O cuidado com a saúde é uma prioridade que não pode esperar. Pensando nisso, o Sintufrj, em parceria com a Allcare, disponibiliza planos de saúde com benefícios especiais para seus sindicalizados, garantindo mais tranquilidade e bem-estar para você e sua família.

Entre as vantagens, destaque para a promoção válida entre 1º e 30 de setembro de 2025, que oferece 50% de desconto na primeira mensalidade dos planos.

Ampla rede de cobertura

Os planos contam com a qualidade de operadoras reconhecidas no mercado: Unimed Leste Fluminense, Hapvida NotreDame, Assim Saúde e Caberj Integral Saúde. Cada uma oferece opções personalizadas para atender às diferentes necessidades de servidores e suas famílias.

Como aderir

Para aproveitar os benefícios, basta entrar em contato diretamente com a Allcare e escolher o plano mais adequado ao seu perfil. Um time de consultores especializados está à disposição para esclarecer dúvidas e auxiliar em todo o processo de adesão.

Telefones: 3003-5404 | (11) 3003-5404

Saiba mais em: allcare.com.br

Parceira em saúde e cuidado

Com essa iniciativa, o Sintufrj reforça seu compromisso em oferecer serviços que impactam positivamente a vida dos trabalhadores em educação da UFRJ. “Nosso objetivo é proporcionar segurança e qualidade de vida. Cuidar da saúde é cuidar do futuro de cada servidor e de sua família”, destaca a direção da entidade.

“Eu não entendo como uma pessoa que enxerga o país à sua volta, vive suas desigualdades e sabe a causa das suas misérias pode não ser de esquerda. Ser de esquerda não é uma opção, é uma decorrência”. A frase de Luís Fernando Veríssimo circulou amplamente nas redes esta semana.

Foi uma das tiradas precisas do escritor em entrevista ao jornal Folha de São Paulo (reproduzida pela Revista Fórum  em 2020 com o título “”Ser de esquerda não é uma opção, é uma decorrência”,) sobre política.

Unanimidade na literatura nacional, “um gênio” e gigante”, como apontaram dramaturgos, escritores, chargistas, atores, o autor que morreu no dia 30 de agosto, aos 88 anos, em Porto Alegre,  por complicações em um quadro de pneumonia. Estava internado desde 11 de maio.

Conseguiu reunir caraterísticas como sofisticado e popular, como aponta a biografia da publicação “Veríssimas”: filho do romancista Erico Verissimo, e autor de best-sellers como O melhor das comédias da vida privada e As mentiras que os homens contam. Criador de tipos marcantes como a Velhinha de Taubaté, Ed Mort, O Analista de Bagé, Família Brasil e As Cobras, escreveu semanalmente para os jornais O Globo, O Estado de S. Paulo, Zero Hora e tem livros publicados em quinze países.

Amava música e tocava saxofone no grupo ‘Jazz 6’, quinteto formado em 1995, com cinco álbuns e que fazia show pelo país.

Defesa da democracia

Como lembra o Brasil de Fato, Veríssimo eternizou em crônicas, contos, tiras, quadrinhos e romances, sua crítica ao autoritarismo e à ditadura civil-militar.

Isso foi lembrado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ao prestar homenagem ao célebre escritor. Ao citar a criação de “personagens inesquecíveis”, como o Analista de Bagé, As Cobras e Ed Mort, Lula destacou que Verissimo “como poucos, soube usar a ironia para denunciar a ditadura e o autoritarismo; e defender a democracia”.

Tiras e tiradas

Na entrevista à Folha, Veríssimo falou, por exemplo,  sobre como um de seus personagens. o Analista de Bagé receberia Bolsonaro: com um joelhaço e que trataria certos aspectos no governo. “Envolveria tratamento com águas, lobotomias e talvez uma nova eleição. Séria, desta vez”.

E sobre o ódio nas redes sociais ” Prova do que eu sempre digo: o mundo não é mau, é só muito mal frequentado.”.

Veríssimas

Para se ter uma ideia da ironia fina de Veríssimo, veja a seguir, algumas das frases (e ilustrações) selecionadas para a antologia Veríssimas, garimpadas em livros, crônicas e entrevistas publicadas me veículos para os quais o escritor trabalhou, como Zero Hora, Playboy, Careta, Bundas, Veja, Folha de S.Paulo, O Estado de S. Paulo, O Globo, Jornal do Brasil e revista Domingo. Em alguns casos, as frases foram especialmente reescritas pelo autor para a edição.

Glossário

BARBÁRIE Engels disse que no fim a escolha seria sempre entre socialismo e barbárie. A barbárie nós sabemos como é, basta olhar em volta, resta redefinir o socialismo. (Cf. Capitalismo)

CARPE DIEM Viva todos os dias como se fosse o seu último. Um dia você acerta.

CLASSE O Brasil é formado por uma classe dominante e uma classe ludibriada.

ÚLTIMAS PALAVRAS Eu gostaria de ser lembrado como um cara decente. Um cara decente como foi meu pai, decente em todos os sentidos da palavra. E que, sei lá, tocava um blues respeitável.

Obras Icônicas

O Brasil de Fato reuniu quatro obras icônicas de Verissimo que enfrentaram o regime civil-militar e seu legado.

  1. A Velhinha de Taubaté

A Velhinha de Taubaté se tornou ícone nacional e foi criada em uma crônica em 1983, no período final da ditadura no país, durante a gestão de João Batista Figueiredo, o último presidente do regime.  A personagem era apresentada como “a última pessoa no Brasil que ainda acreditava no governo”.

A obra também era vista como uma homenagem divertida a Taubaté (SP), berço de nomes como Monteiro Lobato, Mazzaropi e Hebe.

  1. As Cobras

Luís Fernando Verissimo publicou entre 1975 e 1999 a tira As Cobras em jornais do país, principalmente em Zero Hora. As personagens principais são duas serpentes que discutem temas que vão desde política e futebol até a imensidão do universo.

Segundo o escritor, elas tinham nascido para traduzir através do desenho o que suas palavras estavam impedidas de dizer durante a censura da ditadura.

  1. O condomínio

Publicado em 1982, o conto “O condomínio”, de Luis Fernando Verissimo, conta a história de João, um ex-militante de esquerda que se muda para um luxuoso e recém-construído condomínio fechado e se depara com o homem que o torturou no elevador.

“O condomínio” ecoa os princípios de reconciliação nacional expressos na Lei da Anistia de 1979 em um momento em que o Brasil vivia a transição democrática.

  1. A mancha

Lançado em 2004, o conto “A mancha” integra a coleção “Vozes do golpe”, publicada pela Companhia das Letras. O conjunto de textos narra os últimos momentos do governo de João Goulart no Brasil e como foi ver surgir e viver a ditadura.

Na obra de Luis Fernando Verissimo, o protagonista Rogério, que foi torturado pelo regime de 64, volta do exílio após o fim da ditatura, e ao passar a trabalhar no ramo imobiliário, acaba visitando o prédio em que foi submetido a tortura.

“O conto é sobre a derrota de uma geração que apostou em mudanças, mas que foi engolida pelas forças conservadoras, pelos valores do capital. E por essa via a narrativa faz uma leitura primorosa da elite brasileira, inclusive, ou sobretudo, da que dá suporte ao bolsonarismo”, escreveu sobre “A mancha” o escritor e professor de literatura da Universidade Federal da Paraíba Rinaldo de Fernandes.

 

Outros personagens

  • Ed Mort. – personagem criado em 1979 como paródia das histórias norte-americanas de detetives, É um detetive particular trapalhão e sempre sem dinheiro, que se mete em todo o tipo de encrencas. Ele divide seu espaço – um escritório em Copacabana, que ele chama apenas de “escri” porque é muito pequeno – com cento e dezessete baratas e um rato albino chamado Voltaire. Suas dezessete histórias estão compiladas em livros como Ed Mort e Outras Histórias (1979). O personagem foi adaptado para os quadrinhos em tiras diárias desenhadas por Miguel Paiva, peça de teatro, especial de TV e para o cinema.
  • Analista de Bagé – sua publicação se iniciou em 1981, ganhando, além da literatura, versões em quadrinhos e no teatro. Publicado originalmente em forma de crônica, e editado em diversos jornais do país, o personagem representa um gaúcho, psicanalista supostamente freudiano de linha ortodoxa de palavras marcantes e ilustrativo da sabedoria popular do Rio Grande do Sul. “<ais ortodoxo que pomada Minancora“ ou que as “Pastilhas Valda”. Sua técnica do joelhaço, no entanto, é bastante heterodoxa, a depender do ponto de vista. Ela está baseada no princípio da dor maior, que faz com que se esqueça das dores “menores”.
  • Família Brasil –  Um pai trabalhador, uma mãe que é dona de casa, um filho adolescente, um neto pequeno e uma bebê de colo retratam o universo da família brasileira. Com eles, Verissimo retrata situações que quase todo mundo já viveu dentro de casa – desde problemas financeiros até dilemas da educação..
  • Dora Avante. – Dora Avante, ou Dorinha, critica as dondocas da alta sociedade, com suas ideias fúteis, a instabilidade de seus relacionamentos amorosos e a obsessão pela eterna juventude. É sempre apresentada como ravissante, um adjetivo francês bem característico das colunas sociais (em português, esfuziante). Só Deus e Pitanguy sabem quantos anos ela tem e ela confia na discrição dos dois.  Ela apoiou a eleição do Collor, mas foi dela a iniciativa das caras-pintadas contra o Collor, embora sua ideia original fosse pintar todo o corpo nu, não só a cara. [5]

 

Para conhecer mais

O Melhor das Comédias da Vida Privada (1994)

Na coletânea, Veríssimo reuniu crônicas com sobre o cotidiano brasileiro, reunindo seus personagens antológicos como Dr. Pompeu, a mulher do Silva e Regininha. Publicado pela editora Ponto de Leitura, a obra se tornou uma série televisiva em 1995, com direção Jorge Furtado e Guel Arraes, e contou com participações de Fernanda Torres, Marieta Severo e Andréa Beltrão.

Sexo na Cabeça (1999)

Com 45 crônicas, a seleção traz as histórias de Verissimo sobre um tema tão popular e que ‘vive na cabeça de todos’: sexo. É o quarto volume da série Verissimo, que relançou toda sua obra com revisão do autor.

As Mentiras que os Homens Contam  (2000)

A obra que chegou a ser leitura obrigatória do vestibular da Universidade Estadual do Rio de Janeiro, Verissimo reúne das mentiras mais brandas até as complexas que dizemos no dia a dia. Se tornou um dos livros mais vendidos de sua trajetória.

Os Espiões (2009)

Em “Os Espiões”, seu sexto romance, um editor se encanta pelos textos de uma mulher que assina como “Ariadne” – personagem da mitologia grega que ajuda Teseu a sair do labirinto. Nas mãos de Verissimo, Ariadne ganha novos contornos às avessas, e enfeitiça o protagonista e seus amigos de bar. Apesar de já ter escrito outras novelas, esta é a primeira obra escrita pelo autor gaúcho se ter sido ‘encomendada’, ao que Verissimo chamou de “primeiro romance puramente seu”.

Ato invoca o direito soberano de o país decidir o seu próprio destino num repúdio à interferência imperialista nos assuntos internos do país

Às vésperas do inédito julgamento pelo Supremo Tribunal Federal (STF) de tentativa de golpe de Estado por um ex-presidente, Jair Bolsonaro, e integrantes das Forças Armadas, mais de 170 entidades da sociedade civil promoveram um vigoroso ato unificado em defesa da soberania e da democracia. A mobilização no Clube de Engenharia do Brasil, no centro do Rio do Janeiro, reuniu mais de 500 pessoas e lotou os auditórios de cinco andares do prédio.

“Reunimo-nos aqui para afirmar, alto e claro, que o Brasil não aceita tutelas, não aceita imposições externas e não abrirá mão de seu direito soberano de decidir o próprio destino”, declarou na abertura do evento o presidente do Clube de Engenharia, Francis Bogossian. E finalizou: “A soberania não é bandeira de um partido ou governo. É bandeira do povo brasileiro. É dever de todos nós, sejamos trabalhadores, empresários, estudantes, militares, cientistas, artistas, erguer-se contra qualquer tentativa de submissão.”

O ato pela soberania nacional é uma resposta às interferências do presidente dos EUA, Donald Trump, que ameaçam a economia, a democracia e as instituições brasileiras, principalmente o Poder Judiciário, e sua tentativa de chantagem para livrar Bolsonaro da cadeia. Sem anistia para golpistas, a manutenção do mandato de deputado federal Glauber Braga (PSOL-RJ) e às ruas no 7 de setembro também foram pautas defendidas pelos participantes.

Segundo o presidente da CUT-Rio, Sandro Cezar, o ato foi uma demonstração de força da sociedade civil pela soberania, pela democracia e contra a impunidade.

“Esse ato foi histórico na defesa da soberania nacional. Estavam juntas entidades que sempre defenderam a democracia, a soberania nacional e o povo brasileiro, Esse ato se insere em um contexto importantíssimo para a história do Brasil, no momento que pela primeira vez os generais de exército e os golpistas serão levados aos tribunais para serem julgados. Todos os golpes do Brasil terminaram em pizza. Os torturados nunca foram honrados do Brasil. Os vitimados pela ditadura nunca foram respeitados. Desta vez será diferente. É simbólico o que vai acontecendo aqui no Brasil. É simbólico demais o que está acontecendo nesse momento”,  disse ao Jornal do Sintufrj, Sandro Cezar.

Sandro Cezar afirmou que o simbolismo do ato é ainda maior diante do tarifaço de Donald Trump numa tentativa de bloqueio econômico para interferir nos assuntos internos do Brasil e para interferir nas decisões da justiça brasileira. “Queremos nossas decisões respeitadas. É importantíssimo que a gente possa construir junto com todo o povo brasileiro um 7 de setembro pujante, forte, para que a gente possa demonstrar que o povo brasileiro está unido na defesa da soberania do Brasil e no direito do nosso povo”, sustentou.

Para o ex-ministro da Casa Civil, José Dirceu, o país pode se transformar num país soberano, democrático e justo, mas são necessárias uma revolução política e social e uma profunda reforma tributária e do sistema financeiro.

“O que amarra o Brasil é concentração de renda, juros altos e a estrutura tributária que expropria o povo. Vamos fazer uma revolução política e social se formos capazes de mudar o Congresso Nacional. E é preciso retomar as ruas, daí a importância do 7 de setembro e desse ato”, pontuou.

José Dirceu criticou as elites por não defenderem o país, afirmou que a família Bolsonaro, a extrema direita brasileira, governadores e setores do empresariado apoiam a intervenção americana porque objetivam destruir a democracia brasileira e submeter o Brasil.

Dirceu anunciou que em São Paulo as ruas serão tomadas no dia 7 e que em 15 de setembro será lançada uma ampla aliança como a do Rio de Janeiro, chamada Direito Já, com 300 entidades.

“É o começo de uma longa caminhada. Sem isso não há como sustentar a política de defesa do interesse nacional que o presidente Lula está aplicando corajosamente de articulação dos Brics, do Sul Global, do México, da Colômbia, do Uruguai, para se defender perante o império. Vamos as ruas e preparar o Brasil para derrotar a farsa da anistia e eleger um novo Congresso em 2026 para garantir nosso democracia e soberania”, conclamou.

Manifesto

Durante o ato foi lançado o “Manifesto pela Soberania Nacional – A soberania do Brasil não se negocia!”. O manifesto denuncia também as ações de Trump e a colaboração de brasileiros para o aprofundamento das sanções contra a economia brasileira e aos ministros do STF, caso das articulações do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-RJ) e seus aliados.

Entre as diversas entidades presentes estavam ABI, OAB, CUT, CTB, Sindicato dos Engenheiros, UNE, PT, PCdoB, PSB, PDT, PSOL, UFRJ, Uerj, Universidade Rural do Rio de Janeiro.

Ação permanente

Centrais Sindicais, sindicatos, associações, universidades públicas, movimentos sociais, acadêmicos, estudantes, artistas, organizações e partidos de esquerda, parlamentares, profissionais liberais e militantes estiveram presentes para apoiar a mobilização que se inicia com a instauração de uma Assembleia Permanente pela Soberania. O objetivo é estar vigilante e atuante até que cessem as agressões externas e sensibilizar a sociedade.

 Julgamento para a história

Bolsonaro será o primeiro presidente da história do Brasil a ser julgado por uma tentativa de golpe de Estado. Os cinco ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) – Alexandre de Moraes, Carmen Lúcia, Cristiano Zanin, Flávio Dino e Luiz Fux – , a partir de 2 de setembro, analisarão se o ex-presidente e outros sete auxiliares, entre eles militares, tramaram impedir a posse do presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva, para se manterem no poder.

O julgamento se refere ao núcleo crucial da trama golpista. Eles respondem por 5 crimes: tentativa de abolição violenta do Estado democrático de Direito; tentativa de golpe de Estado; participação em organização criminosa armada; dano qualificado; deterioração de patrimônio tombado. O relator do caso é o ministro Alexandre de Moraes. A condução das sessões caberá ao presidente do colegiado, ministro Cristiano Zanin. O julgamento está programado para ir até 12 de setembro.

A partir da denúncia do Procurador-Geral da República (PGR), Paulo Gonet, a ação penal também é um marco para os militares que nunca foram julgados por quaisquer crimes contra a democracia, vide 1964, e pode levar à prisão de integrantes das Forças Armadas.

Como disse a jornalista Míriam Leitão, em sua coluna, esse julgamento e suas consequências não são pouco coisa num país que carrega no seu DNA intervencionismo militar, golpes e tentativas de golpes, em que conspiradores e golpistas sempre contaram com a certeza da impunidade.

Réus

O núcleo crucial é formado por: Jair Bolsonaro, ex-presidente da República; Alexandre Ramagem, ex-diretor da Abin (Agência Brasileira de Inteligência) e hoje deputado federal; Almir Garnier, ex-comandante da Marinha; Anderson Torres, ex-ministro da Justiça; Augusto Heleno, ex-ministro do GSI (Gabinete de Segurança Institucional); Mauro Cid, ex-ajudante de ordens da Presidência; Paulo Sérgio Nogueira, ex-ministro da Defesa; Walter Braga Netto, ex-ministro da Casa Civil.
No caso de Ramagem, parte das acusações foi suspensa por causa de seu mandato. Os crimes ligados a dano ao patrimônio público e tombado só poderão ser julgados quando ele deixar a Câmara.

A UFRJ realizou audiência pública para dar detalhes e colher sugestões ao processo de alienação de 11 unidades pertencentes à universidade no edifício Ventura Corporate Towers na avenida República do Chile, 330, no Centro, endereço nobre, do complexo corporativo com duas torres de 34 andares cada, com classificação “Triple A”, que indica alta qualidade e localização superior.

A audiência – transmitida pelo Youtube –, cumpre etapa recomendável do processo de licitação que acontecerá em breve, segundo o cronograma exposto na audiência: em setembro, publicação do edital da alienação; em outubro, o leilão.  Entre novembro e dezembro, prazo para recurso e comunicação dos locatários para que exerçam ou não o direito de preferência. Entre dezembro e janeiro, formalização do vencedor com assinatura do contrato.

A alienação das 11 unidades do Ventura, aprovada pelo Conselho Universitário em agosto de 2024, faz parte do projeto de valorização de ativos para captação de recursos, e tem como finalidade uma permuta: a área total de 16.663 metros quadrados dos andares da UFRJ, em troca de construção de novas instalações. Entre as quais:

Salas de aula no Centro de Ciências da Saúde (CCS), na Escola de Educação Física; restaurante universitário na Faculdade de Letras e em Macaé; finalização do edifício Fronteiras, no CCS; do edifício do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (CFCH) e do Centro de Ciência Jurídicas e Econômica (CCJE) no Fundão; do Instituto de Matemática e do de Química, do Centro de Ciências Humanas e da Natureza; um novo edifício da Escola de Música e o edifício B da EM (Centro de Letras e Artes).

UFRJ precisa é de orçamento

Diante da escassez de orçamento, defende a Reitoria, a transação seria um caminho para investimento na infraestrutura acadêmica e em obras pendentes. Mesmo assim, o assunto foi controverso na sessão do Consuni que acabou por aprovar a inciativa, em agosto de 2024. Os trabalhadores técnicos-administrativos haviam definido em assembleia geral sua posição: a luta é por recomposição orçamentária da universidade –, uma das bandeiras da greve de 113 dias da categoria.  A preocupação geral é de que a esqualidez financeira conduza os gestores a buscar cada vez mais saídas na lógica do setor privado.

“A negociação das salas do Ventura, é mais uma das soluções “criativas”, quando, na verdade o que a instituição precisa é de orçamento público e não de ter que se desfazer de seu patrimônio para poder concluir as obras. Não podemos perder a perspectiva da recomposição orçamentária”, criticou o Sintufrj à época.

JMM está fora

“Acho que vai acontecer do jeito que está previsto e acho que a expectativa do reitor é que isso, dando certo, seja modelo para outros processos do gênero”, comentou o estudante Gabriel da Silveira, do Centro Acadêmico da Escola de Belas Artes. Ele questionou, na audiência, como se formou a lista das prioridades. O prédio em que estuda, o Jorge Machado Moreira, é o que mais precisa de reparos e que demandaria mais gastos, segundo levantamento do Escritório Técnico Universitário.

“Eles responderam que (a proposta) passou por todas as instâncias. Mas o JMM tem risco de pegar fogo e de se perder um acervo histórico. Por que (priorizar) salas de aulas e laboratórios em um prédio e não em outro?”, questionou.

Audiência defende solução

Flavio Papelbaum, chefe do Departamento de Soluções Imobiliárias do BNDES, explicou que o projeto representa R$ 251 milhões de reais. Que é uma compra e venda que conjuga a obrigação de se fazer obras de contrapartida propostas pela universidade.  Disse ainda que a escritura de compra e venda só seria celebrada na entrega das obras e, em caso de inadimplência, haveria multas e sanções.

Valores e prazos

Fonte: documentação disponível na página de anúncio da audiência pública

“Em nenhum país do mundo houve produção científica sem investimento na infraestrutura e em pessoal. Ciência não se acha no supermercado. É produzida nos laboratórios por pessoas que promovem conhecimento científico”, disse na audiência o pró-reitor, Fernando Peregrino.

Ele comentou o que foi apontado pelo estudante, sobre a assimetria dos investimentos, explicando que as prioridades estiveram em pauta em várias reuniões e colegiados na universidade.

E chamou atenção para o notório subfinanciamento no orçamento de capital (como nas demais universidades públicas), especialmente as federais, com queda de recursos para investimentos em infraestrutura, por exemplo. Isso somado ao fato de que os 11 andares elevam despesa da UFRJ, por exemplo, com condomínio. Ele acrescenta: “Não estamos dando nada para ninguém, estramos trocando por investimento”.

Ato Campinho fica!
Movimento UFRJ não esta a venda.
Rio, 02/02/23

 

 

Presidente nacional da CUT afirma que, desde a sua fundação, a Central tem sido um alicerce na construção da democracia, com direitos, empregos, igualdade e justiça social comprometida com a classe trabalhadora

No dia em que a Central Única dos Trabalhadores e das Trabalhadoras completa 42 anos de fundação, o presidente nacional Sérgio Nobre destaca e homenageia o que a CUT tem, segundo ele, de mais precioso: os seus sindicatos de base, que se tornaram referência nacional e internacional de resistência, luta e conquistas, mudando a vida da classe trabalhadora brasileira. “Os nossos sindicatos fizeram da CUT uma referência de combatividade e de compromisso de classe no Brasil e no mundo, afirma Sérgio Nobre.

“Desde a sua fundação, em 28 de agosto de 1983, a nossa Central tem sido um alicerce na construção da democracia, com direitos, empregos, igualdade e justiça social no nosso país”, diz. Sérgio Nobre destaca, também, que nesses 42 anos, a CUT faz a defesa intransigente dos interesses da classe trabalhadora e de todo o povo brasileiro e que essa defesa fez de sindicatos de base exemplo e ponto de apoio a todos os trabalhadores e trabalhadoras no território onde atuam.

Sérgio Nobre garante: “seguiremos assim, fortalecidos e nos reinventando diante das mudanças sem precedentes no mundo do trabalho, que levaram a CUT a tarefa de representar e defender a inclusão e os direitos de milhões de brasileiros e brasileiras que seguem à margem da legislação trabalhista, sem carteira assinada e precarizados”.

“É o que nossas estaduais, nossos ramos e sindicatos estão fazendo no Brasil inteiro:  lutar por toda a classe trabalhadora, não somente pelos trabalhadores que são formais, com carteira assinada”, complementa o presidente nacional da CUT.

Sergio Nobre destaca que, mesmo com toda a perseguição e ataques que a CUT e a organização sindical enfrentaram a partir do golpe de 2016 – resistindo aos governos de Michel Temer e aos retrocessos impostos por Jair Bolsonaro -, a Central manteve a disposição de ação e de luta. Mobilizada e unindo o movimento sindical e popular para defender e restabelecer a democracia tão atacada na gestão caótica do agora ex-presidente réu e inelegível.

“Resistimos e vencemos a pandemia. Derrotamos nas urnas a extrema-direita e reelegemos Lula presidente pela terceira vez, e vamos reelegê-la novamente em 2026”, conclamou o presidente nacional da CUT.

Sérgio Nobre aponta, porém, que os desafios seguem gigantescos e se tornarão ainda maiores no próximo período rumo as eleições no ano que vem. “Por isso, temos de preparar e animar a nossa militância para as nossas lutas prioritárias”. São elas: combater e impedir a pejotização irrestrita, aprovar a isenção de imposto de renda para quem ganha até R$ 5 mil mensais, a taxação dos super-ricos e o fim da escala seis por um.  Para isso, segundo avalia Sérgio Nobre, é essencial fortalecer as negociações coletivas e o sindicato cidadão, “que é uma marca da nossa central”, ir além do local de trabalho, estar na comunidade, nos bairros

O dirigente soma à pauta histórica e atual da CUT a defesa da soberania nacional, que, destaca ele,  vem sendo atacada sistematicamente pelo presidente dos Estados Unidos, “que está usando uma chantagem criminosa para taxar as exportações brasileiras, colocando em risco empresas e empregos no Brasil”.

Ao falar da importância da CUT para a classe trabalhadora, a democracia e a soberania brasileira nesses 42 anos da Central, Sérgio Nobre, convoca à luta. “Iremos às ruas no próximo dia 7 de setembro em todo o país para defender a nossa pauta e a soberania nacional”.

O objetivo, afirma o presidente, é mostrar que a CUT, os movimentos sindical e popular, são o alicerce da democracia e que não há democracia sem sindicatos fortes. “Até lá, nossa tarefa é impulsionar a participação do povo no plebiscito popular, que tem contribuído, em muito, para dar visibilidade as pautas prementes da classe trabalhadora e para mostrar a toda a população quem realmente defende o Brasil”.

2026 DE LUTA

O presidente nacional da CUT destacou que 2026 já está em curso, pois a extrema-direita segue usando todas as armas espúrias e mentiras para retomar o poder na República e ampliar sua bancada no Congresso Nacional e governos estaduais. “Nossa tarefa é animar nossas bases, a nossa militância em todo o Brasil para consolidar nossas vitórias, avançar ainda mais para que o país siga no rumo que está, de uma nação democrática, soberana, com direitos, empregos decentes, renda e desenvolvimento sustentável”.

E destaca: “a CUT seguirá como fez nesses 42 anos, promovendo a solidariedade de classe, presente na luta por melhores salários, melhores condições de trabalho, contra as injustiças sociais, pela afirmação da igualdade contra todo tipo de discriminação em defesa dos direitos humanos, contra o autoritarismo, o fascismo e atuando pela construção de uma sociedade verdadeiramente democrática, justa, humana e plena de direitos”.

O presidente nacional da CUT fez questão de ressaltar a grandeza do trabalho das dirigentes e dos dirigentes de todos os entes da Central e parabenizar, especialmente, os milhões de militantes anônimos e anônimas, que, nos locais de trabalho, nas ruas, em todo os territórios do Brasil, participaram das mobilizações “e são os grandes responsáveis por nossa bela história de luta da nossa central.

“Viva a classe trabalhadora, viva a CUT em seus 42 anos de luta”, finaliza Sérgio Nobre.

 

Este foi o tema do evento realizado na quinta-feira, 28, no Centro de Referência para Mulheres Suely Souza de Almeida, na UFRJ, organizado pelo Coletivo de Mulheres do Centro de Tecnologia (CT), Coletivo de Mulheres da Psicologia e da Física e pelos  Centros Acadêmicos de Engenharia, Farmácia, Química e  Biblioteconomia. Constaram da programação debates e diálogos, oficina de cartazes e ato de conscientização na Faculdade de Letras.

Fizeram parte da mesa a deputada estadual Dani Balbi (PCdoB-RJ), a vereadora Thais Ferreira (Psol-RJ), a coordenadora de Aposentados e Pensionistas do Sintufrj, Marli Rodrigues, Marianna Zattar, pesquisadora da Fiocruz e professora associada da UFRJ e Luciane Beckman, coordenadora da Rede Medeia Info. Os diálogos foram mediados pelas lideranças estudantis Rafaela Moreira, do Centro Acadêmico de Engenharias da Uerg, Ana Carolina Costa, do Centro Acadêmico da Gestão Mariza Russo e Ágora de Biblioteconomia da UFRJ.

Experiências socializadas

“Foram vários relatos, diálogos francos e acolhedores”, resumiu a dirigente do Sintufrj. “Minha missão foi contar sobre a luta em defesa da Casa de Acolhimento Almerinda Gama, no Centro do Rio, sob ameaça de ser tomada pelo governador Claudio Castro. Pela manhã participei de um ato de resistência organizado pelo Coletivo Olga Benário. Dani Balbi se comprometeu a nos ajudar”, acrescentou Marli Rodrigues.

“Cuidado e Orgulho” foi o tema do evento realizado nesta quinta-feira, 28, em auditório da Coppe, para discutir sobre saúde, prevenção e pertencimento da população LGBTQIAPNb+ na UFRJ. A iniciativa da Diretoria de Gênero e Pertencimento, da Superintendência-Geral de Ações Afirmativas, Diversidade e Acessibilidade (Sgaada), reuniu os especialistas Gab Van (homem trans e ativista), Nilson Junior (DiversiLiga), Guilherme Jacques (Rio Sem LGBTfobia), Helena Gonçalves (Liga de Enfermagem em Saúde da População Negra da UFRJ), Weni (Coletivo Trans da UFRJ) e Leandro Duarte (CTA/Hessfa/UFRJ). O debate foi mediado por Cecília Izidóro, do Departamento de Enfermagem da Escola Anna Nery.

“Foi um espaço de diálogo que reafirmou a necessidade de fortalecer a formação profissional e as práticas de saúde que respeitem a diversidade, destacando que saúde e dignidade devem caminhar juntas”, definiu o organizador do evento, Marcio Neves. “Durante as falas foram levantadas questões centrais, como a invisibilidade do corpo trans no sistema de saúde, que ainda dificulta o acesso a atendimentos básicos e especializados, e o despreparo de profissionais de saúde para lidar com as especificidades da comunidade LGBTQIAPNb+, o que resulta em barreiras de acolhimento e desigualdades no cuidado”, acrescentou o integrante da Diretoria de Gênero e Pertencimento (FOTO RENAN SILVA)

Os alunos do Curso de Medicina da UFRJ em Macaé promoveram manifestação na tarde desta terça-feira, 26,  para denunciar a situação do curso e exigir providências da Reitoria da UFRJ.

O curso enfrenta graves dificuldades estruturais, falta de professores e preceptores e ausência de campos práticos suficientes. Essas condições comprometem não apenas a formação dos futuros médicos, são 360 alunos, mas também a qualidade da assistência prestada à população.

O estudante do 7º período de Medicina, Manuel Jorge Couto, afirma que os alunos querem que a Reitoria da UFRJ possa atender a demanda do Curso de Macaé como atendem ao curso do campus do Fundão.

“Nossas demandas precisam ser atendidas, assim como são as do Rio (campus do Fundão). Nosso principal problema é a falta professores em áreas específicas. Estamos sem professores de dermatologia, reumatologia e doenças infecto parasitárias. E nessas duas últimas cadeiras,  estamos há três anos sem professores efetivos”, revela Manuel.

O estudante informa também que estão sendo prejudicados na prática médica por não terem campos práticos suficientes para treinar e exercitar aquilo que foi aprendido na faculdade.  E não têm preceptores suficientes, aquele professor que está no hospital e acompanha o aluno em seu treinamento.

“Infelizmente estamos com essa insuficiência e defasados no internato nos últimos dois anos”, lamenta.

Manuel informa que a Reitoria itinerante esteve em Macaé em julho, prometeu providências e tudo continua na mesma.

“Queremos professor. Seja concursado ou não. Que a Reitoria supra a necessidade de professores no corpo docente de Macaé independente de processo seletivo”, defende o estudante.

Ato

O Centro Acadêmico de Medicina 2 de Abril, em colaboração com o DCE Mário Prata, em sua página no Instagram, convocou todos os estudantes, profissionais de saúde e a população macaense para se unirem na luta contra o sucateamento da formação dos alunos da Medicina e do SUS em Macaé, chamando para o ato de terça-feira.

“Hoje, estudantes se unem para denunciar o descaso com a nossa formação:

. Falta crônica de professores

. Déficit de preceptores no internato

. Infraestrutura precária que limita ensino e pesquisa

Estamos aqui para dizer que a medicina de qualidade precisa existir também em Macaé!

A luta pela formação médica é a luta pela saúde pública!

Sucatear a educação médica é sucatear a saúde do povo! Não aceitaremos que a saúde e a formação médica sejam    negligenciadas. Venha somar nessa luta. Só com mobilização vamos garantir uma formação digna e uma saúde pública de qualidade para Macaé e para todo o Brasil.”

O GT Saúde desta quarta-feira, 27 de agosto, em sua reunião híbrida, trouxe o engenheiro de segurança do trabalho que assessora o Sintufrj, Rafael Boher, para explicar sobre os adicionais ocupacionais de insalubridade e periculosidade, um direito que mexe com a saúde e com o bolso do servidor.

“É preciso destacar que os adicionais de insalubridade e de periculosidade são frutos de muita luta, de lutas históricas dos sindicatos e dos trabalhadores por condições dignas de trabalho  e pela reparação dos riscos à saúde e à vida”, ressaltou Rafael a fazer um histórico da origem dos adicionais cujo direito foi instituído com a CLT, em 1940, e ratificado na Constituição em 1988.

“O adicional não é um benefício. É um direito. É uma compensação financeira ao trabalhador exposto a algum risco”, destacou.

Ele explicou que os adicionais são baseados na Constituição e em Normas Regulamentadoras. Para os servidores regidos pelo RJU há uma série de exigências de regulamento diferente dos trabalhadores celetistas. Para o servidor o direito ao adicional se caracteriza através de laudo e pago em graus leve (10%), médio (20%) e grave (40%). Esse laudo tem validade determinada, podendo ser revisto a qualquer tempo, especialmente em caso de mudança nas condições de trabalho, estrutura física, processos ou equipamentos.

Rafael ressaltou que o objetivo do sindicato é voltado para a saúde do servidor com a melhora dos ambientes de trabalho, alertando para os servidores não se preocuparem especificamente com a questão financeira concentrando-se apenas no pagamento dos adicionais.

“Embora o sindicato lute pelo direito aos percentuais, a preservação da saúde do servidor é o nosso principal objetivo”, observou.

Mas como em muitos locais não há melhoria das condições de trabalho e a exposição ao risco é uma realidade é necessário que haja avaliações técnicas. São essas avaliações que o sindicato vem realizando e exigindo da UFRJ que faça o mesmo, embora a Coordenação de Políticas de Saúde do Trabalhador (CPST) não tenha estrutura.

“De três anos para cá o processo de insalubridade na UFRJ tem sido muito lento devido a mudanças de gestão e problemas na CPST”, disse Rafael. Hoje a coordenação tem apenas três engenheiros de segurança do trabalho para fazer perícia, isso para toda a universidade. “A CPST é responsável por 16 mil servidores. Só no Centro de Ciências da Saúde (CCS) tem 154 laboratórios. É humanamente impossível”, completou.

A CPST, divisão que vem numa crise crônica já a alguns anos, motivou opiniões na reunião. A coordenadora de Administração e Finanças do Sintufrj, Laura Gomes, conhecedora da saúde na UFRJ, explicou a situação da CPST e afirmou que o sindicato almeja a melhora do setor.

“Queremos que ela seja atuante e faça o seu papel que é o serviço de segurança do trabalho e prevenção da saúde dos funcionários. Queremos sua melhora”, sustentou.

Conquistas

Segundo Rafael, o sindicato prioriza esgotar as vias administrativas antes de recorrer à justiça, e isso tem sido mais eficaz. Nos últimos anos o sindicato conseguiu que 100 companheiros do HUCFF tivessem sua insalubridade reconhecida. E nos últimos cinco anos conquistou o reconhecimento aos percentuais ocupacionais de 4.887 servidores, revertendo ainda 43 cortes de adicionais no Museu Nacional de um total de 47.

Confiança

Ao final da reunião, a coordenadora Laura Gomes, pediu que os servidores que tiverem dúvidas sobre os adicionais e ou problemas em relação ao seu ambiente de trabalho que procurem o Sintufrj e o Rafael.

Rafael Boher corroborou. Ele registrou:

“Quando o risco é ignorado, o adoecimento é certo. Quando o direito é negado, a injustiça é normatizada.

Por isso:

Denuncie exposições indevidas ou omissões de avaliação.

Exija transparência nos laudos e decisões administrativas.

Confie na força do conhecimento técnico.

Apoie e fortaleça o sindicato – a sua defesa começa aqui.”

Respeito

Laura Gomes chamou ainda a atenção sobre o respeito nos locais de trabalho e passou um vídeo de cinco minutos revelando o bullying numa obra. O operário discriminado fez um discurso de agradecimento e contou a dificuldade de sua vida que acabou emocionando seus colegas.

“Fiz questão de mostrar esse episódio para refletirmos. Termos mais respeito pelo outro, pensar duas vezes antes de falar ou fazer uma brincadeira de mau gosto, porque não sabemos o que se passa com o nosso colega de trabalho”, afirmou. (FOTO: RENAN SILVA)

RAFAEL expõe acerca de insalubridade e periculosidade