RSC o que você precisa saber? Essa foi a pauta de mais uma reunião promovida ela Coordenação do Sintufrj para esclarecer a base sobre a importante conquista da greve: o Reconhecimento de Saberes e Competências, gratificação que busca reconhecer o empenho profissional do servidor e que pode atingir quase 8 mil pessoas na UFRJ.

Fotos: Renan Silva

Os coordenadores Francisco de Assis (Geral e coordenador de Comunicação da Fasubra) e Selene Vaz (Aposentados e Pensionistas) conduziram a reunião realizada no Auditório do Quinhentão nesta terça-feira, dia 5, acompanhada também por diversos companheiros via Zoom (videoconferência). Eles informaram o que já está certo da conquista até aqui, o andamento da formalização pelo governo e o que fazer neste momento para reunir a documentação que possivelmente será aceita para solicitar o direito.

Francisco relembrou a trajetória do movimento até a conquista deste direito pela greve de 2024 e porque a categoria segue reivindicando elementos não cumpridos do acordo feito com o governo naquele ano (o RSC não se estendeu aos aposentados, servidores em estágio probatório e para quem tem doutorado, como reivindica a Fasubra, por exemplo). E depois detalhou elementos do RSC.

No dia 30 de março foi sancionada a Lei nº 15.367/2026 que instituiu o RSC que pode garantir aumentos efetivos no salário com mais esta modalidade do Incentivo á Qualificação que vai além dos títulos formais.  Agora, para a implantação de fato, se aguarda apenas a publicação de um decreto com diretrizes (cuja Minuta, o MEC enviou ao MGI no dia 16) pela Casa Civil. O decreto é necessário porque a Lei remeteu a este a regulamentação de uma série de critérios, como a pontuação, avaliação e procedimentos para concessão do RSC. O decreto trata também da instrução dos requerimentos, atuação das comissões responsáveis pela análise dos pedidos, a sistemática de análise do memorial e da documentação comprobatória, hipóteses de recurso e mecanismos de acompanhamento da implementação.

Se ficar igual ao texto proposto pelo MEC, estabelece por exemplo que a atuação da Comissão do RSC (que seria composta por no mínimo três e no máximo nove membros, com respectivos suplentes) pode ser organizada de forma descentralizada por campo ou unidades administrativas para garantir a rapidez e a proximidade no processo de avaliação. E teria indicação paritária pelo Conselho Superior ou Conselho Universitário; pela Comissão Interna de Supervisão (CIS), e pela autoridade máxima da unidade de gestão de pessoas. Nessa versão, o texto dos anexos, que são seis, tratam dos requisitos e pontuações. Como por exemplo, participação em grupos de trabalho, comissões, comitês, núcleos, representações ou similares (entre os quais, a representação sindical também contaria pontos), atuação em projetos institucionais, na gestão, no apoio ao ensino, à pesquisa, extensão, inovação e assistência especializada, entre inúmeros outros.

Reunião com a PR-4 nesta quarta

Mas, como demostraram os coordenadores, o Sintufrj não está de braços cruzados e vem buscando planejamento prévio e organização de uma comissão com membros da Comissão Interna de Supervisão da Carreira,  do GT Carreira e da Pró-Reitoria de Pessoal, para possibilitar a agilidade deste processo . A próxima reunião com a Pró-Reitoria de Pessoal  está prevista para esta quarta-feira, dia 6, às 15h.

Servidores de diversos setores formularam perguntas elucidadas pelos coordenadores – como que tipo de documentos são válidos, ou que tipo de atividades podem ser consideradas e como conseguir os comprovantes. Aos servidores que aguardam as diretrizes, os coordenadores alertaram que devem já iniciar a preparação do seu memorial com base do que já está publicado.

Lei vale a partir de abril

O que já está valendo, requisitos exigidos, formas de busca de documentação nos sistemas, tudo isso pode ser consultado na edição do Jornal do Sintufrj 1472, disponível no site da entidade ou pelo link https://sintufrj.org.br/wp-content/uploads/2026/04/Jornal-1472.pdf

Como consultar

No jornal, apontamos dois tutoriais para consultas na Intranet-UFRJ (https://intranet.ufrj.br) preparados pela DGDI que podem ser acessados em:

Na véspera de 1º de Maio, o Grupo de Trabalho Mulher do Sintufrj aliou o útil ao agradável. Aproveitando o clima do feriado do Dia do Trabalhador, realizou o Cine Mulher com a exibição do filme “Mulheres Perfeitas”, com direito a pipoca e um relevante bate papo.

Como introdução ao debate, a coordenadora Norma Santiago preparou um material com base no “Manual da Dona de Casa” de 1916, que retrata a desigualdade de gênero no início do século XX, especialmente no período da Primeira Guerra Mundial.

 

Manual

Norma Santiago produziu uma apresentação para explicar que o manual era um exemplo dos guias de comportamento feminino que eram publicados em revistas e livros e ditavam como a “boa esposa” deveria agir, promovendo comportamentos como discrição, silêncio, organização do lar e priorização do marido. Era regras impostas às mulheres onde havia também controle sobre o corpo.

“Isso revela a naturalização da desigualdade, a construção do machismo estrutural e a invisibilização das mulheres. Essa cultura perpetuou a desigualdade, o machismo e a desvalorização das mulheres, que ainda são visíveis hoje. As ideias do machismo continuam presentes hoje, muitas vezes de forma sutil”, afirmou Norma.

 

Filme

Já o filme “Mulheres Perfeitas”, do diretor Frank Oz, mostra uma executiva, Joanna, cujo personagem é interpretado pela atriz Nicole Kidman, que foi demitida do trabalho e cujo marido a leva para uma cidade do interior no intuito de ajudar e lá tudo parece muito perfeito. As casas são computadorizadas, a vizinhança nunca dá problemas, as crianças são alegres e as mulheres são excelentes donas de casa, bem arrumadas, obedecendo os maridos com grande dedicação. Ela fica intrigada e vai investigar de onde sai toda essa perfeição.

 

Debate

A psicóloga da Prefeitura, Alzira Trindade, falou sobre a representação da mulher na sociedade, criticando a ideia de perfeição e o modelo imposto pelo capitalismo. Ela celebrou a imperfeição, a luta das mulheres e a importância de cuidar do ambiente social e familiar. Alzira reconheceu as diferentes realidades das mulheres, desde as trabalhadoras até aquelas que lidam com tarefas domésticas e destacou  a força e o amor como elementos importantes na  vida feminina, em oposição à visão idealizada da mulher “perfeita”. E finalizou ressaltando a necessidade de combater o machismo e de construir uma imagem mais autêntica da mulher.

 

A coordenadora de Políticas Sociais Adriana Mattos criticou a pressão pela perfeição feminina e a dificuldade de a mulher lidar com as decepções. Abordou também a luta das mulheres por espaço e poder na sociedade, muitas vezes enfrentando obstáculos e julgamentos.

 

A companheira Gecilene Militão, do HUCFF, criticou o excesso de “modernidade” que leva a perda da capacidade de julgamento individual, especialmente no contexto da saúde. Ela citou exemplos de como a tecnologia e a falta de contato humano direto podem prejudicar a sensibilidade e a capacidade de cuidar dos outros. Ela criticou ainda no contexto da saúde a substituição da experiência e intuição humana por máquinas e dados o que em sua opinião resulta na perda da individualidade e da empatia.

 

A coordenadora de Aposentados, Marli Rodrigues, falou de uma entrevista com a atriz Carolina Dieckmmann falando a visão do avô sobre o seu casamento de longa data. O avô lhe disse que amar a mesma mulher por tantos anos significa amar diferentes mulheres em diferentes fases da vida. Ele criticou a ideia de que o homem deve amar a mesma mulher que ele conheceu no início do relacionamento, pois as mulheres mudam com o tempo.

Marli se identificou com essa ideia, refletindo sobre as mudanças que as mulheres passam ao longo dos anos e como a falta de compreensão dos parceiros pode levar ao fim dos relacionamentos. Ela citou sua própria experiência e a mudança que ela mesma passou ao longo dos anos.

“A vida te proporciona para que você mude, mas os homens muitas vezes não conseguem compreender essa transformação. A mulher evolui, trabalha, conquista independência, mas ainda enfrenta a expectativa de ser a responsável por todas as tarefas domésticas. Muitos homens se sentem ameaçados por essa independência, não entendendo que a mulher agora tem suas prioridades e não depende mais deles para tudo. Eu acho que o filme trata mesmo é a incapacidade de entender o mundo que as mulheres vivem, as transformações pelas quais a gente passa. Quando descobrimos que somos capazes, cada uma na sua profissão, os homens se sentem diminuídos. E a gente transforma o homem quando mostramos que não somos suas empregadas”, avaliou.

Marli destacou ainda que é importante a mulher ser independente nos relacionamentos, priorizar seus próprios interesses e objetivos, independente do casamento. “Nunca se anule por um homem. Busque sua realização pessoal e profissional. A mulher não tem que andar atrás do homem como se diz na igreja. Não. Ela anda ao lado do homem”, ensina.

 

A coordenadora Norma Santiago questionou a ideia tradicional de papéis de gênero, observando que a ascensão profissional e educacional das mulheres pode gerar insegurança nos homens. Ela criticou a mentalidade de “cabo de guerra” nos relacionamentos e a noção da mulher “perfeita” no lar, perpetuada por tradições e instituições como a igreja. Ela apontou a desigualdade nas tarefas domésticas e como as mulheres ainda reproduzem esses padrões, mesmo que busquem uma vida diferente.

“Eu achei esse tema bem interessante. Eu sempre questionei essa divisão de trabalho entre homem e mulher, porque na minha casa era assim, né? O homem, eu li em vários textos, ele está muito preocupado quando a mulher tem essa ascensão profissional, essa ascensão de educação. Tanto é que no filme eles falaram que as mulheres, quando elas trabalhavam, elas ganhavam mais, elas eram mais inteligentes. Então isso preocupa os homens de hoje também, por isso que muitos homens não gostam que a mulher trabalhe fora. E quando ela trabalha fora, ela muda, ela amplia os horizontes e começa a ter uma vida totalmente diferente, como Marli e Alzira relataram. Isso acontece com a maioria das pessoas casadas”, observou.

“Esse manual das donas de casa era aquela mulher perfeita e hoje em dia têm pessoas que ainda cultivam isso. A mulher recatada e do lar, isso tudo vem dessa época mesmo. Na igreja ainda prevalece esse tipo de discurso. E a gente, às vezes, reproduz essas coisas mesmo. Por que a mulher tem que chegar depois de um dia de trabalho e tem que ir para a cozinha? É desigual. Então, a mulher era preparada para administrar a casa, o marido, os filhos. Quando eu comecei a pesquisar sobre isso tinha umas fotos assim, a mulher colocando o sapato, colocando o sapatinho nos pés do marido. Então, assim, tem gente que reproduz isso ainda hoje. Nós mulheres reproduzimos isso. E quando você foge a esse padrão não é mais mulher para casar. Você é aquela mulher que o marido não vai te aguentar porque você questiona muito”, atestou Norma.

 

Livros sorteados

O tradicional sorteio agraciou a companheira do HUCFF, Gecilene Militão e a coordenadora Adriana Mattos. Os livros foram “Agressão” de Ana Paula Araújo e “Mulheres Não São Chatas, Mulheres Estão Exaustas “ de Ruth Manus. Uma bolsa do GT também foi sorteada e a sortuda foi a psicóloga da Prefeitura, Alzira Trindade.

 

Mensagem

A reunião do GT foi encerrada com uma mensagem de Adriana Mattos

“Mais um GT finalizado com sucesso. Nossa união hoje é a semente de um amanhã diferente. Lutamos hoje e nos apoiamos, não apenas por nós, mas por todas as que virão depois. Respeito não é favor, é direito.”

 

Segunda-feira, 4 de maio, às 18h, no Aeroporto Santos Dumont – Recepção ao petroleiro Leandro Lanfredi, diretor do Sindpetro e da missão internacional Global Sumud Flotilla que tinha o objetivo de levar ajuda humanitária à Faixa de Gaza. Ele e 180 outros ativistas foram sequestrados por forças israelenses em águas internacionais no dia 29. Dois ainda seguem detidos em Israel: o brasileiro Thiago Ávila e o palestino Saif Abukeshek. O ato é pela libertação imediata dos ativistas e dos mais de 9 mil presos palestinos, entre outras pautas.

Terça-feira, dia 5 de maio, às 10h30 às 13h – Reunião com a base sobre o RSC, no Auditório Professor Rodolpho Paulo Rocco (Quinhentão), subsolo do Bloco K, no CCS.

Quarta-feira, dia 6, às 10h – Assembleia geral simultânea no Fundão (Auditório do CT); Praia Vermelha (Auditório Manoel Maurício do CFCH) e Macaé (Auditório do Bloco B, Centro Multidisciplinar).

Quinta-feira, dia 7, às 14h, 7 de Maio, quinta-feira: Ato Unificado dos sindicatos e comandos de greve dos trabalhadores técnicos-administrativos em Educação das universidades por valorização profissional.
Concentração às 14h no Largo do Machado com passeata até o Palácio Guanabara.

Sexta-feira, dia 8, às 10h – Roda de conversa: homenagem às mães de luta. Com participação especial da companheira Vera Lúcia Cardoso, mãe da deputada Dani Balbi (PCdoB).

Segunda-feira, dia 10, às 10h – reunião do CLG-Sintufrj

 

Delegação – O CLG decidiu manter a posição de formulação de chapa única para a próxima delegação ao Comando Nacional de Greve, cujos nomes serão indicados na assembleia.

Na quarta-feira, 6 de maio, às 10h, teremos um importante momento de diálogo e decisão coletiva.

A assembleia acontecerá simultaneamente em diferentes locais para ampliar a participação da categoria.

Pauta:

• Informes gerais da greve

* Avaliação de conjuntura
* Eleição de delegados ao CNG

📍 Locais: Fundão | Praia Vermelha | Macaé
A sua participação faz a diferença! Vamos juntos fortalecer a luta

Esta quinta-feira, 30, fez parte do calendário do movimento, conforme definido no Comando Local de Greve, o Dia D de Doação de Sangue, no Serviço de Hemoterapia do HUCFF. A atividade também foi realizada no Hemocentro de Macaé.

Vários companheiros marcaram presença neste movimento de solidariedade.

Fotos: Renan Silva

 

Num evento incorporado à campanha de solidariedade à Cuba, que cresce no país e no mundo diante da asfixia causada pelo bloqueio agravado de modo insano pelo governo Trump, a ADUFRJ, com apoio do SINTUFRJ, DCE Mário Prata e APG, organizou, nesta quinta-feira, dia 30, na sala 241 do Bloco I do CT, um debate com o escritor e ativista Frei Betto,

O bloqueio desumano promovido pelos Estados Unidos há 60 anos, agora é agravada pelo bloqueio energético que impede a chegada à ilha de navios-taque com combustível. Cuba precisa de 100 mil barris de petróleo por dia mas só produz 40 mil. O déficit de 60 mil barris ameaça o funcionamento de transportes, de hospitais e outros serviços essenciais, ocasionando uma crise humanitária, com escassez de alimentos e recursos básicos.

Direitos básicos

Frei Betto, que relatou sua trajetória de trabalho em Cuba e sua aproximação com Fidel Castro (que liderou a guerrilha que derrubou a ditadura de Fulgêncio Batista em 1959), lembrou êxitos da revolução Cubana, que beneficiou toda população. Além de tirar a ilha da condição de exploração e de “bordel do caribe” (cheia de cassinos, prostituição para americanos, máfia e corrupção, com extrema desigualdade e acesso limitado da população a saúde e educação), garantiu direitos básicos de todo ser humano, como alimentação saúde e educação.

Cuba, contou ele, já atendeu mais de 100 países com suas missões médicas, em particular em regiões com populações vulneráveis, o que mostra a dimensão da solidariedade do povo da ilha.

Fotos: Renan Silva

    

Os coordenadores-gerais do Sintufrj Esteban Crescente e Francisco de Assis

Campanha na UFRJ e no país

No debate, representantes das entidades propuseram adesão ao movimento de solidariedade à Cuba, uma rede de organizações da sociedade civil que luta pelo fim do bloqueio, organiza brigadas e arrecada doações, inclusive de painéis solares e medicamentos, para a população cubana. Na UFRJ, a meta é arrecadar R$100 mil.

O coordenador geral do Sintufrj, Francisco de Assis, que também é coordenador da Fasubra, propôs que a campanha possa ser levada em nível nacional, inclusive através da Federação.

Há instituições que organizam turismo político com viagens algumas vezes por ano, outras, recebem doações.

Como doar

Frei Betto destacou que uma das formas de apoio é o envio de recursos para compra de medicamentos pelo Instituto Cultivar (Chave PIX: 11.586.301/0001-65), explicando que, para caracterizar que a contribuição é destinada à compra de medicamentos para Cuba, qualquer depósito deve trazer, na casa dos centavos (por exemplo R$10,01), para identificar a finalidade da doação.

Coordenadores do Sintufrj distribuem o jornal da entidade

Veja a íntegra do debate na TV ADUFRJ

 

A assembleia geral simultânea do Sintufrj no Fundão, Praia Vermelha e Macaé, nesta quarta-feira, 29 de abril, que reuniu cerca de quase 200 pessoas nos três campi, fez uma avaliação do movimento grevista iniciado na UFRJ em 9 de março (participação da categoria nas atividades, assembleias e no Comando Local de Greve, CLG) e aprovou proposta para ser enviada ao Comando Nacional de Greve (CNG)/Fasubra e constar da pauta de greve para negociação final com o MEC. A greve continua na universidade.

Na avaliação política prevaleceu a necessidade se fortalecer o ato unificado de 1º de Maio, no Posto 5, em Copacabana, a partir das 14h, cujas pautas contemplam toda a classe trabalhadora, –como, por exemplo, o fim da escala 6×1 e a redução da jornada de trabalho sem redução salarial – e a realização no dia 7 de maio de um grande ato da Educação, no centro da cidade. Na quarta-feira, 6 de maio, os técnicos administrativos da UFRJ realizam nova assembleia simultânea.

“Neste cenário, o que temos nas mãos devemos à greve. Conseguimos alterar itens da minuta do decreto de regulamentação do Reconhecimento de Saberes e Competências (RSC), mesmo a Fasubra estando sozinha nesse movimento, porque o Sinasefe não quis a greve. Agora é definir prioridades, como a reposição e a aceleração para os aposentados, que não obtiveram grandes conquistas, bater pela democracia nas universidades, realizar um forte 1º de Maio e um ato da Educação”, defendeu o coordenador-geral do Sintufrj, Esteban Crescente.

“Essa greve marca a construção de uma ação de unidade, é um movimento importante. Fazer críticas ao governo é simplificar a nossa luta”, ponderou Francisco de Assis, coordenador de Comunicação da Fasubra e coordenador-geral do Sintufrj. “Em 2007 e 2015 perdemos dinheiro porque não confiamos na presidenta Dilma Rousseff e assinamos acordo de dois anos invés de quatro anos. Temos que ter consciência de que não temos correlação de força para arrancar toda a pauta. Precisamos ter prioridades”, propôs.

Para a maioria, o RSC se tornou, sim, o principal tema da greve, embora a categoria não renuncie ao restante da pauta posta sobre a mesa de negociação com o governo a partir da greve de 2024. Mas houve o reconhecimento de que desde 2023 os técnicos administrativos em educação têm conseguido avançar em suas reivindicações, apesar das limitações impostas ao governo pela direita no Congresso Nacional. “Se adotarmos a política de ou tudo ou nada, corremos o risco de morrer de inanição. RSC e Flexibilização da jornada é o máximo possível” foram propostas da assembleia para análise do CNG.

Nova assembleia

Foi aprovada a realização de outra assembleia simultânea da categoria na quarta-feira, 6 de maio, às 10h. No Fundão, será no auditório do bloco 1, do Centro de Tecnologia (CT) – na Praia Vermelha e no Centro Multidisciplinar de Macaé os locais ainda serão confirmados. Também foi dado destaque ao calendário de atividades aprovado pelo CLG, que inclui o debate sobre o bloqueio desumano dos Estados Unidos a Cuba, com Frei Betto, nesta quinta-feira, 30, às 11h, no 2º andar do bloco 1 do CT, sala 241, e doação de sangue para o Hospital Universitário (HU) no Fundão (até às14h) e em Macaé.

 

PROPOSTAS APROVADAS ASSEMBLEIA 29/04

1- Aprovada continuidade da Greve. Nova assembleia dia 06/04 em auditório e ato unificado no dia 07

2- Defendemos as seguintes prioridades para enviar ao Comando Nacional de GREVE da FASUBRA.

2.1) Publicação e implementação Decreto do RSC; dentro do texto do documento apresentado neste momento.

2.2) Reposicionamento e aceleração dos aposentados

2.3) Nota Técnica das 30 horas;

2.4) Cronograma para os grupos de trabalho: a) racionalização de cargos; b) cargos amplos; c) atualização das atribuições dos cargos

2.5) Fim de greve: garantir que no termo de acordo seja incluído a reposição do trabalho represado e não das horas trabalhadas.

PAUTA INTERNA

Cobrar da Reitoria e PR4, Orientação para a Hora Ficta;

Informes locais 

A direção do Sintufrj e o CLG situaram os técnicos administrativos sobre os encaminhamentos junto a Reitoria para atender as reivindicações dos trabalhadores das três unidades hospitalares sob gestão da Ebserh, cujos conflitos têm se agravado a cada dia, e da reunião com os trabalhadores do HU (com a participação dos superintendes) garantindo que o hospital irá prestar socorro aos servidores que se sentirem mal durante o trabalho. Também foi dado informe a respeito das deliberações em relação a Faculdade de Odontologia, que contratou pessoas para substituir os servidores em greve para atender setores da unidade considerados não essenciais. FOTO: RENAN SILVA

MOÇÕES APROVADAS NA ASSEMBLEIA

 Moção de apoio à greve dos Técnico-Administrativos em Educação da Universidade Federal de Viçosa

Os Técnico-Administrativos em Educação da UFRJ expressam seu total apoio e solidariedade aos colegas da Universidade Federal de Viçosa,  que sofreram um ataque ao seu direito de greve por parte de uma liminar judicial provocada pelo Ministério Público Federal de Minas Gerais que questiona e criminaliza a escala de greve dos servidores da Unidade de Saúde ligada à UFV.

Greve é um direito e não crime. Ilegal e abusiva é a postura do Ministério da Gestão e Inovação que se nega a negociar com a categoria TAE, que está em greve há mais de 60 dias.

Total repúdio à judicialização da greve por parte do Ministério Público Federal de Minas Gerais e apoio integral aos servidores da UFV e seu direito de lutar.

Assembleia Geral dos Técnico-Administrativos em Educação da UFRJ

Rio de Janeiro,  29 de abril de 2026.

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Toda solidariedade ao Zé Maria do PSTU: abaixo à repressão aos que lutam pela Palestina!

A absurda decisão da Justiça Federal que condenou Zé Maria do PSTU a dois anos de prisão em regime aberto é um grave ataque às liberdades democráticas e escancara o avanço da tentativa de criminalizar a solidariedade ao povo palestino no Brasil. Em um ato de se colocar ombro a ombro do povo palestino, Zé Maria expressou apoio à resistência palestina e à luta por uma Palestina livre do rio ao mar, uma posição histórica de amplos setores que se colocam contra a ocupação e o apartheid.

Repudiamos essa decisão e nos solidarizamos com Zé Maria e com o PSTU diante dessa perseguição judicial.

Rio de Janeiro,  29 de abril de 2026.

 

O tema da reunião mensal do GT Antirracismo, realizada dia 29 de abril, no Espaço Cultural, foi “Conhecendo o Partido dos Panteras Negras”. A cada evento o GT traz um tema e uma abordagem diferente.

O Partido dos Panteras Negras (BPP), fundado em 1966 na Califórnia por Huey Newton e Bobby Seale, foi um movimento revolucionário antirracista de autodefesa contra a brutalidade policial e opressão racial nos EUA.  Os Panteras Negras influenciaram diversos movimentos sociais ao redor do mundo, deixando um legado duradouro na luta por direitos civis e justiça social. Seu uniforme era boinas pretas, jaquetas de couro e tinham como símbolo o punho erguido (símbolo do “Black Power”).

O convidado desta reunião do GT foi o educador social Gaspar Fraga, que falou sobre a história do partido, sobre os bastidores do movimento e da ideologia marxista defendida pelos panteras negras. Ele explicou que o movimento tinha como objetivo combater o racismo estrutural, a violência policial e o capitalismo, lutando pela libertação e autodeterminação da comunidade negra.

Sob a ideologia marxista e foco na comunidade negra o movimento destacou-se por patrulhas armadas, programas sociais (como café da manhã para crianças) e o lema de “Poder ao Povo”. Suas ações e estratégias foram o patrulhamento armado de bairros para inibir abusos policiais, a criação do “Programa de 10 Pontos” (exigindo moradia, educação, fim da brutalidade), e programas sociais como “Café da Manhã para Crianças”.

O grupo foi considerado uma grande ameaça ao status quo nos EUA, sofrendo forte repressão do FBI. Conflitos internos e prisões de membros enfraqueceram o grupo na década de 1970 e que acabou no início dos anos 1980.

Livro

No tradicional sorteio realizado pelo GT o livro escolhido foi “Os Panteras Negras” do professor e pesquisador Henrique Marques Samyn que apresenta uma breve introdução à trajetória do Partido Panteras Negras, suas perspectivas políticas e seu legado.

Didático, o livro oferece uma importante compreensão da história do Partido Panteras Negras – que envolveu a criação de serviços para a comunidade negra estadunidense, a promoção da educação, além do repúdio ao fascismo e ao sexismo – e contribuiu para a luta por liberdade e efetiva construção de uma aliança antirracista.

Os sortudos foram o próprio palestrante Gaspar Fraga e o sindicalizado Geraldo Teotônio.

Filmes

O movimento deu origem a vários filmes com destaque para o documentário Black Panthers de 1968 dirigido por Agnès Varda. O filme aborda o Partido dos Panteras Negras em Oakland, Califórnia, durante os protestos contra a prisão de Huey P. Newton, cofundador dos Panteras Negras, pelo assassinato do policial John Frey em 1967. Ele foi recomendado pela coordenação do GT Antirracista para ser visto pelos participantes antes da reunião para subsidiar o debate.

O documentário narra que no verão de 1968, grupos de pessoas chegam a Oakland para protestar contra a prisão de Huey Newton. No documentário, o próprio Newton é entrevistado e fala sobre o tratamento inadequado que recebeu enquanto encarcerado, bem como aborda os dez ideais do movimento Pantera Negra, que inclui proteger a comunidade negra da violência policial, informá-los sobre seus direitos e aproveitar a leis de armas de fogo para obter licenças de porte e armar os Panteras para ‘policiar a polícia’, isto é, garantir que os direitos das pessoas negras fossem aplicados em abordagens e outras ações policiais.

Outras pessoas são entrevistadas, incluindo Kathleen Cleaver, professora de direito e ativista americana integrante do movimento Black Power e do Partido dos Panteras Negras, que fala sobre o movimento negro em defesa do cabelo natural e, ainda, aborda a necessidade do crescimento de mulheres em posições hierárquicas no Partido dos Panteras Negras. O filme termina com a condenação de Newton por homicídio culposo; e expõe um crime de ódio praticado por dois policiais, que atiraram em uma janela de um escritório do Pantera Negra onde uma foto de Newton havia sido estampada.

Nesta quinta-feira, 30 de abril, o escritor e ativista político Frei Betto, a convite da Adufrj – e com apoio do Sintufrj, APG e DCE Mário Prata – estará na UFRJ para discutir a situação de Cuba, submetida a um estrangulamento econômico pelo imperialismo trumpista e por um bloqueio insano e desumano determinado pelo EUA que já dura mais de 60 anos.  Por decisão do Comando Local de Greve (CLG), os técnicos-administrativos apoiam o evento se integrando ao  Movimento Brasileiro de Solidariedade à ilha socialista do Caribe.

Data: 30 de abril

 Horário: 11h

 Local: Sala 241 – 2º andar do Bloco I do Centro de Tecnologia (acesso pelas escadas do Bloco G

Por: FASUBRA

A terça-feira (28) foi marcada por mobilização e avanços nas negociações envolvendo as trabalhadoras e os trabalhadores técnico-administrativos em educação. Pela manhã, o Comando Nacional de Greve (CNG) da Fasubra Sindical realizou ato no Ministério da Educação (MEC), cobrando que o governo federal cumpra integralmente o acordo firmado com a categoria.
Enquanto a manifestação acontecia no andar térreo, no piso superior, as coordenadoras gerais Cristina del Papa e Ivanilda Reis participavam da primeira reunião ordinária da Mesa Setorial de Negociação Permanente, no âmbito do MEC. O encontro tratou de pautas estratégicas para a categoria e avançou em alguns pontos considerados importantes pela entidade.

Eleições nas Ifes
Entre os temas debatidos, destaque para a questão das eleições nas universidades federais. A Fasubra reafirmou sua posição histórica em defesa da paridade nos processos eleitorais, ressaltando o caráter político e ideológico da proposta. A posição foi acompanhada por outras entidades representativas, e ficou definida a criação de um Grupo de Trabalho (GT) para aprofundar o debate. A instalação do GT está prevista para ocorrer em até 10 dias, sendo avaliada como um avanço pela federação.
Outro ponto discutido foi o tema dos adicionais ocupacionais, previsto no termo de acordo. A Fasubra solicitou a definição de um cronograma específico para a mesa de discussão no MEC.

RSC e 30 horas
Durante a reunião, também foram solicitadas informações sobre o decreto do Reconhecimento de Saberes e Competências (RSC). Representantes do MEC informaram que o texto já se encontra no MGI e deve ser encaminhado à Casa Civil na próxima semana, após a conclusão dos trâmites burocráticos.
Em relação à jornada de trabalho de 30 horas, o MEC informou que a minuta da nota técnica já está finalizada no âmbito da pasta e segue em debate com o MGI, onde vem sendo defendida. A Fasubra também cobrou do ministério uma orientação formal para reitores e gestores dos hospitais universitários quanto à aplicação da chamada “ hora ficta” no formato de folga, visando uniformizar o entendimento sobre o tema nas instituições.
Foto: Arquivo Fasubra