso preocupa os homens de hoje também, por isso que muitos homens não gostam que a mulher trabalhe fora. E quando ela trabalha fora, ela muda, ela amplia os horizontes e começa a ter uma vida totalmente diferente, como Marli e Alzira relataram. Isso acontece com a maioria das pessoas casadas”, observou.

“Esse manual das donas de casa era aquela mulher perfeita e hoje em dia têm pessoas que ainda cultivam isso. A mulher recatada e do lar, isso tudo vem dessa época mesmo. Na igreja ainda prevalece esse tipo de discurso. E a gente, às vezes, reproduz essas coisas mesmo. Por que a mulher tem que chegar depois de um dia de trabalho e tem que ir para a cozinha? É desigual. Então, a mulher era preparada para administrar a casa, o marido, os filhos. Quando eu comecei a pesquisar sobre isso tinha umas fotos assim, a mulher colocando o sapato, colocando o sapatinho nos pés do marido. Então, assim, tem gente que reproduz isso ainda hoje. Nós mulheres reproduzimos isso. E quando você foge a esse padrão não é mais mulher para casar. Você é aquela mulher que o marido não vai te aguentar porque você questiona muito”, atestou Norma.

 

Livros sorteados

O tradicional sorteio agraciou a companheira do HUCFF, Gecilene Militão e a coordenadora Adriana Mattos. Os livros foram “Agressão” de Ana Paula Araújo e “Mulheres Não São Chatas, Mulheres Estão Exaustas “ de Ruth Manus. Uma bolsa do GT também foi sorteada e a sortuda foi a psicóloga da Prefeitura, Alzira Trindade.

 

Mensagem

A reunião do GT foi encerrada com uma mensagem de Adriana Mattos

“Mais um GT finalizado com sucesso. Nossa união hoje é a semente de um amanhã diferente. Lutamos hoje e nos apoiamos, não apenas por nós, mas por todas as que virão depois. Respeito não é favor, é direito.”

 

Segunda-feira, 4 de maio, às 18h, no Aeroporto Santos Dumont – Recepção ao petroleiro Leandro Lanfredi, diretor do Sindpetro e da missão internacional Global Sumud Flotilla que tinha o objetivo de levar ajuda humanitária à Faixa de Gaza. Ele e 180 outros ativistas foram sequestrados por forças israelenses em águas internacionais no dia 29. Dois ainda seguem detidos em Israel: o brasileiro Thiago Ávila e o palestino Saif Abukeshek. O ato é pela libertação imediata dos ativistas e dos mais de 9 mil presos palestinos, entre outras pautas.

Terça-feira, dia 5 de maio, às 10h30 às 13h – Reunião com a base sobre o RSC, no Auditório Professor Rodolpho Paulo Rocco (Quinhentão), subsolo do Bloco K, no CCS.

Quarta-feira, dia 6, às 10h – Assembleia geral simultânea no Fundão (Auditório do CT); Praia Vermelha (Auditório Manoel Maurício do CFCH) e Macaé (Auditório do Bloco B, Centro Multidisciplinar).

Quinta-feira, dia 7, às 14h, 7 de Maio, quinta-feira: Ato Unificado dos sindicatos e comandos de greve dos trabalhadores técnicos-administrativos em Educação das universidades por valorização profissional.
Concentração às 14h no Largo do Machado com passeata até o Palácio Guanabara.

Sexta-feira, dia 8, às 10h – Roda de conversa: homenagem às mães de luta. Com participação especial da companheira Vera Lúcia Cardoso, mãe da deputada Dani Balbi (PCdoB).

Segunda-feira, dia 10, às 10h – reunião do CLG-Sintufrj

 

Delegação – O CLG decidiu manter a posição de formulação de chapa única para a próxima delegação ao Comando Nacional de Greve, cujos nomes serão indicados na assembleia.

Na quarta-feira, 6 de maio, às 10h, teremos um importante momento de diálogo e decisão coletiva.

A assembleia acontecerá simultaneamente em diferentes locais para ampliar a participação da categoria.

Pauta:

• Informes gerais da greve

* Avaliação de conjuntura
* Eleição de delegados ao CNG

📍 Locais: Fundão | Praia Vermelha | Macaé
A sua participação faz a diferença! Vamos juntos fortalecer a luta

Esta quinta-feira, 30, fez parte do calendário do movimento, conforme definido no Comando Local de Greve, o Dia D de Doação de Sangue, no Serviço de Hemoterapia do HUCFF. A atividade também foi realizada no Hemocentro de Macaé.

Vários companheiros marcaram presença neste movimento de solidariedade.

Fotos: Renan Silva

 

Num evento incorporado à campanha de solidariedade à Cuba, que cresce no país e no mundo diante da asfixia causada pelo bloqueio agravado de modo insano pelo governo Trump, a ADUFRJ, com apoio do SINTUFRJ, DCE Mário Prata e APG, organizou, nesta quinta-feira, dia 30, na sala 241 do Bloco I do CT, um debate com o escritor e ativista Frei Betto,

O bloqueio desumano promovido pelos Estados Unidos há 60 anos, agora é agravada pelo bloqueio energético que impede a chegada à ilha de navios-taque com combustível. Cuba precisa de 100 mil barris de petróleo por dia mas só produz 40 mil. O déficit de 60 mil barris ameaça o funcionamento de transportes, de hospitais e outros serviços essenciais, ocasionando uma crise humanitária, com escassez de alimentos e recursos básicos.

Direitos básicos

Frei Betto, que relatou sua trajetória de trabalho em Cuba e sua aproximação com Fidel Castro (que liderou a guerrilha que derrubou a ditadura de Fulgêncio Batista em 1959), lembrou êxitos da revolução Cubana, que beneficiou toda população. Além de tirar a ilha da condição de exploração e de “bordel do caribe” (cheia de cassinos, prostituição para americanos, máfia e corrupção, com extrema desigualdade e acesso limitado da população a saúde e educação), garantiu direitos básicos de todo ser humano, como alimentação saúde e educação.

Cuba, contou ele, já atendeu mais de 100 países com suas missões médicas, em particular em regiões com populações vulneráveis, o que mostra a dimensão da solidariedade do povo da ilha.

Fotos: Renan Silva

    

Os coordenadores-gerais do Sintufrj Esteban Crescente e Francisco de Assis

Campanha na UFRJ e no país

No debate, representantes das entidades propuseram adesão ao movimento de solidariedade à Cuba, uma rede de organizações da sociedade civil que luta pelo fim do bloqueio, organiza brigadas e arrecada doações, inclusive de painéis solares e medicamentos, para a população cubana. Na UFRJ, a meta é arrecadar R$100 mil.

O coordenador geral do Sintufrj, Francisco de Assis, que também é coordenador da Fasubra, propôs que a campanha possa ser levada em nível nacional, inclusive através da Federação.

Há instituições que organizam turismo político com viagens algumas vezes por ano, outras, recebem doações.

Como doar

Frei Betto destacou que uma das formas de apoio é o envio de recursos para compra de medicamentos pelo Instituto Cultivar (Chave PIX: 11.586.301/0001-65), explicando que, para caracterizar que a contribuição é destinada à compra de medicamentos para Cuba, qualquer depósito deve trazer, na casa dos centavos (por exemplo R$10,01), para identificar a finalidade da doação.

Coordenadores do Sintufrj distribuem o jornal da entidade

Veja a íntegra do debate na TV ADUFRJ