No dia 13 de maio que não foi o da abolição real da escravatura os trabalhadores da educação federal e estadual reafirmaram a unidade de sua luta pela valorização da categoria e realizaram ato-conjunto no Instituto de Filosofia e Ciências Sociais (IFCS) da UFRJ, no largo de São Francisco com caminhada até a estátua da vereadora assassinada Marielle Franco que fica no Buraco do Lume.
Foi o protesto marcado nacionalmente pela Fasubra no dia de reunião de negociação com o MEC e que no centro do Rio reuniu servidores da UFRJ, UFF, Unirio, Rural, Uerj/Uenf. No IFCS houve protesto também dos trabalhadores sobre a Lei Áurea de 13 de Maio, lei que libertou formalmente os negros – uma população sequestrada da África e mantida escravizada no Brasil por mais de três séculos, sem garantir terra, trabalho, educação ou condições dignas de sobrevivência – mas não deu condições para sua liberdade plena.
Os trabalhadores exibiram cartazes sobre a greve e distribuíram panfletos explicativos para dialogar com a população no Largo de São Francisco e também ao longo do trajeto da caminhada. “Eu tô na luta por valorização. Essa é a greve da Educação”, entoaram todos juntos no IFCS e pelo centro da cidade.
Assembleia
Antes da caminhada houve a assembleia geral dos trabalhadores da UFRJ em que foram referendados os nomes dos companheiros que estão em Brasília para participar da plenária virtual da Fasubra que acontecerá este fim de semana. Essa foi a única pauta tratada, haja visto pelo seu caráter de assembleia-ato.
Na oportunidade foram feitas várias falas sobre a greve, o acordo não cumprido integralmente pelo governo, a situação da educação que está sucateada em âmbito federal e estadual, os salários defasados, e a realidade do Orçamento que se encontra sequestrado pelos deputados oportunistas do Centrão (bloco que reúne parlamentares que legislam por interesses próprios e ou das elites financeiras, empresariais e do agronegócio no Congresso Nacional).
Falas essas de companheiros da UFRJ como também da UFF, da Unirio, da Rural e da Uerj. O coordenador da Unirio, Rodrigo Ribeiro, por sua vez, denunciou a privatização do Hospital Gaffrée Guinle, referência no tratamento de câncer, e pediu apoio a luta contra essa privatização aos companheiros das demais universidades.
Na mais recente reunião do Comando Local de Greve (CLG) da UFRJ, na segunda-feira (11), uma moção de repúdio foi aprovada a ação da PM do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) que atacou estudantes na madrugada de domingo para acabar com a ocupação da Reitoria
Continua intensa a mobilização dos estudantes da Universidade de São Paulo (USP). A paralisação iniciada em14 de abril já atinge mais de 100 cursos. A adesão ao movimento aumentou principalmente após a invasão da Reitoria na madrugada de12 maio, que estava ocupada pelos grevistas, por soldados da Polícia Militar que usaram de violência na ação. Os alunos reivindicam melhores condições de permanência, aumento de bolsas, contratação de professores e melhorias na infraestrutura, com relatos de problemas em bandejões e desabastecimento.
A greve na USP dos estudantes está unificada com outras instituições estaduais paulistas (Unesp e Unicamp) e já ganhou a adesão de trabalhadores técnicos administrativos, resultando em uma greve geral da educação contra precarização.
O atendimento no Hospital das Clínicas (HC) e HU foi reduzido com a entrada na greve dos estudantes da Faculdade de Medicina. Os alunos em luta têm realizado manifestações no centro de São Paulo, denunciando a falta de investimentos em assistência estudantil. Os protestos de ruas estão sendo reprimidas por PMs, que usam gás lacrimogêneo para dispersar os manifestantes. Enquanto isso, a Reitoria mantém o impasse para acabar com a crise, negando-se, depois de três rodadas de negociações sem resultados práticos, a continuar dialogando com os grevistas.
A audiência pública da Comissão de Administração e Serviço Público da Câmara dos Deputados, requerida pela deputada Alice Portugal (PCdoB-BA) e realizada na terça-feira, 12, debateu os avanços e as pendências nas negociações do acordo de greve dos técnicos administrativos em educação das instituições federais de ensino com o governo.
A reunião aconteceu no dia em que a Câmara foi convocada remotamente, o que, como explicou a deputada, gerou um déficit de parlamentares. Na opinião dela, a presença no plenário favorece o debate. Participaram da mesa mediada por Alice Portugal (ao centro) a coordenadora-geral da FASUBRA, Cristina Del Papa, (à esquerda), Robson Barbosa, advogado especialista em direito do Servidor Público (de amarelo) e, de modo virtual, Icaro Duarte, coordenador do Fórum Nacional de Pró-Reitores de Gestão de Pessoas da Andifes e Rafael Bastos, vice-presidente do Conselho Nacional das Instituições da Rede Federal.
A deputada que é coordenadora da Frente Parlamentar Mista em Defesa do Serviço Público, junto com o deputado Paulo Paim (PT-RS), considera que há problemas que nascem da deficiência de diálogo entre as esferas de organização do Estado e servidores, mesmo em governos democráticos de frente ampla. “Há desconhecimento da realidade do trabalho nas entranhas do serviço público”, disse a parlamentar. Ela destacou a importância do técnico administrativo nas diversas funções no dia a dia das universidades.
Participação — O auditório foi ocupado por dezenas de coordenadores da FASUBRA, do Comando Nacional de Greve (CNG) composto por representantes de entidades de várias partes do país, como a delegação do Sintufrj (na foto abaixo, ao lado de Alice Portugal).
Reivindicações pendentes
A coordenadora-geral da Fasubra, Cristina Del Papa, iniciou sua participação na audiência mostrando a importância da categoria em números: “São 225 mil trabalhadores em todo Brasil nas universidades, institutos e centros federais de educação tecnológica. É a maior categoria do serviço público federal, não só do Executivo, mas no geral”.
A dirigente sindical apontou aspectos importantes sobre os itens do acordo de greve (veja o link para o documento ao final da matéria), informando que parte deles está sendo cumprida apenas parcialmente, e lembrou os 47 anos de história da FASUBRA.
De acordo com o site da FASUBRA, entre os itens pendentes consta a chamada “hora ficta”. Porque embora o Ministério de Gestão e Inovação dos Serviços Públicos (MGI) tenha elaborado nota técnica sobre o tema, ainda falta orientação normativa que permita computar o 13º plantão como folga para técnicos que atuam em hospitais universitários.
Outro tema abordado na reunião foi a regulamentação do Reconhecimento de Saberes e Competências (RSC). Segundo Cristina Del Papa, a minuta elaborada pelo MGI foi encaminhada à Casa Civil, mas a categoria aguarda o retorno. Ela criticou a exclusão de aposentados, pensionistas e servidores em estágio probatório da proposta. “Nossa categoria nunca firmou acordos que excluíssem os aposentados. É um ganho político manter toda a categoria unida”, afirmou.
A coordenadora também tratou da democratização das instituições federais de ensino superior (Ifes), e defendeu eleições paritárias para escolha de seus dirigentes, e cobrou avanços nas discussões com o Ministério da Educação (MEC).
Entre as reivindicações ainda pendentes, Cristina Del Papa criticou pontos do Decreto nº 9.991/2019, relacionados à Política Nacional de Desenvolvimento de Pessoas, especialmente no que se refere à centralização da qualificação profissional. Segundo ela, a categoria também segue cobrando o Plano de Capacitação previsto em acordo firmado em 2015.
Del Papa também defendeu a reivindicação de adesão de 18 cargos ao Plano de Carreira dos Cargos Técnico-Administrativos em Educação (PCCTAE), atualmente questionada pelo MGI, questionou as desigualdades relacionadas ao estágio probatório entre docentes e TAES, e informou que o MEC abrirá mesa setorial para discutir a pauta. Por fim, a coordenadora da FASUBRA reforçou a necessidade de implementação da jornada de 30 horas semanais, que ainda não foi efetivada pelo governo federal.
A deputada Alice Portugal afirmou que irá atuar na intermediação das demandas da categoria junto ao MGI. A audiência foi transmitida ao vivo pelo canal da comissão no site da Câmara e pode ser vista no link a seguir:
(na foto, Alice Portugal).
Reivindicações pendentes
A coordenadora geral da Fasubra Cristina Del Papa abriu sua participação dando uma dimensão desta grande categoria: são 225 mil trabalhadores em todo Brasil, em universidades, institutos federais e Centros federais de Educação Tecnológica, a maior categoria do Serviço Público Federal, não só do Executivo, mas no geral.
Em sua apresentação, apontou aspectos importantes sobre os itens do acordo de greve (veja o link para o documento ao final da matéria), lembrou os 47 anos de história da Fasubra-Sindical e apontou que parte dos itens do acordo vem sendo cumprida apenas parcialmente.
Conforme informou o site da Fasubra, entre os pontos abordados, destacou a chamada “hora ficta”, informando que, embora o MGI tenha elaborado nota técnica sobre o tema, ainda falta orientação normativa que permita computar o 13º plantão como folga para técnicos que atuam em hospitais universitários.
Outro tema levantado foi a regulamentação do Reconhecimento de Saberes e Competências (RSC). Segundo Cristina, a minuta elaborada pelo MGI foi encaminhada à Casa Civil, mas a categoria aguarda retorno. Ela criticou a exclusão de aposentados, pensionistas e servidores em estágio probatório da proposta. “Nossa categoria nunca firmou acordos que excluíssem os aposentados. É um ganho político manter toda a categoria unida”, afirmou.
A coordenadora também tratou da democratização das Instituições Federais de Ensino Superior (IFES), defendendo eleições paritárias para escolha de dirigentes e cobrando avanços nas discussões com o Ministério da Educação.
Entre as reivindicações inda pendentes, Cristina criticou pontos do Decreto nº 9.991/2019, relacionados à Política Nacional de Desenvolvimento de Pessoas, especialmente no que se refere à centralização da qualificação profissional. Segundo ela, a categoria também segue cobrando o Plano de Capacitação previsto em acordo firmado em 2015.
Outro destaque foi a reivindicação de adesão de 18 cargos ao Plano de Carreira dos Cargos Técnico-Administrativos em Educação (PCCTAE), atualmente questionada pelo MGI. E questionou desigualdades relacionadas ao estágio probatório entre docentes e TAES, informando que o Ministério da Educação abrirá mesa setorial para discutir a pauta. Por fim, reforçou que a implementação da jornada de 30 horas semanais permanece sem efetivação por parte do Governo Federal.
A deputada Alice Portugal afirmou que irá atuar na intermediação das demandas da categoria junto ao Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos.
A audiência foi transmitida ao vivo pelo canal da comissão no site da Câmara e pode ser vista no link a seguir:
Audiência pública em homenagem ao Dia da Enfermagem
Antes, na manhã do mesmo dia 12, representação da FASUBRA participou de uma outra audiência pública na Comissão de Saúde da Câmara dos Deputados, em homenagem ao Dia da Enfermagem. Segundo o site da Federação, o cumprimento do piso salarial nacional da enfermagem, instituído pela Lei nº 14.434/2022, foi o principal tema debatido. A pauta representa uma reivindicação histórica da categoria por se tratar de uma importante luta por valorização, direitos e dignidade profissional.
A coordenadora-geral da FASUBRA, Cristina Del Papa, compôs a mesa da audiência, presidida pelos deputados Bruno Farias (Republicanos-MG), Heloísa Helena (Rede-RJ) e Jorge Solla (PT-BA), além de outras autoridades e representantes da área da saúde.
Durante sua fala, Cristina destacou que dos cerca de 225 mil servidores públicos, aproximadamente 30% deles são vinculados à área da saúde, distribuídos em 45 hospitais universitários federais. Segundo ela, uma parcela significativa desses profissionais atua na enfermagem.
A dirigente ressaltou ainda que a Fasubra tem atuado de forma ativa na defesa da categoria, orientando sindicatos de base em todo o país a apoiarem mobilizações e atos em defesa do piso salarial. “Estivemos presentes aqui em Brasília, em 2021, no ato pela aprovação do piso da enfermagem”, relembrou.
Del Papa enfatizou o perfil majoritariamente feminino da enfermagem, composta por cerca de 70% de mulheres, destacando que a defesa da categoria vai além do piso salarial, abrangendo também políticas de valorização, proteção e melhores condições de trabalho para essas profissionais nos hospitais universitários.
A Decania do Centro de Tecnologia (CT) da UFRJ promoveu a live “Reconhecimento de Saberes e Competências (RSC): impacto na carreira dos TAEs” nesta terça-feira, dia 12 de maio. Mais de 90 companheiros esclareceram dúvidas através das explicações dos convidados Selene Vaz – coordenadora de aposentados e pensionistas do Sintufrj e também integrante titular da Comissão Interna de Supervisão da Carreira (CIS) – e Igor Dantas, técnico-administrativo do Instituto de Psicologia da UFRJ e integrante da CIS. A live ficará gravada na playlist “eventos” do canal do CT no Youtube.
O moderador da live foi Roberto Gambine, diretor-adjunto de Administração do Instituto de Doenças do Tórax da UFRJ. O evento faz parte das atividades da Comissão Interna de Eventos da Decania do CT para celebrar o Dia do Trabalhador. O objetivo foi o de esclarecer os principais critérios constantes da minuta do RSC, o que ainda falta para sua implementação nas universidades e os impactos do RSC na carreira dos Técnico-Administrativos em Educação (TAEs).
Selene Vaz e Igor Dantas destacaram que o RSC foi uma importante conquista do movimento dos técnico-administrativos após sete anos de salários congelados e com uma carreira estagnada. E a greve é exatamente para forçar o governo a cumprir integralmente o acordo cujo ponto fundamental é o RSC, Por isso, reforçaram para os participantes da live, a importância de estar na greve fortalecendo as atividades para ajudar a pressionar o governo.Os dois explicaram ainda que a expectativa é grande com a publicação do decreto que oficializará o RSC que provavelmente sairá por esses dias.
Selene fez um apanhado geral do processo do RSC, explicou o que ficou pendente do acordo informando ainda que doutores, aposentados e aqueles em estágio probatório ficaram de fora. Ela historiou ainda a mobilização do Sintufrj e do GT Carreira para informar a categoria através de reuniões nos locais de trabalho e reuniões de esclarecimentos com chefes de Departamento Pessoal e de Setores de Recursos Humanos. Selene anunciou que qualquer dúvida envie para o endereço da CIS: cis@reitoria.ufrj.br e ou procurem o Sintufrj pois sempre há um diretor de plantão.
Igor fez uma apresentação sobre o RSC através de slides. Contextualizou o momento político no qual se deu o RSC e o momento político atual. Explicou didaticamente o que é o Reconhecimento de Saberes e Competências classificando de valorização do servidor e de inovação em termos de carreira. Ele pontuou os critérios e requisitos propostos na minuta, ressalvando que ainda pode haver alguma modificação na publicação do decreto. Apresentou o fluxo do trabalho a ser desenvolvido na UFRJ e detalhou a documentação necessária. Igor finalizou informando que as dúvidas podem ser enviadas para o endereço no instagram @taesnaluta.rj .
• Assembleia Geral nas escadarias do IFCS, no Largo de São Francisco
• É nesta quarta-feira, às 13 de maio, às 13h
• Pauta: eleição de delegados para a Plenária da Fasubra
• Assembleia Ato, no Largo de São Francisco, seguida de marcha até o busto de Zumbi dos Palmares, na Pres.Vargas, vai reunir nesta quarta-feira, 13 de maio, trabalhadores de universidades federais e estaduais em greve (UFRJ, UFF, RURAL, UNIRIO E UERJ). A concentração será nas escadarias do IFCS, ás 14h.
Imperdível!
Quarta-feira, 13 de maio é dia nacional de luta pelo cumprimento integral do acordo e dia de reunião no MEC. Assembleia-Ato no IFCS será às 13h
No dia em que acontece mais uma reunião no MEC, os técnicos-administrativos em educação das universidades federais em greve em todo país vão as ruas mais uma vez para reivindicar o cumprimento integral do acordo de greve de 2024. O dia nacional de luta acontece no dia da reunião da Fasubra com o MEC.
Na maioria das 53 instituições em greve, o movimento já dura 70 dias (na UFRJ começou no dia 9 de março), sem que o governo apresente soluções para os pontos pendentes no acordo de 2024. A situação se agrava com a descaracterização da proposta de Reconhecimentos de Saberes e Competências (RSC) construída na Comissão nacional de Supervisão da Carreira e segue sem a publicação do decreto de regulamentação no prazo estabelecido. A categoria chega na segunda semana de maio sem o instrumento para a implantação.
O documento alterado pela Subsecretaria de Gestão administrativa do MEC já foi enviado ao MGI mas o ministério posterga o envio para a Casa Civil. Reivindicamos que o decreto seja publicado respeitando o último texto acordado na CNSC do MEC.
Da mesma forma, pautas do acordo de 2024 seguem sem encaminhamento, como decreto de cargos para a liberação de novos concursos, a racionalização dos cargos ocupados, as 30 horas para todos os TAE sem redução salarial e o reposicionamento dos aposentados, entre outros pontos.
A mobilização do CNG em Brasília conquistou duas agendas: no dia 12 de maio, às 16h acontece na Câmara dos Deputados, uma audiência pública, convocada pela deputada Alice Portugal com a presença da Fasubra na mesa, sobre o não cumprimento do acordo.
E a reunião no dia 13 com o MEC, fundamental para cobrar respostas sobre pontos pendentes. “O tamanho de nossa vitória é proporcional ao tamanho da nossa mobilização”, lembra a Federação, apontando que a audiência dia 12 e a reunião dia 13 exigem mobilização total para garantir o cumprimento integral do acordo.
Dia 13, às 13h
No dia 13, no seguindo a orientação da Fasubra, às 13h, nas escadarias do IFCS, no Largo de São Francisco, será realizado ato conjunto dos técnicos-administrativos da UFRJ com os das demais federais e estaduais em greve do Estado do Rio, que travarão diálogo com a população em caminhada no Centro da Cidade.
Essa foi um dos principais encaminhamentos aprovados na reunião do Comando Local de greve da UFRJ, na manhã desta segunda-feira, dia 11, que definiu uma agenda intensa de mobilização na semana, com o seguinte calendário:
Calendário
Segunda-feira, dia 11
14h Reunião conjunta GT Carreira e CIS UFRJ
18h Reunião Fórum Estadual dos Comandos de Greve
Terça-feira, dia 12
14h – Live sobre RSC organizada pela Decania do CT, com a presença de Selene Vaz (que também é coordenadora do Sintufrj) e Igor Dantas da CIS UFRJ, e Roberto Gambine.
Quarta, dia 13
13h Assembleia ato, escadaria do IFCS – seguida de caminhada unificada dos Comandos de Greve dos trabalhadores em educação por valorização.
Quinta, dia 14
9h Consuni- Ato de cobrança contra a terceirização de serviços na Odontologia, pela aceleração e reposicionamento dos aposentados.
Sexta, dia 15
“Ao vivo CLG SINTUFRJ”, com atualização sobre a mesa com MEC e sobre o decreto RSC
Veja algumas das propostas aprovadas
– Fortalecer a unidade realizando ato no 13 de maio em conjunto com comandos de greve das universidades federais e estaduais do Rio de Janeiro. Seguindo deliberação do CNG relativo ao dia nacional de lutas, no mesmo dia haverá mesa de negociação com o MEC.
–Realização de live informativa, dia 15, sobre resultado de mesa com MEC e andamento da publicação de decreto do RSC, organizada pela Comissão de Comunicação do CLG.
– Diante da luta por recomposição orçamentária das universidades, das perdas salariais e defasagens na carreira devemos, o CLG pretende cobrar da UFRJ quais as condições de expansão dos cursos pretendida no campus Duque de Caxias.
– Organizar metodologia de definição para espaço de acolhimento para filhos e filhas de sindicalizados durante as atividades de greve.
– Propor ao CNG e Fórum de Entidades do Rio o dia 20 de maio, convocado pela UNE, como dia nacional de luta pela educação, no sentido da aliança operário estudantil e unificação das lutas da Educação.
– Aprovar moção de apoio aos estudantes que sofreram violenta repressão da PM e Governo de São Paulo, na ocupação da Reitoria e solicitar aos conselheiros técnicos-administrativos que proponham ao Consuni moção de repúdio. (veja a seguir).
Moção de Repúdio à violenta desocupação da Reitoria da USP pela PM de Tarcísio de Freitas
O Comando Local de Greve do Sintufrj manifesta seu mais veemente repúdio à ação violenta empregada pelo Estado de São Paulo contra estudantes em mobilização na Reitoria da Universidade de São Paulo (USP), na madrugada do dia 10 de maio de 2026.
Os relatos divulgados por estudantes, pelo Diretório Central dos Estudantes e pela imprensa apontam para uma operação marcada pelo uso de força desproporcional, que vai de agressões físicas, bombas de efeito moral, gás lacrimogêneo, cassetetes a detenções arbitrárias contra jovens que exerciam seu legítimo direito à manifestação política e à organização estudantil.
É inaceitável que reivindicações relacionadas à permanência estudantil, como condições de moradia, alimentação, e assistência, além da democratização do diálogo universitário, sejam respondidas com repressão policial. A presença ostensiva da Polícia Militar dentro de um espaço universitário representa grave ameaça à autonomia universitária, à liberdade de organização e aos direitos democráticos historicamente conquistados pelo movimento estudantil brasileiro.
Repudiamos igualmente qualquer tentativa de criminalização da luta por direitos e denunciamos a escalada autoritária que transforma conflitos políticos e sociais em casos de polícia. Universidades devem ser espaços de debate, construção coletiva e garantia de direitos — nunca territórios de intimidação e violência estatal.
Manifestamos nossa solidariedade aos estudantes feridos, perseguidos e detidos durante a ação, e exigimos:
– Apuração rigorosa das denúncias de violência policial;
– Garantia da integridade física e dos direitos dos estudantes envolvidos;
– Interrupção imediata das práticas repressivas contra movimentos sociais e estudantis;
– Reabertura efetiva do diálogo entre a reitoria e o movimento estudantil;
– Respeito irrestrito à autonomia universitária e ao direito constitucional de manifestação.
Nenhuma luta por permanência, dignidade e educação pública pode ser tratada como caso de repressão.
O evento especial que o SINTUFRJ organizou para marcar a passagem do Dia das Mães, na manhã desta sexta-feira, dia 8, no Espaço Cultural, não foi apenas uma comemoração convencional. Foi uma verdadeira celebração de mães que derrubaram e ainda derrubam “um leão por dia” para criarem seus filhos: mães-solo, militantes, ativistas, mães que lutam no dia a dia pela sobrevivência e por uma sociedade mais justa.
O evento foi aberto com a “Roda de Conversa Mães na linha de frente”, transmitida também via Zoom, que refletiu sobre o papel das mães no trabalho, no cuidado e nas batalhas coletivas que transformam a sociedade, com as presenças inspiradoras de Vera Lúcia Cardoso, mãe da deputada Dani Balbi (PCdoB), técnica em enfermagem aposentada do HU, e da ativista social Thaiz Leão, designer, artista e ativista social e assessora da vereadora Thaís Ferreira (PSOL).
“Nada do que a gente faça vai mensurar o amor de uma mãe por seu filho”, disse a assessora Alessandra Nascimento, convidado as palestrantes, a coordenadora-geral Sharon Stèfani e a idealizadora do evento, a coordenadora de Administração e Finanças Ana Mina a comporem a mesa.
Ana, que mediou o evento, apontou a oportunidade de, neste momento difícil da realidade nacional e internacional, o Sindicato oferecer esse momento de reflexão e de cuidado às mães.
Sharon também elogiou a iniciativa, em particular das mulheres do coletivo Unir e destacou acolhimento e cuidado com que ela mesma é recebida. Abordou também a importância deste olhar especial às mães, exemplos de força e obstinação.
Thaiz Leão levou de presente diversos exemplares dos materiais que produz em seu projeto. Um deles, o livro “O exército de uma mulher só”, aberto com sentenças como: “no Brasil, 5 milhões e meio de crianças não têm o nome do pai na certidão de nascimento; ou em muitas casas, as tarefas domésticas são obrigação apenas de mulher e muitas acabam demitidas ou se veem obrigadas a demitir-se para cuidar dos filhos e da casa”.
Levou também mostras do livro “Chora Lombar” e cards com suas tirinhas que abordam temas a desconstrução da maternidade idealizada e o mundo hostil dos preconceitos machistas.
Thaiz foi mãe aos 23 anos, de Vicente e com base nos seus desafios, desenvolveu o projeto “Mãe Solo”. Ela é fundadora e diretora do Instituto Casa Mãe. Autista, desenha como linguagem para expressar seus pensamentos e viu, tocando em temas delicados para as mulheres, como as dores e a sobrecarga comuns na maternidade, seu público crescer de 20 mil para 200 mil mães do Brasil inteiro.
Como, brinca, sua profissão “é tentar resolver o mundo” acabou voltando-se para a política como ferramenta para atuar numa sociedade cujas políticas são pensadas por homens que “sequer lavam suas roupas e que colocam o dinheiro acima da vida”, para tentar realizar o sonho de se chegar a um lugar “mais gostoso”, de sustentabilidade para a vida, de um futuro melhor.
“Minha mãe não era solo, mas era como se fosse. Éramos cinco mulheres e ela fez tudo. Então para mim, ela ensinou, representou, lutou”, contou Vera, mãe de Dani Balbi, contando que saía todo dia para trabalhar, sem esmorecer, para matar “um leão por dia”. Mesmo assim, orgulha-se ao dizer que é muito gratificante ser mãe: “Meus filhos são tudo que tenho. A minha filha é maravilhosa, além dos que vocês veem”, diz ela, contando que foi muito difícil ser mãe solo, negra e pobre.
Contou que começou durante o regime militar. “Imagine o que passei. Enfrentei racismo, preconceito, mas me mantive ali, lutando, porque minha mãe ensinou que temos que manter a cabeça erguida e lutar por nossos direitos”, disse ela, que é sindicalizada há muitos anos e sempre que possível participa do movimento.
Depoimentos do público emocionam
Além de depoimentos das coordenadoras Ana Célia e Selene Vaz (Aposentados), Norma Santiago (Políticas Sociais), Antônia Karina (Comunicação) e Rosemere Roza (Suplente), muitas das companheiras presentes, mães e filhas, estimulada a dar seu depoimento pela coordenadora Ana Mina, também contaram um pedacinho de sua história, a luta para criar seus filhos, o orgulho pelo que se tornaram e admiração às suas próprias mães.
“Fui mãe-solo e tive que segurar uma barra sozinha”. A frase se repetiu em muitas das falas das mães, algumas já avós e até bisavós, com um destaque, o orgulho por tudo que os filhos, apesar das dificuldades conquistaram com todo esse esforço.
Coordenadores, Nivaldo Holmes (Suplente) e Francisco de Assis (Geral), e um servidor presente (seu Manoel Tavares) também prestaram sua homenagem.
Dani Balbi homenageia sua mãe
A deputada não pôde estar presente, mas em um vídeo, contando um pouco da sua trajetória e de sua mãe, emocionou o público.
Contou que dona Vera lhe mostrou a importância de identificar o lado certo da história, o da classe trabalhadora. Que sua mãe, que tinha o Sintufrj como referência levava o Jornal para casa, que os filhos liam, mesmo sem entender muito aos nove e dez anos, mas que de certa maneira ajudou a fortalecer sua consciência de classe. Lembrou com orgulho os ensinamentos da mãe, da necessidade de sempre se organizar, buscar organizações que representem seus interesses de corporação, de classe, em defesa de políticas públicas estruturantes para os mais vulneráveis.
Contou ainda que dona Vera foi o primeiro exemplo de militante que teve em casa, que vociferava contra o neoliberalismo ao assistir o desmonte da universidade na gestão neoliberal.
Mas, além de mostrar o caminho da organização coletiva com a identificação do lado certo da história, mostrou o amor incondicional pela universidade pública: “Sempre chegava em casa compartilhando com a gente como ela ajudava nas pesquisas que tinham impacto na vida das pessoas. E depois me tornou aluna da universidade. Um orgulho para nós duas”.
“E quantas vezes conversávamos sobre política. Sobre a importância da universidade pública e da luta coletiva. Quero agradecer a minha mãe por ter consciência de classe e o amor e a importância da universidade pública”, disse Dani, concluindo: “Te amo, mãe!”
Maquiagem e shiatsu
Além das palestras, o Sintufrj ofereceu momentos de cuidado com a saúde às mães presentes: havia estandes de maquiagem e limpeza de pele (oferecidas pela MaryKey) terapias como auriculoterapia e shiatsu (com a equipe do Espaço Saúde), foram oferecidas singelas lembranças e, ao fim, um saboroso brunch no salão delicadamente decorado. FOTO: RENAN SILVA
Trabalhadores das universidades federais e estaduais em greve fizeram ato unificado reivindicando a valorização da categoria. A manifestação foi na tarde de quinta-feira, 7 de maio, com concentração no Largo do Machado e caminhada até o Palácio Guanabara.
O objetivo foi dialogar com a população, cobrar os governos federal e estadual e denunciar a asfixia financeira das instituições públicas de ensino. Os trabalhadores se concentraram no Largo do Machado onde os representantes dos comandos de greve da UFRJ, da UFF, Rural, Unirio e Uerj fizeram falas e distribuíram panfleto explicativo.
No caso das universidades federais os técnico-administrativos reivindicam o cumprimento do acordo de greve firmado em 2024 com o governo. A categoria tem perdas inflacionárias acumuladas na casa dos 30% desde 2010. Já o orçamento para custeio e investimentos teve uma queda brutal há mais de uma década.
Na Uerj ocorre pela primeira vez uma greve unificada de técnicos, docentes e estudantes. Seus trabalhadores têm mais de 50% de perdas acumuladas nos últimos anos, professores com doutorado ganham menos de metade do salário das federais, há retirada de direitos e a universidade vive numa situação orçamentária muito grave. Em 2024 os estudantes tiveram milhares de bolsas cortadas. Na unidades de saúde da Uerj os trabalhadores têm sobrecarga de trabalho e o Hospital Grafréé Guinle está sendo fechado.
Marcha
Após a concentração eles saíram em marcha até o Palácio Guanabara onde finalizaram o ato. Lá novamente se manifestaram, inclusive pedindo abertura de negociação com o governador em exercício.
A coordenadora do Sintufrj, Marli Rodrigues, enalteceu a união dos trabalhadores das universidades federais e do estado. Falou das reivindicações anunciando também que a categoria luta pelo fim da escala 6 x 1.
“Nós estamos na rua porque nós queremos dignidade de trabalho. Essa luta é de todos nós, pois esses governos não respeitam o trabalhador. Então nós estamos na rua e vamos continuar. E nós já percebemos que juntos nós somos fortes. É o pessoal da Uerj na greve e nós nas federais. O nosso objetivo é lutar pelo nosso RSC e os companheiros da Uerj estão na luta por aumento de salário e por dignidade de trabalho. Nós estamos na rua também pelo fim da escala 6 x 1. Estamos lutando não só pelas universidades, estamos lutando pela educação, pela saúde. A nossa luta é por dignidade de trabalho, o fim da escala 6 x 1 para acabar com a exploração do trabalhador. Nós estamos num momento decisivo da nossa greve e a rua é o melhor lugar para denunciarmos, defender nossos direitos e falar o que está acontecendo na saúde e na educação. Companheirada, muito obrigada, muito bom ter todos vocês aqui. Nós estamos nessa luta porque a rua é o lugar onde nós podemos gritar e nós podemos dizer para esses governantes que sem trabalhador não tem economia nesse país. Sem trabalhador tudo fica parado. Cada vez que o governo não cumpre com as suas obrigações com a gente, voltamos para as ruas. A gente para esse país porque nós somos fortes. Juntos nós podemos.”
Desde a conquista do Reconhecimento de Saberes e Competências (RSC) resultante de nossa greve de 2024 – gratificação que busca reconhecer o empenho profissional do servidor e que pode atingir quase 8 mil pessoas na UFRJ – o Sintufrj vem buscando planejamento prévio e organização de uma comissão com membros da Comissão Interna de Supervisão da Carreira, do GT Carreira e da Pró-Reitoria de Pessoal, para possibilitar a agilidade deste processo.
Nesta quarta-feira, 6 de maio, ocorreu reunião com a Pró-Reitora de Pessoal, Neuza Luzia, com o objetivo de alinhavar o trabalho.
O Sintufrj, inclusive, já apresentou uma minuta detalhando etapas e os atores a serem envolvidos nesse processo para ajudar a orientar a implantação do RSC na UFRJ. Mas o que tem segurado o deslanche efetivo desse trabalho é a publicação do decreto de regulamentação do RSC que traça as diretrizes oficiais a serem seguidas pelas universidades. Então, nessa reunião com a pró-reitora houve mais troca de informações e sugestões postas na mesa.
Uma nova reunião foi proposta para o dia 18 de maio, a ser confirmada, com a presença do reitor Roberto Medronho e integrantes da Comissão Interna de Supervisão da Carreira (CIS), GT Carreira Sintufrj e PR-4 para definir alguns parâmetros para a UFRJ.
Entenda
No dia 30 de março foi sancionada a Lei nº 15.367/2026 que instituiu o RSC que pode garantir aumentos efetivos no salário com mais esta modalidade do Incentivo à Qualificação que vai além dos títulos formais.
Agora, para a implantação de fato, se aguarda a publicação de um decreto com diretrizes (cuja Minuta, o MEC enviou ao MGI no dia 16) pela Casa Civil. O decreto é necessário porque a Lei remeteu a este a regulamentação de uma série de critérios, como a pontuação, avaliação e procedimentos para concessão do RSC.
O decreto trata também da instrução dos requerimentos, atuação das comissões responsáveis pela análise dos pedidos, a sistemática de análise do memorial e da documentação comprobatória, hipóteses de recurso e mecanismos de acompanhamento da implementação.