O Comando Local de Greve (CLG) foi ao Consuni buscar pavimentar caminhos para a concessão do RSC na UFRJ, o mais rápido possível.

A sessão do Consuni desta quinta-feira, 26, foi densa: tratou de temas urgentes como o plano de contingencia da UFRJ diante de situações de violência urbana, a aprovação do Orçamento de 2026, apontando mais um ano deficitário e com grandes dificuldades. Mas foi também um momento de informação aos conselheiros sobre a greve dos técnicos administrativos. Cumprindo mais uma agenda do movimento, representantes do Comando Local de Greve (CLG Sintufrj), acompanharam a sessão, panfletaram o jornal da entidade e informaram o andamento da greve, através do representante da categoria no colegiado, André Salviano. Ele reiterou a necessidade de pressão pelo cumprimento de uma das principais conquistas: o Reconhecimento de Saberes e Competências (RSC).

Ao mesmo tempo, o coordenador do Sintufrj (e de comunicação da Fasubra) Francisco de Assis, buscou dialogo com a pró-reitora de Pessoal, Neuza Luzia, sobre a necessidade da UFRJ se estruturar para a implantação desta nova forma de valorização da Carreira, o RSC.

A sessão terminou com a aprovação de moções sobre temas graves: uma, de apoio à deputada Érika Hilton (Psol-SP), que vem sofrendo os ataques transfóbicos, e outra contra a agressão sofrida por estudantes em protesto num colégio estadual do Rio.

Luta pela implantação do RSC

“O objetivo é manter o diálogo aberto, a fim de colocar em pauta a questão do RSC.”, disse Francisco, explicando que argumentou com a pró-reitora de Pessoal, Neuza Luzia, sobre a dimensão da tarefa que se avizinha, de implantação do RSC, que demanda panejamento, compreensão do processo e diálogo com a equipe. O coordenador solicitou ainda um levantamento das pessoas envolvidas nos concursos realizados, facilitando o acesso aos envolvidos. “Estamos atuando em várias frentes, incluindo o diálogo com a pró-reitora, buscando estabelecer uma agenda que trate da questão. Ela ressaltou que a demanda é ampla e requer um esforço conjunto”, comentou. O coordenador informou que o Sindicato busca formalizar um encontro também do reitor Ricardo Medronho com o objetivo de que as medidas necessárias sejam tomadas.

Em sua fala no colegiado, André Salviano contou que a Comissão Nacional de Supervisão da Carreira (CNSC, organismo com representação dos trabalhadores e do governo) emitiu documento contestando a posição divulgada pelo governo de que a maior parte do acordo de greve tinha sido cumprido. Explicou que dos 15 itens, cinco não foram cumpridos e dois apenas parcialmente. Explicou que esta greve portanto, ainda tem “uma boa caminhada”, na luta pelo cumprimento integral do acordo.

Uma das principais bandeiras, disse ele, é o Reconhecimento de Saberes e competências, que pode levar a uma melhora substancial na carreira e nos salários. Como contou, a CNSC ficou responsável pelo texto do projeto que, ao final, acabou descaracterizado pelo Ministério da Gestão e Informação (MGI), quando enviou ao Congresso. Houve nova negociação, a Fasubra conquistou algumas melhoras, mas alguns pontos não se cumpriram,. O PL foi aprovado e aguarda sansão da Presidência, ao que se seguirá a aprovação de um decreto de regulamentação para o qual já há também um texto inicial da CNSC. “Esperamos que o MGI não desfigure o texto como fez com o projeto de lei”, disse ele.

Acompanhe a fala do coordenador:

 

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A moção contra os ataques a Érica

O Conselho Universitário da UFRJ vem por meio desta moção manifestar apoio e solidariedade à deputada federal Érika Hilton, tendo em vista os ataques transfóbicos que vem sofrendo quotidianamente, intensificados desde sua recente eleição à presidência da Comissão dos Direitos da Mulher da Câmara dos Deputados.

A deputada tem sido atacada em seu âmbito e vida pessoais, tendo questionada a validade de sua identidade de gênero e capacidade de ocupar este cargo.

Todas as pessoas merecem o devido respeito. A deputada federal Érika Hilton tem plenas capacidade e condição de presidir a Comissão, cargo para o qual foi eleita democraticamente, e de representar as mulheres brasileiras, tanto dada sua vivência enquanto mulher trans e travesti, quanto por seu trabalho e atuação como Deputada Federal e representante política eleita.

Ninguém que luta pelos direitos da população pode ser silenciado. Mulheres trans são mulheres.

A moção contra o ataque da PM à representação estudantil

EM MEMÓRIA DE EDSON LUÍS, CONTRA OS ASSÉDIOS NAS INSTITUIÇÕES DE ENSINO E PELO DIREITO DE LUTAR

Moção de solidariedade do Conselho Universitário da UFRJ aos estudantes agredidos no Amaro Cavalcanti

No dia 28 de março de 1968, o estudante secundarista Edson Luís foi assassinado pela Polícia Militar no restaurante Calabouço, no Rio de Janeiro, enquanto almoçava. No mesmo momento, ocorria um ato pacífico de estudantes por melhores condições de alimentação e permanência estudantil, quando a polícia invadiu o local e abriu fogo contra os presentes, atingindo Edson Luís no peito.

Sua morte marcou a história do movimento estudantil brasileiro e segue como símbolo da luta contra a repressão e pela liberdade de organização.

Passadas décadas, seguimos enfrentando a violência contra estudantes que se mobilizam por seus direitos. No dia 25 de março de 2026, estudantes foram brutalmente agredidos pela Polícia Militar dentro do Colégio Estadual Amaro Cavalcanti, durante uma manifestação legítima contra denúncias de assédio na instituição.

Relatos e imagens mostram agressões com socos, pontapés e uso de spray de pimenta, além da detenção de dirigentes estudantis presentes no local, incluindo a presidente da AMES Rio e um aluno da UFRJ, diretor do DCE Mário Prata.

A violência ocorreu justamente em um ato que reivindicava o afastamento de um professor acusado de assédio, evidenciando a gravidade da situação: estudantes que se organizam para denunciar violências são, eles próprios, alvo de repressão.

Diante disso, manifestamos nossa mais firme solidariedade aos estudantes agredidos e reafirmamos, em memória de Edson Luís, o compromisso com a defesa intransigente do direito de manifestação, da autonomia do movimento estudantil e do combate efetivo a todas as formas de assédio dentro das instituições de ensino.

A universidade e as escolas devem ser espaços de liberdade, diálogo e construção coletiva – nunca de violência.

Ditadura nunca mais.

Contra a agressão as estudantes

A moção proposta pelos estudantes foi em repúdio aos fatos registrados no vídeo que circula amplamente pelas redes, um policial militar agrediu, no dia 25, dois estudantes dentro de um colégio estadual no Rio de Janeiro, Colégio Senor Abravanel (antigo Amaro Cavalcante, no Largo do Machado), onde havia um protesto estudantil contra um caso de assédio no colégio.

Em nota, a Secretaria de Segurança Pública informou que o policial foi preventivamente afastado do serviço das ruas.

Segundo o Portal ICL, as imagens foram gravadas pelo coordenador do DCE Mário Prata, João Herbela, que acompanhava Marissol Lopes, 20 anos, presidente da Associação Municipal dos Estudantes do Rio de Janeiro (Ames Rio), e Theo Oliveira, 18 anos, também diretor da Ames Rio. Todos acabaram detidos.

“O subtenente agrediu os estudantes ainda dentro da escola, com tapas e socos. Do lado de fora, a agressão continuou com spray de pimenta, bandas, e a presidente da AMES-RJ teve sua camisa rasgada antes de ser detida junto aos outros dois representantes e encaminhada para 9ª delegacia policial”, diz a Associação.

    

 

Entre as ações pautadas, assembleia ato unificada dos CLG das instituições federais de ensino no Rio de Janeiro em greve, nas escadarias do CCS na quarta-feira, 1º de abril

Por maioria absoluta, a assembleia simultânea (Fundão, Praia Vermelha e Macaé) nesta quarta-feira, 25, aprovou a continuidade da greve iniciada na UFRJ em 9 de março, o calendário de atividades e deliberações encaminhado pelo Comando Local de Greve (CLG) e a chapa com os nomes das companheiras e companheiros que substituirão os atuais representantes da categoria no Comando Nacional de Greve (CNG), em Brasília, de 6 a 18 de abril.

Entre as ações pautadas, o destaque é para a assembleia-ato unificada dos CLG das instituições federais de ensino no Rio de Janeiro em greve, no dia 1º de abril, nas escadarias do Centro de Ciências da Saúde (CCS). Mas nesta quinta-feira, 26, o CLG vai ao Conselho Universitário e às 14h, participará da manifestação dos estudantes, em frente à Prefeitura do Rio, em memória do estudante secundarista Edson Luiz, assassinado no dia 28 de março de 1968 pela ditadura militar, no restaurante Calabouço, centro da cidade.

Toda a categoria em greve está convocada para as duas atividades. Inclusive, a manifestação estudantil também será um canal de reforço da denúncia da barbárie ocorrida na quarta-feira, 25, na Escola Estadual Amaro Cavalcanti, quando alunos e lideranças da Associação Municipal dos Estudantes (Ames) e do DCE Mário Prata da UFRJ foram espancados por PMs por estarem no local em apoio ao abaixo-assinado que pedia o afastamento do professor acusado de assédio. Fato levado à assembleia pelo representante do Diretório Central dos Estudantes, Oliver Charlis.

Dia Nacional de Luta – Está prevista para esta quinta-feira, uma mesa geral de negociação dos servidores federais. E conforme orientou o CNG, todas as vezes que a Fasubra se sentar com o governo para negociar, os técnicos administrativos devem realizar atos e manifestações.

RSC é o destaque

De acordo com os informes locais, o Reconhecimento de Saberes e Competências (RSC) foi o destaque das últimas ações de greve  na UFRJ como também em Brasília. O objetivo tanto do CLG como do Sintufrj é acelerar a concessão do benefício na universidade tão logo o Projeto de Lei 5.874/2025 seja sancionado pelo governo e o decreto regulamentando o benefício seja criado.

No fim de semana, a Comissão Nacional de Supervisão da Carreira (CNSC)/Fasubra se reuniu e analisou   tecnicamente cada uma das cláusulas do acordo cumpridas e não cumpridas pelo governo, e propôs solução. Esse documento será baixado às bases pela federação, informou Agnaldo Fernandes, integrante da CNSC.

Francisco de Assis, coordenador-geral do Sintufrj, fez um relato das atividades organizadas pela entidade sindical junto com o CLG sobre o RSC. “Este é o espaço da nossa luta de diálogo com os companheiros para pavimentar um grande mutirão para atender o maior número possível de pessoas com a concessão do benefício. Uma conquista importante que valoriza o histórico e a  realidade daqueles que não tiveram a oportunidade de prosseguir nos estudos. Cada companheiro nosso deve levar o RSC para sua aposentadoria”, disse o dirigente.

Pavimentar os caminhos para obtenção do RSC, segundo Assis, significa que setores da UFRJ se movimentem. Ele informou que no dia 31 de março está agendada reunião do Sintufrj e o CLG com o Sistema de Arquivos (Siarq) para que os chefes de Recursos Humanos (RHs) sejam orientados a colocar em dia os assentamentos funcionais e para que as demais chefias passem a nomear por portarias.

A Pró-Reitoria de Graduação, segundo Assis, tem que pesquisar sobre os servidores que trabalharam nas comissões de concursos, o Siarq consultar arquivos, a Divisão de Gestão Documental e da Informação (DGDI) também. Agnaldo Fernandes complementou propondo que os técnicos administrativos pressionassem o governo pelas redes sociais para que o PL fosse sancionado até o fim deste mês e o decreto regulamentando o RSC fosse divulgado. E que o CLG/Sintufrj organizasse oficinas para orientar a categoria.

O coordenador-geral do Sintufrj, Esteban Crescente, avaliou que não ocorreram grandes alterações por parte do governo em relação ao cumprimento das pendências do acordo, mas o movimento grevista decidiu intensificar a mobilização pela sanção do PL e pelo decreto regulamentando o RSC. “Precisamos acumular para uma metodologia pela instituição imediata do benefício”, afirmou o dirigente.

Luta pelo fim da escala 6 x 1

O dirigente convocou para assemblei-ato unificada e relatou as ocupações em shoppings centers, na terça-feira, 24, em várias cidades do país, entre as quais Macaé pela redução da jornada de trabalho. “Nós, do Movimento Luta de Classes, realizados atos nas praças de alimentação conscientizando os trabalhadores sobre a importância de se lutar pelo fim da escala 6 x 1”, disse Esteban.

Marcha dos trabalhadores

O calendário do CLG aprovado na assembleia inclui a caravana a Brasília no dia 15 de abril para a Marcha da Classe trabalhadora organizada pelas centrais sindicais, como CUT e CTB, e  movimentos sociais pelo fim da escala 6 x 1, redução da jornada de trabalho, valorização salarial, combate a pejotização e defesa de direitos e da democracia.

“O objetivo é pressionar o Congresso Nacional e o governo por pautas trabalhistas. A Convenção 151 da Organização Internacional do Trabalho, OIT, da negociação coletiva no serviço público faz parte da pauta da marcha. Uma mobilização que fortalece o eixo da nossa luta”, defendeu Assis. FOTOS: RENAN SILVA

TRABALHADORAS E TRABALHADORES DA UFRJ celebram o fôlego do movimento após a assembleia no pilotis do CT

 

 

MESA QUE CONDUZIU A ASSEMBLEIA desta quarta-feira, 25 de março

O texto aprovado define a misoginia como “a conduta que exteriorize ódio ou aversão às mulheres”. A pena para esse tipo de crime é de dois a cinco anos de prisão, além de multa

Escrito por: Agência Senado | Editado por: Portal CUT

O Plenário do Senado aprovou a inclusão da misoginia entre os crimes de preconceito ou discriminação (PL 896/2023). A pena para esse tipo de crime é de dois a cinco anos de prisão, além de multa. O texto aprovado define a misoginia como “a conduta que exteriorize ódio ou aversão às mulheres”. O projeto também inclui a expressão “condição de mulher” entre os critérios de interpretação da Lei do Racismo (Lei 7.716, de 1989), ao lado de cor, etnia, religião e procedência. O texto ainda precisa ser aprovado pela Câmara Federal e sancionado pelo presidente Lula para passar a valer.

A legislação atual equipara a misoginia à injúria e à difamação – com pena que pode ir de dois meses a um ano de reclusão, de acordo com o Código Penal (arts. 139 a 141). Para evitar possíveis conflitos de interpretação, Soraya apresentou uma emenda para que o Código Penal passe a reger tão somente a injúria no contexto de violência doméstica e familiar, e não a injúria misógina – “substancialmente mais grave que a primeira”, segundo a senadora Soraya Thronicke.

Reportagem do Portal CUT publicada na terça-feira, revelou que a Justiça analisou 966.785 novos casos de violência doméstica e concedeu 582.105 medidas protetivas. Ainda assim, os feminicídios seguem em crescimento.

Outro dado preocupante mostra que a maioria das vítimas não possuía proteção judicial. Quase nove em cada dez mulheres assassinadas em 2025 não tinham medida protetiva ativa.

Isso revela dois desafios simultâneos: ampliar o acesso às medidas e garantir que, uma vez concedidas, sejam efetivamente cumpridas.

A ameaça Red Pill

A relatora do projeto no Senado apontou que países como França, Argentina e Reino Unido já têm leis de combate à misoginia. Soraya lembrou que, só no ano de 2025, houve quase 7 mil vítimas de tentativas de feminicídio no BrasilEla alertou para a ameaça representada pelos chamados red pills, que incentivam o ódio contra as mulheres, frequentemente por meio da internet. 

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— O projeto é para proteger a família e a dignidade e a liberdade das mulheres. A aprovação do projeto responde a uma realidade urgente. O ódio às mulheres não é abstrato: é estruturado, é crescente e ceifa vidas todos os dias — afirmou Soraya.

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Conceitos

A relatora disse lamentar o fato de o país, segundo ela, odiar mais a palavra “feminismo” do que “feminicídio”. Segundo Soraya, para deliberar sobre o projeto seria importante o entendimento de quatro conceitos: machismo, femismo, feminismo e misoginia. “O termo contrário ao machismo não é feminismo, é “femismo”. E o que femismo significa? Ideologia que defende a superioridade da mulher sobre o homem”.

O feminismo é um movimento que luta pela igualdade de direitos, oportunidades e tratamento entre homens e mulheres; não visa à superioridade. Por sua vez, o que vem a ser a misoginia? A misoginia se traduz no ódio, na aversão, no desprezo extremo às mulheres, muitas vezes manifestado por meio de violência física, psicológica e difamação

– Soraya Thronicke

Divergências

O projeto foi aprovado com 67 votos a favor e nenhum contra, na forma de um substitutivo apresentado pela senadora Soraya Thronicke (Podemos-MS) ao projeto da senadora Ana Paula Lobato (PSB-MA). A matéria segue para a Câmara dos Deputados.

Até a aprovação no Plenário, houve divergências em relação ao projeto. Enquanto alguns senadores apontavam o projeto como uma defesa da família e das mulheres, outros temiam riscos à liberdade de expressão e banalização da Lei de Racismo.

A matéria já havia sido aprovada, em dezembro de 2025, na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) de forma terminativa, o que significa que o texto iria direto para a Câmara dos Deputados. No entanto, houve um recurso para que fosse ao Plenário. A votação, inicialmente prevista para a semana passada, chegou a ser adiada, na tentativa de um acordo.

Família

Ana Paula defendeu seu projeto e afirmou que, a cada semana de atraso na aprovação da matéria, cresce a violência contra as mulheres. A senadora disse que o projeto só pede que as mulheres sejam respeitadas e tenham a liberdade de viver suas vidas.

— Não odiamos os homens nem somos contra a família. Somos a favor das mulheres, que estão pedindo socorro — declarou a autora.

Logo após a votação, Ana Paula Lobato pediu a palavra para ler uma série de ofensas e ameaças, inclusive de morte, que recebeu pela internet, por conta da autoria do projeto. Acrescentou que a aprovação tem peso político, jurídico e moral. Segundo ela, o Brasil está cansado de enterrar mulheres e testemunhar humilhações públicas. Por isso, ressaltou, a misoginia não pode ser tratada como um detalhe, pois é uma “cultura que desumaniza antes do crime”.

— Agora, existe uma resposta clara do Estado brasileiro. É o Senado dizendo que a misoginia tem consequências — celebrou a senadora.

A senadora Leila Barros (PDT-DF) afirmou que o projeto reconhece a realidade da violência enfrentada pelas mulheres. Ela definiu a misoginia como “uma doença que se instalou dentro da sociedade” e pediu coragem ao Senado para apresentar uma resposta ao país.

Na visão de Zenaide Maia (PSD-RN), tipificar a misoginia é uma forma de prevenção da violência. Ela disse que o Congresso Nacional não pode ficar de braços cruzados vendo mulheres sendo assassinadas.

Segundo a senadora Teresa Leitão (PT-PE), o ódio contra as mulheres se manifesta de forma organizada, seja na internet ou nos feminicídios. Por isso, ressaltou, o projeto é necessário.

— Quando ocorre um feminicídio, uma família é destruída — argumentou Teresa.

O senador Alessandro Vieira (MDB-SE) disse que a misoginia é um problema crescente e mundial. Ele apontou que a internet tem sido um campo fértil para a ação dos misóginos. Para o senador, o projeto é importante, acertado e contemporâneo.

Fabiano Contarato (PT-ES) lamentou os recentes casos de feminicídio em seu estado e no país. Segundo o senador, em 2025, foram quatro mulheres vítimas de feminicídio por dia no Brasil.

Os senadores Styvenson Valentim (PSDB-RN), Efraim Filho (União-PB), Eduardo Braga (MDB-AM) e Margareth Buzetti (PP-MT) também manifestaram apoio ao projeto. Para o senador Randolfe Rodrigues (PT-AP), o projeto é importante e urgente, pois o Brasil vive uma epidemia de violência contra as mulheres.

— Este projeto é a favor da família. Não existe família sem a mãe de família — apontou Randolfe.

Destaque

Para o senador Eduardo Girão (Novo-CE), o projeto deveria ter uma ressalva, como previsto em uma de suas emendas, para vedar “a punição de manifestações de natureza artística, científica, jornalística, acadêmica ou religiosa, quando ausente a intenção discriminatória”. Um destaque apresentado para votar essa emenda de forma separada foi rejeitado.

A senadora Damares Alves (Republicanos-DF) se disse preocupada com uma possível banalização da Lei do Racismo. Para a senadora, o ideal seria incluir a misoginia na legislação penal.

— Estamos lutando pelo sonho da tipificação da misoginia. Mas este é o instrumento certo? — questionou a senadora, prevendo que a matéria será modificada na Câmara dos Deputados e enviada de volta ao Senado.

O senador Carlos Portinho (PL-RJ) reconheceu que há condutas que agridem e ofendem as mulheres. Ele pediu o envolvimento dos homens na defesa dos direitos femininos. Portinho, no entanto, disse temer o que chamou de ativismo judicial. O senador sugeriu a inclusão da frase “observadas as garantias e liberdades individuais previstas na Constituição”.

A relatora ponderou que a Constituição já garante a liberdade de expressão e está acima de todas as leis. Assim, registrou Soraya, não haveria a necessidade de registro da ressalva no texto do projeto.

Emendas

Soraya acatou uma das quatro emendas apresentadas em Plenário pelo senador Eduardo Girão. A sugestão de Girão altera a ementa da Lei do Racismo, ao incluir a referência aos crimes resultantes de discriminação: preconceito de raça, cor, etnia, religião, procedência nacional ou praticados em razão de misoginia. Hoje, a ementa da lei faz referência apenas aos “crimes resultantes de preconceito de raça ou de cor”.

Por tratarem de tema correlato, o projeto aprovado e o PL 985/2023, do ex-senador Mecias de Jesus, tramitaram de forma conjunta. Com a aprovação da proposta da senadora Ana Paula, o texto de Mecias foi considerado prejudicado e enviado ao arquivo.

 

Debate sobre a preparação para implantação do RSC segue na reunião do GT Carreira com a CIS dia 25.

A necessidade urgente de se estruturar uma força tarefa qualificada para agilizar a concretização para os servidores da UFRJ de uma das mais importantes conquistas da greve, o Reconhecimento de Saberes e Competências (RSC), levou o Sintufrj e o CLG a convocarem reunião com profissionais de Recursos Humanos de diversos setores, na manhã do dia 24 de março. A relevância do tema atraiu a participação de mais de 50 pessoas, em modo presencial, no Salão Azul do bloco A do Centro de Ciências da Saúde, e on line.

O coordenador-geral do Sintufrj (e de Comunicação da Fasubra), Francisco de Assis e a coordenadora de Aposentados e Pensionistas Selene Vaz, também integrante da CIS, fizeram um histórico da conquista, a importância da continuidade do movimento de greve neste momento que reivindica o cumprimento integral do acordo em particular no que toca ao próprio RSC (descaracterizado pelo governo), e explicaram os principais parâmetros que podem reger sua implantação.

Para isso, o Sintufrj, propõe que a UFRJ esteja preparada desde já, inclusive com a formação de uma comissão de peso, paritária, com 63 companheiros (21 representantes da Pró-Reitoria de Pessoal, 21 representantes da Comissão Interna de Supervisão de Carreira (CIS) e 21 com membros do GT-Carreira do Sintufrj) para começar a estruturação desta que promete ser uma tarefa extensa.

Atendendo à convocação, cinco companheiros já se inscreveram para integrar a representação do Sintufrj. Novas inscrições serão feitas na reunião do GT-Carreira. Nesta quarta-feira, 25, às 14h está marcada reunião do GT em conjunto com a CIS, na sala de Reuniões do Sintufrj.

O que é o RSC

O RSC é um instrumento de valorização profissional dos TAE, dos saberes e competências (em sua atuação cotidiana) que coloca à disposição da sociedade, resultando em aumento na remuneração. É equivalente ao Incentivo á Qualificação, sem que se conceda título. A implantação aguarda decreto de regulamentação subsequente à sanção do projeto de lei (PL 5874/2025, aprovado em 10 de março pelo Senado) prevista para o fim deste mesmo mês. Pode representar percentuais que vão de 5% a 23% a mais no salário.

Embora o processo deva se dar pelo Sistema Eletrônico de Informação (SEI, da UFRJ), envolve o levantamento e análise de documentação comprobatória das atividades do servidor – em meio eletrônico ou, se necessário, físico. Ou seja, considerando as dimensões dos quadros da UFRJ, pode-se imaginar a grandeza da tarefa que, em outras ifes já está em plena preparação.

Segundo Francisco o Sistema de Arquivos da UFRJ têm digitalizados documentos desde 1985. E ele se reunirá com o setor para buscar um passo a passo para acesso dos servidores à sua própria documentação para verificar o que há ou não digitalizado nos assentamentos funcionais

O problema é que há um prazo de até 120 dias para análise do RSC segundo o PL aprovado e os efeitos financeiros só podem se dar apenas após a homologação, com a retroatividade limitada ao término do prazo.

Portanto, é fundamental que desde já, os servidores reúnam seus comprovantes e produzam o memorial descritivo de sua trajetória para garantir a retribuição, o que é feito através de um sistema de pontos correspondentes às atividades, como participação em comissões, concursos, congressos, simpósios, representação sindical, organização de eventos, bancas, projetos, por exemplo.

E que os setores de RH, de Pessoal e todos que atuarão neste processo estejam preparados e organizados. A coordenadora da aposentados Ana Célia, que participou de encontro de integrantes de CIS das universidades da região sudeste, verificou o quanto a UFRJ está atrasada nesta preparação em relação às algumas das demais.

O coordenador Francisco de Assis lembrou que, em meio ao movimento de greve, o Sintufrj tirou como missão a realização desta reunião “importante com os trabalhadores dos RHs da UFRJ: colegas do CCS, do Museu, da Praia Vermelha. Em que a gente buscou antecipar passos nesse processo de concessão do RSC. O RH é setor estratégico para iniciar a mobilização e instigar a categoria a participar desse processo, a buscar sua documentação, a analisar todos os seus assentamentos, ajudar os companheiros que têm dificuldade (de pesquisar seus registros em meios digitais).

A coordenadora Selene ponderou que, embora o decreto ainda não tenha sido publicado, “estamos nos mobilizando com os profissionais de RH e toda a categoria para que comecem já a montar o seu memorial, a procurar a documentação, porque a gente sabe que vai ser um trabalho muito grande e precisa dessa força-tarefa. Que estejam prontos para trabalhar nessa missão e compor a comissão conosco para agilizar a concessão do RSC para a categoria. Então a gente conta com a contribuição de todos os companheiros, principalmente do RH”, apontou. “E conseguimos dar conta. Porque vários companheiros se inscreveram para fortalecer a comissão. O sindicato vai precisar indicar 21 nomes e nós já temos alguns candidatos para que a gente avance. Juntos somos mais fortes”, concluiu Francisco.

Fotos e vídeo: Renan Silva

     

A avaliação dos coordenadores

 

O Sintufrj marcou presença na cerimônia de posse dos novos concursados da UFRJ, realizada na tarde desta sexta-feira (20), no auditório da Incubadora da Coppe. Durante o encontro, dirigentes sindicais deram as boas-vindas aos novos servidores e apresentaram a importância histórica da entidade na defesa dos direitos da categoria.

A coordenadora-geral Sharon Stefani abriu a fala destacando o papel do sindicato nas conquistas recentes. Segundo ela, avanços como melhorias na carreira, o aumento do vale-alimentação e do auxílio-saúde são resultados diretos da mobilização da categoria. “Graças ao sindicato conseguimos diversas melhorias em nossa carreira, e todos vocês estão incluídos nessas conquistas”, afirmou.

Na sequência, o coordenador-geral Esteban Crescente realizou a entrega de materiais informativos aos novos servidores e ressaltou a importância da organização coletiva. Ele também destacou o trabalho desenvolvido pela Pró-Reitoria de Pessoal (PR-4) na recepção dos ingressantes. “Que a gente absorva a importância dessa entidade para mudar nossas vidas. Nossas carreiras estão diretamente ligadas à história do sindicato”, pontuou.

O coordenador-geral Francisco de Assis abordou o atual cenário de mobilização da categoria, com destaque para a luta pela aprovação do Reconhecimento de Saberes e Competências (RSC). Ele também resgatou o histórico de lutas pela democratização da universidade e enfatizou que os novos servidores fazem parte desse processo. “A categoria é soberana. Vocês podem participar e construir essa luta. Quem sabe daqui não saia um futuro reitor ou reitora da UFRJ?”, destacou.

Francisco também chamou atenção para pautas em andamento, como a recomposição orçamentária, a luta contra a reforma administrativa e a defesa dos serviços públicos diante das ameaças de terceirização, que impactam diretamente as condições de trabalho e a realização de novos concursos.

Durante a atividade, o coordenador de Políticas Sindicais, José Carlos Xavier, apresentou os benefícios oferecidos pelo sindicato aos filiados. Ele explicou que a contribuição junto ao sindicato garante acesso a uma rede de convênios e serviços, como o Espaço Saúde, academias por meio do TotalPass, atividades no Sesc, além de parcerias nas áreas de saúde, educação, estética e outros serviços. Ao final, convidou os novos servidores a visitarem a sede da entidade e conhecerem de perto o trabalho desenvolvido pelo Sintufrj.

Também participou da atividade Victor Silva, trabalhador da PR-2 e membro do comando de greve, reforçando a importância da mobilização coletiva no atual momento da categoria.

A recepção reafirma o compromisso do Sintufrj em acolher, informar e fortalecer os trabalhadores desde o início de sua trajetória na universidade.

 

Este foi o mote do ato do CLG no campus da Praia Vermelha, seguido de caminhada e panfletagem à população. 

Ato no campus da Praia Vermelha com panfletagem e diálogo com a população no sinal de trânsito da Avenida Venceslau Brás foi a ação do movimento grevista da UFRJ nesta quinta-feira, 19 de março. À comunidade universitária, o Comando Local de  Greve (CLG) reafirmou, nas manifestações no carro de som do Sintufrj, as razões pelas quais a categoria técnico administrativa, em nível nacional, encontra-se em luta. 

“Esta é uma greve nacional dos trabalhadores da educação das instituições federais de ensino (Ifes). É a continuidade do movimento deflagrado em 2024, porque o governo não cumpriu integralmente o acordo assinado com a Fasubra que pôs fim aos 113 dias de greve. Reivindicamos a valorização da carreira técnico administrativa e a valorização das universidades”, explicaram os companheiros e companheiras no ato. 

Regulamentação do Reconhecimento de Saberes e Competências (RSC) para implantação em abril, conforme está previsto no acordo, e jornada de 30 horas para todos os trabalhadores das Ifes. Esses são os itens não cumpridos pelo governo que lideram a retomada da greve. Mas, ainda se encontra na mesa de negociação com o MEC e o MGI, a racionalização dos cargos; RSC para aposentados, técnicos com doutorado e técnico em estágio probatório, entre outros itens da pauta geral dos servidores.

O RSC é um benefício que valoriza o trabalhador pelo que ele produziu e construiu ao longo da sua vida profissional, e que os docentes já conquistaram há anos. Por isso é importante que o decreto de regulamentação siga as diretrizes discutidas e aprovadas na Comissão Nacional de Supervisão da Carreira (CNSC)/Fasubra.

 

Panfletagem
Dezenas de panfletos foram entregues aos pedestres, aos motoristas de carros particulares e de ônibus durante o fechamento da Avenida Venceslau Brás. De forma suscinta, o  texto expunha a situação em que se encontram os trabalhadores da UFRJ, que amargaram um congelamento de salários desde 2010, cujas perdas ainda não foram repostas de modo que as contas das famílias fossem colocadas em dia. “Foi a nossa atuação no cotidiano da instituição que possibilitou que a cientista Tatiana  (Coelho de Sampaio) desenvolvesse a polilaminina, uma substância promissora para a regeneração da medula espinhal”, acrescentou um companheiro às informações à população.   

Também foi mostrada a situação de penúria em que sobrevive a universidade, em consequência dos cortes de verbas por um Congresso Nacional dominado por maioria de deputados e senadores de direita, que retiraram do orçamento da União em 2026, R$ 61 bilhões para emendas parlamentares, numa articulação política sem transparência e destinação duvidosa do dinheiro. 

“Este ano, os recursos destinados para a UFRJ equivalem a 30% do que foi enviado em 2012. Prédios históricos pegam fogo a todo momento ou estão caindo aos pedaços por falta de manutenção, os serviços são terceirizados e esses trabalhadores precarizados constantemente estão com salários atrasados. Enquanto isso, o Congresso Nacional trama contra os servidores e reduz cada vez mais investimentos na saúde e na educação pública. Por isso a nossa luta engloba a pauta de todos os assalariados, como o fim da escala de trabalho 6 x1”, esclareceu o CLG no megafone no sinal de trânsito na Venceslau Brás.    

Ato na Praia Vermelha.
Rio, 19/03/26

 

Ato na Praia Vermelha.
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Solidariedade a Cuba terá desdobramentos ao longo de 2026. Com bloqueio energético dos EUA, a crise humanitária se acirra. Participe da campanha em apoio aos irmãos cubanos.

Cuba vem sofrendo um de seus piores momentos. O bloqueio criminoso contra o povo cubano por parte dos Estados Unidos há mais de 60 anos, se acirrou de tal forma que hoje, diante da crise energética, há falta de alimentos, apagão, hospitais em dificuldades. Mas Cuba resiste. E está em curso uma campanha de solidariedade.

Segundo o embaixador de no Brasil, Victor Cairo, Cuba não vive crise, mas “estado de guerra”, diante da mais severa ofensiva dos Estados Unidos. São três meses sem receber combustível.  Depois de décadas de cerco econômico, Trump chegou a dizer que tem o direito de fazer “qualquer coisa” com Cuba, e pela primeira vez, lembra o secretário, Estados Unidos ameaçam tomar seu território pela via armada.

O embaixador proferiu aula inaugural na Universidade de Brasília, dia 17 de março, registrada pelo portal da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Ensino (Contee).

“Cuba é um estado em guerra, não um estado falido”, declarou, explicando que o instrumento principal seria o cerco intensificado desde o final de 2025 com a promessa de sanções a países que vendam petróleo à ilha socialista. “O cerco econômico, comercial e energético nos obriga a pensar que existe uma intenção do presidente dos EUA [Trump] e do secretário de Estado [Marco Rubio] hoje em sufocar e assassinar Cuba de fome, miséria e ruptura da vida, e crise humanitária”, denunciou.

‘Catástrofe humanitária’ – A falta de combustíveis, diz ele, não é um problema setorial, mas uma catástrofe humanitária em curso. “Impacta a saúde, a educação, o transporte de alimentos, a cadeia de distribuição de medicamentos e o turismo, diminuindo a quantidade de aviões que podem chegar ao país”, enumerou.

Como se traduz: no cotidiano: hospitais reduzem operações, transporte público parado, cadeias de distribuição de medicamentos rompidas.

Flotilha Nossa América – uma campanha de solidariedade tem mobilizado parlamentares, lideranças sindicais e estudantis que participam de uma caravana internacional de solidariedade a Cuba. O grupo pretende levar mais de 20 toneladas de insumos, alimentos e medicamentos, para ajuda humanitária ao país caribenho. A Flotilha Nossa América está marcada para partir no sábado (21), por via marítima, aérea e terrestre.

Não há crise, há crime!

Leia a matéria do Portal Vermelho e, em seguida, veja a convocação da ativista Greta Thunberg à campanha e o pedido de colaboração da deputada estadual Marina do MST (RJ).

Por fim, em uma “Carta Aberta ao Mundo”, a autora, Ykay Romay, relata a gravidade da situação e pede que se compartilhe o documento, “para que o mundo saiba que em Cuba não há crise. Há um crime!”.

Foto: Miguel Díaz-Canel

Brigada brasileira leva solidariedade a Cuba em meio a bloqueio dos EUA

Em matéria do Portal Vermelho, Ana Prestes, do PCdoB, detalha missão à Conferência de Havana e campanha por medicamentos, energia e ruptura simbólica do cerco imperialista. (Publicado em 16 de março por Cezar Xavier). 

Uma nova jornada internacional de solidariedade a Cuba mobiliza organizações políticas, movimentos sociais e entidades populares de vários continentes. A viagem culmina na Conferência Internacional de Solidariedade a Cuba, marcada para os dias 19 a 21 de março, no Malecón, com a chegada da Flotilha Nuestra América, para debater a crise enfrentada pela ilha e organizar ações concretas de apoio ao povo cubano.

Em entrevista ao Portal Vermelho, a cientista política Ana Prestes, secretária de Relações Internacionais do PCdoB, detalhou os objetivos da missão e alertou para a gravidade do momento: “O bloqueio mais grave que já ocorreu dos Estados Unidos contra Cuba está em curso. É uma prioridade emergencial, a prioridade das prioridades”. Segundo ela, a conferência reúne diferentes redes do campo progressista internacional.

Doações e apoio concreto à população cubana

O encontro internacional será marcado pela entrega de doações arrecadadas por campanhas de solidariedade em diversos países. Entre os principais itens estão medicamentos, alimentos básicos e produtos de higiene.

“O objetivo é entregar tudo que já foi coletado, conhecer melhor a situação em Cuba, o que eles estão mais precisando, e discutir formas de solidariedade”, explicou Ana Prestes. A conferência reunirá partidos comunistas e progressistas, organizações populares, sindicatos e entidades estudantis em um gesto político de resistência ao imperialismo. Um dos itens mais importantes são os painéis solares, enviados para ajudar a enfrentar a crise energética provocada pela escassez de combustível.

A flotilha 

Um dos símbolos mais potentes da mobilização é a Flotilha Nuestra América, comboio global de ajuda humanitária liderado pelo brasileiro Thiago Ávila, que chegará a Havana no dia 21 de março. “Algumas embarcações vão se dirigir ali para Havana, justamente para mostrar esse furo do bloqueio”, destacou Ana.

A flotilha parte do México, da região de Yucatán, e busca romper fisicamente o cerco imposto por Washington, demonstrando que Cuba não está isolada.

Mobilização no Brasil

No Brasil, a campanha de solidariedade envolve diversas organizações populares, entidades como a União Nacional dos Estudantes (UNE), a Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), movimentos sociais e partidos progressistas. Além da coleta de medicamentos e alimentos, uma das prioridades é a arrecadação de recursos para a compra de placas fotovoltaicas.

O que Cuba mais precisa: de alimentos a painéis solares

As campanhas de arrecadação no Brasil priorizam itens essenciais para enfrentar a crise humanitária agravada pelo bloqueio. Entre os produtos mais solicitados estão:

  • Alimentos básicos: leite em pó, itens de primeira necessidade;
  • Higiene pessoal: absorventes, sabonetes, produtos de limpeza;
  • Medicamentos: analgésicos e remédios de uso contínuo;
  • Energia renovável: placas fotovoltaicas, que já representam quase 20% da geração diária de energia necessária na ilha.

Questão estratégica para a América Latina

Ana Prestes classificou o endurecimento do embargo por Donald Trump — com medidas que autorizam o confisco de navios que levem petróleo a Cuba — como parte de uma estratégia regional de cerco. Para ela, a luta contra o bloqueio a Cuba é estratégica para o Brasil: “Como potência política e exportador de petróleo, temos capacidade de ser solidário a Cuba de forma estratégica”. A articulação com o governo Lula para envio de combustível à ilha é uma das frentes prioritárias da campanha.

A campanha também visa pressionar governos progressistas da região a enviarem combustível a Cuba.

Calendário de luta ao centenário de Fidel

A solidariedade a Cuba terá desdobramentos ao longo de 2026. Confira as principais datas:

      • 18 de março: Atividade na Assembleia Legislativa de São Paulo;
      • 21 de março: Lançamento da Campanha Nacional de Arrecadação de Medicamentos e chegada da Flotilha Nuestra América a Havana;
      • 26 a 29 de março: Conferência Internacional Antifascista, em Porto Alegre;
      • 15 de abril: Marcha das centrais sindicais em Brasília, com articulação do movimento sindical pela solidariedade a Cuba;
      • 1º de maio: Brigadistas internacionalistas participarão das comemorações do Dia dos Trabalhadores em Cuba, entregando medicamentos coletados;
      • 26 de julho: Dia Nacional da Rebeldia Cubana, com atividades políticas e culturais no Brasil;
      • 13 de agosto: Celebração do centenário de Fidel Castro, com iniciativas em todo o país.

Cuba, sim! Bloqueio, não!

Veja no Instagram da Mídia Ninja: a ativista Greta Thunberg ( @gretathunberg) denuncia estrangulamento de Cuba pelos EUA e anuncia 21 de março como Dia Internacional de Solidariedade com Cuba.

https://www.instagram.com/reels/DV36yF0AR45/

Cuba resiste

O instagran da deputada estadual Marina do MST (RJ), traz a mensagem: “Mesmo diante de tantas adversidades, Cuba segue resistindo. O país continua formando médicos, investindo em saúde pública e defendendo a dignidade do seu povo. Por isso, está em curso uma campanha de solidariedade para enviar medicamentos e apoiar o povo cubano. A solidariedade internacional sempre foi fundamental para enfrentar o bloqueio e garantir que a vida continue florescendo na ilha”, diz o post com Informações para doação (PIX): CNPJ: 11.586.301/0001-65, do Instituto Cultivar. No banco: Caixa Econômica Federal; Agência: 1231 | Operação: 1292; Conta Corrente: 000577559399-1

https://www.instagram.com/reels/DV6oJxfieu9/

 

Carta aberta:
“Meu povo vive hoje
não é uma crise. É um assassinato lento, calculado e friamente executado a partir de Washington”.

CARTA ABERTA AO MUNDO: DE CUBA, UMA MULHER A PÉ DENUNCIA O CRIME QUE NÃO QUEREM VER

Por Ikay Romay

À humanidade inteira, às mães do mundo, aos médicos sem fronteiras, aos jornalistas com dignidade, aos governos que ainda acreditam na justiça:

Meu nome é milhões. Não tenho apelidos conhecidos nem acusações importantes. Eu sou uma cubana comum. Uma filha, uma irmã, uma patriota. E eu escrevo isto com a alma rasgada e as mãos tremendo, porque o que meu povo vive hoje não é uma crise. É um assassinato lento, calculado e friamente executado a partir de Washington.

E o mundo olha para o outro lado.

👵 DENÚNCIA PELOS MEUS AVÓS:

Denuncio que em Cuba há idosos que morrem cedo porque o bloqueio impede que cheguem medicamentos para o coração, pressão, diabetes. Não é falta de recursos. É proibição deliberada. Empresas que querem vender a Cuba são multadas, perseguidas, ameaçadas. Seus governos estão calados. E enquanto isso, um avô cubano aperta o peito e espera. A morte não avisa. O bloqueio sim.

👶 DENUNCIA PELOS MEUS FILHOS:

Denuncio que há incubadoras em Cuba que devem ter sido desligadas por falta de combustível. Que há recém-nascidos lutando pela sua vida enquanto o governo dos EUA decide quais países podem nos vender petróleo e quais não podem. Que há mães cubanas que viram a vida dos seus filhos ameaçar porque uma ordem assinada em um escritório de Washington vale mais do que o choro de um bebê a 90 milhas da sua costa.

Onde está a comunidade internacional? Onde estão as organizações que tanto defendem a infância? Ou as crianças cubanas não merecem viver?

🍽️ DENUNCIA POR FOME INTENCIONAL:

Eu denuncio que o bloqueio é fome programada. Não é que falte comida só porque sim. É que eles nos impedem de comprá-la. É que navios com comida são perseguidos. As transações bancárias são bloqueadas. É que as empresas que nos vendem grãos, frango, leite são sancionadas.

A fome em Cuba não é um acidente. É uma política de Estado do governo dos EUA, refinada por 60 anos, atualizada por cada administração, recrudescida por Donald Trump e executada com sanha por Marco Rubio.

Eles chamam a isto “pressão económica”. Eu chamo de terrorismo com fome.

⚕️ DENÚNCIA PELOS MEUS MÉDICOS:

Denuncio que nossos médicos, os mesmos que salvaram vidas na pandemia enquanto o mundo inteiro desmoronou, hoje não tem seringas, nem anestesia, nem equipamento de raio-X. Não porque não saibamos produzi-los. Não porque não tenhamos talento. Mas porque o bloqueio nos impede de aceder a insumos, peças, tecnologia.

Nossos cientistas criaram cinco vacinas contra a COVID-19. Cinco. Sem ajuda de ninguém Contra vento e maré. Contra bloqueio e mentiras. E ainda assim, o império nos castiga por termos conseguido.

🌍 AO MUNDO EU DIGO:

Cuba não lhes pede esmola.
Cuba não lhes pede soldados.
Cuba não lhes pede que nos amem.

Cuba pede justiça. Nada mais. Nada menos.

Peço que parem de normalizar o sofrimento do meu povo.
Peço que chamem o bloqueio pelo nome: CRIME DE LESA HUMANIDADE.
Peço-lhes que não se deixem enganar pelo conto do “diálogo” e da “democracia” enquanto nos apertam o pescoço.

No queremos caridad. Queremos que nos DEJEN VIVIR.

Aos governos cúmplices que se calam:
A história vai dar-lhes conta.

Para a mídia que mente:
A verdade sempre encontra fendas.

Aos carrascos que assinam sanções:
O povo cubano não esquece e não perdoa.

Aos que ainda tem humanidade no peito:
Olhem para Cuba. Vejam o que lhe estão a fazer. E pergunte a si mesmo: De que lado da história eu quero estar?

Desta pequena ilha, com uma cidade gigante,
Uma cubana a pé que se recusa a render.

SE ESTE TEXTO TE MOVIMENTOU POR DENTRO, COMPARTILHE.

Não me importo se você tem 10 amigos ou 10 mil seguidores.
Não me importo se o seu muro é público ou privado.
Não me importo se você nunca compartilha nada.

Mas isto é diferente.

Isto não é uma foto de um pôr do sol.
Isto não é uma notícia de espectáculo.
Isto não é mais uma opinião.

Isso é um GRITO. E os gritos não se guardam. OUVINDO. Eles se REPLICAM. TORNAM-SE MULTIDÃO

Não estou pedindo um curtida hoje.
Peço-te que uses os teus polegares para algo maior do que deslocar a tela.

COMPARTE.

Para que o mundo saiba que em Cuba não há crise.
Há um CRIME.

Para que as mães de outros países saibam que aqui tem bebês lutando em incubadoras apagadas pelo bloqueio.

Para que os avós de outras terras saibam que aqui há idosos que morrem esperando medicamentos que Washington não deixa entrar.

Para que os governos cúmplices sintam vergonha.
Para que a mídia mentirosa não tenha como fugir.
Para que os carrascos saibam que NÃO NOS CALAMOS.

Uma pessoa compartilhando isso não muda o mundo.
Milhares, milhões, sim.

(…)

FAÇA ESSA DENÚNCIA IR MAIS LONGE QUE O BLOQUEIO.

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#CubaDenunciaAlMundo
#ElBloqueoMata
#NiñosSinIncubadoras
#AncianosSinMedicinas
#HambreIntencional
#CrimenDeLesaHumanidad
#CubaVive
#COMPARTEporCuba
#QueElMundoNosEscuche
#DenunciaQueDuele
#CubaGrita
#ElBloqueoEsCrimen
#ViralizaLaVerdad
#PatriaOMuerte
#Venceremos

Ikay Romay

 

 

Cuba: sem perder a ternura 

Visite o HOT SITE do Sintufrj

Acesse o link https://sintufrj.org.br/cuba-sem-perder-a-ternura/

Ou clique nas imagens abaixo:

 

No mês da mulher, vamos nos reunir para um importante momento de diálogo, informação e acolhimento

Quarta-feira, 25 de março
14h às 17h
Espaço Cultural do Sintufrj
Atividade híbrida

Roda de conversa em celebração ao mês da mulher, com a participação da Dra. Juliana Bauly, que irá destacar as novas medidas do governo federal voltadas à proteção de vítimas de crimes contra a dignidade sexual.
Um encontro pensado para promover conscientização, compartilhar informações e debater os avanços nas políticas públicas.
Participe, fortaleça essa luta e ajude a ampliar esse debate!

 

O Grupo de Trabalho Antirracista do Sintufrj promoveu mais um debate qualificado nesta quarta-feira, 18 de março, transformando sua reunião mensal em atividade de greve. O tema em discussão foi “Letramento Racial” e teve como convidadas Luciene Lacerda, do Núcleo de Estudos de Afro-Brasileiros e Indígenas (Neabi/UFRJ) e Sandra Batista Martins, diretora de Relações Étnico Raciais da Superintendência Geral de Ações Afirmativas, Diversidade e Acessibilidade (SGAADA).

Cada vez mais o GT investe no trabalho de formação descortinando a pauta antirracista. O letramento racial é um conjunto de práticas pedagógicas e reflexivas que capacita indivíduos a reconhecer, criticar e combater o racismo estrutural e atitudes racistas no cotidiano. Visa conscientizar sobre a hierarquização racial, desconstruir preconceitos enraizados e promover a equidade, sendo essencial para transformar relações sociais e institucionais.

As palestrantes abordaram aspectos do letramento racial tais como conscientização estrutural e educação para o combate de atitudes racistas, fizeram uma reflexão sobre a branquitude abordando ações práticas para a mudança de comportamento focando na construção de um ambiente de trabalho e social mais inclusivo. O processo de letramento racial busca um entendimento profundo sobre raça, racialização, preconceito e discriminação, tornando-se uma ferramenta política fundamental para a igualdade.

 

Sandra Batista abordou a questão do racismo, começando com a ideia de “clarear” a situação e transformar o negativo em positivo. Ela falou sobre o uso de expressões racistas e como elas estão enraizadas na cultura, citando muitos exemplos. Ele reconhece a dificuldade de mudar essas atitudes, mas enfatizou a necessidade de combater o racismo e as palavras que perpetuam a discriminação.

“Uma das coisas que a gente tem de pensar, não é só como a gente ouve as palavras. Palavras racistas. Mais sim nas alternativas que a gente pode dar a essas palavras. Aí é onde a gente começa a entender e aprender a agir diante de uma fala racista. Você vai questionar aquela pessoa, vai corrigir ou vai simplesmente se calar? Porque às vezes não vale a pena na nossa cabeça e a pessoa vai continuar reproduzindo. E qual é o papel que nos cabe como pertencentes a UFRJ? Então eu acho que além de sabermos as expressões, eu acho importante sabermos como agir diante de uma situação de racismo, de uma palavra racista, trocar essas palavras, utilizar sinônimos”, refletiu.

Ao final de sua apresentação Sandra sugeriu para o GT a criação de um manual de bolso e ou cartilha para distribuir dentro da UFRJ para municiar as pessoas para a troca de palavras e expressões racistas.

 

Luciene Lacerda chamou a atenção para a importância de uma política que considere a diversidade e combata o racismo, especialmente em áreas como educação e representação política. Ela compartilhou sua experiência com a falta de representação de crianças negras em uma creche, destacando como isso transmite a mensagem de que certos grupos são mais importantes. Ela também criticou a forma como partidos políticos utilizam a imagem de mulheres negras sem que elas ocupem posições de poder real, questionando a autenticidade de políticas que dizem ser “para todos”.

Luciene enfatizou a necessidade de analisar criticamente as políticas e ações, buscando entender quem são os verdadeiros beneficiários e se elas refletem uma verdadeira inclusão.

“Você deve pensar em qualquer significado do seu trabalho olhando as relações raciais. Se olharem as chamadas de partidos políticos, como essa questão racial começa a chamar atenção. Como o fato, principalmente, com a repercussão que foi a morte da Mariele Franco, uma parlamentar, mulher, negra. Começou-se a perceber que se as mulheres negras são o maior número, são as que poderiam, por exemplo, mudar as leis. Todos os partidos têm suas apresentadoras como mulheres negras, todos, mas ela apresenta só o programa. E aí começa a aparecer quem dirige o partido ou então as figuras de parlamentares que são, principalmente, homens brancos. Então, você pode questionar a essas pessoas. Qual é a política que se pensa sobre isso? O que vai se fazer para essa questão, para essa política? Que política você está pretendendo fazer? Se for a farsa de mostrar uma pessoa negra por trás de uma política absolutamente racista, machista, homofóbica, lesmofóbica, ou que tipo de política se pretendeu? Quando alguém começa a dizer, isso é para todos, eu já começo a desconfiar. Todos, por que e para quem?”,  inquiriu Luciene, uma das idealizadoras da campanha 21 Dias de Ativismo Contra o Racismo que está em sua 10ª edição.

 Livros

Ao final da atividade, o tradicional sorteio de livros do GT brindou Solanne Alves e Hilem Moisés com os livros de Conceição Evaristo, “Insubmissas Lágrimas de Mulheres” e “Literatura Negra”.

Lucien Lacerda fez sua apresentação on line

A secretária de Combate ao Racismo da CUT, Luiza Borba, afirmou que a central está junto com o GT do Sintufrj para a construção de uma sociedade antirracista

O auditório Rodolpho Paulo Rocco (Quinhentão), no bloco K do Centro de Ciências da Saúde foi palco, nesta quarta-feira, dia 18, de uma importante homenagem às mulheres na ciência promovida pelo Instituto de Biologia que contou com a participação expressiva de estudantes, técnicos administrativos e docentes: um evento para marcar o Dia Internacional das Mulheres e Meninas na Ciência (11 de fevereiro) e o Dia Internacional das Mulheres (8 de março) e dar boas vindas aos alunos neste ano letivo.

Com o propósito de homenagear trajetórias inspiradoras, e valorizar a presença das mulheres na ciência e estimular jovens e meninas pesquisadoras a ocuparem com protagonismo os espaços do conhecimento, o evento, que também foi de boa vinda aos estudantes neste ano letivo, foi composto de três momentos: a mesa redonda “Mulheres na Ciência: Excelência, Ética e Representatividade”, a de Tatiana Sampaio sobre “Polilaminina, uma aventura na ciência translacional” e a entrega do primeiro “Prêmio Bertha Lutz”, á pesquisadora que vem ganhando projeção nacional.

A mesa de abertura, composta por autoridades universitárias como a vice-reitora Cássia Turci, a diretora eleita do Instituto de Biologia,  Claudia Russo, a vice decana do CCS, Lina Zingali, rumou no entendimento comum de que mulheres podem e devem estar e fazer o que quiserem.

Em seguida, Turci, que é professora titular do Instituto de Química, as graduandas em Ciências Biológicas Pâmela Goulart e Luísa Paiva e a pesquisadora Tatiana Sampaio abordaram suas trajetórias, para ilustrar os desafios que as mulheres enfrentam em suas trajetórias.

Por fim, Tatiana detalhou o desenvolvimento de sua pesquisa sobre a substância polilalamina, rede de proteínas desenvolvida por ela, capaz de estimular a regeneração de neurônios em lesões da medula espinhal e os desafios que vem enfrentando desde que o trabalho ganhou projeção nacional.

Exposição Árvore da Vida

O evento foi patrocinado pelo Conselho Regional de Biologia da 2ª Região e contou com apoio, entre outras organizações, do Sintufrj, faz parte do projeto de Extensão Árvore da Vida, do Instituto de Biologia, que apresenta uma exposição no Hall do Bloco A do CCS com mais de 400 itens da flora e fauna, fósseis e réplicas, crâneos de hominídeos, entre outros