Convocado por Ancelotti, atacante passou de trabalhador de campanha eleitoral a símbolo de ascensão social

POR MÍDIA NINJA

Em 2022, enquanto milhões de brasileiros acompanhavam a Copa do Mundo do Catar pela televisão, um adolescente de 16 anos se dividia entre jogar pela base do Vasco da Gama e passar o dia distribuindo santinhos em uma campanha eleitoral nas ruas do Rio de Janeiro e recebia R$ 400 por diária de trabalho. Quatro anos depois, aquele mesmo jovem embarcou para defender a Seleção Brasileira em uma Copa do Mundo. O nome dele é Rayan.

Mas a história da joia brasileira vai além da ascensão social e ajuda a contar sobre um país onde milhares de jovens precisam trabalhar cedo para complementar a renda familiar, mesmo enquanto perseguem sonhos que parecem distantes. É nesse cenário que o futebol continua sendo uma das poucas ferramentas capazes de romper barreiras sociais em larga escala.

A BASE DE UM SONHO

Nascido em 2006, no Rio de Janeiro, Rayan chegou ao Vasco ainda criança. Filho do ex-zagueiro Valkmar, também formado em São Januário, cresceu convivendo com o futebol como possibilidade e herança.

Nas categorias de base, acumulou números impressionantes e rapidamente passou a ser tratado como uma das maiores promessas do clube.

Em janeiro de 2023, estreou pelo time principal do Vasco aos 16 anos, tornando-se o atleta mais jovem a entrar em campo pelo clube neste século. Meses depois, marcou seu primeiro gol entre os profissionais e entrou novamente para a história vascaína como o mais jovem artilheiro da temporada.

ENTRE O TRABALHO E O FUTEBOL

A história dos santinhos chamou atenção porque desmonta uma imagem frequentemente construída sobre jovens atletas.

Nem toda promessa vive cercada por empresários, contratos milionários ou estabilidade financeira. Em muitos casos, os jogadores ainda enfrentam as mesmas dificuldades que milhões de brasileiros da mesma idade.

A imagem de Rayan distribuindo material de campanha eleitoral evidencia justamente isso: antes dos holofotes, havia um adolescente tentando ganhar dinheiro, e talvez seja esse detalhe que torne sua história tão poderosa.

O ANO EM QUE MUDOU TUDO

A explosão definitiva aconteceu em 2025. Sob o comando de Fernando Diniz, Rayan ganhou sequência, confiança e protagonismo. O atacante se transformou em um dos principais nomes do Vasco, marcou 20 gols na temporada e conduziu o clube até a final da Copa do Brasil.

Aquele garoto que trabalhava nas ruas em 2022 agora era cantado pelas arquibancadas, e virou símbolo de uma geração vascaína que voltou a sonhar.

DA COLINA PARA O MUNDO

O desempenho chamou atenção da Europa. Em janeiro de 2026, o Bournemouth, da Inglaterra, anunciou sua contratação em uma negociação de cerca de 35 milhões de euros, tornando-se a maior venda da história do Vasco. A adaptação foi rápida e o jovem atacante passou a ser apontado como uma das revelações brasileiras da temporada europeia.

Em março, o atacante foi convocado pela primeira vez por Carlo Ancelotti para defender a Seleção Brasileira. Sua passagem pela equipe nacional rendeu a convocação para o Mundial pouco tempo depois.

A presença de Rayan nesta Copa do Mundo carrega significados que ultrapassam as quatro linhas. Representa jovens que conciliam trabalho, estudo e sonhos; famílias que apostam tudo em uma oportunidade; territórios que seguem produzindo talentos mesmo diante da desigualdade.

E representa uma verdade frequentemente esquecida quando a bola começa a rolar: antes de serem estrelas, muitos jogadores eram apenas adolescentes tentando encontrar seu lugar no mundo.

A Copa é feita de histórias e poucas resumem tão bem o Brasil de 2026 quanto a de Rayan: um garoto que distribuía santinhos nas ruas do Rio de Janeiro e que agora carrega nas costas a esperança de um país inteiro.

 

 

 

Integrantes do Comando Local de Greve e coordenadores do Sintufrj entregaram às deputadas Benedita da Silva (Federal) e Elika Takimoto (Estadual), na oportunidade da presença de ambas na UFRJ para um debate sobre Ciência e Tecnologia, no dia 25, no CT. a pauta de reivindicações da categoria.

Os coordenadores Maria Lenilva e Nivaldo Holmes e Fernando, integrante do CLG, apresentaram às parlamentares o documento que continha também o ofício enviado pela Fasubra ao MEC, recebido pelas duas.

Ciência e Tecnologia para o desenvolvimento do Rio de Janeiro foi o tema do debate realizado no auditório E 212 do Centro de Tecnologia, do qual participou a professora da UFRJ e vereadora Tatiana Roque

Fotos: Renan Silva

 

 

 

. A não regulamentação até agora do RSC, cujo decreto está pronto só faltando a assinatura do presidente Lula, está elevando o tom das críticas da categoria ao governo

A assembleia simultânea do SINTUFRJ (Fundão, Praia Vermelha e Macaé), nesta quarta-feira, 24, aprovou a continuidade da greve e recrudesceu nas críticas ao governo por ainda não ter assinado o decreto regulamentando o Reconhecimento de Saberes e Competências (RSC).

“O que será que está impedindo a assinatura desse documento?”, questionam quase em uníssono os técnicos administrativos em educação da UFRJ. Uma preocupação que provavelmente é compartilhada pela categoria em todo o país.

Também foi apontado na assembleia que as tarefas represadas em consequência da greve sejam repostas por trabalho e não por extensão da carga horário.

Avaliação

As avaliações sobre o movimento grevista foram feitas à luz da leitura da resolução conjunta sobre a conjuntura (nacional e internacional) e do balanço do avanço obtido entre as pendências do acordo assinado em 2024, na atual greve, feita pelo Comando Nacional de Greve (CNG)/FASUBRA e enviado às bases.

Tudo indica que a saída unificada da greve depende do governo em relação ao RSC. Embora continue na mira da categoria as 30 horas para todos, sem redução salarial, entre outros itens do acordo não atendidas até o momento. A disposição manifestada é dar continuidade à luta pelo cumprimento integral do que foi assinado pelo governo, independente do fim do movimento agora.

Confira o calendário do Comando Local de Greve (CLG)/SINTUFRJ aprovado na assembleia:

Quinta-feira, 25/6

. 9h, ida à sessão do Conselho Universitário (Consuni) cobrar da Reitoria a aplicação da resolução que garante a aceleração para os aposentados e pensionistas, e o cumprimento de pontos da pauta interna entregue pelo SINTUFRJ.

. 14h, reunião on-line dos técnicos administrativos da UFRJ-Macaé para discutir as demandas locais. O link para participação será divulgado no grupo da categoria dos campi macaenses.

Terça-feira, 30/6

. Ato unificado dos CLGs em Niterói. Concentração em frente ao Hospital Universitário Antônio Pedro (HUAP). Importante: a princípio, a atividade está marcada para às14h, mas pode haver alteração. Isso porque nesse mesmo dia, sem horário e local ainda definidos, as Frentes Povo Sem Medo e Brasil Popular estão convocando para o Dia Nacional de Luta Contra a Escala 6 x 1.

A assembleia deliberou que caberá ao CLG/SINTUFRJ, na segunda-feira, 29, se houver necessidade e após consultar os demais CLGs, decidir pela alteração ou não do horário do ato em Niterói.

. O cadastramento ao Sistema Unificado de Administração Pública (Suap) foi um ponto de dúvida levantada na assembleia. O Suap e a nova ferramenta dos servidores das universidades federais de gestão de desenvolvimento, o que tem a ver com o PDI. Para esclarecer dúvidas a respeito, o ideal é acessar o e-mail: pgd@pr4.ufrj.br

Teatro – Ao final da assembleia, sob a direção de Roberta Mancuso, técnica administrativa da Faculdade de Educação e atriz, foi feita mais uma leitura de uma das cenas da peça teatral “Revolução na América do Sul”, pelos companheiros Ilem Moises e Maria Lenilva, coordenadores do SINTUFRJ, e Isabel Amaral, da Faculdade de Odontologia.

Fotos: Renan Silva

“Uma conta que não fecha”

Live do Sintufrj discute dificuldades financeiras da UFRJ

Não há orçamento suficiente. Já se sabe. Balanço recente da Pró-Reitoria de Planejamento Orçamento e Finanças sobre o orçamentário do orçamento discricionário demonstra que, na Lei Orçamentária Anual, para funcionamento, foram destinados R$324 milhões,  mas as despesas neste para tanto somam R$ 423 milhões. Faltam quase R$100 milhões para fechar essa conta.

Mas a universidade tem um déficit maior do que as contas mostram, um déficit de serviços, que atinge o cotidiano das pessoas. Segurança, limpeza, contas, manutenção etc., o que se agravou nos últimos dias.

Com o argumento de ajustar os gastos públicos às regras do arcabouço fiscal, no dia 29 de maio, o governo publicou um decreto que corta R$ 1,6 bilhão do MEC, parte de um bloqueio de R$ 23,6 bilhões no Orçamento da União.

Além disso o MEC informou aos reitores o fim das transferências semanais de recursos.

Para discutir o que aconteceu e seus reflexos na UFRJ e a origem real dos problemas de financiamento, os coordenadores do Sintufrj Sharon Stèfani e Francisco de Assis (geral) e Luciana Borges (Comunicação), receberam, como convidados o técnico-administrativo George Pereira, superintendente-Geral da Pró-Reitoria de Planejamento, Desenvolvimento e Finanças (PR-3), Paulo Lindesay,  coordenador da Auditoria Cidadã da Dívida do núcleo RJ e o técnico-administrativo e Roberto Gambine, diretor Adjunto de Administração do Instituto de Doenças do Tórax e ex-pró-reitor da PR-3.

O que aconteceu

Depois do decreto do dia 29, o Ministério da Educação comunicou aos reitores o fim das transferências semanais para custeio, que diz respeito aos contratos, entre os quais, serviços de limpeza, vigilância, manutenção e assistência estudantil.

Ou seja, não apenas bloqueou 1,6 bilhão em verbas discricionárias (o que impediria o ministério de executar livremente o recurso ao longo do ano) como interrompeu essa regularidade.

A situação chegou a tal ponto que, no dia 10, o reitor Roberto Medronho publicou um vídeo no Instagram da UFRJ, anunciando que, neste mês, a UFRJ teve reduzida a disponibilidade financeira de recursos repassados pelo governo federal e que, de forma emergencial, para garantir o pagamento dos contratos terceirizados, a Reitoria autorizou a utilização de recursos próprios da UFRJ depositados na Fundação Coppetec.

O que diz a PR-3?

George informou que não sabe se há relação entre a suspensão dos repasses semanais e o bloqueio de R$1,6 bilhão que, segundo o MEC, não afetaria a universidade.  Contou que há 7/12 avos do total do orçamentário (ou seja, autorização do governo para gastar), portanto, está garantido até julho (em agosto, não se sabe), mas o que não está sendo repassado é o financeiro (disponibilidade real de caixa).

“O que não tem é o recurso financeiro (o dinheiro)”, explicou, destacando que é algo completamente atípico. “Há anos que não sofremos isso”.

Tem orçamento (foram liberados 7/12 avos), anteriormente empenhado (feito a compra, por exemplo) agora é preciso pagar o que foi empenhado (ao credor) com recursos que o MEC não repassou.

“A rotina anterior é, com orçamento, a gente empenha e liquida (até sexta) e manda na segunda-feira. De regra, manda todo valor liquidado. Há um mês temos recebido muito pouco. Agora, essa semana (semana passada) recebemos só 20% do que estava liquidado. Dizem que está dependendo do Tesouro para repassar para a universidade”, resume George.

A consequência disso é que não se está conseguindo pagar os contratos. A situação está afetando contratos em geral, como os de limpeza, coleta, poda, manutenção básica e serviços terceirizados.

São muitos contratos, explicou o superintendente, e com os 20% que foram enviados pode-se avançar em alguns emergenciais, como das empresas de segurança Front e Angel.

A medida informada pelo reitor, segundo George, distensionou um pouco a situação que, ele espera, se normalize logo.

Situação dramática

George lembra que o orçamento discricionário (para manutenção do funcionamento) equivale hoje ao que era pago no período central do quadro e bate com o orçamento de 2012, quase uma década e meia atrás,

“É difícil manter o malabarismo com serviços essenciais e contas que todos os anos precisam ser reajustadas. As despesas crescem mas o orçamento se mantém o mesmo. Todo ano há reajustes nos contratos para manter o equilíbrio das contas, mas não no orçamento.

Dizem que R$400 milhões é muito. Mas a gente já cortou, ajustou o que tinha que ajustar. Não tem mais como cortar na pele. Se cortar, é no osso. A situação que enfrentamos ao longo dos anos é dramática mesmo”, ponderou.

Teto para políticas de Educação, não para dívida

Paulo Lindesay que, além de e coordenador da Auditoria Cidadã da Dívida, é da Executiva Nacional da ASSIBGE-SN, explicou como as limitações orçamentárias em função da Emenda Constitucional 95 e, depois, do arcabouço fiscal interferem nesta situação.

Segundo ele, há uma engenharia aplicada há alguns anos que leva  a limitação orçamentária para funções primárias do governo, mas não à Dívida Pública.

“Em 2016, a aprovação da Emenda Constitucional n.º 95, e em 2023, com a aprovação do novo arcabouço fiscal teve como principais objetivos garantir a sustentabilidade da dívida pública, em vez de garantir a qualidade das políticas públicas, que é a principal função do Estado. O Estado não foi pensado para agir como uma empresa para dar lucro, mas garantir políticas públicas a partir das arrecadações de receitas federais de impostos e taxas e outras receitas”, analisa

Além disso, segundo ele, há legislação que determina que todo superávit seja destinado ao pagamento da dívida pública, inclusive a diferença dos valores não executados.

Segundo ele é preciso uma auditoria cidadã, conforme define preceito constitucional, para garantir que esta não seja dedicada a garantir lucro dos banqueiros e outras corporações do setor financeiro.

 

Sangue da classe trabalhadora

Roberto Gambine

Gambine avaliou que a ponderação de Paulo – sobre a prioridade para a dívida pública e não para políticas públicas – é razão direta para o que explicou George sobre a situação que a UFRJ e demais instituições do serviço público estão sofrendo

Ele diz querer crer que a situação do financeiro da UFRJ neste momento é temporária e que se espera que seja regularizada em breve para que a universidade possa pagar seus compromissos.

Mas, sem orçamento de fato, não tem recursos para nada, não se consegue realizar política pública.

Ele lembrou que, quando o governo convocou as universidades para a política de expansão (Reuni) democratizando o acesso às universidades , estas fizeram expansão de fato, e o perfil dos estudantes mudou, mas o orçamento não acompanhou.

“A emenda constitucional (do teto de gastos) é algo escandaloso. Não pode gastar nada aqui, mas quanto à dívida pública, não! Tem compromisso com a dívida pública paga com o suor sangue e lágrimas do trabalhador brasileiro comprometendo metade do orçamento que essa nação produz”, destacou, ponderando que a questão tem que ser tratada com a dimensão que merece, entrar na ordem do dia do debate na instituição, com mobilização de toda comunidade para que isso possa ser enfrentado.

Urgente recomposição

Fotos: Renan Silva

Sharon, Luciana e Francisco

Sharon, que mediou o debate, destacou a relevância do trabalho da equipe da PR-3, mencionou a importância dos temas suscitados a partir do debate principal, segundo ele, pauta para ouras lives,  e lembrou a importância do movimento por mais recursos públicos : “Sem Educação o país não avança”.

“Diante de toda situação que vivemos no país, a recomposição  orçamentária, sem dúvida nenhuma é fator fundamental, caso contrário continuamos com o cobertor curto. Se não houver mudança do orçamento discricionário, sem aumento não tem investimento. É urgente a recomposição orçamentária”, concluiu Luciana.

Francisco, que ponderou sobre o sequestro do orçamento por parte do Congresso em benefício próprio, para emendas pix,  concluiu lembrando os desafios em ao eleitoral: “Transformação social se dá também na consciência do cidadão em não eleger parlamentares que representam a burguesia ao invés de defender o serviço público, com uma bancada que conta com apenas 130 parlamentares (que defendem políticas públicas) num congresso de 513 pessoas. O compromisso tem que ser mudar essa correção de forças no Congresso, para que possamos ter representante comprometidos com a busca de maior orçamento, a quem delegar nossos votos”.

A Fasubra e o Comando Nacional de Greve se encontram no aguardo da publicação da regulamentação do Reconhecimento de Saberes e Competências (RSC).
Até a tarde desta terça-feira não havia nenhuma informação oficial sobre a publicação.
E em mais uma ação para que o decreto saia e o governo cumpra integralmente o acordo de greve de 2024 uma comisão do Comando Nacional de Greve protocolou ofício na Andifes.

Nossa delegação nas atividades em Brasília

Dezesseis peças, entre protótipos de equipamentos e artefatos construídos pelos laboratórios da UFRJ para resolver problemas locais, entre 1970 e 2000, expõe como um tímido CPD aos poucos foi se transformando em um local de pesquisas votado para a evolução tecnológica do país. Na área de tecnologia da computação, a universidade também foi pioneira. A computação tem história? Tem, sim e muita!

A era dos computadores e sua e evolução nos séculos XX e XXI, e a decisiva participação da UFRJ nessa área para os brasileiros, estão à mostra no Museu da Computação do Instituto Tércio Pacitti de Aplicações e Pesquisas, inaugurado no dia 17 de junho, no corredor cultural do Centro de Ciências Matemáticas e da Natureza (CCMN), interligado ao Museu da Geodiversidade.

Investimento

O Museu da Computação é coordenador pela jornalista e assessora de comunicação do Núcleo de Computação Eletrônica (NCE), Ana Lúcia Rodrigues. Ela inspirou a concretização do projeto e teve o apoio e a colaboração da direção do instituto e de vários profissionais da unidade. A viabilização do projeto foi com recursos do CNPQ, cerca de R$ 400 mil de um edital de 2022. Foram três anos de muito trabalho, incluindo a restauração do espaço. As obras e montagem da exposição caminharam de acordo com a chegada do dinheiro.

“Há sonhos que nascem da imaginação de alguém e que resistem ao tempo, às transformações e aos desafios, porque encontram abrigo em uma comunidade que acredita neles”, registrou a diretora do instituto Angélica Fonseca Dias.

Segundo a coordenadora do museu, a intenção é preservar uma parte da história da informática brasileira, vista pela ótica da UFRJ e, em especial do NCE.

Na manhã desta sexta-feira, 19 de junho, o Sintufrj recebeu, em seu Espaço Cultural, a presença do diretor, dramaturgo e professor Julian Boal para uma atividade especial que reuniu servidores e participantes em torno da leitura coletiva da peça Revolução na América do Sul, de autoria de Augusto Boal.

Reconhecido internacionalmente, Augusto Boal foi um dos mais importantes dramaturgos brasileiros, criador do Teatro do Oprimido e um dos principais nomes do Teatro de Arena, movimentos que marcaram profundamente a história do teatro e da cultura brasileira ao promoverem a arte como instrumento de reflexão crítica e transformação social.

A atividade foi idealizada por Roberta Mancuso, do setor de Cultura da Faculdade de Educação, e proporcionou um rico espaço de diálogo, troca de experiências e construção coletiva. Realizada de forma participativa, a leitura em grupo da obra permitiu aos presentes revisitar temas que permanecem atuais e estreitamente ligados às lutas sociais e aos desafios enfrentados pela classe trabalhadora.

Em um contexto marcado pela greve da categoria, a dinâmica mostrou-se especialmente pertinente ao momento vivido pelo sindicato, reafirmando a importância da cultura, da formação crítica e da organização coletiva como elementos fundamentais para o fortalecimento da mobilização e da defesa dos direitos dos trabalhadores e da universidade pública.

A presença de Julian Boal, filho de Augusto Boal e também pesquisador e diretor teatral, conferiu ainda mais significado ao encontro, que se consolidou como um importante momento de reflexão política e cultural promovido pelo Sintufrj em parceria com a Faculdade de Educação. FOTO: RENAN SILVA

FILHO DE AUGUSTO BOAL, dramaturgo fundamental para o teatro brasileiro, Julian Boal, conduziu a leitura dramatizada de uma peça do seu pai como atividade da greve

Há quatro anos, a Casa Almerinda Gama de acolhimento de mulheres vítimas de violência funciona na Rua da Carioca, centro do Rio, organizada pelo Movimento de Mulheres Olga Benário. Agora, o governo estadual quer fechá-la.

Nesta quinta-feira, 18, foi realizado ato de protesto organizado pelo movimento com concentração no Largo do Machado e caminhada até o Palácio Guanabara. Lá foi protocolado um ofício com as solicitações do movimento numa atmosfera de indignação contra a medida autoritária e insensível do poder público . A manifestação fez parte também da atividade de greve dos técnico-administrativos da UFRJ.

O imóvel onde funciona a Casa estava abandonado há mais de 15 anos, sem cumprir nenhuma função social. No mês de maio houve uma decisão no processo de reintegração que determinou a desocupação do prédio pelo movimento no prazo de 30 dias, sem diálogo ou alternativa para as mulheres que estão abrigadas hoje na ocupação.

“A manifestação é para denunciar esse absurdo e pressionar pra que não haja despejo, assim como cobrar que o Governador dialogue com o movimento e concorde com o envio do processo para a comissão de solução de conflitos fundiários”, afirmou a advogada Monique Zuma, coordenadora nacional do Olga Benário e uma das coordenadoras da Casa Almerinda Gama.

“Esse é o terceiro ato que fazemos em defesa da nossa ocupação no último período, tendo sido os dois primeiros no TJ. Estamos construindo a campanha “Resiste Almerinda” divulgando muito esse absurdo e chamando as pessoas pra se somarem nessa luta e se organizarem no Movimento de Mulheres Olga Benário”, explicou Monique. FOTOS: RENAN SILVA

 

 

 

Mais um item do Termo de Acordo cumprido, conforme condicionantes apresentados pela FASUBRA: publicada no dia 17 pelo Ministério da Educação, a portaria 549 de 15 de junho, instituiu Grupo de Trabalho para de elaborar subsídios e propostas para o aprimoramento de mecanismos de participação e gestão democrática nas Instituições Federais de Ensino Superior.

O grupo tem caráter consultivo, no âmbito do MEC e deverá, diz a portaria, realizar diagnóstico sobre práticas e mecanismos de gestão, participação institucional e transparência nas Ifes, com vistas à identificação de desafios, limitações e oportunidades de melhoria; elaborar propostas voltadas ao aprimoramento das práticas institucionais de gestão, participação e transparência nas Ifes; e elaborar relatório final contendo diagnóstico, conclusões e propostas relacionadas ao objeto do GT.

O GT será composto por representantes do gabinete, diretorias e secretarias do MEC, do Andes-SN, Sinasefe, Proifes, Fasubra, Andifes, Conif, UNE, Ubes e ANPG. Terá duração de noventa dias, contados da data de designação de seus membros, e deverá encaminhar o relatório final de seus trabalhos à Secretaria Executiva do Ministério da Educação ao término de suas atividades.

Veja mais:

https://www.in.gov.br/en/web/dou/-/portaria-mec-n-549-de-15-de-junho-de-2026-712893698

QUI 18/06/26

10h – Ato em solidariedade ao Povo Boliviano – na Av Ruy Barbosa, no Flamengo, em frente ao consulado da Bolívia.

14h – Ato em defesa da Casa Almerinda Gama de acolhimento de mulheres vítimas de violência no Largo do Machado.

SEX 19/06/26

10h – Leitura dramatizada sobre a luta dos trabalhadores em greve – Ao lado do Espaço Saúde Sintufrj.

SEG 22/06/26

10h – Comando de Local de Greve – Espaço Cultural

14h – Reunião ampliada do GT Carreira – Espaço Cultural

TER 23/06/26

9h – Visita setorial Pró Reitorias

14h – Live sobre cortes no orçamento das universidades.

QUA 24/06/26

10h – Assembleia Geral Simultânea

QUI 25/06/26

9h – Conselho Universitário

TER – 30/06/26

14h – Ato unificado dos Comandos de Greve em Niterói.