Entidade oferece aos sindicalizados e dependentes cursos precatórios para mestrado e doutorado, de capacitação e oficinas

A Coordenação de Educação Cultura e Formação Sindical do SINTUFRJ iniciou o semestre dos cursos preparatório para ingresso no mestrado, doutorado, capacitação continuada, Patrimônio Histórico-Cultural e das oficinas numa celebração de integração entre coordenadores, professores, alunos e ex-alunos, no dia 4 de setembro, no Espaço Cultural da entidade. Esse encontro não ocorreu no início do ano letivo devido à greve da categoria.

Foi um ritual de Aula Magna com falas emocionadas dos coordenadores de Educação Edmilson Pereira, Maria Lenilva e Carlos Daumas, e da coordenadora-geral Sharon Stéfani, e depoimentos de quem viveu e ainda vive a experiência de participar do projeto Universidade para os Trabalhadores –uma proposta pedagógica e política histórica do SINTUFRJ.

O evento foi transmitido na integra pelo canal do Youtube do sindicato e encontra-se à disposição dos interessados.

Para saber sobre vagas ainda neste semestre e obter outras informações sobre os cursos e oficinas, fale com o secretário da Coordenação de Educação, Josias da Silva, pelo telefone 21 97015-6813, pelo e-mail educacaoecultura@sintufrj.org.br ou presencialmente, às segundas-feiras e quintas-feiras, das 9h às 18h, na Sala de Esportes, na sede do sindicato.

Saudações

“O objetivo deste encontro presencial é promover o que somente o contato físico proporciona: calor humano e afeto, uma conexão de sentimentos que todos nós precisamos. É também um momento de gratidão pelo reconhecimento de um trabalho conjunto para dar o melhor aos sindicalizados e seus dependentes”, disse Edimilson Pereira.

“Agradeço a presença de todos, parabéns aos professores e alunos”, saudou Lenilva, que por ter se colocado à disposição do SINTUFRJ para ajudar a categoria no processo de obtenção do Reconhecimento de Saberes e Competências (RSC), não pode permanecer na cerimônia.

“Temos visto muita gente entrando na pós-graduação, o que comprova a qualidade dos cursos oferecidos pelo SINTUFRJ. As aulas são presenciais, on-line e de campo, que são muito legais e vão marcar a vida de vocês”, indicou Carlos Daumas.

“Todos os cursos têm importância para os sindicalizados e é um orgulho que todos eles sejam bem avaliados. A partir da educação se vive melhor e se constrói um mundo melhor. O papel da Coordenação-Geral é incentivar e apoiar os coordenadores da Educação”, afirmou Sharon Stéfani.

Apresentações

Alunos recém-ingressos nos cursos tiveram a oportunidade de conhecerem os professores de cada disciplina e das oficinas.  Assistirem a apresentação de números de Dança do Salão e de capoeira por uma ex-aluna do sindicato e atual substituta eventual da Direção Adjunta de Extensão do Instituto de Geociências, Rosi da Cruz. Os docentes que estão no projeto desde o seu início, em 1986, ou há vários anos, quando o projeto se resumia no Curso Preparatório para o Vestibular (CPV), registraram sua trajetória no SINTUFRJA com emoção. Sandra Bragatto, que leciona Inglês Instrumental I e II, foi um deles:

“Foi o SINTUFRJ que possibilitou esse contato com o mundo do estudante trabalhador. Tivemos que ajustar tudo o que aprendemos na graduação. Não havia porta de entrada na universidade pública para quem trabalhasse. O CPV originou os cursos de capacitação e o PCCTAE possibilitou que os servidores se capacitassem. São 40 anos do projeto Universidade para os Trabalhadores. O SINTUFRJ tem ousadia e coragem por bancar esses cursos há quatro décadas. Não temos outro (sindicato) igual”.

Iara Borges, orientadora no curso que oferece suporte e subsídios aos alunos que almejam ingressar e permanecer em um programa de pós-graduação, declarou: “O que me encanta no SINTUFRJ é o espaço criado para impactar a vida do trabalhador. Um trabalho coletivo e cooperativo desde 1986. São muitas as aprovações. O ser humano não nasceu para viver sozinho, passar num concurso; tem que estar engajado, estudar e refletir nas entrelinhas”.

Roseni Lana, assistente social do Instituto de Ginecologia, como ex-aluna dos cursos que garantiram a ela uma vaga no mestrado na UFRJ, compartilhou uma história de vida de sacrifícios, lutas e sonhos concretizados. “Com os professores do SINTUFRJ aprendi a dar o pulo do gato e chegar aonde estou. Eles nos enxergam como alunos e alma de trabalhador. Respeitam nossas histórias, nossas responsabilidades”, resumiu a servidora mestranda. Ela só disputou uma vaga na graduação da UFRJ, porque conseguiu isenção na taxa do vestibular, em 2001. Se formou em 2006 e foi aprovado no concurso para técnica administrativa em 2009.

Todos os cursos e oficinas

Cursos — Metodologia da Pesquisa, professor Heitor Cesar; Inglês Instrumental I e II, Sandra Bragatto; Orientação, Iara Borges; Espanhol, Josimeri Faria; Redação e Português, Elisia Maia; História, Fernando Linhares; Patrimônio Histórico-Cultural, Heitor Cesar e Fernando Linhares. Aulas on-line e presencial.

Oficinas – Dança de Salão, Luiz Antônio; Patchwork, Debora Oliveira; Pintura em Tecido, Fátima Ruivace e Violão, Marcelo Telles.

UFRJ não investe em história

Uma das três únicas historiadoras da UFRJ, Andreia Queiroz, ministrou a aula magna de abertura dos cursos e oficinas do SINTUFRJ. Diretora da Divisão Institucional do Sistema de Bibliotecas e Informação (Sibi), implementado por ela, incentivou os técnicos administrativos em educação a assumirem projetos de pesquisa sobre seu labor diário e compartilhar com todos os servidores. Ela informou que com doutorado, esse servidor ou servidora pode orientar TCC, portanto, contar com alunos de iniciação científica.

Segundo a historiadora, existe uma série de projetos de incentivo à qualificação de preservação patrimonial. E a chefia imediata do profissional tem que permitir, porque hoje o olhar para o papel do técnico na UFRJ não pode ser somente burocrático, mas sim de que ele está ligado à pesquisa, ao ensino e a extensão.

 

O Conselho Universitário da UFRJ (Consuni) aprovou, por unanimidade e aclamação,  em sessão dia 10 de setembro, a concessão do título de Doutora Honoris Causa à Adélia Pereira Sampaio, cineasta negra pioneira no país.

“A trajetória de Adélia Pereira Sampaio evidencia contribuição singular para a cinematografia e para a cultura brasileira, tanto pelo caráter pioneiro de sua atuação quanto pela relevância de sua produção artística, pela circulação de sua obra, pela repercussão acadêmica alcançada por sua produção e pela participação continuada na construção de novas possibilidades de representação no audiovisual nacional”, defendeu Gilda Alvarenga, relatora do processo, da Comissão de Ensino Títulos (CET).

A proposta foi da Escola de Comunicação, aprovada na congregação e no Conselho de Coordenação do CFCH.

Como lembra Gilda, representante técnico-administrativa no Consuni, um dos marcos centrais da trajetória da cineasta, roteirista e produtora de 81 anos, é o longa-metragem Amor Maldito, de 1984, pelo qual se tornou a primeira mulher preta a dirigir um longa-metragem de ficção no Brasil.

A obra, lembra ela,  possui relevância não apenas pelo pioneirismo de sua realização, mas também pela temática, ao apresentar uma relação homoafetiva entre duas mulheres em período marcado pela censura e por fortes restrições à circulação de determinadas representações sociais e culturais. A produção enfrentou obstáculos relacionados à censura e ao mercado cinematográfico.

“Essa mulher é um exemplo de luta, é um exemplo de obstinação no cinema e ela está com oitenta e poucos anos e continua atuando, continua no set de gravação e é realmente uma heroína do cinema brasileiro que não pode ser esquecida e tem sido evidenciada muito nos cursos de graduação e pós-graduação do Brasil afora”, disse Gilda.

Ela concluiu destacando um dado nada louvável, apontado no memorial apresentado pela Escola de Comunicação: dos 366 títulos de doutor Honores Causa concedidos pela UFRJ até abril de 2026, apenas quatro foram destinadas a mulheres pretas e pardas ou indígenas. “Isso é um dado muito significativo para que a gente pense qual é a universidade que a gente deseja para esse novo século”.

Para o professor Joaquim Martins, o Conselho Universitário tem também que perceber que existem outras pessoas negras, não só na área artística, mas na área científica, médica, da engenharia, que não foram devidamente reconhecidas, destacando a importância do reconhecimento “de uma pessoa como ela, não só por ser mulher, não só por ser negra, é também por essa mácula que nós temos na história brasileira e que a universidade, enquanto local de transformação, de respeito à diversidade e a tudo que a sociedade brasileira produz, deve reconhecer não só ela, mas todos os outros”.

Visibilidade das pessoas pretas

A seguir, trechos do relato de Gilda sobre a pioneira Adélia Sampaio

Cineasta, produtora e roteirista, Adélia Sampaio iniciou sua trajetória profissional no ambiente cinematográfico carioca, tendo desempenhado diferentes funções na Difilm, produtora vinculada ao Cinema Novo, onde atuou como maquiadora, continuísta, câmera e montadora.

A experiência adquirida nas diferentes etapas da realização cinematográfica contribuiu para sua formação como diretora, posição que posteriormente assumiria de maneira pioneira no cinema brasileiro.

Sua trajetória profissional deve ser compreendida também no contexto das barreiras históricas de gênero e raça existentes no campo audiovisual brasileiro.

Ao ocupar funções técnicas e, posteriormente, assumir a direção cinematográfica, Adélia Sampaio ampliou os espaços de participação das mulheres pretas em um setor no qual as posições de autoria e direção eram predominantemente ocupadas por homens brancos.

(,,,) A dimensão pioneira de sua atuação, entretanto, antecede Amor Maldito.

Em Parceiros da Aventura, Adélia Sampaio buscou constituir um elenco majoritariamente negro, ampliando a presença de pessoas pretas na representação cinematográfica e enfrentando padrões de exclusão que caracterizavam o audiovisual brasileiro.

A iniciativa revela uma preocupação vanguardista com a representação racial e com a ocupação de espaços de visibilidade por pessoas pretas, caracterizando uma ação concreta no campo da prática antirracista no audiovisual.

A produção subsequente da cineasta também alcançou espaços relevantes de circulação.

O memorial relaciona reconhecimentos e homenagens à cineasta, a inserção acadêmica do seu trabalho

(,,,) Sua contribuição, portanto, não se limita à realização de obras cinematográficas. A trajetória de Adélia Sampaio representa uma intervenção relevante nas estruturas de produção e representação do cinema brasileiro, especialmente no que se refere à presença de mulheres pretas em posições de autoria e criação e à construção de narrativas protagonizadas por pessoas pretas. A importância de sua obra também se evidencia pela permanência de seu cinema nos espaços de formação, pesquisa e difusão cultural.

(…) O nome e a trajetória da cineasta passaram a operar como referência para a promoção, circulação e reconhecimento da produção cinematográfica negra. (…) A contribuição de Adélia Sampaio ultrapassou a esfera de sua própria filmografia, alcançando a criação de espaços destinados à valorização e à difusão de outras produções de profissionais pretos no audiovisual.

A relevância cultural desse percurso, portanto, não decorre apenas do pioneirismo associado a uma realização cinematográfica específica. Ela resulta da combinação

entre produção artística, pioneirismo, circulação da obra, permanência no debate acadêmico, reconhecimento institucional e capacidade de inspirar iniciativas de formação, preservação e difusão da cultura cinematográfica negra.

 

Ditadura nunca mais. A palavra de ordem ecoou pele Salão Nobre do Fórum de Ciência e Cultura  na cerimônia de diplomação póstuma de 24 estudantes e dois professores da UFRJ assassinados pela ditadura empresarial-militar que durou 21 anos no Brasil (196401985). O evento fez parte da celebração dos 106 anos da universidade.

José Sérgio Leite Lopes, que coordena a Comissão de Memória e Verdade da universidade observou que, com o gesto, a UFRJ repete ações de diplomação póstuma organizada em outras instituições.

Entre os homenageados está Mário Prata, estudante de Engenharia da universidade e que foi enterrado como indigente em 23 de abril de 1971, no cemitério de Ricardo de Albuquerque, de acordo com a Comissão da Verdade.

Às vésperas das eleições de outubro, o reitor Roberto Medronho, sem citar nomes ou campos ideológicos, advertiu que “é preciso estar atento e forte” na conjuntura. Medronho destacou a importância da “memória” para que a história não seja apagada. O reitor disse que, simbolicamente, a diplomação dos mortos e desaparecidos é como se eles voltassem para a história da universidade.

Cobertura na próxima edição do Jornal do Sintufrj. FOTOS: RENAN SILVA

Mais uma imprescindível frente de luta por igualdade se abre no SINTUFRJ: o 1º Encontro de Mulheres Negras, realizado na tarde do dia 9, no Espaço Cultural.

O lançamento contou com a presença da ativista Vilma Piedade que debateu o tema: “Dororidade. Mulheres Negras. Racismo. Resistência”.

O Encontro foi organizado a partir da iniciativa das companheiras Andrea Peçanha, Norma Santiago (Coordenação de Políticas Sociais), Selene Sousa (Coordenação de Aposentados e Pensionistas) e Yvone Gabriel, que formaram uma comissão para organização do encontro.

“Hoje fazemos história”

Norma, Selene e Yvone abriram o evento. Norma falou da saga até conseguir contato com Vilma na intenção de convidá-la para o 1º Encontro.  E explicou também os passos até a criação da comissão. Mencionou ainda a importância de se olhar para o passado para construir o presente, mencionando a importância de suas avós, mãe e filha em sua vida.

Yvone apresentou a iniciativa; “Hoje nós fazemos história com o 1º Encontro de Mulheres Negras do SINTUFRJ. Este é um espaço de voz, escuta, organização e luta, criado para fortalecer nossa união, nossa representatividade e nosso protagonismo. Nós, Mulheres Negras, enfrentamos o racismo, o machismo e as desigualdades, mas somos também força, resistência e transformação. Que este seja o primeiro de muitos encontros e que nossa organização fortaleça cada vez mais a nossa luta”, disse ela.

Selene também destacou a importância do momento: uma ideia inédita que nasceu no coração de Norma e foi abraçado por todas da comissão.  Um marco no SINTUFRJ: “Nós abraçamos esse movimento tão importante para as mulheres negras”, resumiu.

Dororidade

A palavra Dororidade foi cunhada por Vilma e é título do seu livro lançado em 2017, onde explica: “Além da violência do machismo, temos uma dor a mais: o racismo”.

Pós-graduada em Ciência da Literatura e graduada em Letras pela UFRJ, Vilma é professora, escritora, antirracista, mulher preta, feminista, integrante da Comissão de Relatoria da Revisão da Conferência de Durban. Escreveu também, entre muitos outros, o artigo “A cor da faxina no Brasil”, da obra “Criminologia Feminista no Brasil”.

Para ilustrar, “a cor da faxina”, contou o caso da historiadora Luana Tolentino que, em 2017 foi inquirida por uma “legítima representante da branquitude”: “Moça, você faz Faxina?”, que causou indignação nas redes sociais. E respondeu: “Não, eu faço Mestrado. Sou Professora”. O que, como aponta a escritora, sinaliza que o Racismo avança “a todo vapor”.

Agravo nesta dor

A palavra dororidade ganha dimensão política e social quando carrega, no seu significado, a dor provocada em todas as mulheres pelo machismo. “Contudo, quando se trata de nós, mulheres pretas, tem um agravo nesta dor. A pele preta nos marca na escala inferior da sociedade. E a carne preta ainda continua sendo a mais barata do mercado”, lembra Vania, referindo-se à música “A carne”, escrita por Seu Jorge, Marcelo Yuka e Ulisses Cappelette e imortalizada por Elza Soares há mais de duas décadas.

O termo sororidade (do latim “soror”, irmã) significa o apoio mútuo entre as mulheres diante de uma sociedade machista), mas “Dororidade” vai mais longe: deriva da palavra dor, que tem origem no latim (dolor). “A sororidade parece não dar conta de nossa pretitude”, explica. E foi a partir desta percepção que Vilma pensou o novo conceito que apesar de novo já carrega um fardo antigo, velho conhecido das mulheres: a dor, mas neste caso, a que só pode ser sentida a depender da cor da pele. “Quanto mais preta, mais racismo, mais dor”.

E foi assim, contando casos, dando exemplos de racismo reiterado na linguagem, na música, mostrando vídeos com imagens impactantes de discriminação e de resistência, que a ativista e intelectual foi consolidando – em quase duas horas de palestra – a necessidade do enfrentamento e de transformar essa dor em potência.

Participação intensa

Estavam presentes outras coordenadoras do SINTUFRJ, como Maria Lenilva (Educação, Cultura e Formação Sindical), Rosemere Roza (Administração e Finanças) e Ana Célia (Aposentados e Pensionistas).

Silvany Euclênio, historiadora, professora e ativista de destaque na educação antirracista e na preservação da ancestralidade africana, editora e mediadora do canal do YouTube Pensar Africanamente também prestigiou o evento.

Luíza Borba, secretária de Combate ao Racismo da CUT-RJ conta que está uma vez por mês nas reuniões do GT Antirracista do SINTUFRJ que considera importante para todos, para a formação de consciência de classe e racial: “É o que a classe trabalhadora precisa”.

Ela estava, como de outras vezes, acompanhada do filho, Estevão, de 12 anos, que, incentivado pela palestrante, deu uma pequena mostra, ao microfone, de como canta bem, em particular músicas de Caetano Veloso. Ele conta que faz questão de comparecer aos encontros com a mãe porque quer base para demonstrar aos amigos da escola que não existe racismo reverso (como lembra a filósofa Djamila Ribeiro, não há racismo de negros contra brancos porque racismo é relação de poder).

Estavam neste 1º Encontro também diversas companheiras da base que se manifestaram, uma a uma, contando um pouco de suas origens e destacando a relevância do evento para municiar a luta antirracista.

Fotos: Renan Silva

Vilma, ao centro, ao lado de Estevão, com Silvany, Norma, Luíza, Selene e Yvone

          

“Intempestiva – Amor em Oyá”

Esse é o nome da performance apresentada por Ariane Mendonça, arte-educadora, “artivista”, estudante de Licenciatura em Dança pela UFRJ, mãe, professora de séries iniciais.

Intempestiva é, segundo explica, um manifesto em movimento: “Nascida da urgência de responder às violências do cotidiano, a performance une a força das vivências de matriz africana ao conceito potente de escrevivência. Uma obra viva que transborda a sala de aula e ganha a cena para provar que a existência da mulher negra é um território legítimo de criação, cura e poder”.

Com experiência em Jazz, Dança Contemporânea, afro e danças populares, Ariane atua como pesquisadora de cultura popular na UFRJ; é professora de corpo e movimento no Instituto Beja para idosos, professora auxiliar no Curso Toques, Cantos e Danças dos Orixás pelo Centro de Tradições Afrobrasileiras.

Fotos: Regina Rocha

Lembranças

Ao final do evento, as coordenadoras sortearam brindes para os presentes: livros da autora, camisas, canecas e bolsas comemorativas do 1º Encontro que terminou com um pequeno lanche no Espaço Cultural.

 

       

Memória

O Jornal do Sintufrj cobriu a participação de Vilma Piedade no 3º Festival do Conhecimento da UFRJ em 2020, debatendo o conceito de “Dororidade”.

Leia mais em: https://sintufrj.org.br/2020/07/resistir-e-transformar-a-dor-em-potencia/

 

Reconhecimento de Saberes e Competências (RSC), implantação da aceleração e reposicionamento dos aposentados estão na pauta do 13º Encontro Nacional dos Aposentados e Aposentadas que acontece nos dias 15, 16 e 17 de setembro organizado pela Fasubra. Esse encontro que acontece anualmente será na Universidade Nacional de Brasília (UNB).

Na tarde desta quinta-feira (10/9) a Coordenação de Aposentados do Sintufrj fez reunião preparatório para o evento. O sindicato enviará uma delegação de oito integrantes, incluindo as três coordenadoras da área (Ana Célia, Marli Rodrigues e Selene Vaz). No caso do RSC, o movimento dos aposentados aponta para a judicialização do processo, já que ficaram de fora do benefício.

 

SINTUFRJ organiza plantões para auxiliar a todos os que têm dúvidas, sindicalizados ou não, e reuniões na base para informar categoria.

Em 1º de setembro, terça-feira da semana passada, foi aberto o acesso à plataforma SUAP para solicitação do RSC. Uma semana, já somavam 916 requerimentos, segundo a Comissão de RSC (CRSC). No site da PR-4 dedicado ao RSC, já estavam publicados 41 memoriais.

Segundo Vania Godinho, coordenadora-geral do SINTUFRJ, integrante da CRSC, isso se deve ao fato de que o processo está sendo feito manualmente até que se conclua o processo de automatização. Mas a perspectiva é que já no dia 8, os memoriais começassem a ser publicizados automaticamente. Já há pedidos concedidos, embora, na tarde do dia 8, ainda não se tivesse a totalização.

Plantões Sintufrj

Fotos: Renan Silva

 

Plantões no HU e na sede, no dia 2

Os coordenadores gerais SINTUFRJ Francisco de Assis e Sharon Stèfani destacam que a entidade está à disposição de todos os servidores, sindicalizados ou não, para orientar a formulação do processo do RSC. E que está organizando plantões nas unidades, além do atendimento nas sedes e subsedes. Nesta quarta-feira, 9, antes da assembleia, o plantão foi na subsede do HUCFF (no subsolo), das 7h às 9h.

Sem distinção – No dia 2, houve plantão na subsede do HU e na sede do SINTUFRJ no Fundão. Como conta Maria Lenilva, coordenadora de Educação, Cultura e Formação Sindical, o atendimento não fez distinção entre filiados ou não. O objetivo foi auxiliar os técnicos administrativos a comporem seu memorial  Além dos dirigentes da entidade, integrantes de departamento e colaboradores da gestão estão mobilizados para atender o público.

Reuniões de base

O SINTUFRJ vem realizando reuniões “tira-dúvidas” sobre RSC. No IPPMG foi dia 3 e, na Maternidade Escola, no dia 4. As próximas são:

NCE – quinta-feira, dia 10, no Auditório Maria Irene, no NCE, das 10h às 12h. Pauta RSC e SUAP.

CCS – sexta-feira, dia 11, no Auditório Hélio Fraga, no segundo andar do Bloco K do CCS. Pauta: informes gerais e RSC.

A importância da filiação ao Sindicato

Antes do RSC, o reconhecimento se dava apenas pelo Incentivo à Qualificação obtido através da educação formal. Agora, há o reconhecimento de saberes e competências, experiências e contribuições constituídas pelo técnico-administrativo em sua trajetória profissional. E isso permite o servidor a avançar tal como no IQ

Mas é importante lembrar: esta conquista – para muitos um percentual expressivo nos contracheques, além de reconhecimento profissional – se deveu a organização da categoria nos seus sindicatos em luta há mais de uma década e, mais recentemente, aos movimentos de 2024 e 2026. O que torna evidente a importância da filiação para manter o SINTUFRJ forte e atuante em busca de mais direitos.

Manifestantes marcharam na Avenida Presidente Vargas contra desigualdades sociais e defendem a soberania

COM  BRASIL DE FATO

Movimentos populares realizaram na última segunda-feira (7) a 32ª edição do Grito dos Excluídos. No Rio de Janeiro, a marcha percorreu a Avenida Presidente Vargas, uma das principais do centro da cidade. A manifestação chamou atenção para as desigualdades sociais, para os ataques à soberania nacional e à democracia.

Trabalhadores da UFRJ marcaram presença como já se tornou tradição no calendário do SINTUFRJ

“Seguimos em marcha por um Brasil soberano, sem fome e sem desigualdade, com reforma agrária, moradia digna, justiça social e democracia”, afirmou o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) no Rio de Janeiro.

Mais de 50 cidades do país promoveram atos sob o lema “Na defesa da Terra, Paz e Moradia! Erguemos a voz: Mulheres Vivas e Soberania!”. O direito à terra e à habitação também foi destaque na marcha da capital carioca.

Uma grande faixa contra as remoções foi carregada pelos manifestantes, que cobraram políticas públicas de moradia na cidade. A mobilização reuniu movimentos sociais, sindicatos e organizações da sociedade civil.

No Rio, a Escola de Teatro Popular apresentou esquetes de teatro político com os temas soberania e democracia. O dramaturgo Julian Boal explicou à Agência Brasil que a encenação abordou que a participação democrática não se encerra nas eleições.

Durante o percurso na Avenida Presidente Vargas, manifestantes criticaram o tarifaço dos Estados Unidos contra produtos brasileiros e a interferência de Donald Trump nas eleições. O fim da escala 6×1 também apareceu entre as reivindicações, porém, o tema só deve ser votado no Senado depois da eleição.

 

 

  • 🔴 AGENDA BRASIL

    Nesta terça-feira (08/09), às 19h, o SINTUFRJ recebe o pesquisador e escritor Bruno Paes Manso para um debate sobre um tema que atravessa a política e a sociedade brasileira: “Crime, religiosidade e voto”.

    📚 Autor de Fé e Fuzil e República das Milícias, Bruno Paes Manso é pesquisador do Núcleo de Estudos da Violência da USP e vencedor do Prêmio Jabuti.

    🎙️ Agenda Brasil
    📅 08 de setembro | terça-feira
    ⏰ 19h

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A Coordenação de Educação iniciou o semestre dos cursos preparatório para ingresso no mestrado e doutorado, de Patrimônio Cultural e das oficinas numa celebração de integração de coordenadores, professores, alunos e ex-alunos na manhã desta sexta-feira, 4 de setembro, no Espaço Cultural. Foi um ritual de Aula Magna, com falas emocionadas dos coordenadores de Educação Edmilson Pereira, Maria Lenilva, Carlos Daumas e da coordenadora-geral Sharon Stèfani.

O evento foi transmitido pelo canal do Youtube do sindicato e a próxima edição do Jornal do Sintufrj trará COBERTURA COMPLETA

 

 

Dando sequência à maratona de reuniões organizada pela direção do SINTUFRJ nas unidades, desta vez, na tarde desta sexta-feira (4 de setembro), foi a vez da Maternidade Escola (ME). O objetivo, como tem acontecido nas reuniões anteriores, foi esclarecer dúvidas de servidores sobre como requisitar o benefício do Reconhecimento de Saberes e Competências (RSC) – uma das mais recentes conquistas das lutas da categoria lideradas pelo sindicato.

A dinâmica da reunião foi aberta com respostas às dúvidas colocadas pelos servidores da unidade. Em seguida, questões pontuais de casos específicos foram elucidadas. Nessa reunião da ME, as dúvidas mais recorrentes giraram em torno da averbação do tempo do período da pandemia; questões relacionadas à preceptoria – orientação de estudantes já que estamos numa unidade que é escola; e pontuação para o caso da publicação de artigos em revistas científicas.

Um encaminhamento importante foi a proposta de criação de uma comissão internada formada por servidores da Maternidade Escola para mobilizar os trabalhadores da unidade e que também opere como fonte de esclarecimentos de dúvidas relacionadas às questões locais. Ficou acertado, ainda, que numa data futura haverá uma exposição/aula sobre os caminhos que levam ao RSC.

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