Na manhã desta sexta-feira, 19 de junho, o Sintufrj recebeu, em seu Espaço Cultural, a presença do diretor, dramaturgo e professor Julian Boal para uma atividade especial que reuniu servidores e participantes em torno da leitura coletiva da peça Revolução na América do Sul, de autoria de Augusto Boal.

Reconhecido internacionalmente, Augusto Boal foi um dos mais importantes dramaturgos brasileiros, criador do Teatro do Oprimido e um dos principais nomes do Teatro de Arena, movimentos que marcaram profundamente a história do teatro e da cultura brasileira ao promoverem a arte como instrumento de reflexão crítica e transformação social.

A atividade foi idealizada por Roberta Mancuso, do setor de Cultura da Faculdade de Educação, e proporcionou um rico espaço de diálogo, troca de experiências e construção coletiva. Realizada de forma participativa, a leitura em grupo da obra permitiu aos presentes revisitar temas que permanecem atuais e estreitamente ligados às lutas sociais e aos desafios enfrentados pela classe trabalhadora.

Em um contexto marcado pela greve da categoria, a dinâmica mostrou-se especialmente pertinente ao momento vivido pelo sindicato, reafirmando a importância da cultura, da formação crítica e da organização coletiva como elementos fundamentais para o fortalecimento da mobilização e da defesa dos direitos dos trabalhadores e da universidade pública.

A presença de Julian Boal, filho de Augusto Boal e também pesquisador e diretor teatral, conferiu ainda mais significado ao encontro, que se consolidou como um importante momento de reflexão política e cultural promovido pelo Sintufrj em parceria com a Faculdade de Educação. FOTO: RENAN SILVA

FILHO DE AUGUSTO BOAL, dramaturgo fundamental para o teatro brasileiro, Julian Boal, conduziu a leitura dramatizada de uma peça do seu pai como atividade da greve

Há quatro anos, a Casa Almerinda Gama de acolhimento de mulheres vítimas de violência funciona na Rua da Carioca, centro do Rio, organizada pelo Movimento de Mulheres Olga Benário. Agora, o governo estadual quer fechá-la.

Nesta quinta-feira, 18, foi realizado ato de protesto organizado pelo movimento com concentração no Largo do Machado e caminhada até o Palácio Guanabara. Lá foi protocolado um ofício com as solicitações do movimento numa atmosfera de indignação contra a medida autoritária e insensível do poder público . A manifestação fez parte também da atividade de greve dos técnico-administrativos da UFRJ.

O imóvel onde funciona a Casa estava abandonado há mais de 15 anos, sem cumprir nenhuma função social. No mês de maio houve uma decisão no processo de reintegração que determinou a desocupação do prédio pelo movimento no prazo de 30 dias, sem diálogo ou alternativa para as mulheres que estão abrigadas hoje na ocupação.

“A manifestação é para denunciar esse absurdo e pressionar pra que não haja despejo, assim como cobrar que o Governador dialogue com o movimento e concorde com o envio do processo para a comissão de solução de conflitos fundiários”, afirmou a advogada Monique Zuma, coordenadora nacional do Olga Benário e uma das coordenadoras da Casa Almerinda Gama.

“Esse é o terceiro ato que fazemos em defesa da nossa ocupação no último período, tendo sido os dois primeiros no TJ. Estamos construindo a campanha “Resiste Almerinda” divulgando muito esse absurdo e chamando as pessoas pra se somarem nessa luta e se organizarem no Movimento de Mulheres Olga Benário”, explicou Monique. FOTOS: RENAN SILVA

 

 

 

Mais um item do Termo de Acordo cumprido, conforme condicionantes apresentados pela FASUBRA: publicada no dia 17 pelo Ministério da Educação, a portaria 549 de 15 de junho, instituiu Grupo de Trabalho para de elaborar subsídios e propostas para o aprimoramento de mecanismos de participação e gestão democrática nas Instituições Federais de Ensino Superior.

O grupo tem caráter consultivo, no âmbito do MEC e deverá, diz a portaria, realizar diagnóstico sobre práticas e mecanismos de gestão, participação institucional e transparência nas Ifes, com vistas à identificação de desafios, limitações e oportunidades de melhoria; elaborar propostas voltadas ao aprimoramento das práticas institucionais de gestão, participação e transparência nas Ifes; e elaborar relatório final contendo diagnóstico, conclusões e propostas relacionadas ao objeto do GT.

O GT será composto por representantes do gabinete, diretorias e secretarias do MEC, do Andes-SN, Sinasefe, Proifes, Fasubra, Andifes, Conif, UNE, Ubes e ANPG. Terá duração de noventa dias, contados da data de designação de seus membros, e deverá encaminhar o relatório final de seus trabalhos à Secretaria Executiva do Ministério da Educação ao término de suas atividades.

Veja mais:

https://www.in.gov.br/en/web/dou/-/portaria-mec-n-549-de-15-de-junho-de-2026-712893698

QUI 18/06/26

10h – Ato em solidariedade ao Povo Boliviano – na Av Ruy Barbosa, no Flamengo, em frente ao consulado da Bolívia.

14h – Ato em defesa da Casa Almerinda Gama de acolhimento de mulheres vítimas de violência no Largo do Machado.

SEX 19/06/26

10h – Leitura dramatizada sobre a luta dos trabalhadores em greve – Ao lado do Espaço Saúde Sintufrj.

SEG 22/06/26

10h – Comando de Local de Greve – Espaço Cultural

14h – Reunião ampliada do GT Carreira – Espaço Cultural

TER 23/06/26

9h – Visita setorial Pró Reitorias

14h – Live sobre cortes no orçamento das universidades.

QUA 24/06/26

10h – Assembleia Geral Simultânea

QUI 25/06/26

9h – Conselho Universitário

TER – 30/06/26

14h – Ato unificado dos Comandos de Greve em Niterói.

 

 

Decisão impede supressão ou redução na remuneração e assegura a continuidade do pagamento da parcela aos servidores da universidade

A 11ª Vara Federal do Rio de Janeiro concedeu tutela de urgência em ação coletiva ajuizada pelo Sintufrj e garantiu a manutenção do Vencimento Básico Complementar (VBC) aos servidores da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). A decisão impede a supressão, redução ou absorção da parcela remuneratória, preservando a remuneração da categoria.

A medida foi adotada após a universidade iniciar procedimentos para implementação de determinações decorrentes de auditorias do Tribunal de Contas da União (TCU), que apontavam para a absorção da rubrica. Diante da possibilidade de redução remuneratória, o Sindicato ingressou com ação judicial para proteger os direitos dos servidores.

Ao analisar o pedido, a Justiça determinou que a UFRJ e a União Federal se abstenham de promover qualquer corte, redução ou absorção do Vencimento Básico Complementar, mantendo o pagamento integral da parcela nos mesmos moldes praticados até então. A decisão prevê, ainda, multa diária em caso de descumprimento e fixou prazo para comprovação das providências adotadas pela Administração.

Na ação, o Sintufrj demonstrou que a parcela vem sendo paga há muitos anos e que sua supressão comprometeria a segurança jurídica e a confiança legítima dos servidores. Também foi destacado que a medida contraria garantias previstas em acordo firmado com a categoria e em legislação recente que vedou expressamente a absorção do VBC em decorrência de reestruturações remuneratórias.

Na prática, a liminar afasta o risco imediato de redução salarial e assegura maior estabilidade financeira aos servidores da UFRJ, preservando verba de natureza alimentar que integra a remuneração da categoria há décadas.

Para a advogada, Aracéli Rodrigues, do Cassel Ruzzarin Advogados,  o entendimento reforça que alterações administrativas não podem desconsiderar situações consolidadas nem impor prejuízos financeiros sem observância das garantias legais e constitucionais.

Com a decisão, permanece assegurada a continuidade do pagamento do Vencimento Básico Complementar até nova deliberação judicial no processo.

A atmosfera da assembleia simultânea dos trabalhadores da UFRJ que votou pela continuidade greve na manhã/tarde desta quarta-feira (17) transcorreu de forma mais presente sob a expectativa de publicação do decreto que regulamenta o Reconhecimento de Saberes e Competências (RSC).

Esre clima se deu diante do comunicado feito na véspera pela coordenadora geral da Fasubra, Cristina Del Papa. A dirigente informou que uma reunião entre representantes do MEC, do MGI e da Casa Civil do governo resultou numa decisão importante: o decreto que regulamenta o RSC será assinado pelo presidente Lula sem mudanças.

Além da continuidade da greve, uma resolução importante já trabalha com o cenário pós assinatura do decreto.

PROPOSTAS APROVADAS:

  • Continuidade da Greve.
  • Reivindicar ao Comando Nacional de Greve que após publicação oficial do Decreto de Regulamentação do RSC seja realizada uma avaliação de conjuntura que fundamente o debate para discussão da continuidade ou não da greve, orientando as bases a expressar posição em rodada de assembleias.
  • Reforçar a necessidade de retomada do GT – LGBTQIAPN+ SINTUFRJ.

 CALENDÁRIO DE GREVE

QUI 18/06/26

10h – Ato em solidariedade ao Povo Boliviano – na Av Ruy Barbosa, no  Flamengo, em frente ao consulado da Bolívia.

14h – Ato em defesa da Casa Almerinda Gama de acolhimento de mulheres vítimas de violência no Largo do Machado.

SEX 19/06/26

10h – Leitura dramatizada sobre a luta dos trabalhadores em greve – Ao lado do Espaço Saúde Sintufrj.

SEG 22/06/26

10h – Comando de Local de Greve – Espaço Cultural

14h –  Reunião ampliada do GT Carreira – Espaço Cultural

TER 23/06/26

9h – Visita setorial Pró Reitorias

14h – Live sobre cortes no orçamento das universidades.

QUA 24/06/26

10h – Assembleia Geral Simultânea

QUI 25/06/26

9h – Conselho Universitário

TER – 30/06/26

14h – Ato unificado dos Comandos de Greve em Niterói.

TRABALHADORES REUNIDOS NO ESPAÇO CULTURAL votam continuidade da greve e outras resoluções da assembleia

A celebração dos 80 anos do Instituto de Nutrição Josué de Castro/INJC foi aberta nesta terça-feira (16) e se estende até esta quarta-feira (17). Hoje teve abertura do evento com o painel INJC – do passado ao futuro apresentado pelas professoras Elizabeth Accioly e Avany Fernandes. À tarde teve sessão solene da Congregação do Instituto com a presença do reitor Roberto Medronho e homenagens. Um dos homenageador foi o técnico-administrativo Djalma Cabral, aposentado, que trabalhou 32 anos no Instituto. Djalma – foi ovacionado ao fazer uma saudação em nome da unidade a todos os trabalhadores que passaram por lá. Fotos: RENAN SILVA

Veja matéria completa na edição 1477 do Jornal do Sintufrj

DJALMA. Saudação na celebração que reuniu a direção do Instituto, o reitor Medronho e outros dirigentes da UFRJ

 

Notícia Urgente: a coordenadora-geral da Fasubra, Cristina Del Papa, acaba de informar que uma reunião entre representantes do MEC, MGI e Casa Civil do governo terminou em acordo para não haver qualquer alteração no texto do RSC – e que o momento agora é de aguardar o retorno do presidente Lula da reunião do G7 ao país para assinatura do decreto que regulamenta a concessão do incentivo.

Veja o vídeo no Instagram da Fasubra clicando no link abaixo:

https://www.instagram.com/p/DZqBoApTvgV/?hl=pt

O momento da greve: avanços e demandas

A greve dos trabalhadores Técnicos-administrativos em Educação já passa dos 90 dias. Na UFRJ foi iniciada no dia 9 de março, aprovada numa assembleia com participação de mais de 700 pessoas, no momento em que já haviam entrado em greve 39 instituições. A greve nacional por indicação da Fasubra teve início em 23 de Fevereiro.

No centro das reivindicações da categoria, que cobra o cumprimento integral do acordo de greve fechado com o governo em 2024, estava o Reconhecimento de Saberes e Competências, modalidade de incentivo com base na bagagem adquirida ao longo da experiência profissional. E que o RSC fosse amplo, também para aposentados, pensionistas e doutores.

Estava ainda na pauta a redução da jornada para 30 horas semanais, sem redução salarial, para toda a categoria; aceleração para aposentados e pensionistas; plantão 12 x 60 x reposicionamento de aposentados e democracia nas Ifes; com paridade nos órgãos colegiados, eleições diretas e no mínimo paritárias para reitor, fim da lista tríplice, que o técnico administrativo em educação possa ser eleito para cargos de direção, inclusive reitor, entre outros pontos.

No dia 30 de março, a categoria obtém a primeira vitória: o governo publica a Lei que garante o RSC, mas que depende de um decreto que vai regulamentar a sua aplicação.

E esse decreto, embora tenha havido um acerto de redação entre o MEC e o MGI, está parado até hoje na Casa Civil, o que pode indicar uma queda de braço com a categoria em greve.

E os demais pontos da greve

Mas, a mobilização da categoria foi constante, com atos, reuniões, lives sobre os principais temas da greve e manifestações conjuntas com as universidades em greve no estado.

Após forte pressão das bases, o MEC abriu uma mesa de negociação em que foram tratados, no entanto, apenas alguns pontos da greve com compromisso de diálogo e abertura de grupos de trabalho.

Pouco tempo depois, mais duas vitórias.

Em junho foram divulgadas notas técnicas do MEC e do MGI reconhecendo a aceleração da progressão também para aposentados com paridade.

Pouco depois, no dia 12, a escala de plantão 12×60 para os técnico-administrativos dos hospitais universitários e servidores cedidos à Ebserh foi formalmente regulamentada pelo MGI por meio da Portaria nº 4.778.

Mas, a greve continua, poque até agora, nada de decreto do RSC e os demais termos do acordo de Greve nº 11/2024 firmado com o Governo Federal.

Leia mais sobre a greve no link especial

https://sintufrj.org.br/greve2026/

Leia mais sobre a luta pelo RSC no link especial

https://sintufrj.org.br/rsc-o-que-voce-precisa-saber/

Conheça a Lei que instituiu o RSC:

https://www.in.gov.br/web/dou/-/lei-n-15.367-de-30-de-marco-de-2026-696676817

 

Avaliação: vitórias do movimento

Os coordenadores comentaram o momento da greve quando foram noticiadas as recentes conquistas:

“Foi acertado o entendimento do Comando Nacional de abrir a interlocução com o MEC, que já avançou em dois eixos importantes em relação ao que a gente tinha reivindicado, que é a questão da aceleração dos aposentados e, agora, a publicação da portaria.  A FASUBA já se movimentou e questionou o MGI por não estarem incluídos os vigilantes porque no acordo de greve estavam incluídos os que trabalham com escala de 12 horas, mas já é um passo importante naquilo que a gente tem reivindicado como prioridade em relação a essa greve. E falta agora a publicação do (decreto do) Reconhecimento de Saberes e Competências, outra demanda importante também. Então a greve toma rumo a partir desse momento, com a maioria do comando apontando, depois de 90 dias o processo negocial por meio do Ministério da Educação e avançando naquilo que a categoria deliberou como prioridade e foi formalizado pela federação”, avaliou o coordenador geral Francisco e Assis (coordenador de comunicação da Fasubra),

É possível vencer!

O coordenador geral Esteban Crescente, avalia: “Vamos fazer uma pressão nas ruas pra poder arrancar mais vitórias. Já passa de três meses, é uma greve com dificuldades, com pressão, parte do governo que tem a exigência de não querer negociar através do Ministério de Gestão. Mas mesmo assim, com muita persistência, nossa greve tem arrancado avanços. Nessa última semana, os aposentados tiveram entendimento técnico do MGI do NEC de que é possível haver as acelerações por capacitação nas progressões da carreira, o que pode significar, para muitos que têm integralidade e paridade, ganhos que podem variar de 4% até 12%. E nós tivemos nesse dia 12 de junho, portaria que orienta a instrução da jornada da escala 12 por 60 horas nos hospitais, atingindo centenas, milhares de profissionais de saúde nos hospitais universitários, especialmente da enfermagem. É um avanço, uma pauta da greve, e agora nós estamos na batalha decisiva para arrancar o (decreto do ) reconhecimento de saberes e competências o mais amplo possível. Agora, a vitória só virá com participação”, disse ele, reiterando o convite à categoria para participarem dos atos e protestos: “A vitória só vem na luta. E os últimos anos demonstraram isso. É possível vencer!”.

 

 

 

 

 

 

Nem a chuva conteve o ímpeto dos trabalhadores das universidades federais em greve que foram às ruas nas cercanias da UERJ na tarde/noite desta segunda-feira, 15 de junho. Para os técnicos-administrativos da UFRJ, o ato unificado foi o início da semana de mobilização de acordo com decisão da Comando Local de Greve. Na UERJ, técnico-administrativos, professores e estudantes estão na luta exigindo recomposição orçamentária, repudiam a criminalização estudantil e reivindicam cotas trans. Já os trabalhadores das federais, a três meses em greve, pressionam pela publicação da regulamentação do instrumento que impulsiona a carreira e eleva salários denominado Reconhecimento de Saberes e Competências que se encontra parado na Casa Civil. FOTOS: Renan Silva.

A semana de mobilização começa com o ato unificado pela valorização do trabalhador em educação, convocado pelos  comandos de greve das universidades federais e estaduais, na tarde desta segunda-feira, 15, às 17h, em frente à UERJ, no Maracanã.

A atividades abre a agenda de greve desta semana definida pelo Comando Local de Greve/SINTUFRJ, que se reuniu nesta segunda-feira, 15, no Espaço Cultural do sindicato.Veja as demais atividades.

SEG 15/06

17h, ato unificado na UERJ, no Maracanã.

TER 16/06

9h, visita de mobilização setorial no CCS/UFRJ.

19h, reunião unificada on line dos comandos de greve.

QUA 17/06

10h, assembleia geral simultânea do SINTUFRJ.

14h, GT Antirracista, no Espaço Cultural do SINTUFRJ.

QUI 18/06

14h, protesto unificado em defesa da Casa Almerinda Gama e Pela Vida das Mulheres, no Largo do Machado.

SEG 22/06

10h, reunião do CLG/SINTUFRJ.

13h, GT Carreira do SINTUFRJ.

 

ATO na UERJ hoje e em 2017

Cartaz convocando para o ato na tarde desta segunda-feira. Ao lado, a imagem registra ato SOS Educação Pública, na UERJ em outubro de 2017, que lançou a Frente em Defesa do Ensino Superior Público (foto: Jean Souza – CoordCOM/UFRJ). O SINTUFRJ estava lá.