Vem aí um espaço de escuta, troca e fortalecimento coletivo!

O Sintufrj convida para a II Roda de Conversa das Mulheres da Educação Macaense

Tema: Enfrentando o assédio, fortalecendo resistências
Data: 31 de março
Horário: 14h
Local: Auditório do Bloco A – Cidade Universitária (UFRJ Macaé)

Um encontro potente com mulheres que atuam na educação, pesquisa e no enfrentamento às violências, promovendo diálogo, acolhimento e construção coletiva de estratégias de resistência.
Participe, traga sua voz e fortaleça essa rede!

Companheiras e companheiros indicados pelo Comando Local de Greve (CLG) do Sintufrj e referendados na assembleia de 11 de março, estavam em Brasília reforçando as ações do Comando Nacional de Greve (CNG), como ida ao Congresso, visita a parlamentares, participação em audiências públicas e atos.

Essa delegação do Sintufrj foi composta pelos seguintes integrantes do CLG: Maria Lenilva, Adriano Cícero, Edmilson Pereira, Jessé Mendes de Moura, Juscelino Ribeiro e Milton Madeira. Eles chegaram em Brasília no dia 16 de março e retornaram no dia 28, sendo substituídos por outros trabalhadores com participação ativa na greve.

Avaliações

Edmilson Pereira do CLG e coordenador de Educação e Cultura do Sintufrj, relatou que o CNG tem encontrado muita resistência por parte do Ministério de Gestão e Inovação nos Serviços Públicos (MGI), sobre alguns pontos do RSC, sobretudo em relação aos aposentados. Disse ainda que o governo tem ignorado a pauta sobre racionalização, com a justificativa de que alguns pontos possíveis só irão ser analisadas após a definição das atribuições dos cargos.

Juscelino Ribeiro propôs ao CNG investir nas mídias sociais para ampliar a comunicação com as bases e a sociedade e a sua proposta foi aceita.

Reuniões e atos

Na segunda-feira, 23, foi elaborado documento para envio ao governo e realizadas duas reuniões virtuais: uma com a coordenação Jurídica e Relações de Trabalho da Fasubra e outra sobre o processo de regulamentação e implantação do Reconhecimento de Saberes e Competências (RSC) nas universidades.

Na semana anterior a delegação do Sintufrj participou dos dois atos de rua que aconteceram em Brasília. O CNG se juntou à Marcha pela Valorização da Enfermagem, na Esplanada dos Ministérios, promovida pelo Sistema Cofen/Conselhos Regionais com apoio de sindicatos, instituições de ensino e entidades do Fórum Nacional pela Valorização da Enfermagem. “Nós fomos à marcha pela Fasubra para somar força na mobilização dos companheiros da Enfermagem e para mostrar nossa greve e divulgar nossa pauta”, disse Maria Lenilva.

A outra atividade de rua foi no Dia Nacional de Luta pelo cumprimento do acordo de greve de 2024, quinta-feira, 19, com manifestação pela manhã em frente ao MGI. Nessa data foi protocolado no ministério documento cobrando o cumprimento do acordo. No período da tarde o CNG realizou reuniões das comissões internas para organizar novas ações e produzir o informe às bases.

Na sexta, 20, houve avaliação de conjuntura e discussão sobre o  Regimento Interno do CNG, uma ação inédita na Fasubra que resultou em questionamentos e até produção de parecer jurídico. O regimento foi aprovado

É com pesar que o Sintufrj comunica o falecimento do associado aposentado  Antonio Irineu da Silva, ocorrido no sábado, 28 de março. Nossos sentimentos à família desse servidor que prestou sua contribuição à grandeza da UFRJ.
No fôlego da greve que já ingressa na sua quarta semana, integrantes do Comando Local do movimento têm ido às bases intensificando panfletagens.
 
• Na quinta-feira, 26, o campo da Prefeitura foi cenário para a distribuição de panfletos na tradicional Pelada do Coração.
 
• Na ação para convocação da Assembleia-Ato desta quarta-feira, 1º de Abril, a panfletagem alcançou os trabalhadores das pró-reitorias.
 
• Atenção: nesta terça-feira, dia 31 de março, acontece a SUPERLIVE: RSC, O QUE VOCÊ PRECISA SABER. Imperdível!
 
  • FOTOS: RENAN SILVA

O tradicional dia de luta estudantil que lembra o assassinato do estudante Edson Luís morto em 28 de março de 1968 pela ditadura, além da pauta histórica por mais verbas, neste ano se caracterizou pelo repúdio ao assédio e a violência nas escolas.

No Rio de Janeiro houve ato em frente à Prefeitura na Cidade Nova, dia 26, com caminhada até a Secretaria Estadual de Educação (Seeduc). Os estudantes exigiram o fim do assédio, o fim da violência policial, a melhora da merenda e da infraestrutura das escolas.

O tom foi de denúncia frente ao recente episódio de agressão por um policial militar a dirigentes da Associação Municipal dos Estudantes Secundaristas (Ames), na escola estadual Amaro Cavalcanti no Largo do Machado, no Rio, que provocou repúdio da sociedade. O episódio ocorreu um dia antes da mobilização.

Os técnico-administrativos das universidades em greve participaram do protesto em solidariedade aos estudantes aproveitando a oportunidade para divulgar sua paralisação e denunciar também o assédio a estudantes e técnico-administrativos que vem crescendo em suas unidades de ensino.
O Comando Local de Greve da UFRJ se fez presente.

 

Rebeldia

Os estudantes empunharam suas bandeiras manifestando sua rebeldia e irreverência. No ato em frente a Prefeitura houve diversas intervenções políticas e já na passeata colagem de lambe. Na Seeduc denunciaram a precariedade da estrutura das escolas – vidros quebrados, falta ar condicionado, alimentação inadequada – comparando com a bela e refrigeradíssima sede da Seeduc.

Ao fim da manifestação queimaram a imagem do ex-governador Cláudio Castro, o “inimigo da educação fluminense”, agora inelegível.

 

Greve

O Comando de Greve Unificado dos Técnico-Administrativos em Educação do Rio – a categoria está mobilizada pela cumprimento integral do acordo de greve feito com o governo federal – tirou apoio ao movimento estudantil e participou do ato.

Companheiras da UFRJ e da Unirio fizeram falas em apoio aos estudantes e denunciando também episódios de assédio, problemas causados pela gestão da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh) que tirou a autonomia administrativa das universidades para com seus hospitais, assim como a tentativa de acabar com o Hospital Universitário Gaffrée Guinle.

“Nós estamos aqui com todo nosso apoio ao movimento estudantil. E estamos também em luta, em greve, para exigir que o governo cumpra com o acordo feito conosco de forma integral. É estudante junto com trabalhador. Onde tiver luta nos estaremos”, anunciou Marli Rodrigues, dirigente do Sintufrj e integrante do Comando Local de Greve do Sintufrj (CLG/Sintufrj).

Raquel Oliveira, também do CLG/Sintufrj, chamou a atenção para o assédio que vem ocorrendo na universidade – recentemente um professor da Faculdade Nacional de Direito da UFRJ foi afastado pelo Ministério Público após denúncia de assédio por uma estudante – e alertou para a escala crescente de feminicídio no país e no Rio.

O coordenador da Asunirio,  Rodrigo Ribeiro, denunciou a tentativa de acabar com o Hospital Universitário Gaffrée e Guinle (HUGG).  Há um plano para “fusão” do Gaffrée com o Hospital dos Servidores do Estado que não foi discutido com a comunidade universitária.

“Temos como princípio de que escola pública tem que ser para todos. Já nosso movimento de greve reúne mais de 46 universidades paradas. Na Unirio lutamos contra a privatização do nosso hospital que está na eminência de ser fechado. E estamos aqui também para pedir apoio a vocês estudantes à luta dos técnico-administrativos das universidades federais”, disse Rodrigo.

Quarta-Feira, 1º de Abril, às 10h, Assembleia Ato nas escadarias do CCS

Apresentação no Consuni do plano formulado por um GT com um protocolo para situações de violência urbana, reivindicação urgente dos estudantes, abre debate rumo à deliberação. Bancada TAE apontou importância da defesa da vigilância patrimonial e também dos direitos dos trabalhadores terceirizados.

28 de outubro de 2025: “UFRJ, Uerj, UFF, PUC e FAETEC Quintino suspendem aulas por conta da violência no RJ. Criminosos retaliam a megaoperação da Segurança Pública do Rio nos complexos do Alemão e da Penha que deixou mais de 60 mortos”.

26 de novembro de 2025: um estudante de 12 anos foi atingido por um tiro dentro de uma escola da Maré; uma bala atingiu uma sala do CCMN, levando à suspensão das aulas no Fundão.

18 de março de 2026: “Um ônibus foi incendiado na Avenida Paulo de Frontin, no sentido Túnel Rebouças. Quatro ônibus tiveram suas chaves retiradas e foram utilizados como barricadas no Rio Comprido”

Situações assim têm se repetido com frequência. Volta e meia estudantes e servidores, muitos moradores das comunidades, se veem em meio a conflitos e operações da polícia. Por isso clamam, há mais de um ano, por um protocolo de segurança, acionado antes da  maioria iniciar seu deslocamento.

Há exatamente um ano, no dia 27 de março de 2025, o Conselho Universitário assistia a primeira apresentação do Plano de Contingência da UFRJ frente a ameaças à segurança, confrontos armados e violência urbana, produzido por um grupo de trabalho instituído em julho do ano anterior (2024), pela intensa mobilização dos estudantes em torno do tema. Leia mais em https://sintufrj.org.br/2025/03/ufrj-tera-plano-de-contingencia-em-caso-de-violencia-urbana/

Apesar do clamor, não chegou a ser apreciado pelo colegiado.

Nem mesmo um abaixo assinado, com apoio de diversos conselheiros, pela urgência da aprovação do plano, conseguiu que entrasse em pauta.

Esse ano, no entanto, os estudantes voltaram à carga e conseguiram a aprovação de um calendário rumo a deliberação: na sessão do dia 26 de março, haveria apresentação do plano, na sessão seguinte, a Comissão de Legislação e Normas apresentaria parecer e em seguida, começaria a deliberação.

De fato, assim foi: no dia 26 de março, portanto um ano depois da primeira apresentação, o professor Alexandre Barbosa de Oliveira (do Nucleo do CCS), que coordenou o GT (constituído por representantes da administração central, docentes, discentes e TAEs, Grupo de Trabalho para desenvolvimento de diretrizes frente a operações policiais, confrontos e violência armada em áreas internas e adjacentes à UFRJ), voltou ao colegiado.

   

Protocolos e tarefas operacionais

Apresentou o “Plano de Contingência da UFRJ Frente a Eventos de Violência Urbana” com as bases para a política de gestão integrada do risco. Explicou que o plano envolve pró-reitorias, o DCE e a APG, a Prefeitura Universitária e a Diseg e a Superintendência de comunicação (SGCOM) e detalha procedimentos, fluxos de ação, responsáveis e atos para a implementação da política.  Define protocolos e fluxos de resposta e distribui tarefas operacionais .

Prevê uma “Gestão Integrada do Risco” abrangendo situações de tiroteios e operações policiais/militares nos entornos dos campi; confrontos armados que causem interrupção das atividades; Invasões ao espaço físico da universidade com risco à integridade física; eventos de violência que impeçam o acesso seguro aos campi  e situações de risco iminente comunicadas por autoridades externas

Implementação progressiva de ações

Em curto prazo, prevê a implementação dos protocolos de comunicação e alerta utilizando infraestrutura existente (grupos de WhatsApp, e-mail, redes sociais); capacitação básica de gestores com recursos humanos já disponíveis e divulgação do plano.

Em médio prazo prevê: adequação de procedimentos administrativos para o não cômputo de faltas e reposição de atividades; organização/operacionalização do Gabinete de Crise com membros já pertencentes ao Quadro institucional.

E, longo prazo (condicionado a disponibilidade de recursos): implantação de sistemas tecnológicos de vigilância, alerta e monitoramento; capacitação continuada em primeiros socorros; desenvolvimento/expansão da rede de suporte psicossocial.

Papéis

A política define uma arquitetura de governança com papéis e responsabilidades claramente distribuídos entre o gabinete de crise, responsável pelas decisões estratégicas, a SGCom, responsável pela comunicação do risco e pela Diseg, responsável pelo monitoramento, alerta e suporte operacional.

 

Cartões de alerta

Um sistema de cartão coloridos permite comunicar com rapidez e clareza o nível de risco, orientando ações de cada instância da comunidade universitária.

Cartão Azul — Área Segura (Acesso Livre) Atividades presenciais transcorrem normalmente. Monitoramento preventive de rotina ativo. Nenhuma restrição adicional. Estado padrão da instituição.

Cartão Verde — Atenção Situação de risco potencial identificada no entorno. Monitoramento intensificado. Comunidade orientada a adotar cautela adicional. Atividades mantidas com recomendações.

Cartão Amarelo — Alerta Imediato Risco elevado confirmado. Gabinete de Crise ativado. Atividades não essenciais podem ser suspensas preventivamente. Comunicação ativa a toda a comunidade.

Cartão Vermelho — Emergência Risco grave e iminente. Suspensão imediata de todas as atividades presenciais. Protocolos de primeiros socorros ativados. Comunicação de emergência em todos os canais.

Processo de Implementação do Sistema de Cartões

✓ DEFINIÇÃO DIÁRIA: Todos os dias, às 6h, os agentes locais de segurança (em articulação com a DISEG/PU) devem realizar a avaliação situacional e definir o nível de segurança aplicável. O fluxo da comunicação é: DISEG → SGCOM → Comunidade Universitária.

✓ REAVALIAÇÃO DURANTE O EXPEDIENTE: A situação deve ser monitorada continuamente durante o expediente. Caso haja mudanças relevantes, a atualização do nível de segurança deve ser comunicada de imediato.

✓ COMUNICAÇÃO VISUAL: Indica-se que os campi e unidades isoladas exponham sinalizações visuais com as cores correspondentes nos principais pontos de acesso e áreas de circulação. Notificações oficiais devem ser enviadas pelos canais de comunicação.

✓ CAPACITAÇÃO CONTÍNUA: Agentes locais devem participar regularmente de treinamentos e simulações para a aplicação eficiente dos protocolos e medidas específicas de cada nível.

O plano define protocolos operacionais

Protocolo 1, para validação de Informações e emissão de alertas: define critérios, fontes confiáveis e fluxos para confirmação e comunicação de situações de risco.

Protocolo 2 , para suspensão e retomada de atividades: estabelece critérios objetivos e responsáveis pela decisão de interromper e retomar as atividades presenciais.

Protocolo 3, para não cômputo de faltas: garante proteção acadêmica e trabalhista aos membros da comunidade impedidos de comparecer por situação de risco.

Protocolo 4 , para primeiros socorros em eventos de violência: orienta procedimentos imediatos de atendimento a feridos e apoio psicológico em situações críticas.

Quem mais sofre com a violência?

Na apresentação, o professor pondera sobre a importância da medida: “A Política é, fundamentalmente, um instrumento de justiça social e garantia do direito à educação. Seu design foi orientado pela seguinte premissa: o risco de violência urbana não é igualmente distribuído, e, portanto, a resposta institucional não pode ser indiferente a essas assimetrias”, informa.

E aponta que, estudantes e terceirizados de baixa renda que dependem de transporte público para acessar campi em territórios vulneráveis comumente são os mais afetados por suspensões, confrontos e barreiras físicas. “A violência urbana é, para muitos, uma ameaça cotidiana à continuidade de sua trajetória acadêmica e laboral”, conclui o documento.

TAE em defesa dos trabalhadores

Representantes da bancada técnico administrativa apontaram a importância da Reitoria defender politicamente o incremento dos quadros de vigilância patrimonial da UFRJ diante das demandas, inclusive perante a Associação dos Dirigentes das Ifes (Andifes) e também de atentar para a situação de fragilidade dos trabalhadores terceirizados também submetidos ao perigo no percurso em situações de violência urbana.

Estudantes lutam por acessibilidade

Representante do DCE Mario Prata, do Coletivo PCD e do CA da Escola de Comunicação , Felipe dos Anjos pediu a palavra para informar sobre o ato organizado pelo Centro Acadêmico, DCE e Coletivo com diversos estudantes na Escola em defesa dos direitos dos alunos com deficiência.

“Diante de anos de descaso e barreiras estruturais que expulsam nossos companheiros da universidade, nossa resposta é a mobilização!”, disseram os estudantes que organizaram um abaixo-assinado apresentado ao Consuni.

O estudantes mencionou graves problemas de acessibilidade na escola solicitou uma reunião com a Reitoria, a PR-7 e a Diretoria de Acessibilidade da UFRJ e a direção da ECO. O reitor Roberto Medronho se comprometeu com o agendamento da reunião.

Déficit previsto para 2026 é de 102,5 milhões

A situação orçamentária da UFRJ segue num cenário preocupante: há necessidade, para despesas e pendências, de R$ 426 milhões. Só que o orçamento para despesas de fato discricionárias é de R$ 323,5 milhões. Logo, o ano letivo começa com um déficit inicial previsto de R$ 102,5 milhões.

A proposta orçamentária que guiará a execução das despesas da UFRJ para o exercício de 2026 foi apresentada pela Pró-Reitoria de Planejamento, Desenvolvimento e Finanças (PR-3), Gisele Viana Pires na sessão do Conselho Universitário do dia 26.

O orçamento sofreu uma queda de 41% do que era há 11 anos, alerta a técnica administrativa Marta Batista, relatora do parecer que aprovou a proposta no Consuni.

As dificuldades em números

Segundo a Lei Orçamentária Anual de 2026, o Orçamento Total da UFRJ é de R$ 4.597.729.072,00, mas é dividido em Orçamento Obrigatório  (R$ 4.165.615.916,00, que inclui a folha servidores ativos, aposentados e pensionistas) o Orçamento Discricionário  de  R$ 410.981.446,00.

Aumento irrisório

Em 2025, o Orçamento Discricionário  foi de  R$ 406.165.048,00. A pró-reitora aponta para o aumento irrisório de apenas 1,9% (R$ 4.816.398,00).

Segundo conta, se o valor fosse corrigido desde 2012, deveria ser mais de R$800 milhões. Portanto, orçamento atual está “muito aquém da magnitude e do porte da UFRJ”, apontou.

De fato discricionário

Ainda assim, embora o termo discricionário refira-se ao que é deixado à critério o gestor, 14 das 17 rubricas já têm destino certo (como auxílio financeiro a estudantes, funcionamento da Educação Básica, reconstrução do Museu, capacitação de servidores). Apenas três, a pró-reitora chama de discricionárias de fato: despesas diversas de funcionamento (R$ 262.130.097) e despesas diversas de funcionamento com receitas próprias (R$61.332.109) , reestruturação e modernização das Ifes (R$50.000). O que soma pouco mais de R$ 323,5 milhões.

Conta não bate

Só que a despesa prevista para a UFRJ é R$ 389,0 milhões.

Para piorar, segundo a PR-3, há despesas pendentes: entre 2016 e 2024, de R$ 23,4 milhões e, de 2025, R$ 13,5 milhões.

Logo, a necessidade para cumprir as estas despesas e as pendências em 2026 é R$ 426,0 milhões

Se o orçamento destinado ao pagamento das despesas de fato discricionárias é de R$ 323,5 milhões, já há um déficit inicial previsto para 2026 é de R$ 102,5 milhões.

Despesas previstas, pendências e quanto há

Aporte Insuficiente

A professora relata que chega à PR-3, diariamente, solicitações das mais diversas e relevantes, mas pede “que tenhamos consciência de que começamos, sem dúvidas, negativos. Estamos em março e fico imaginando quando chegarmos a julho. Claro que isso é uma projeção”, disse ela comentando que a Secretaria de Educação Superior do MEC é sensível ao fato de que o aporte orçamentário é insuficiente. “A situação não é confortável. É difícil e é preciso unir forças para tentar compor isso de maneira célere e institucional”, alertou.

Museu: situação preocupante

Uma das rubricas destina para a reconstrução do Museu Nacional, atingido por um incêndio que destruiu o palácio em 2018, sofreu o decréscimo de 96,24%: foi e R$ R$ 13.309.356,00 em 2025 para R$ 500.000,00 em 2026. Para funcionamento do Museu, a queda também foi grande: 49,01%. Foi de R$ 980.631,00 em 2025 para R$ 500.000,00, em 2026.

Parecer reflete gravidade da situação

“O atual quadro orçamentário da UFRJ, assim como tem sido nos últimos anos, segue difícil e insuficiente para as demandas básicas da instituição. Comparando o orçamento discricionário do ano de 2015, que constava cerca de R$696 milhões e o orçamento discricionário previsto para 2026, no valor de cerca de R$410 milhões, observamos uma queda de cerca de R$290 milhões nos últimos 11 anos, representando um percentual de queda de 41%”, apontou o parecer da Comissão de Desenvolvimento apresentado pela relatora  Marta Batista.

Marta, que é representante  técnico-administrativa, lembrou diversos desafios que a universidade vem enfrentando em funcionamento, manutenção e investimentos. “Um estudo recente em nossa instituição indicou que 75% dos 154 prédios da UFRJ necessitam de obras de recuperação para continuar funcionando e o custo estimado das intervenções é de R$1 bilhão”, lembrou.

“Ao longo dos últimos anos esses valores destinados à UFRJ vêm sendo reduzidos sucessivamente, colocando a instituição centenária em uma crise orçamentária sem precedente, na qual encontra sérias dificuldades de honrar os seus compromissos com fornecedores e prestadores de serviços e, com isso, manter as suas atividades acadêmicas e administrativas em pleno funcionamento”, disse ela.

A servidora lembra que apesar de incremento de 8,81% nos programas de Auxílio Financeiro a Estudante, Acessibilidade na Educação Superior e Auxílio Financeiro a Estudante Estrangeiro, mas destaca a grande dimensão do corpo estudantil da UFRJ que demanda ainda maiores recursos.

 

A pró-reitora Gisele Pires (PR-3) apresenta a proposta orçamentária. A técnica administrativa Marta Batista, relatora, alerta para queda sucessiva de recursos

Esclarecimentos sobre o Reconhecimento de Saberes e Competências (RSC) foi o tema da roda de conversa realizada com as companheiras e companheiros do Centro Multidisciplinar UFRJ-Macaé, na quarta-feira, 24 de março, uma atividade pautada pelo Comando Local de Greve (CLG) e a Comissão Interna de Supervisão (CIS) da Carreira.

O que existe de legislação sobre o RSC? O que estabelece o projeto de lei que o governo sancionará nos próximos dias? E o que constará do decreto que regulamentará as diretrizes para a concessão do benefício aos técnicos administrativos em educação em todo o país, e como isso ocorrerá na UFRJ? Essas foram algumas das dúvidas dos presentes.

As coordenadoras Vânia Godinho, Rosemere Roza e Nivaldo Holmes, que coordena a CIS na UFRJ, e a integrante da CIS em  Macaé, Flávia Pereira Vieira, responderam a todas as perguntas.

Oficina para acesso ao Sei

Uma das reivindicações dos trabalhadores do Centro Multidisciplinar de Macaé foi a realização de uma oficina para que dominem o acesso ao Sei (serviços que permite o acompanhamento de processos eletrônicos na UFRJ, possibilitando a visualização dos seus andamentos e acesso à integra dos documentos).

Tão logo eles confirmem a melhor data e consigam local, o CLG/Sintufrj realizará a oficina.

“Eu participei do VI Encontro Regional Sudeste das Comissões Internas de Supervisão do PCCTAE, em Belo Horizonte, e foi um momento de formação, intercâmbio de experiências e  de muito aprendizado sobre o RSC, que agora começo a compartilhar com a categoria em Macaé”, pontuou Flávia Pereira Vieira.

Na quarta-feira, 25, a terceira reunião ampliada do Grupo de Trabalho sobre Carreira do Sintufrj (GT) e a Comissão Interna de Supervisão da Carreira (CIS), realizada na sede da entidade, definiu uma minuta de proposta de metodologia de trabalho para a comissão tripartite paritária que atuará na UFRJ para a concessão  do Reconhecimento de Saberes e Competências (RSC) para ser levada à Pró-Reitoria de Pessoal (PR-4).

A proposta de metodologia de trabalho aprovada na reunião unifica os modelos apresentados no IV Encontro Regional Sudeste das Comissões Internas de Supervisão (CIS) do Plano de Carreira dos Cargos Técnicos-Administrativos (PCCTAE), em Belo Horizonte, explicou a coordenadora do Sintufrj, Vânia Godinho. A comissão tripartite é paritária entre a CIS, a entidade sindical e a gestão de pessoas da instituição.

Vários setores envolvidos

Segundo a dirigente, que faz parte da CIS na UFRJ e participou do encontro em BH, a minuta de proposta envolve vários setores da universidade. “No dia 31 de março, vamos nos reunir com o Siarq (Sistema de Arquivos), mas também é importante nesse processo o Sei (Serviço que permite o acompanhamento de processos eletrônicos na UFRJ, possibilitando a visualização dos seus andamentos e acesso à integra dos documentos) e o SG-Tic (Superintendência Geral de Tecnologia da Informação e Comunicação) e a Sibi (Sistema de Bibliotecas e Informação), entre outros”, antecipou Vânia.

Francisco de Assis, coordenador-geral do Sintufrj, afirmou que foi “muito importante a unificação da CIS com o GT Carreira para antecipar passos do processo (de concessão do RSC à categoria) para apresentação à Reitoria e com a visão do movimento de como deve atuar a comissão tripartite paritária”. FOTO: RENAN SILVA

 

NA SALA DO SINDICATO, uma das reuniões de integrantes do GT Carreira (dia 17 de março),e da CIS nas quais discutem RSC