Decisão impede supressão ou redução na remuneração e assegura a continuidade do pagamento da parcela aos servidores da universidade

A 11ª Vara Federal do Rio de Janeiro concedeu tutela de urgência em ação coletiva ajuizada pelo Sintufrj e garantiu a manutenção do Vencimento Básico Complementar (VBC) aos servidores da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). A decisão impede a supressão, redução ou absorção da parcela remuneratória, preservando a remuneração da categoria.

A medida foi adotada após a universidade iniciar procedimentos para implementação de determinações decorrentes de auditorias do Tribunal de Contas da União (TCU), que apontavam para a absorção da rubrica. Diante da possibilidade de redução remuneratória, o Sindicato ingressou com ação judicial para proteger os direitos dos servidores.

Ao analisar o pedido, a Justiça determinou que a UFRJ e a União Federal se abstenham de promover qualquer corte, redução ou absorção do Vencimento Básico Complementar, mantendo o pagamento integral da parcela nos mesmos moldes praticados até então. A decisão prevê, ainda, multa diária em caso de descumprimento e fixou prazo para comprovação das providências adotadas pela Administração.

Na ação, o Sintufrj demonstrou que a parcela vem sendo paga há muitos anos e que sua supressão comprometeria a segurança jurídica e a confiança legítima dos servidores. Também foi destacado que a medida contraria garantias previstas em acordo firmado com a categoria e em legislação recente que vedou expressamente a absorção do VBC em decorrência de reestruturações remuneratórias.

Na prática, a liminar afasta o risco imediato de redução salarial e assegura maior estabilidade financeira aos servidores da UFRJ, preservando verba de natureza alimentar que integra a remuneração da categoria há décadas.

Para a advogada, Aracéli Rodrigues, do Cassel Ruzzarin Advogados,  o entendimento reforça que alterações administrativas não podem desconsiderar situações consolidadas nem impor prejuízos financeiros sem observância das garantias legais e constitucionais.

Com a decisão, permanece assegurada a continuidade do pagamento do Vencimento Básico Complementar até nova deliberação judicial no processo.

A atmosfera da assembleia simultânea dos trabalhadores da UFRJ que votou pela continuidade greve na manhã/tarde desta quarta-feira (17) transcorreu de forma mais presente sob a expectativa de publicação do decreto que regulamenta o Reconhecimento de Saberes e Competências (RSC).

Esre clima se deu diante do comunicado feito na véspera pela coordenadora geral da Fasubra, Cristina Del Papa. A dirigente informou que uma reunião entre representantes do MEC, do MGI e da Casa Civil do governo resultou numa decisão importante: o decreto que regulamenta o RSC será assinado pelo presidente Lula sem mudanças.

Além da continuidade da greve, uma resolução importante já trabalha com o cenário pós assinatura do decreto.

PROPOSTAS APROVADAS:

  • Continuidade da Greve.
  • Reivindicar ao Comando Nacional de Greve que após publicação oficial do Decreto de Regulamentação do RSC seja realizada uma avaliação de conjuntura que fundamente o debate para discussão da continuidade ou não da greve, orientando as bases a expressar posição em rodada de assembleias.
  • Reforçar a necessidade de retomada do GT – LGBTQIAPN+ SINTUFRJ.

 CALENDÁRIO DE GREVE

QUI 18/06/26

10h – Ato em solidariedade ao Povo Boliviano – na Av Ruy Barbosa, no  Flamengo, em frente ao consulado da Bolívia.

14h – Ato em defesa da Casa Almerinda Gama de acolhimento de mulheres vítimas de violência no Largo do Machado.

SEX 19/06/26

10h – Leitura dramatizada sobre a luta dos trabalhadores em greve – Ao lado do Espaço Saúde Sintufrj.

SEG 22/06/26

10h – Comando de Local de Greve – Espaço Cultural

14h –  Reunião ampliada do GT Carreira – Espaço Cultural

TER 23/06/26

9h – Visita setorial Pró Reitorias

14h – Live sobre cortes no orçamento das universidades.

QUA 24/06/26

10h – Assembleia Geral Simultânea

QUI 25/06/26

9h – Conselho Universitário

TER – 30/06/26

14h – Ato unificado dos Comandos de Greve em Niterói.

TRABALHADORES REUNIDOS NO ESPAÇO CULTURAL votam continuidade da greve e outras resoluções da assembleia

A celebração dos 80 anos do Instituto de Nutrição Josué de Castro/INJC foi aberta nesta terça-feira (16) e se estende até esta quarta-feira (17). Hoje teve abertura do evento com o painel INJC – do passado ao futuro apresentado pelas professoras Elizabeth Accioly e Avany Fernandes. À tarde teve sessão solene da Congregação do Instituto com a presença do reitor Roberto Medronho e homenagens. Um dos homenageador foi o técnico-administrativo Djalma Cabral, aposentado, que trabalhou 32 anos no Instituto. Djalma – foi ovacionado ao fazer uma saudação em nome da unidade a todos os trabalhadores que passaram por lá. Fotos: RENAN SILVA

Veja matéria completa na edição 1477 do Jornal do Sintufrj

DJALMA. Saudação na celebração que reuniu a direção do Instituto, o reitor Medronho e outros dirigentes da UFRJ

 

Notícia Urgente: a coordenadora-geral da Fasubra, Cristina Del Papa, acaba de informar que uma reunião entre representantes do MEC, MGI e Casa Civil do governo terminou em acordo para não haver qualquer alteração no texto do RSC – e que o momento agora é de aguardar o retorno do presidente Lula da reunião do G7 ao país para assinatura do decreto que regulamenta a concessão do incentivo.

Veja o vídeo no Instagram da Fasubra clicando no link abaixo:

https://www.instagram.com/p/DZqBoApTvgV/?hl=pt

O momento da greve: avanços e demandas

A greve dos trabalhadores Técnicos-administrativos em Educação já passa dos 90 dias. Na UFRJ foi iniciada no dia 9 de março, aprovada numa assembleia com participação de mais de 700 pessoas, no momento em que já haviam entrado em greve 39 instituições. A greve nacional por indicação da Fasubra teve início em 23 de Fevereiro.

No centro das reivindicações da categoria, que cobra o cumprimento integral do acordo de greve fechado com o governo em 2024, estava o Reconhecimento de Saberes e Competências, modalidade de incentivo com base na bagagem adquirida ao longo da experiência profissional. E que o RSC fosse amplo, também para aposentados, pensionistas e doutores.

Estava ainda na pauta a redução da jornada para 30 horas semanais, sem redução salarial, para toda a categoria; aceleração para aposentados e pensionistas; plantão 12 x 60 x reposicionamento de aposentados e democracia nas Ifes; com paridade nos órgãos colegiados, eleições diretas e no mínimo paritárias para reitor, fim da lista tríplice, que o técnico administrativo em educação possa ser eleito para cargos de direção, inclusive reitor, entre outros pontos.

No dia 30 de março, a categoria obtém a primeira vitória: o governo publica a Lei que garante o RSC, mas que depende de um decreto que vai regulamentar a sua aplicação.

E esse decreto, embora tenha havido um acerto de redação entre o MEC e o MGI, está parado até hoje na Casa Civil, o que pode indicar uma queda de braço com a categoria em greve.

E os demais pontos da greve

Mas, a mobilização da categoria foi constante, com atos, reuniões, lives sobre os principais temas da greve e manifestações conjuntas com as universidades em greve no estado.

Após forte pressão das bases, o MEC abriu uma mesa de negociação em que foram tratados, no entanto, apenas alguns pontos da greve com compromisso de diálogo e abertura de grupos de trabalho.

Pouco tempo depois, mais duas vitórias.

Em junho foram divulgadas notas técnicas do MEC e do MGI reconhecendo a aceleração da progressão também para aposentados com paridade.

Pouco depois, no dia 12, a escala de plantão 12×60 para os técnico-administrativos dos hospitais universitários e servidores cedidos à Ebserh foi formalmente regulamentada pelo MGI por meio da Portaria nº 4.778.

Mas, a greve continua, poque até agora, nada de decreto do RSC e os demais termos do acordo de Greve nº 11/2024 firmado com o Governo Federal.

Leia mais sobre a greve no link especial

https://sintufrj.org.br/greve2026/

Leia mais sobre a luta pelo RSC no link especial

https://sintufrj.org.br/rsc-o-que-voce-precisa-saber/

Conheça a Lei que instituiu o RSC:

https://www.in.gov.br/web/dou/-/lei-n-15.367-de-30-de-marco-de-2026-696676817

 

Avaliação: vitórias do movimento

Os coordenadores comentaram o momento da greve quando foram noticiadas as recentes conquistas:

“Foi acertado o entendimento do Comando Nacional de abrir a interlocução com o MEC, que já avançou em dois eixos importantes em relação ao que a gente tinha reivindicado, que é a questão da aceleração dos aposentados e, agora, a publicação da portaria.  A FASUBA já se movimentou e questionou o MGI por não estarem incluídos os vigilantes porque no acordo de greve estavam incluídos os que trabalham com escala de 12 horas, mas já é um passo importante naquilo que a gente tem reivindicado como prioridade em relação a essa greve. E falta agora a publicação do (decreto do) Reconhecimento de Saberes e Competências, outra demanda importante também. Então a greve toma rumo a partir desse momento, com a maioria do comando apontando, depois de 90 dias o processo negocial por meio do Ministério da Educação e avançando naquilo que a categoria deliberou como prioridade e foi formalizado pela federação”, avaliou o coordenador geral Francisco e Assis (coordenador de comunicação da Fasubra),

É possível vencer!

O coordenador geral Esteban Crescente, avalia: “Vamos fazer uma pressão nas ruas pra poder arrancar mais vitórias. Já passa de três meses, é uma greve com dificuldades, com pressão, parte do governo que tem a exigência de não querer negociar através do Ministério de Gestão. Mas mesmo assim, com muita persistência, nossa greve tem arrancado avanços. Nessa última semana, os aposentados tiveram entendimento técnico do MGI do NEC de que é possível haver as acelerações por capacitação nas progressões da carreira, o que pode significar, para muitos que têm integralidade e paridade, ganhos que podem variar de 4% até 12%. E nós tivemos nesse dia 12 de junho, portaria que orienta a instrução da jornada da escala 12 por 60 horas nos hospitais, atingindo centenas, milhares de profissionais de saúde nos hospitais universitários, especialmente da enfermagem. É um avanço, uma pauta da greve, e agora nós estamos na batalha decisiva para arrancar o (decreto do ) reconhecimento de saberes e competências o mais amplo possível. Agora, a vitória só virá com participação”, disse ele, reiterando o convite à categoria para participarem dos atos e protestos: “A vitória só vem na luta. E os últimos anos demonstraram isso. É possível vencer!”.

 

 

 

 

 

 

Nem a chuva conteve o ímpeto dos trabalhadores das universidades federais em greve que foram às ruas nas cercanias da UERJ na tarde/noite desta segunda-feira, 15 de junho. Para os técnicos-administrativos da UFRJ, o ato unificado foi o início da semana de mobilização de acordo com decisão da Comando Local de Greve. Na UERJ, técnico-administrativos, professores e estudantes estão na luta exigindo recomposição orçamentária, repudiam a criminalização estudantil e reivindicam cotas trans. Já os trabalhadores das federais, a três meses em greve, pressionam pela publicação da regulamentação do instrumento que impulsiona a carreira e eleva salários denominado Reconhecimento de Saberes e Competências que se encontra parado na Casa Civil. FOTOS: Renan Silva.

A semana de mobilização começa com o ato unificado pela valorização do trabalhador em educação, convocado pelos  comandos de greve das universidades federais e estaduais, na tarde desta segunda-feira, 15, às 17h, em frente à UERJ, no Maracanã.

A atividades abre a agenda de greve desta semana definida pelo Comando Local de Greve/SINTUFRJ, que se reuniu nesta segunda-feira, 15, no Espaço Cultural do sindicato.Veja as demais atividades.

SEG 15/06

17h, ato unificado na UERJ, no Maracanã.

TER 16/06

9h, visita de mobilização setorial no CCS/UFRJ.

19h, reunião unificada on line dos comandos de greve.

QUA 17/06

10h, assembleia geral simultânea do SINTUFRJ.

14h, GT Antirracista, no Espaço Cultural do SINTUFRJ.

QUI 18/06

14h, protesto unificado em defesa da Casa Almerinda Gama e Pela Vida das Mulheres, no Largo do Machado.

SEG 22/06

10h, reunião do CLG/SINTUFRJ.

13h, GT Carreira do SINTUFRJ.

 

ATO na UERJ hoje e em 2017

Cartaz convocando para o ato na tarde desta segunda-feira. Ao lado, a imagem registra ato SOS Educação Pública, na UERJ em outubro de 2017, que lançou a Frente em Defesa do Ensino Superior Público (foto: Jean Souza – CoordCOM/UFRJ). O SINTUFRJ estava lá.

Medida beneficia centenas de servidores das unidades hospitalares. É mais uma conquista da greve que já dura três meses e enfrenta momento decisivo no aguardo da publicação do decreto do RSC. Coordenadores do Sintufrj comentam.

 

Portaria do Ministério de Gestão e Inovação (nº 4.778) lançada dia 10 de junho, regulamenta a jornada de trabalho do servidor em exercício nos hospitais universitários federais ou cedidas à Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), sob regime de plantão de doze horas de trabalho com sessenta horas de descanso, nos casos em que os serviços prestados exigirem atividades contínuas e ininterruptas.

Leia a íntegra: https://www.in.gov.br/web/dou/-/portaria-mgi-n-4.778-de-10-de-junho-de-2026-711727415

A portaria foi publicada pouco mais de uma semana depois da divulgação das notas técnicas do MEC e do MGI que estendem a aceleração da progressão por capacitação (mecanismo na recente Lei que reestruturou a Carreira em 2026) aos aposentados e pensionistas com paridade. Também reivindicação desta greve.

Vitória do movimento

O coordenador geral Francisco e Assis (coordenador de comunicação da Fasubra) apontou que a publicação é mais um passo importante no processo (de negociação) dos eixos definidos pela categoria como importantes em relação à greve:

“Foi acertado o entendimento do Comando Nacional de abrir a interlocução com o MEC, que já avançou em dois eixos importantes em relação ao que a gente tinha reivindicado, que é a questão da aceleração dos aposentados e, agora, a publicação da portaria.  A FASUBA já se movimentou e questionou o MGI por não estarem incluídos os vigilantes porque no acordo de greve estavam incluídos os que trabalham com escala de 12 horas, mas já é um passo importante naquilo que a gente tem reivindicado como prioridade em relação a essa greve. E falta agora a publicação do (decreto do) Reconhecimento de Saberes e Competências, outra demanda importante também. Então a greve toma rumo a partir desse momento, com a maioria do comando apontando, depois de 90 dias o processo negocial por meio do Ministério da Educação e avançando naquilo que a categoria deliberou como prioridade e foi formalizado pela federação”, avaliou o coordenador, comemorando: “ Vitória do movimento”.

É possível vencer!

Ao avaliar mais esta vitória, o coordenador geral Esteban Crescente, que reforçou chamado para um protesto unificado da greve das universidades federais e também das estaduais que será realizado no dia 15, segunda-feira, na UERJ (Maracanã).

“Vamos fazer uma pressão nas ruas pra poder arrancar mais vitórias. Já passa de três meses, é uma greve com dificuldades, com pressão, parte do governo que tem a exigência de não querer negociar através do Ministério de Gestão. Mas mesmo assim, com muita persistência, nossa greve tem arrancado avanços. Nessa última semana, os aposentados tiveram entendimento técnico do MGI do NEC de que é possível haver as acelerações por capacitação nas progressões da carreira, o que pode significar, para muitos que têm integralidade e paridade, ganhos que podem variar de 4% até 12%. E nós tivemos nesse dia 12 de junho, portaria que orienta a instrução da jornada da escala 12 por 60 horas nos hospitais, atingindo centenas, milhares de profissionais de saúde nos hospitais universitários, especialmente da enfermagem. É um avanço, uma pauta da greve, e agora nós estamos na batalha decisiva para arrancar o (decreto do ) reconhecimento de saberes e competências o mais amplo possível. Agora, a vitória só virá com participação”, disse ele, reiterando o convite à categoria para participarem dos atos e protestos: “A vitória só vem na luta. E os últimos anos demonstraram isso. É possível vencer!”

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Diversos companheiros(as) da categoria atenderam a convocação do Comando Local de Greve (CLG/SINTUFRJ e participaram da sessão do Conselho Universitário (Consuni) desta quinta-feira, 11, para cobrar da Reitoria a implantação imediata da aceleração para aposentados e pensionistas, conforme determina as notas técnicas do MEC e MGI, e o atendimento de itens da pauta interna.

A lei que alterou a carreira dos técnicos administrativos em educação foi estendida aos aposentados com paridade, conforme informa as recentes notas técnicas dos Ministérios da Educação (MEC) e Gestão e Inovação nos Serviços Públicos (MGI). Entre os pontos da pauta interna cobrados no Consuni constava a democratização do processo eleitoral na UFRJ, visando garantir o voto dos aposentados.

Os representantes técnicos-administrativos no Consuni, Milton Madeira e Luciana Borges, apresentaram as reivindicações do CLG/SINTUFRJ.

Fotos e vídeos: Renan Silva

Madeira abordou a necessidade de democratização não apenas em relação à paridade, com o fim da obrigatoriedade do envio da lista tríplice ao MEC, mas também o direto do voto dos aposentados. “Não se pode deixar de observar que, após mais de 30 anos de dedicação à uma instituição do tamanho da universidade, de uma hora para outra deixemos de existir. Isso não faz sentido socialmente ou politicamente”, argumentou o conselheiro.

Luciana frisou o reconhecimento do MEC e do MGI, através das notas técnicas, do direito à aceleração da progressão por capacitação aos aposentados com paridade. “Isso foi uma grande conquista pelo nosso movimento grevista e a FASUBRA indicou que comunicássemos à Pró-Reitoria de Pessoal. Fizemos isso no dia 8 de junho junto com a solicitação de que a implementação ocorresse o mais breve possível para nossos aposentados e pensionistas”, informou.

A conselheira também denunciou a pressão sobre trabalhadores RJU nos hospitais sob gestão da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), para que substituem os crachás da UFRJ pelos delas. O que está sendo considerado absurdo, porque os servidores não são cedidos para a Ebserh. Ela reivindicou um  posicionamento da Reitoria a respeito e lembrou que “os  trabalhadores RJU têm orgulho de serem da UFRJ”.

A conselheira Gerly Miceli reiterou a reivindicação de Luciana e ainda acrescentou a necessidade de mecanismos que permitam a movimentação dos trabalhadores RJU dos hospitais geridos pela Ebserh.

Depois das manifestações, coordenadores do SINTUFRJ tiver uma breve conversa com o superintendente da PR-4, Rafael Pereira, sobre a urgência da implementação da aceleração dos aposentados. Os dirigentes foram informados que a PR-4 recebeu o ofício e que providenciou um grupo técnico para a análise de como executar a aceleração por capacitação dos aposentados com paridade.

Próximas atividades

Após o expediente do Consuni, as coordenadoras do SINTUFRJ Lenilva Cruz (Educação, Cultura e Formação Sindical) e Marly Rodrigues (Aposentados(as) e Pensionistas) informaram à categoria no Consuni sobre os desdobramentos da ação que buscou pressionar pelo cumprimento urgente da medida que beneficia os aposentados. E convocaram para as atividades de greve agendadas, como a reunião do CLG na segunda-feira, 15, às 10h, no Espaço Cultural do sindicato e o ato unificado organizado pelos comandos das universidades em greve do Rio, às 17h, na UERJ.

 

 

. Assembleia aprova continuidade da greve e maior pressão ao governo pela regulamentação do RSC

A continuidade da greve dos técnicos administrativos em educação na UFRJ foi aprovada na assembleia simultânea do SINTUFRJ (Fundão, Praia Vermelha e Macaé), na quarta-feira, 10, em clima de indignação. Ao Comando Nacional de Greve (CNG)/FASUBRA será informado que a categoria decidiu manter o movimento grevista com a condição de que seja denunciado a atitude desrespeitosa da Casa Civil com o retardamento da assinatura do decreto de regulamentação do Reconhecimento de Saberes e Competências (RSC).

Na avaliação da maioria dos trabalhadores na assembleia, a tática do Ministério da Gestão e da Inovação nos Serviços Públicos (MGI) é desgastar o movimento dos servidores de forma gradual. Desde 1º de abril o CNG/FASUBRA aguarda pela regulamentação do benefício. Manter a unidade também prevaleceu nas avaliações, apontando que a saída de greve tem que ser unificada. Garantir que o decreto do RSC seja assinado sem novas alterações é a prioridade.

“A denúncia ao governo precisa ser dura, porque não está sendo levado em conta o atendimento do primeiro eixo das prioridades definidas pela greve”, lembrou o coordenador-geral do sindicato, Francisco de Assis.

“Para nos contrapor a estratégia deliberada que impõe o desgaste da greve, temos que fazer a agenda do movimento acontecer”, propôs o coordenador-geral da entidade, Esteban Crescente.

Outras deliberações

Delegação – A assembleia aprovou os sete nomes das companheiras e companheiros que integraram a chapa única para assumir a representação da categoria na UFRJ no CNG. Os delegados ficarão em Brasília de 21 de junho a 4 de julho.

Calendário de lutas aprovado

Quinta-feira, 11:

. Ato na sessão do Conselho Universitário (Consuni) para pressionar pelo cumprimento da decisão do MGI de concessão da aceleração aos aposentados e por itens da pauta interna entregue à Reitoria, que inclui a garantia de direitos aos trabalhadores RJU nos hospitais sob gestão da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh).

Segunda-feira, 15:

. Às 9h, reunião do Comando Local de Greve (CLG), no Espaço Cultural do SINTUFRJ.

. Às 17h – Participação no ato dos servidores em greve da UERJ, no Maracanã.

Terça-feira, 16:

. Às 9h, Arrastão do Bem no CCS de mobilização da categoria para a assembleia no dia seguinte.

Quarta-feira, 17:

. Às 10h, Assembleia Geral simultânea do SINTUFRJ (locais a confirmar). Pauta: informes gerais, avaliação de conjuntura e encaminhamentos.

. Às 14h, no Espaço Cultural do SINTUFRJ, reunião do GT Antirracista.

Extrema-direita, segmento no qual o bolsonarismo é protagonista, lega ao país ações de barbárie

 

Com uma votação relâmpago, num Congresso esvaziado e com atividades semipresenciais, a extrema direita aproveitou o cenário para avançar com a votação inesperada do chamado PDL (Projeto de Lei) do estupro que vai ferir direitos de crianças e adolescentes vítimas de violência sexual.

Na prática, o projeto dificulta o acesso ao aborto legal e o atendimento de crianças estupradas. A votação simbólica, em que não fica registrado quais senadores votaram a favor ou contra, levou 1 minuto e 42 segundos. Contra essa aberração mobilizações tomaram as ruas do Brasil neta terça-feira, 9 de junho.

No Rio houve ato ao fim da tarde na Praça XV que reuniu movimentos sociais, entidades de defesa dos direitos das mulheres e coletivos feministas para exigir a proteção integral  e os direitos já garantidos por lei a meninas e mulheres,

A mobilização é também uma resposta da sociedade contra essa tentativa de criminalizar o aborto em situações já previstas legalmente, como em caso de violência sexual. Além de marcar a indignação pela covardia desse rito de votação simbólico.

O PDL do estupro é o Projeto de Decreto Legislativo (PDL 3/2025) que derruba os efeitos da Resolução 258/2024 do Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (Conanda), que estabelece diretrizes para a interrupção legal da gravidez de crianças e adolescentes.

Como a proposta já foi aprovada pela Câmara dos Deputados em novembro de 2025, ela passa a ter validade após a promulgação  pelo Congresso Nacional sem necessidade de sanção presidencial.

Antes da votação em plenário no dia 2 de junho, o texto foi apreciado na Comissão de Direitos Humanos (CDH) do Senado. O senador Paulo Paim (PT-RS) chegou a solicitar mais tempo para análise do parecer apresentado pela relatora senadora Damares Alves (PL-DF), argumentando que o relatório havia sido protocolado apenas na véspera da votação. O PDL 3/2025, era de autoria da deputada Chris Tonietto (PL/RJ).

Retrocesso

A resolução do Conanda que foi suspensa regulava procedimentos já previstos no ordenamento jurídico brasileiro para gravidez resultante de estupro, risco à vida da pessoa gestante e anencefalia fetal.

A resolução estabelecia que a interrupção da gestação de criança e adolescentes não depende da apresentação de boletim de ocorrência, autorização judicial ou comunicação prévia aos responsáveis legais quando houver suspeita de violência sexual.

O texto também determina que, em caso de divergência entre a vontade da criança e a dos pais ou responsáveis, os profissionais de saúde acionem a Defensoria Pública e o  Ministério Público para orientação sobre os procedimentos cabíveis. Essas normas deixam agora de existir.

Mais de 60 vítimas diárias de violência sexual

A violência sexual predomina pelo país nos registros de violência contra mulheres e meninas. Dados do Mapa Nacional da Violência de Gênero, divulgados no último mês de maio, apontam que, de 2011 a 2024, em média 64 meninas foram vítimas de violência sexual, por dia, no Brasil. Neste período, 308.077 mil meninas até os 17 anos de idade sofreram esse tipo de violência no país. Se considerado somente o ano de 2024, foram registrados 45.435 casos, uma média de 3,78 mil notificações por mês.