• Assembleia Geral nas escadarias do IFCS, no Largo de São Francisco
• É nesta quarta-feira, às 13 de maio, às 13h
• Pauta: eleição de delegados para a Plenária da Fasubra

• Assembleia Ato, no Largo de São Francisco, seguida de marcha até o busto de Zumbi dos Palmares, na Pres.Vargas, vai reunir nesta quarta-feira, 13 de maio, trabalhadores de universidades federais e estaduais em greve (UFRJ, UFF, RURAL, UNIRIO E UERJ). A concentração será nas escadarias do IFCS, ás 14h.
Imperdível!

Quarta-feira, 13 de maio é dia nacional de luta pelo cumprimento integral do acordo e dia de reunião no MEC. Assembleia-Ato no IFCS será às 13h

No dia em que acontece mais uma reunião no MEC, os técnicos-administrativos em educação das universidades federais em greve em todo país vão as ruas mais uma vez para reivindicar o cumprimento integral do acordo de greve de 2024. O dia nacional de luta acontece no dia da reunião da Fasubra com o MEC.

Veja a convocação do CLG-Sintufrj

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A conjuntura, segundo O CNG-Fasubra

Na maioria das 53 instituições em greve, o movimento já dura 70 dias (na UFRJ começou no dia 9 de março), sem que o governo apresente soluções para os pontos pendentes no acordo de 2024. A situação se agrava com a descaracterização da proposta de Reconhecimentos de Saberes e Competências (RSC) construída na Comissão nacional de Supervisão da Carreira e segue sem a publicação do decreto de regulamentação no prazo estabelecido. A categoria chega na segunda semana de maio sem o instrumento para a implantação.

O documento alterado pela Subsecretaria de Gestão administrativa do MEC já foi enviado ao MGI mas o ministério posterga o envio para a Casa Civil. Reivindicamos que o decreto seja publicado respeitando o último texto acordado na CNSC do MEC.

Da mesma forma, pautas do acordo de 2024 seguem sem encaminhamento, como decreto de cargos para a liberação de novos concursos, a racionalização dos cargos ocupados, as 30 horas para todos os TAE sem redução salarial e o reposicionamento dos aposentados, entre outros pontos.

A mobilização do CNG em Brasília conquistou duas agendas: no dia 12 de maio, às 16h acontece na Câmara dos Deputados, uma audiência pública, convocada pela deputada Alice Portugal com a presença da Fasubra na mesa, sobre o não cumprimento do acordo.

E a reunião no dia 13 com o MEC, fundamental para cobrar respostas sobre pontos pendentes.  “O tamanho de nossa vitória é proporcional ao tamanho da nossa mobilização”, lembra a Federação, apontando que a audiência dia 12 e a reunião dia 13 exigem mobilização total para garantir o cumprimento integral do acordo.

Dia 13, às 13h

No dia 13, no seguindo a orientação da Fasubra, às 13h, nas escadarias do IFCS, no Largo de São Francisco, será realizado ato conjunto dos técnicos-administrativos da UFRJ com os das demais federais e estaduais em greve do Estado do Rio, que travarão diálogo com a população em caminhada no Centro da Cidade.

Essa foi um dos principais encaminhamentos aprovados na reunião do Comando Local de greve da UFRJ, na manhã desta segunda-feira, dia 11, que definiu uma agenda intensa de mobilização na semana, com o seguinte calendário:

Calendário

Segunda-feira, dia 11

14h Reunião conjunta GT Carreira e CIS UFRJ

18h Reunião Fórum Estadual dos Comandos de Greve

Terça-feira, dia 12

14h – Live sobre RSC organizada pela Decania do CT, com a presença de Selene Vaz (que também é coordenadora do Sintufrj) e Igor Dantas da CIS UFRJ, e Roberto Gambine.

Quarta, dia 13

13h Assembleia ato, escadaria do IFCS – seguida de caminhada unificada dos Comandos de Greve dos trabalhadores em educação por valorização.

Quinta, dia 14

9h Consuni- Ato de cobrança contra a terceirização de serviços na Odontologia, pela aceleração e reposicionamento dos aposentados.

Sexta, dia 15

“Ao vivo CLG SINTUFRJ”, com atualização sobre a mesa com MEC e sobre o decreto RSC

Veja algumas das propostas aprovadas

– Fortalecer a unidade realizando ato no 13 de maio em conjunto com comandos de greve das universidades federais e estaduais do Rio de Janeiro. Seguindo deliberação do CNG relativo ao dia nacional de lutas, no mesmo dia haverá mesa de negociação com o MEC.

–Realização de live informativa, dia 15, sobre resultado de mesa com MEC e andamento da publicação de decreto do RSC, organizada pela Comissão de Comunicação do CLG.

– Diante da luta por recomposição orçamentária das universidades, das perdas salariais e defasagens na carreira devemos, o CLG pretende cobrar da UFRJ quais as condições de expansão dos cursos pretendida no campus Duque de Caxias.

– Organizar metodologia de definição para espaço de acolhimento para filhos e filhas de sindicalizados durante as atividades de greve.

– Propor ao CNG e Fórum de Entidades do Rio o dia 20 de maio, convocado pela UNE, como dia nacional de luta pela educação, no sentido da aliança operário estudantil e unificação das lutas da Educação.

– Aprovar moção de apoio aos estudantes que sofreram violenta repressão da PM e Governo de São Paulo, na ocupação da Reitoria e solicitar aos conselheiros técnicos-administrativos que proponham ao Consuni moção de repúdio. (veja a seguir).

 

Moção de Repúdio à violenta desocupação da Reitoria da USP pela PM de Tarcísio de Freitas

O Comando Local de Greve do Sintufrj manifesta seu mais veemente repúdio à ação violenta empregada pelo Estado de São Paulo contra estudantes em mobilização na Reitoria da Universidade de São Paulo (USP), na madrugada do dia 10 de maio de 2026.

Os relatos divulgados por estudantes, pelo Diretório Central dos Estudantes e pela imprensa apontam para uma operação marcada pelo uso de força desproporcional, que vai de agressões físicas, bombas de efeito moral, gás lacrimogêneo, cassetetes a detenções arbitrárias contra jovens que exerciam seu legítimo direito à manifestação política e à organização estudantil.

É inaceitável que reivindicações relacionadas à permanência estudantil, como condições de moradia, alimentação, e assistência, além da democratização do diálogo universitário, sejam respondidas com repressão policial. A presença ostensiva da Polícia Militar dentro de um espaço universitário representa grave ameaça à autonomia universitária, à liberdade de organização e aos direitos democráticos historicamente conquistados pelo movimento estudantil brasileiro.

Repudiamos igualmente qualquer tentativa de criminalização da luta por direitos e denunciamos a escalada autoritária que transforma conflitos políticos e sociais em casos de polícia. Universidades devem ser espaços de debate, construção coletiva e garantia de direitos — nunca territórios de intimidação e violência estatal.

Manifestamos nossa solidariedade aos estudantes feridos, perseguidos e detidos durante a ação, e exigimos:

– Apuração rigorosa das denúncias de violência policial;

– Garantia da integridade física e dos direitos dos estudantes envolvidos;

– Interrupção imediata das práticas repressivas contra movimentos sociais e estudantis;

– Reabertura efetiva do diálogo entre a reitoria e o movimento estudantil;

– Respeito irrestrito à autonomia universitária e ao direito constitucional de manifestação.

Nenhuma luta por permanência, dignidade e educação pública pode ser tratada como caso de repressão.

Toda solidariedade aos estudantes da USP

O evento especial que o SINTUFRJ organizou para marcar a passagem do Dia das Mães, na manhã desta sexta-feira, dia 8, no Espaço Cultural, não foi apenas uma comemoração convencional. Foi uma verdadeira celebração de mães que derrubaram e ainda derrubam “um leão por dia” para criarem seus filhos: mães-solo, militantes, ativistas, mães que lutam no dia a dia pela sobrevivência e por uma sociedade mais justa.

O evento foi aberto com a “Roda de Conversa Mães na linha de frente”, transmitida também via Zoom, que refletiu sobre o papel das mães no trabalho, no cuidado e nas batalhas coletivas que transformam a sociedade, com as presenças inspiradoras de Vera Lúcia Cardoso, mãe da deputada Dani Balbi (PCdoB), técnica em enfermagem aposentada do HU, e da ativista social Thaiz Leão, designer, artista e ativista social e assessora da vereadora Thaís Ferreira (PSOL).

“Nada do que a gente faça vai mensurar o amor de uma mãe por seu filho”, disse a assessora Alessandra Nascimento, convidado as palestrantes, a coordenadora-geral Sharon Stèfani e a idealizadora do evento, a coordenadora de Administração e Finanças Ana Mina a comporem a mesa.

Ana, que mediou o evento, apontou a oportunidade de, neste momento difícil da realidade nacional e internacional, o Sindicato oferecer esse momento de reflexão e de cuidado às mães.

Sharon também elogiou a iniciativa, em particular das mulheres do coletivo Unir e destacou acolhimento e cuidado com que ela mesma é recebida. Abordou também a importância deste olhar especial às mães, exemplos de força e obstinação.

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Livros, tirinhas e ativismo

Thaiz Leão levou de presente diversos exemplares dos materiais que produz em seu projeto. Um deles, o livro “O exército de uma mulher só”, aberto com sentenças como: “no Brasil, 5 milhões e meio de crianças não têm o nome do pai na certidão de nascimento; ou em muitas casas, as tarefas domésticas são obrigação apenas de mulher e muitas acabam demitidas ou se veem obrigadas a demitir-se para cuidar dos filhos e da casa”.

Levou também mostras do livro “Chora Lombar” e cards com suas tirinhas que abordam temas a desconstrução da maternidade idealizada e o mundo hostil dos preconceitos machistas.

Thaiz foi mãe aos 23 anos, de Vicente e com base nos seus desafios, desenvolveu o projeto “Mãe Solo”. Ela é fundadora e diretora do Instituto Casa Mãe. Autista, desenha como linguagem para expressar seus pensamentos e viu, tocando em temas delicados para as mulheres, como as dores e a sobrecarga comuns na maternidade, seu público crescer de 20 mil para 200 mil mães do Brasil inteiro.

Como, brinca, sua profissão “é tentar resolver o mundo” acabou voltando-se para a política como ferramenta para atuar numa sociedade cujas políticas são pensadas por homens que “sequer lavam suas roupas e que colocam o dinheiro acima da vida”, para tentar realizar o sonho de se chegar a um lugar “mais gostoso”, de sustentabilidade para a vida, de um futuro melhor.

“Minha mãe não era solo, mas era como se fosse. Éramos cinco mulheres e ela fez tudo. Então para mim, ela ensinou, representou, lutou”, contou Vera, mãe de Dani Balbi, contando que saía todo dia para trabalhar, sem esmorecer, para matar “um leão por dia”. Mesmo assim, orgulha-se ao dizer que é muito gratificante ser mãe: “Meus filhos são tudo que tenho. A minha filha é maravilhosa, além dos que vocês veem”, diz ela, contando que foi muito difícil ser mãe solo, negra e pobre.

Contou que começou durante o regime militar. “Imagine o que passei. Enfrentei racismo, preconceito, mas me mantive ali, lutando, porque minha mãe ensinou que temos que manter a cabeça erguida e lutar por nossos direitos”, disse ela, que é sindicalizada há muitos anos e sempre que possível participa do movimento.

Depoimentos do público emocionam

Além de depoimentos das coordenadoras Ana Célia e Selene Vaz (Aposentados), Norma Santiago (Políticas Sociais), Antônia Karina (Comunicação) e Rosemere Roza (Suplente), muitas das companheiras presentes, mães e filhas, estimulada a dar seu depoimento pela coordenadora Ana Mina, também contaram um pedacinho de sua história, a luta para criar seus filhos, o orgulho pelo que se tornaram e admiração às suas próprias mães.

“Fui mãe-solo e tive que segurar uma barra sozinha”. A frase se repetiu em muitas das falas das mães, algumas já avós e até bisavós, com um destaque, o orgulho por tudo que os filhos, apesar das dificuldades conquistaram com todo esse esforço.

Coordenadores, Nivaldo Holmes (Suplente) e Francisco de Assis (Geral), e um servidor presente (seu Manoel Tavares) também prestaram sua homenagem.

Dani Balbi homenageia sua mãe

A deputada não pôde estar presente, mas em um vídeo, contando um pouco da sua trajetória e de sua mãe, emocionou o público.

Contou que dona Vera lhe mostrou a importância de identificar o lado certo da história, o da classe trabalhadora. Que sua mãe, que tinha o Sintufrj como referência levava o Jornal para casa, que os filhos liam, mesmo sem entender muito aos nove e dez anos, mas que de certa maneira ajudou a fortalecer sua consciência de classe. Lembrou com orgulho os ensinamentos da mãe, da necessidade de sempre se organizar, buscar organizações que representem seus interesses de corporação, de classe, em defesa de políticas públicas estruturantes para os mais vulneráveis.

Contou ainda que dona Vera foi o primeiro exemplo de militante que teve em casa, que vociferava contra o neoliberalismo ao assistir o desmonte da universidade na gestão neoliberal.

Mas, além de mostrar o caminho da organização coletiva com a identificação do lado certo da história, mostrou o amor incondicional pela universidade pública: “Sempre chegava em casa compartilhando com a gente como ela ajudava nas pesquisas que tinham impacto na vida das pessoas. E depois me tornou aluna da universidade. Um orgulho para nós duas”.

“E quantas vezes conversávamos sobre política. Sobre a importância da universidade pública e da luta coletiva. Quero agradecer a minha mãe por ter consciência de classe e o amor e a importância da universidade pública”, disse Dani, concluindo: “Te amo, mãe!”

Maquiagem e shiatsu

Além das palestras, o Sintufrj ofereceu momentos de cuidado com a saúde às mães presentes: havia estandes de maquiagem e limpeza de pele (oferecidas pela MaryKey) terapias como auriculoterapia e shiatsu (com a equipe do Espaço Saúde), foram oferecidas singelas lembranças e, ao fim, um saboroso brunch no salão delicadamente decorado. FOTO: RENAN SILVA

Trabalhadores das universidades federais e estaduais em greve fizeram ato unificado reivindicando a valorização da categoria. A manifestação foi na tarde de quinta-feira, 7 de maio, com concentração no Largo do Machado e caminhada até o Palácio Guanabara.

O objetivo foi dialogar com a população, cobrar os governos federal e estadual e denunciar a asfixia financeira das instituições públicas de ensino. Os trabalhadores se concentraram no Largo do Machado onde os representantes dos comandos de greve da UFRJ, da UFF, Rural, Unirio e Uerj fizeram falas e distribuíram panfleto explicativo.

No caso das universidades federais os técnico-administrativos reivindicam o cumprimento do acordo de greve firmado em 2024 com o governo. A categoria tem perdas inflacionárias acumuladas na casa dos 30% desde 2010. Já o orçamento para custeio e investimentos teve uma queda brutal há mais de uma década.

Na Uerj ocorre pela primeira vez uma greve unificada de técnicos, docentes e estudantes. Seus trabalhadores têm mais de 50% de perdas acumuladas nos últimos anos, professores com doutorado ganham menos de metade do salário das federais, há retirada de direitos e a universidade vive numa situação orçamentária muito grave. Em 2024 os estudantes tiveram milhares de bolsas cortadas. Na unidades de saúde da Uerj os trabalhadores têm sobrecarga de trabalho e o Hospital Grafréé Guinle está sendo fechado.

 

 

Marcha

Após a concentração eles saíram em marcha até o Palácio Guanabara onde finalizaram o ato. Lá novamente se manifestaram, inclusive pedindo abertura de negociação com o  governador em exercício.

 

A coordenadora do Sintufrj, Marli Rodrigues, enalteceu a união dos trabalhadores das universidades federais e do estado. Falou das reivindicações anunciando também que a categoria luta pelo fim da escala 6 x 1.

“Nós estamos na rua porque nós queremos dignidade de trabalho.  Essa luta é de todos nós, pois esses governos não respeitam o trabalhador. Então nós estamos na rua e vamos continuar. E nós já percebemos que juntos nós somos fortes. É o pessoal da Uerj na greve e nós nas federais. O  nosso objetivo é lutar pelo nosso RSC e os companheiros da Uerj estão na luta por aumento de salário e por dignidade de trabalho. Nós estamos na rua também pelo fim da escala 6 x 1. Estamos lutando não só pelas universidades, estamos lutando pela educação, pela saúde. A  nossa luta é por dignidade de trabalho, o fim da escala 6 x 1 para acabar com a exploração do trabalhador. Nós estamos num momento decisivo da nossa greve e a rua é o melhor lugar para denunciarmos, defender nossos direitos e falar o que está acontecendo na saúde e na educação. Companheirada, muito obrigada, muito bom ter todos vocês aqui. Nós estamos nessa luta porque a rua é o lugar onde nós podemos gritar e nós podemos dizer para esses governantes que sem trabalhador não tem economia nesse país. Sem trabalhador tudo fica parado. Cada vez que o governo não cumpre com as suas obrigações com a gente, voltamos para as ruas. A gente para esse país porque nós somos fortes. Juntos nós podemos.”

Desde a conquista do Reconhecimento de Saberes e Competências (RSC) resultante de nossa greve de 2024 – gratificação que busca reconhecer o empenho profissional do servidor e que pode atingir quase 8 mil pessoas na UFRJ – o Sintufrj vem buscando planejamento prévio e organização de uma comissão com membros da Comissão Interna de Supervisão da Carreira, do GT Carreira e da Pró-Reitoria de Pessoal, para possibilitar a agilidade deste processo.

Nesta quarta-feira, 6 de maio, ocorreu reunião com a Pró-Reitora de Pessoal, Neuza Luzia, com o objetivo de alinhavar o trabalho.

O Sintufrj, inclusive, já apresentou uma minuta detalhando etapas e os atores a serem envolvidos nesse processo para ajudar a orientar a implantação do RSC na UFRJ. Mas o que tem segurado o deslanche efetivo desse trabalho é a publicação do decreto de  regulamentação do RSC que traça as diretrizes oficiais a serem seguidas pelas universidades. Então, nessa reunião com a pró-reitora houve mais troca de informações e sugestões postas na mesa.

Uma nova reunião foi proposta para o dia 18 de maio, a ser confirmada, com a presença do reitor Roberto Medronho e integrantes da Comissão Interna de Supervisão da Carreira (CIS), GT Carreira Sintufrj e PR-4 para definir alguns parâmetros para a UFRJ.

Entenda

No dia 30 de março foi sancionada a Lei nº 15.367/2026 que instituiu o RSC que pode garantir aumentos efetivos no salário com mais esta modalidade do Incentivo à Qualificação que vai além dos títulos formais.

Agora, para a implantação de fato, se aguarda a publicação de um decreto com diretrizes (cuja Minuta, o MEC enviou ao MGI no dia 16) pela Casa Civil. O decreto é necessário porque a Lei remeteu a este a regulamentação de uma série de critérios, como a pontuação, avaliação e procedimentos para concessão do RSC.

O decreto trata também da instrução dos requerimentos, atuação das comissões responsáveis pela análise dos pedidos, a sistemática de análise do memorial e da documentação comprobatória, hipóteses de recurso e mecanismos de acompanhamento da implementação.

 

REUNIÃO NA PR-4 nesta quarta-feira

 

CALENDÁRIO DE GREVE
Quinta-feira, dia 7, às 14h, com concentração no Largo do Machado – Ato unificado dos sindicatos e comandos de greve dos trabalhadores técnicos-administrativos em Educação das universidades por valorização profissional. Caminhada do Largo do Machado até o Palácio Guanabara.
Sexta-feira, dia 8, às 10h – Roda de conversa: homenagem às mães de luta. Com participação especial da companheira Vera Lúcia Cardoso, mãe da deputada Dani Balbi (PCdoB).
Segunda-feira, dia 11, às 10h – reunião do CLG-Sintufrj

Ato Unificado da Educação nesta quinta-feira, 7, às 14h, no Largo do Machado

Os técnicos administrativos da UFRJ em greve há 60 dias reafirmaram, na assembleia simultânea (Fundão, Praia Vermelha e Macaé) desta quarta-feira, 6, seus objetivos concretos para a continuidade do movimento: regulamentação imediata do Reconhecimento dos Saberes e Competências (RSC) e decisão sobre as 30 horas (cuja nota técnica já foi enviada pelo MEC para o Ministério de Gestão e Inovação dos Serviços Públicos (MGI), sem contudo abrir mão dos demais itens pendentes do acordo assinado com o governo em 2024. A Fasubra também cobra do MEC uma orientação formal para reitores e gestores dos hospitais universitários sobre a aplicação da hora ficta no formato de folga, visando uniformizar o entendimento sobre o tema nas instituições.

A assembleia referendou o calendário de lutas aprovado pelo Comando Local de Greve (CLG), com destaque para o Ato Unificado da Educação, nesta quinta-feira, 7, com concentração às 14h no Largo do Machado e caminhada até o Palácio Guanabara. Participarão os trabalhadores das instituições federais de ensino e estaduais (UERJ e Faetec) em greve. Esta atividade faz parte do Dia Nacional de Luta da Fasubra. A categoria também aprovou seis nomes para o Comando Nacional de Greve (CNG), que permanecerão em Brasília de 11 a 23 de maio, e uma moção de solidariedade à flotilha de ajuda humanitária à Faixa de Gaza Global Samud, interceptada pela Marinha de Israel, em águas internacionais, e a liberdade do brasileiro Thiago Ávila, submetido a maus tratos, e do palestino-espanhol Saif Abukeshek, ameaçado de morte – sequestrado em águas internacionais.

Live sobre o RSC

No dia 12 de maio (terça-feira), o Sintufrj realiza uma live sobre o RSC, às 14h, com mediação do ex-dirigente sindical e ex-pró-reitor de Pessoal e de Finanças da UFRJ, Roberto Gambine, e a participação da coordenadora de Aposentados e Pensionistas do Sintufrj, Selene Vaz, e o técnico administrativo da Praia Vermelha, Igor Dantas.

A ASSEMBLEIA DESTA QUARTA-FEIRA, DIA 6, foi encerrada com um vídeo convocando para o ato unificado da educação

 

 

 

Fonte: Secretaria de Relações Institucionais (Gov.br)

O presidente Lula lançou no dia 4, novo programa de renegociação de dívidas do Governo Federal, o Desenrola 2.0. O programa contará com uma mobilização de 90 dias para incentivar os brasileiros a renegociarem suas dívidas e regularizarem sua situação financeira. Está estruturado em quatro frentes: Desenrola Famílias, Desenrola FIES, Desenrola Rural e Desenrola Empresas.

Com o Desenrola 2.0, brasileiros inadimplentes poderão renegociar seus débitos com descontos que variam de 30% a 90% sobre o valor principal, além de juros limitados a 1,99% ao mês.

O programa também prevê a possibilidade de utilização de até 20% do saldo do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) para a quitação das dívidas, benefício voltado a trabalhadores com renda de até cinco salários mínimos.

O governo também anunciou que haverá bloqueio do CPF de inadimplentes em plataformas de apostas por 12 meses. para o Ministério da Fazenda, se a pessoa está endividada, não deve comprometer ainda mais sua renda com apostas online (leia mais após a matéria).

Como funciona

O programa oferece crédito para quitação de dívidas contratadas até 31 de janeiro de 2026 e que estejam em atraso entre 90 dias e dois anos, incluindo débitos de cartão de crédito, cheque especial e crédito pessoal (CDC).

As condições incluem:

  • Descontos de 30% a 90%;
  • Juros máximos de 1,99% ao mês;
  • Prazo de até 48 meses;
  • Até 35 dias para pagamento da primeira parcela;
  • Limite de até R$ 15 mil por pessoa, por instituição financeira (após descontos);
  • Garantia do Fundo Garantidor de Operações (FGO).

Quem pode participar?

Brasileiros com renda de até cinco salários mínimos (R$ 8.105).

📲 COMO PARTICIPAR DO NOVO DESENROLA (PASSO A PASSO)

1️⃣ Verifique suas dívidas
Consulte seu CPF em plataformas como:
Serasa
SPC Brasil
Veja quais dívidas estão negativadas e aptas para negociação.
2️⃣ Acesse a plataforma oficial

Entre no site do governo:
👉 gov.br
Faça login com seu CPF e senha (nível prata ou ouro pode ser exigido em alguns casos).

3️⃣ Consulte as ofertas disponíveis
O sistema mostrará:
valor original da dívida
desconto aplicado

Opções de parcelamento

4️⃣ Escolha a melhor proposta
Compare:
valor à vista (geralmente com maior desconto)
valor parcelado (com juros menores)
Selecione a opção que cabe no seu orçamento.

5️⃣ Feche o acordo
Confirme a renegociação diretamente na plataforma ou no banco credor.
Você receberá:
boleto
ou opção de débito automático

6️⃣ Realize o pagamento
Pague a primeira parcela ou o valor à vista para validar o acordo.
Após isso, seu nome pode ser retirado dos cadastros de inadimplência.

⚠️ DICAS IMPORTANTES
Priorize dívidas com maiores juros (cartão, cheque especial)
Evite parcelar além do que consegue pagar
Leia todas as condições antes de confirmar
💡 PARA SERVIDORES E TRABALHADORES

Mesmo sendo um alívio imediato, é importante não comprometer renda futura com parcelas altas — especialmente diante do custo de vida elevado.

 

Para CNC, bets agravam endividamento das famílias brasileiras

Fontes:  Gilberto Costa, repórter da Agência Brasil e Gleide Andrade (Brasil de Fato)

De janeiro de 2023 a março de 2026 a inadimplência do consumidor causada pelas bets retirou R$ 143 bilhões do comércio varejista. O montante equivale ao volume de vendas nos períodos de Natal de 2024 e 2025.

O crescimento do gasto dos brasileiros com as plataformas eletrônicas nesse período foi superior a R$ 30 bilhões por mês. O dito “entretenimento” comprometeu a disponibilidade de renda para manter o pagamento em dia das dívidas e podem ter levado 270 mil famílias a situação de “inadimplência severa” – incapacidade de pagar marcada por atrasos de 90 dias ou mais.

As estimativas são da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). Para a entidade empresarial, “as bets não representam apenas entretenimento; configuram-se como um risco sistêmico para a saúde financeira das famílias, drenando recursos que seriam destinados ao comércio varejista e ao consumo produtivo.”

“As bets afetam principalmente as famílias mais vulneráveis, aumentando seu endividamento global, enquanto para os mais ricos funcionam como substituto de outras formas de endividamento, embora também gerem inadimplência”, descreve apresentação da entidade.

O presidente do Sistema CNC-Sesc-Senac, José Roberto Tadros, defende a implementação de políticas públicas regulatórias para as plataformas e de proteção a consumidores. Em nota à imprensa, ele afirmou que as apostas online estão comprometendo a renda das famílias brasileiras. “O impacto já deixou de ser pontual e se tornou macroeconômico. Precisamos discutir os limites desse mercado, especialmente no que diz respeito à publicidade e à proteção das famílias brasileiras.”

De acordo com a CNC, oito em cada vez famílias (80,4¨%) estão endividadas no Brasil. O indicador é próximo aos 78% verificado no final de 2022. Entre 2019 e aquele ano, a proporção de famílias endividadas cresceu quase 20 pontos percentuais.

Notificação – O Instituto Brasileiro de Jogo Responsável (IBJR) que representa as plataformas de aposta eletrônica que operam legalmente no Brasil, enviou notificação formal à CNC cobrando “transparência metodológica” e “acesso integral” às bases de dados que a entidade usa para avaliar o impacto das bets no endividamento das famílias. A Associação Nacional de Jogos e Loterias (ANJL) também disse que os números apresentados pela CNC  “não condizem com os dados oficiais do governo e do setor.”

Publicidade sem limite pode custar vidas e destruir famílias

O alerta é de Gleide Andrade é secretária nacional de Finanças e Planejamento do Partido dos Trabalhadores, em artigo no site Brasil de Fato, que diz ainda: “O debate sobre as bets não pode se resumir à arrecadação tributária ou à formalização do setor. É preciso discutir responsabilidade pública. O Estado tem o dever de regular mercados que produzem danos sociais, especialmente quando esse dano recai sobre os mais pobres.

O presidente Lula acertou ao elevar o alerta sobre esse tema e demonstrar preocupação com o endividamento das famílias brasileiras. Ao defender medidas mais duras contra o avanço desenfreado das bets, recoloca no centro do debate uma questão essencial: a política não pode assistir passivamente à transformação da angústia popular em oportunidade de negócio.

O primeiro passo é evidente: restringir severamente — e, em muitos casos, proibir — a propaganda de apostas. Não faz sentido permitir que celulares de adolescentes, transmissões esportivas e redes sociais sejam ocupados por anúncios que normalizam o risco financeiro como caminho de prosperidade. O Brasil já aprendeu, em outras áreas, que publicidade sem limite pode custar vidas e destruir famílias.

“O Brasil precisa escolher entre proteger seu povo ou assistir passivamente à transformação da angústia popular em modelo de negócio. Porque quando a esperança vira mercadoria, quem sempre paga a conta é o povo brasileiro”, conclui a secretária.

Leia a íntegra em:

https://www.gov.br/sri/pt-br/governo-do-brasil-lanca-o-programa-desenrola-2.0

https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2026-04/para-cnc-bets-agravam-endividamento-das-familias-brasileiras

e https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2026-04/para-cnc-bets-agravam-endividamento-das-familias-brasileiras

Bets e endividamento: o impacto das apostas na vida das famílias brasileiras