Texto tem de ser aprovado pelo Senado em duas votações para passar a valer

Escrito por: Redação CUT | Editado por: Rosely Rocha

 

A Câmara dos Deputados aprovou, na noite desta quarta-feira (27), a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que reduz a jornada de trabalho no Brasil das atuais 44 horas para 40 horas semanais, sem redução salarial, além de acabar com a escala 6×1. A medida representa um avanço histórico para a classe trabalhadora e coloca o país mais próximo de uma das principais reivindicações do movimento sindical nas últimas décadas.

A aprovação do texto ocorreu após meses de mobilização da CUT, demais centrais sindicais e movimentos sociais, que intensificaram as negociações com parlamentares e promoveram atos públicos em defesa da proposta.

Resultado

Durante a votação, os partidos Novo e Missão orientaram suas bancadas a votar contra a proposta. Ainda assim, o texto superou com folga o mínimo necessário de 308 votos. Na primeira votação, foram 472 votos favoráveis e 22 contrários. Na segunda votação foram 461 favoráveis contra 19 votos.  

Apesar da vitória na Câmara, a PEC ainda precisa ser aprovada pelo Senado em dois turnos para entrar em vigor, o que mantém a pressão sobre o Congresso Nacional como prioridade para trabalhadores e entidades sindicais.

Como pressionar 

Pelo celular, tablet ou computador, você pode mandar seu recado para os senadores pela plataforma Na Pressão, da CUTClique aqui.

O que foi aprovado

A proposta aprovada reúne duas PECs que tramitavam em conjunto: a PEC 221/19, do deputado Reginaldo Lopes (PT-MG), que previa jornada semanal de 36 horas, e a PEC 8/25, da deputada Érika Hilton (PSOL-SP), que defendia a jornada em quatro dias de trabalho.

O relatório aprovado foi apresentado pelo deputado Leo Prates (Republicanos-BA) e estabelece jornada de oito horas diárias e 40 horas semanais, distribuídas em cinco dias de trabalho e dois de descanso sem redução salarial. O texto também prevê que acordos e convenções coletivas poderão definir compensações de horário e jornadas menores.

Pelas novas regras, os trabalhadores terão direito a dois dias de descanso semanal, preferencialmente aos domingos. A medida não altera jornadas que já sejam iguais ou inferiores a 40 horas semanais.

Resumo

A proposta, após a promulgação da PEC, determina em 60 dias:

o início da escala de 5 dias de trabalho com 2 dias de descanso;

a jornada reduzida de 44 horas semanais para 42 horas e;.

Em 14 meses:

jornada deve cair de 42 horas para 40 horas semanais, mantida a escala 5X2 e;

dois dias de descanso por semana, um deles preferencialmente aos domingos

O texto aprovado também estabelece exceções

Profissionais com diploma de nível superior e remuneração mensal acima de R$ 21,1 mil não estarão submetidos às novas regras de jornada e controle de ponto. Segundo o relatório, a medida busca evitar a pejotização e garantir maior flexibilidade para trabalhadores de alta renda. Nesses casos, a redução da jornada dependerá de decisão do empregador ou de previsão em acordos coletivos.

A exceção, no entanto, não se aplica aos servidores e empregados públicos da administração direta e indireta da União, estados, Distrito Federal e municípios.

Nos contratos firmados pelo poder público com empresas terceirizadas, os trabalhadores passarão a ser incluídos na nova jornada a partir da formalização de aditivos contratuais ou após o prazo máximo de 12 meses previsto para adaptação

 

Foto: Renan Silva
No Rio passeata no dia 25, no Centro, marca ato pelo fim da escala 6 x 1

A expectativa da categoria esta semana é que a partir do ofício enviado dia 26 pela Fasubra ao Ministério da Educação  se abram as negociações efetivas, já que o MEC já tinha oficializado esse interesse e agora a FASUBRA também o fez. Só que, quanto ao decreto necessário a regulamentação da Lei que instituiu o Reconhecimento de Saberes e Competências, ainda não se tem informações. Portanto, a mobilização tem que seguir firme e forte, como tem feito a delegação do Sintufrj e demais companheiros do Comando Nacional de Greve (CNG) da Fasubra.

Compõem a delegação da UFRJ, os companheiros Marisa Araújo, Rosângela Marins, Fernando André, Milton Madeira, Edson Vargas, Cícero Rabello e Almiro dos Santos.

Nesta quinta-feira, 27, por exemplo, os membros do CNG atuaram no Congresso. Acompanharam reuniões deliberativas das comissões de Saúde e Educação da Câmara e o debate com o Ministério da Saúde sobre prioridades para 2026.

 

Em defesa do cumprimento do acordo

Delegação do Sintufrj no CNG conversou com parlamentares. Sâmia Bonfim (Psol SP) defende a greve e pelo cumprimento do acordo de 2024.

 

A Fasubra encaminhou, nesta terça-feira, 26, à Secretaria Executiva Adjunta do Ministério da Educação (MEC), ofício em que comunica deliberação da categoria, em reunião no mesmo dia, após consulta aos sindicatos de base, de aceitar os pontos apresentados na reunião de negociação com o MEC do dia 13 de maio.

Estes foram formalizados na ata encaminhada à Federação dia 15 de maio e divulgado para a base. A assembleia da UFRJ apontou o aceita da negociação.

(Veja a íntegra clicando aqui _Ata reunião Fasubra )

 

O aceite, diz a Fasubra, está condicionado a alguns pontos:

1) Publicação do Decreto do RSC;

2) Definição de Cronograma para os Grupos de Trabalho com início e fim para entrega, principalmente dos levantamentos dos impactos financeiros dos pontos, dando prioridade para o GT com os pontos dos aposentados;

3) Alteração do artigo 16 da IN 02/2018 para inclusão do plantão 12hx60h;

4) Envio pelo MEC de Orientação para os Hospitais Universitários sobre a implementada, via folga, da hora ficta;

5) Compensação de Greve: no termo de acordo deve constar que a compensação será por tarefas represadas.

A categoria, informou a Fasubra ao MEC.  deliberou também pela continuidade da greve e aguarda retorno e agendamento de nova reunião para dar prosseguimento as negociações.

O Serviço de Hemoterapia do HUCFF informa que os estoques de sangue estão escassos e os responsáveis pelo setor apelam à comunidade universitária que faça doação num gesto que pode salvar vidas. A campanha para captar doadores “Sangue bom, coração gigante” está em curso e o Comando Local de Greve (CLG), que aderiu a ação, tem estimulado a adesão de doadores.

Algumas regras são estabelecidas para eventuais doadores.

  • A partir dos 16 anos, com autorização dos pais, a doação de sangue já pode ser feita. Autorização por escrito com formulário do próprio do banco de sangue.
  • Quem nunca doou pode fazê-lo até 59 anos 11 meses e 29 dias.
  • Quem já é doador pode doar até 69 anos 11 meses e 29 dias.
  • O doador tem que ter pelo menos 50 kg e, naturalmente, boa saúde.
  • Quem é diabético pode doar, mas tem que estar saúde estável e não usar insulina.
  • Quem usa tatuagem e piercing tem que ter feito o acessório até no mínimo seis meses.
  • Piercing não pode ser na língua e nem na genitália.
  • Para quem usa maquiagem definitiva (sobrancelha) é necessário carência de 180 dias para doar.
  • Não pode usar medicamento injetável.
  • Não pode usar testosterona.
  • Não pode ingerir bebida alcoólica nas últimas 12 horas anterior à doação.
  • Nem fumar 1 hora anterior à doação de sangue.
  • Tem que ter dormido pelo menos seis horas de sono na noite anterior.
  • Hipertenso pode doar, mas depende da medicação
  • Quem tem hipotireoidismo pode doar sangue

Preparação

  • No dia da doação não vir em jejum. Mas se vier, damos lanche.
  • Não pode comer nada gorduroso, pois pode dar alteração na bolsa de sangue.

IMPORTANTE

  • Mulheres podem doar sangue a cada 3 meses, sendo no máximo 3 vezes ao ano.
  • Homens a cada 2 meses, sendo no máximo 4 vezes ao ano.

 

A próxima reunião do GT Mulher irá tratar de um tema muito especial: o papel das Casas de Acolhimento no combate à violência de gênero. Letícia Maia, do Movimento de Mulheres Olga Benário, estudante da FND/UFRJ, é nossa convidada para relatar suas experiências.
27 MAIO, QUARTA-FEIRA
14H NO ESPAÇO CULTURAL DO SINTUFRJ
REUNIÃO HÍBRIDA

A comunidade de dois grandes centros da UFRJ vai às runas em junho para eleger seus decanos para o quadriênio 2026 a 2030: O Centro de Tecnologia (CT), entre os dias 1º e 3 de junho,  e o Centro de Ciências da Saúde (CCS), entre os dias 15 e 18 de junho.

Apresentação da chapa no CCS no dia 10

No CCS, a Comissão Eleitoral convida o corpo social para a apresentação da proposta da chapa candidata à Decania no dia 10 de junho, às 13h30, no Auditório PCM no bloco F1. O link para acesso online é: https://conferenciaweb.rnp.br/sala/patricia-dias-fernandes-2

No dia 25 de maio, o Conselho de Coordenação homologou a inscrição de capa única:  “Atitude e Integração: Construindo Juntos o CCS que Queremos”, formada por  Avany Fernandes, do Instituto de Nutrição Josué de Castro (INJC), que concorre ao cargo de decana, e Marcius Almeida, do Centro Nacional de Biologia Estrutural e Bioimagem (Cenabio), que concorre a substituto eventual (vice-decano).

A votação ocorrerá de forma remota, por meio do sistema da TIC/UFRJ, entre 9h do dia 15 de junho e 18h do dia 18 de junho de 2026. Os eleitores receberão, por e-mail, as instruções de acesso à urna virtual. A apuração será no dia 19 e a homologação será na sessão ordinária do Conselho de Coordenação no dia 22 de junho.

A Comissão Eleitoral é formada por representantes titulares e suplentes das categorias docente, técnico-administrativa e discente. De acordo com as normas divulgadas, poderão votar docentes ativos do quadro do CCS, docentes eméritos, servidores técnico-administrativos ativos, estudantes regularmente matriculados em cursos de graduação e pós-graduação stricto sensu desde o primeiro período letivo de 2026, além de residentes e estudantes de cursos lato sensu com carga horária didática igual ou superior a 1.200 horas. Também estão aptos a participar docentes e servidores em férias, licença-prêmio ou licença médica. A participação dos funcionários do HU Brasil será definida pelo Conselho Universitário para as próximas eleições.

Debate no CT será dia 28

No CT, no mesmo dia, foram homologados os nomes dos dois candidatos, ambos professores da Escola Politécnica. O site do CT informa que a candidata 1 é a professora e engenheira Cláudia Morgado, que atua nos cursos de graduação em Engenharia Ambiental e Engenharia Civil, além do Programa de Engenharia Ambiental (PEA/UFRJ). Cláudia foi diretora da Escola Politécnica por dois mandatos, entre abril de 2018 e abril de 2026, tornando-se a primeira mulher a ocupar o cargo na história da instituição.

O candidato 2 é o professor e engenheiro João Carlos Basílio, do Departamento de Engenharia Elétrica e ex-diretor da Escola Politécnica entre 2014 e 2019. Basílio também presidiu a Sociedade Brasileira de Automática (SBA) no biênio 2021–2023.

O debate entre os candidatos será dia 28 de maio, às 13h, no auditório G-122, no bloco G, com transmissão ao vivo pelo canal do Canal do CT no YouTube (https://bit.ly/youtubedoct).

A consulta para escolha do novo decano do CT (de 1º a 3 de junho) será em formato remoto, por meio do sistema Helios e-voting. O resultado da apuração será divulgado em 5 de junho. Em caso de segundo turno, este será de 20 a 22 de junho, com apuração e homologação do resultado no dia 22.

Quarta feira 27/05 às 10h

Pauta: Avaliação de conjuntura, greve e encaminhamentos CNG

Locais;

Fundão – Pilotis da Reitoria
PV – Auditório Manuel Maurício
Macaé – local a definir

 

A pressão popular pelo fim da escala 6 x 1 vem aumentando à medida que avança a proposta que está em discussão no Congresso Nacional.

No dia em que foi apresentado o relatório da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que põe fim a escala 6×1, na Comissão Especial da Câmara dos Deputados na, segunda-feira, 25, atos pelo país tomaram conta das ruas.

No Rio de Janeiro houve passeata da Candelária à Cinelândia promovida pelas centrais sindicais e sindicatos, movimentos sociais e partidos de esquerda.

O coordenador-geral do Sintufrj, Esteban Crescente, ao fim do ato na Cinelândia, discursou enfatizando a luta histórica para o fim da escala 6×1, baseada em greves, protestos e pressão sobre a burguesia. Ele defendeu a redução da jornada, o aumento do salário mínimo (dobrando seu valor) e denunciou os banqueiros que desviam recursos públicos através da dívida pública. Segundo ele, a vitória na luta pelo fim da escala 6×1 é vista como um passo crucial para outras conquistas.

” O caminho da vitória para conquistar o fim da escala 6×1, é a greve, é a luta, é a pressão em cima do patrão da burguesia. Nós temos que dizer que é possível sim, reduzir jornada, acabar com a escala 6×1. E não é só aumentar o salário mínimo, temos que duplicar o seu valor. Temos também que denunciar os banqueiros que sequestram orçamento público com o sistema da dívida pública com taxa de juros que leva 900 bilhões por ano do orçamento tirando da educação e da saúde. A vitória na luta pelo fim da escala 6×1 pode abrir o caminho para diversas outras vitórias, por isso nós estamos na rua e ficaremos até que essa PEC eja aprovada”, sustentou Esteban.

 

Os técnico-administrativos da universidades federais do Rio em greve marcaram presença assim como os trabalhadores do Movimento Além do Trabalho (VAT), movimento esse que protagonizou a aceleração do projeto pelo fim da escala 6 x 1.

O Sintufrj com seus dirigentes e militantes de  base participaram ativamente da manifestação.

 

Semana decisiva

A votação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que põe fim a escala 6×1 pela Comissão Especial da Câmara dos Deputados foi adiada na própria segunda-feira, 25, após pedido de vista do deputado federal Maurício Marcon (PL-RS). O texto deve voltar a ser debatido nesta quarta-feira, 27.

Durante a sessão, o relator da proposta, deputado Léo Prates (Republicanos-BA), apresentou seu parecer sobre a proposta, prevendo a redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas, sem redução salarial, em até 14 meses após a promulgação da proposta.

A expectativa é de que a PEC seja aprovada na quarta-feira, 27, e siga para o plenário para ser analisada talvez na quinta-feira, 28 de maio.

O Comando Local de Greve da UFRJ se reuniu nesta segunda-feira, dia 25, no Espaço Cultural do Sintufrj e, depois dos informes nacionais e da base, e do relato dos integrantes da última delegação ao Comando Nacional da Greve sobre suas atividades em Brasília, analisou cenários, avanços e dificuldades da greve e discutiu propostas para a próxima assembleia, no dia 20.

A expectativa é de que o decreto que regulamenta o Reconhecimento de Saberes e Competências saísse ainda no início desta semana. A Lei do RSC (nº 15.367/2026) foi sancionada em março, mas há necessidade do texto regulamentador para que o processo seja iniciado. A decreto está na Casa Civil, mas ainda não foi assinado.

Mesmo se isso se concretizar, ainda há pautas pendentes, itens não cumpridos do último acordo.

No dia 13, houve a primeira mesa negociação entre o MEC e o Comando Nacional de Greve, que indicou abertura de diálogo. Com base na avaliação deste encontro, as bases ainda enviam suas apreciações quanto à continuidade de negociação com o ministério.

Está prevista uma outra reunião com o MEC no dia 28, mas da Mesa Setorial de Negociação Permanente.

Portanto, a greve se mantém.

O CLG definiu também o calendário de mobilização da semana:

Segunda-feira, dia 25 – Ato pelo fim da escala 6 x 1, às 16h, na Candelária

Terça-feira, dia 26 – mobilização na base

Quarta-feira, dia 27

  • ASSEMBLEIA SIMULTÂNEA SINTUFRJ

Quarta feira 27/05 às 10h

Pauta: Avaliação de conjuntura, greve e encaminhamentos CNG

Locais;

Fundão – Pilotis da Reitoria
PV – Auditório Manuel Maurício
Macaé – local a definir

  • Dia de mobilização nacional no dia da votação da PEC do fim da escala 6 x 1
  • GT Mulher, às 14h – GT Mulher, às 14h, no Espaço Cultural do Sintufrj com Letícia Maia, do Movimento de Mulheres Olga Benário. Tema: O papel das casas de acolhimento no combate à violência de gênero.

Quinta-feira, dia 28 – Consuni, às 9h30, e vigília durante reunião setorial com MEC e acompanhar a publicação da portaria do reitor sobre o GT do RSC.

Foto: Renan Silva

Ato dos trabalhadores da Educação pelo cumprimento integral do acordo no dia 1º de abril. Marcha ocupou a Lina Vernelha

O relatório sobre o fim da jornada de trabalho que põe fim a escala 6×1 foi apresentado nesta segunda-feira, 25,  para votação na comissão especial. A previsão é que a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) chegue ao  Plenário da Câmara esta semana. A aprovação depende dos votos favoráveis de 3/5 dos deputados (308), em dois turnos de votação. Após segue para o Senado.

Mas enquanto a CUT, as demais centrais sindicais, os movimentos sociais e 71% da população querem reduzir a jornada e acabar com a escala 6 x1, parlamentares do Centrão e da extrema direita de Flávio Bolsonaro articulam o voto contra os trabalhadores.

Entre as emendas que eles apresentaram, está o adiamento do fim da redução da jornada de trabalho em 10 anos, sendo implementada apenas em 2036.

No Rio de Janeiro, no dia da apresentação do relatório, nesta segunda-feira, 25, trabalhadores e movimentos sociais fizeram passeata da Candelária à Cinelândia. A concentração foi às 16h com saída para a Cinelândia às 17h30.