O Comando Local de Greve entregou ao ministro da Saúde Alexandre Padilha, , na manhã desta terça-feira, dia 7, a pauta de reivindicação dos técnicos-administrativos em Educação.

O ministro esteve na UFRJ para proferir a aula magna, que marca o início do ano letivo, em que abordou os 35 anos do SUS e os próximos desafios no Auditório do Quinhentão, no CCS.

O integrante do CLG Raimundo Jorge, do Restaurante Central, apresentou o documento e buscou apoio ao atendimento da pauta. Segundo ele, o ministro, ao assinar o recebimento, perguntou onde estava sendo negociada e manifestou seu apoio.

Fotos: Renan Silva

  

Pauta de reivindicações 

• Que o RSC seja amplo e irrestrito, incluindo aposentados, pensionistas e doutores, partindo do texto elaborado pela Comissão Nacional de Supervisão da Carreira (CNSC).

• Redução da jornada para 30 horas semanais, sem redução salarial, para toda a categoria.

• Aceleração para aposentados e pensionistas.

• Reposicionamento de aposentados.

• Democracia nas Ifes; paridade nos órgãos colegiados, eleições diretas e, no mínimo, paritárias para reitor; fim da lista tríplice; que o técnico administrativo em educação possa ser eleito para cargos de direção, inclusive reitor.

• Plantão 12×60.

• Retirada da possibilidade de terceirização dos cargos do PCCTAE e dos ataques às 30 horas e ao plantão 12×60 no PL 6170/2025.

• Manutenção da matriz única, com a definição do Nível E como referência para os demais níveis, a partir das porcentagens definidas no acordo.

• Manutenção do step único e constante.

• Liberação de concurso público para TISP – Nível E.

Eixo geral

Continuar na luta contra a Reforma Administrativa (PEC 38/2025) do deputado Pedro Paulo e do deputado Hugo Motta.

 

 

                                                                                                                                 ORIENTAÇÃO À CATEGORIA

Sobre o registro de frequência e entrega de relatórios do PGD no contexto de greve

A Comissão de Ética do Comando Local de Greve (CLG) vem despendendo esforços para orientar quanto às questões relativas à frequência das modalidades de trabalho na UFRJ, mas sempre esbarra em questões que superam o aspecto da legalidade e podem trazer algum tipo de prejuízo às trabalhadoras e aos trabalhadores. Deste modo, enquanto não chegamos a uma formulação que contemple a todas e todos de forma geral e resguarde grevistas dos aspectos por nós já observados, orientamos:

– Que toda pactuação de entregas antes do início da greve seja devidamente avaliada em relação às essencialidades e que as atividades essenciais sejam realizadas e tenham seus relatórios enviados conforme prazo determinado nos seus respectivos editais. Para as demais, indicar que a reposição das atividades será pactuada entre Sindicato e Reitoria ao fim da greve;

– Que havendo dificuldades com o prazo de adesão ao Edital PGD na unidade, os servidores interessados busquem a negociação de novo prazo internamente, tendo em vista que o movimento de greve não tem perspectiva de durar 06 meses (tempo médio de reabertura observado nos editais abertos). De todo modo, buscaremos diálogo com a PR4 para reabertura geral de prazos e revisão do cronograma de etapas de migração do SUAP;

– Que havendo qualquer demanda de apresentação de comprovação de frequência nesse período, seja apresentado o Ofício 052/26 de 05/03/26 do SINTUFRJ informando à Reitoria acerca do movimento paredista e esteja indicada a reposição de trabalho conforme pactuado entre entidade sindical e Reitoria ao fim da greve, como realizado em outros momentos, sem quaisquer prejuízos para as partes;

– Que as/os chefes de Pessoal sigam as rotinas de frequência em sua normalidade, tendo em vista tratar-se de atividade essencial, enviando nos Boletins de Frequência do período de greve o Ofício 052/26 de 05/03/26 do SINTUFRJ à Reitoria, indicando que a legislação está sendo cumprida no aspecto da manutenção de atividades essenciais e que haverá reposição de trabalho conforme pactuado entre entidade sindical e Reitoria ao fim do movimento;

– Que a categoria se mantenha atenta às orientações atualizadas do Comando Local de Greve, da entidade sindical e da Federação, especialmente no que se refere a eventuais negociações, acordos de compensação ou diretrizes institucionais posteriores.

Sigamos vigilantes, organizados e comprometidos com a defesa de nossos direitos!

Necessita de mais orientações?

As reuniões do CLG acontecem toda segunda-feira, às 10h, no Espaço Cultural do SINTUFRJ e as Assembleias de greve, toda quarta-feira, às 10h, em local divulgado pela entidade.

Dúvidas sobre essencialidade e ajuda para solução de conflitos, nesse período, contate a Comissão de Ética: comissaodeetica@sintufrj.org.br

NA ASSEMBLEIA ATO DE 1º DE ABRIL, trabalhadores da UFRJ votaram pela continuidade da greve

Live do Sintufrj no dia 9, às 11h, que contará com representantes do GT-Carreira, CIS e do Siarq, vai tirar dúvidas da categoria e mostrar o passo a passo para pesquisar seus documentos na internet.

Cumprindo proposições da última reunião conjunta entre o GT Carreira do Sintufrj e Comissão Interna de Supervisão da Carreira, coordenadores do Sintufrj , coordenadores e diretores do Sistema de Arquivo da UFRJ (Siarq) estiveram reunidos na manhã desta quinta-feira, dia 2, buscando a elaboração de um passo a passo, um tutorial que indique a categoria como consultar, pelos sistemas eletrônicos da UFRJ e do governo, documentação que possam embasar seu memorial para a reivindicação retribuição pelo Reconhecimento de Saberes e Competências (RSC).

Estavam lá os coordenadores do Sintufrj Francisco de Assis (também coordenador de Comunicação da Fasubra), Maria Lenilva, José Carlos Xavier (também trabalhador da unidade) e Luciano Batista. E, pelo Siarq, a coordenadora Silvia Lhamas, o diretor da Divisão de Gestão Documental e da Informação (DGDI) Marcelo Vasconcelos, Chefe da Seção de Gestão de Arquivos Correntes e Intermediários Elson Lopes, o Chefe de Gestão de Publicações , Márcio Aguiar, o diretor substituto do Arquivo Permanente e o secretário Adeilson Bastos.

Decreto vai regulamentar, mas vale a pena se antecipar

Embora o RSC já seja lei (sancionada por Lula no dia 30), a minuta o decreto – que vai de fato regulamentar critérios, quesitos e pontuações, por exemplo, para a formulação dos pedidos, para análise e concessão do RSC – ainda está em discussão entre Fasubra e Sinasefe, MEC e MGI. Portanto, ainda não se sabe ao certo quais atividades pontuarão e de que forma, tanto quanto a forma da comprovação. Mas o Sindicato tem orientado que ainda assim, os servidores se antecipem e elaborem seu memorial.

A explicação é simples: na UFRJ, o universo de elegíveis ao RSC, segundo o GT-Carreira, é de quase oito mil pessoas e o prazo – de 120 dias até o deferimento – é curto diante da dimensão do processo e exigirá agilidade. Portanto, se cada servidor antecipar sua pesquisa (com documentos em sua posse e pela internet) e se a UFRJ se preparar operacionalmente, pode-se ganhar tempo.

Os profissionais do Siarq apontaram caminhos possíveis nos sistemas da UFRJ para a pesquisa e se propuseram a construir um tutorial para acesso a possibilidades de pesquisa nas redes internas que divulgaremos em breve.

“Foi uma reunião importante e o que a gente conseguiu (além das explicações sobre acessos pelas redes) conseguimos também a participação da coordenação do Siarq na live que o Sindicato vai apresentar no dia 9 (às 11h)”, disse Francisco.

FOTOS: RENAN SILVA

A primeira assembleia-ato unificada dos comandos locais de greve das quatro universidades federais do Rio de Janeiro culminou com uma passeata e o fechamento de uma das pistas da Linha Vermelha. A manifestação reuniu os trabalhadores  técnicos-administrativos em educação da UFRJ, Universidade Rural, UFF, Unirio e Ifrj a partir das 10h, nas escadarias do Centro de Ciências da Saúde (CCS) que dá acesso ao Hospital Universitário Clementino Fraga Filho (HUCFF). O movimento liderado pela Fasubra reivindica o cumprimento na íntegra do acordo assinado com o governo há dois anos.

Palavras de ordem como “Greve geral em toda federal”; “Trabalhador não dê bobeira, venha lutar pela carreira” e “A nossa luta unificou é estudante junto com trabalhador” deram ritmo à caminhada que saiu de frente do Hospital Universitário e chegou na Linha Vermelha, interrompendo por vários momentos em alguns minutos, o trânsito de veículos em direção a Ilha do Governador. A manifestação seguiu até o Terminal BRT-Fundão Aroldo Melodia e foi encerrada no mesmo ponto de partida.

Os trabalhadores das unidades de saúde do Complexo Hospitalar da UFRJ sob gestão da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh) — (HUCFF, Instituto de Puericultura e Pediatria Martagão Gesteira (IPPMG) e Maternidade Escola –,  em greve por reposição salarial e escala de trabalho menos escorchante, entre outros cláusulas sociais, participaram da  assembleia-ato e da manifestação. O slogan “Ebserh e RJU juntos pelo futuro do HU” selou a unidade.

 

A maioria absoluta dos técnicos administrativos da UFRJ presentes na assembleia-ato votaram pela continuidade da greve. Nas suas manifestações ao microfone, os três coordenadores-gerais do Sintufrj afirmaram:

Esteban Crescente — “Estamos em greve pelo cumprimento integral do acordo assinado com o governo em 2024, pelos serviços públicos com qualidade para a população e por mais recursos para as instituições federais de ensino, cujos investimentos na educação e saúde, entre outras  áreas essenciais à vida, foram zerados nos governos Temer (Michel) e Bolsonaro (Jair)”.

Francisco de Assis — “Este ato unitário de greve é muito importante. Saúdo os companheiros que saíram de madrugada de Macaé e os aposentados que estão conosco lado a lado nesta luta. A gente precisa tensionar e cobrar na porta do Planalto. Se o país, a educação, a saúde estão quebradas é porque um quarto do orçamento público foi sequestrado pelo Parlamento. Dos 513 deputados e senadores, apenas 130 legislam em favor de políticas públicas. E temos que reconhecer que os avanços que obtivemos foi pela política que está posta pelo governo federal atual”.

Sharon Stèfani — “Este ato é para mostrar à comunidade universitária e ao público o que estamos defendendo, que é o cumprimento integral do acordo e investimento nas universidades e institutos federais. A estrutura da UFRJ está capenga, o que se reflete nas nossas condições de trabalho. Uma realidade que não deve ser diferente nas outras Ifes. Também estamos na luta contra o assédio moral e sexual na instituição, na defesa da integridade física e emocional dos servidores e estudantes.”

RSC e 30 horas 

O movimento grevista é pelo cumprimento integral do acordo assinado com o MEC e o Ministério de Gestão e Inovação nos Serviços Públicos (MGI) que pôs fim à greve de 113 dias há dois anos. Entre as cláusulas não atendidas, a Fasubra tem centrado a fogo nas mesas de negociações no Reconhecimento de Saberes e Competências (RSC) e jornada de 30 horas para todos os técnicos administrativos em educação.

No momento, a expectativa é pelo conteúdo do decreto que o governo terá que editar regulamentando a aplicação do RSC. A categoria reivindica que seja adotada a proposta apresentada pela Comissão Nacional de Supervisão da Carreira (CNSC)/Fasubra. O Projeto de Lei 5.874/2025 aprovado no Congresso Nacional institucionalizando o RSC para os técnicos administrativos em educação (o benefício já existe para os docentes) foi assinado pelo presidente Lula no dia 30 de março.

Sucesso da live, que pode ser vista no Youtube, foi tal que o Sintufrj prepara uma nova – “Tira-dúvidas sobre o RSC” – prevista para 9 de abril, às 11h. Dúvidas podem ser enviadas para a CIS (cis@reitoria.ufrj.br)

Assista em:

 

 

Um dia depois do presidente Lula ter sancionado o Projeto de Lei que consolida a maior reestruturação das carreiras do Executivo em um mandato e que institui o Reconhecimento de Saberes e Competências (RSC) para os técnicos-administrativos em Educação, o Sintufrj apresentou, na manhã desta terça-feira, dia 31, uma superlive, “O que você precisa saber sobre o RSC”, com a participação de coordenadores e membros da Comissão Interna de Supervisão da Carreira. Transmitida pelo canal da entidade no YouTube e pelo Facebook atraiu o interesse de um público expressivo

Mediada pelos coordenadores-gerais do Sintufrj Francisco de Assis (também coordenador de comunicação da Fasubra) e Sharon Stèfani, a live contou com as coordenadoras de Aposentados e Pensionistas Ana Célia e Selene Vaz e os companheiros e os representantes da CIS Marisa Araújo, Igor Dantas e Jesse Moura, membros da CIS.

A recepção do Sintufrj ficou cheia com o público acompanhando a transmissão pela TV do local e não foi só lá que bombou. A live foi muito elogiada não apenas pela importância do conteúdo, como pela dinâmica – didática e ágil –, e a audiência, incialmente com 173 pessoas acompanhando on line, sobe a cada momento e, à tarde, poucas horas depois já alcançava mais de 480 pessoas.

IQ x RSC

O RSC é uma conquista histórica.

O IQ (Incentivo à Qualificação) é baseado na conquista de títulos da educação formal (como graduação, mestrado e doutorado) que o servidor alcançou além do que é exigido pelo cargo, enquanto o RSC (Reconhecimento de Saberes e Competências) valoriza a experiência profissional e conhecimentos práticos, também além do que o cargo exige. O RSC permite que um servidor receba o valor do IQ de um determinado nível, por exemplo, pontuando com as diversas atividades (acadêmicas, técnicas, representativas, entre inúmeras outras) que tenha executado.

Por isso a enorme expectativa em torno desta conquista. Mas agora, os servidores aguardam a publicação do decreto que vai regulamentar sua aplicação.

Anos de chumbo não podem voltar

Francisco apontou a importância da data: o dia 31 de março, há 62 anos, marca o golpe militar-empresarial que levou o país aos terríveis 20 anos de chumbo da ditadura, logo nos primeiros momentos fechou ou colocou sob intervenção entre 400 e 500 sindicatos. Dirigentes sindicais foram presos e alguns mortos. Importante lembrar num momento grava da atual conjuntura com ascensão do fascismo, em que candidaturas da direita e extrema-direita defendem golpe a anistia a golpistas.

Momento importante também pela sanção do projeto de criação da RSC, que agora necessita da regulamentação para ser implantada de fato nas ifes. A Comissão Nacional de Supervisão de Carreira (CNSC) elaborou também um projeto de regulamentação, mas não se sabe se é o mesmo que o governo irá oficializar e nem quando.

Por isso, a live tratou sobre perspectivas e os estudos preparados pelo GT Carreira Sintufrj e Comissão Interna de Supervisão da Carreira (CIS). “A lei foi sancionada ontem. Agora estamos aguardando o decreto que vai regulamentar o RSC, os critérios de pontuação e tudo que é necessário para que a gente possa dar entrada no processo. Nós do Sintufrj estamos trabalhando, contatando chefes de Recursos Humanos para pavimentar esse que será um trabalho árduo”, comentou Selene.

Os coordenadores têm insistido para que a categoria antecipe o memorial de suas atividades e relacione a documentação comprobatória.

Ana Célia apresentou os membros da Comissão, composta por 21 membros (14 titulares e 7 suplentes) que é institucional e cuja funcionamento é responsabilidade da UFRJ e apontou, reiterando os desafios que exigirão esforços conjuntos,

Marisa Araújo apresentou um painel com o perfil da categoria passível de obter a retribuição, para dar a dimensão da tarefa que está por vir. A categoria soma 15.979 pessoas, 7.754 dos quais ativos, a grande maioria trabalhador na Cidade Universitária.

Veja o quadro dos possíveis elegíveis ao RSC

A Função Gratificada, por exemplo, explicou ela, é um dos critérios para pontuar RSC:

 

A importância da CRSC

Ou seja, há uma grande quantidade de processos e documentos para analisar. Portanto será necessário que a Comissão de Reconhecimento por Saberes e Competências (CRSC seja instituída com 63 membros (21 da CIS, 21 da Reitoria e 21 do GT-Carreira). Se for o caso, diante do número de elegíveis alcançar 7,280 TAES e do prazo de 120 dias para análise, pode superar 100 processos o que caberá a cada membro da comissão.

Por isso a solicitação de que o servidor levante sua documentação e seu memorial, para uma triagem inicial que agilizaria o processo.

Igor Dantas apontou um passo a passo importante que pode ajudar na reunião da documentação necessária sobre a vida funcional, lembrando que não é preciso esperar o decreto para isso.

Além da FG, contam pontos tarefas de fiscal de contrato, comissão eleitoral, substituição entre inúmeras outras.

Vitória gigante

Francisco lembrou a origem da proposta do RCS como mais uma forma de retribuição pelo aprimoramento além do IQ. E explicou que mandatos sindicais  podem contar (se de fato constar no decreto) pontos para o RSC, o que estimula a participação da categoria na construção da entidade e é uma vitória gigante para o movimento.

Jesse apontou para a importância da sanção do projeto para toda categoria mas ponderou que a CIS não tem a infraestrutura necessária, sequer uma sala ou equipamentos. Ele destacou que quem organizou aquela live, por exemplo, foi o Sindicato que está dando toda cobertura ao trabalho desde o início. Precisamos de condições de trabalho”, reiterou o integrante da CIS.

Veja a live

Algumas dúvidas foram elucidadas pelos participantes. Sharon lembrou que a live vai ficar gravada no canal do Sintufrj no Youtube para que a qualquer momento os servidores possam consultar os esclarecimentos. E informou que novas dúvidas podem ser enviadas para cis@ufrj.gov.br e que haverá uma nova live para elucidá-las.

Franscisco explicou que o RSC é, na verdade uma nova modalidade de aprimoramento, diferente do Incentivo à Qualificação (IQ), que relativo aos diplomas obtidos com a educação formal. Que considera 89 atribuições acima daquelas inerentes ao cargo, que podem pontuar (se o decreto atender ao que foi acordado na CNSC)

O Sintufrj vem realizando reuniões em unidades e com chefes de RH convocando a participação destes profissionais para integrarem a comissão do RSC. Já há 35 companheiros inscritos para ajudar nesta enorme tarefa.

A CIS disponibilizou um canal para o envio de dúvidas: cis@reitoria.ufrj.br

Fotos: Renan Silva

  

 

Cidade Universitária, em frente ao Centro de Ciências da Saúde e do Hospital Universitário Clementino Fraga Filho.
Próximo ao BRT e entrada do Fundão na linha vermelha.

GRANDE ATO UNIFICADO DA GREVE DOS TÉCNICOS ADMINISTRATIVOS EM EDUCAÇÃO DAS UNIVERSIDADES FEDERAIS.

Convocacam Sintufrj, Assunirio, Sintuff e Sintur

Participe somente a luta traz vitórias!

Foi sancionada pelo presidente Lula nesta segunda-feira, 30 de março de 2026, a Lei 5.874/2025, que institui o Reconhecimento de Saberes e Competências (RSC) para os Técnico-Administrativos em Educação (TAE) das instituições federais de ensino. O RSC valoriza a experiência prática, permitindo avanços remuneratórios sem depender apenas de títulos acadêmicos, com início de vigência previsto para abril de 2026. Embora celebre parcialmente conquista de grande importância da luta dos trabalhadores, o modelo do RSC neste momento, antes da regulamentação, tem vários pontos questionados pela Fasubra. Uma dos pontos relacionados à organização dos trabalhadores é acerca da contagem de pontos dos mandatos sindicais para o RSC: A representação sindical ainda não está definida como sendo válida: esta é nossa proposta, mas precisa estar no decreto de regulamentação.

 

Veja a Lei do RSC publicada no  DOU]

 

Assista a Live do Sintufrj que explicará tudo sobre a RSC

 

 

A Roda de Conversa em celebração ao mês da mulher reuniu dezenas de companheiras da UFRJ numa quinta-feira ensolarada de 25 de março no aprazível Espaço Cultural do Sintufrj. Em pauta os avanços nas políticas públicas para mulheres e de combate ao feminicídio, denúncias de assédio e propostas de ação para o combate à violência e ao assédio a mulher na UFRJ.

A convidada do encontro foi a advogada assessora do Sintufrj, Juliana Bauly, que abordou as medidas do governo federal voltadas à proteção de vítimas de crimes contra a dignidade sexual e os avanços obtidos para o combate à violência de gênero.

Segundo as coordenadoras de Políticas Sociais do Sintufrj e do GT-Mulher, Adriana Mattos e Norma Santiago, o encontro foi pensado para promover conscientização, compartilhar informações e debater os avanços nas políticas públicas para as mulheres.

“Essa  Roda de Conversa foi um momento especial de diálogo, informação e acolhimento. Envidamos nossas intenções a ganharem corpo, visibilidade e força”, registrou a coordenação.

Ao final do encontro foi distribuída a bela camisa do GT-Mulher e duas bolsas.

 

Empoderamento

Juliana Bauly celebrou o momento:

“O convite foi muito especial. Eu vi o GT-Mulher nascer na gestão passada e não conseguimos conciliar os meu fazeres com a agenda do GT. E essa agenda de empoderamento frente à violência à mulher, um assunto tão necessário, me motivou ainda mais. Entendo que essa troca de informação vai movimentar muito mais esse universo feminino e que a gente se empodere cada vez mais, empodere também a pauta da violência à mulher, inclusive trazendo conhecimento e formação para os homens também”, declarou Juliana.

Endurecimento das penas

A advogada trouxe a público a Lei 15.280/2025 que altera o Código Penal para agravar a penas dos crimes contra a dignidade sexual de pessoa vulnerável. O texto traz alterações significativas nos parâmetros mínimos e máximos das penas, tornando-as mais rigorosas e restringindo benefícios legais anteriormente aplicáveis.

Além do endurecimento das penas, a lei introduz novas medidas protetivas de urgência, amplia a obrigatoriedade da identificação genética (DNA) para investigados e condenados por crimes sexuais, e condiciona a progressão de regime ou concessão de benefícios penais à realização de exame criminológico favorável.

Da Lei Maria da Penha, Juliana elencou as medidas protetivas de urgência que obrigam o agressor, ampara à vítima e protege o patrimônio. A advogada apresentou também a Lei Henrique Borel, inspirada na Lei Maria da Penha, que visa proteger menores de 18 anos, especialmente após a repercussão da morte do menino Henry Borel.

Esta lei cria mecanismos rigorosos para a prevenção e o enfrentamento da violência doméstica e familiar contra crianças e adolescentes e torna crime hediondo o homicídio de menores de 14 anos, instituindo medidas protetivas de urgência e aumenta penas para agressores.

Juliana Bauly tratou ainda do abuso sexual na internet que tem crescido muito impulsionado pelo avanço tecnológico e pelo aumento do uso de plataformas digitais. A advogada alertou para a necessidade de prevenção, educação digital e maior fiscalização no ambiente virtual.

 

Protocolo para UFRJ

A situação de assédios e constrangimentos sofridos por mulheres no âmbito acadêmico e laboral da UFRJ foi discutido pelas participantes. A estudante Letícia Maya relatou o episódio que ocorreu na Faculdade Nacional de Direito em que um professor assediou uma aluna, o fato foi levado à direção que não tomou providências.

O coletivo de alunas pressionou pelo afastamento do professor e como não houve consequências a denúncia foi levada ao Ministério Público. Agora em março o professor foi afastado conforme decisão do 5º Juizado de Violência Doméstica da capital. A UFRJ, por sua vez, informou em nota que instaurou um processo administrativo para apurar a denúncia de assédio sexual e tramita em sigilo, conforme a legislação.

Raquel Oliveira, técnica-administrativa do Núcleo de Rádio e TV da UFRJ, anunciou a aprovação da Lei da Misoginia no Senado, no dia anterior ao encontro do GT, afirmando que essa lei é fruto da mobilização feminina.

Aprovou-se a inclusão da misoginia como crime de preconceito ou discriminação, tipificando-a como a conduta de ódio ou aversão às mulheres. É o PL 896/2023, enviado para apreciação da Câmara dos Deputados, que equipara o crime ao racismo e prevê penas de dois a cinco anos de reclusão, além de multa.

“É uma vitória. Esse projeto estava há anos no Congresso, nunca ia para frente, e a mobilização das mulheres com os atos em todo o país no dia da mulher pressionou a aprovação. Mostra a força das mulheres”, afirmou.

Ela citou mais um exemplo de violência de gênero, no caso o estupro coletivo de uma adolescente, aluna do Pedro II, o qual dois de seus colegas participaram. Raquel Oliveira falou que há uma onda de violência à mulher perpetrada por uma ideologia que deve ser combatida. E colocou que a UFRJ tem de ter um protocolo de combate à violência a mulher.

Marli Rodrigues, coordenadora de Aposentados e Pensionistas do Sintufrj, afirmou que é preocupante os casos na UFRJ. Que há até algumas ações por parte da instituição, mas lamentou que sejam isoladas e corroborou com a ideia de Raquel Oliveira de se criar um protocolo geral na UFRJ.

A coordenadora-geral do Sintufrj, Sharon Stefani, reforçou a necessidade de o Sindicato e o GT pensarem um protocolo de combate as violências sofridas pelas mulheres e jovens na UFRJ para ser levado ao reitor.

Uma informação importante é a campanha que pode ser abraçada pelos coletivos de mulheres e sindicatos nas universidades. É a campanha #AssédioZero nas universidades, lançada pela Rede Brasileira de Mulheres Cientistas em 2023, que tem como objetivo dar visibilidade ao tema e solicitar às coordenações das universidades públicas e institutos federais a implementação de medidas de prevenção contra assédio moral e sexual, protocolos de encaminhamento das denúncias e acolhimento das vítimas.

 

Sintufrj tem departamento de combate ao assédio

No encontro do GT Mulher a coordenadora Norma Santiago aproveitou a oportunidade para apresentar uma das integrantes do Departamento de Enfrentamento ao Assédio Moral e Conflitos no Trabalho, Anaí Estrela.

O Sintufrj e o departamento apresentaram no fim do ano passado à vice-reitora reitora da UFRJ, Cássia Turci,  a proposta de construção de um protocolo para tratar de situações de assédio no dia a dia das relações de trabalho da universidade.

Anaí relatou que há casos e casos. Que na UFRJ têm muitos servidores que sofrem assédio no seu dia a dia laboral. E que no caso das mulheres, de uma forma geral, o próprio feminicídio começa com o assédio. Ela informou que o departamento foi criado para acolher a servidora e ou o servidor que sofram quaisquer espécie de assédio dentro da universidade.

A técnica-administrativa Marisa Araújo compartilhou experiências pessoais afirmando que as mulheres devem enfrentar seus desafioss com coragem e união. “O assédio e a violência à mulher acontecem todos os dias. E isso independe de classe social, cultural, formação e ou de raça. Aliás, sabemos que as mulheres negras são as mais assediadas, violentadas e mortas. Nossas dificuldades sobre tudo isso estão aí, mas a forma como lidamos com coragem e união é que nos fortalece.”

A coordenadora da CUT, Ana Luiza, tem comparecido às reuniões do GT-Mulher e sempre coloca a Central à disposição do coletivo de mulheres da UFRJ

 

Reeducar os homens, um passo para combater a violência de gênero

Por Adriana Mattos

A coordenadora Adriana Mattos leu seu texto escrito especialmente para o encontro das mulheres da UFRJ

 

“É importante nós mulheres sabermos identificar os tipos de violência doméstica, porém, nós é que somos as vítimas.

Mas o problema maior é dos homens. Eles precisam ser reeducados, precisam reconhecer o comportamento masculino do agressor que fere a dignidade feminina.

A violência contra a mulher é considerado uma epidemia mundial que, segundo a ONU, é a pandemia (epidemia) mais longa e mortal do mundo.

A reeducação de homens em relação a violência doméstica precisa ser séria, contínua e baseada em responsabilidade, não só em punição, porque por mais que as penalidades estejam mais duras  vemos o aumento progressivo do feminicídio.

Reeducar homens contra a violência doméstica exige: educação, responsabilidade, intervenção psicológica, mudança cultural e punição.”

Adriana Mattos é coordenadora de Políticas Sociais do Sintufrj

 

 

Ato, assembleia, live, reuniões locais nesta semana e uma caravana em abril são algumas das inúmeras atividades aprovadas no Comando Local de Greve.

Uma assembleia-ato nesta quarta-feira, dia 1º, às 10h, nas escadarias do CCS (ao lado do Banco do Brasil), vai reunir servidores em greve das quatro universidades federais de ensino superior do estado do Rio de Janeiro: UFRJ, UFF, UniRio e UFRRJ.

Mas antes, nesta terça, dia 31, às 11h, acontece a super livre que vai destrinchar tudo que você precisa saber sobre RSC (Reconhecimento de Saberes e Competências). No canal do Sintufrj no Youtube e no perfil do sindicato no Facebook.

Estas foram algumas das principais atividades do calendário de mobilização discutido no Comando Local de Greve, reunido nesta segunda-feira, dia 30, no Espaço Cultural do Sintufrj.

O calendário conta ainda com diversas reuniões e a preparação de uma grande caravana à Brasília nos dias 15 e 16 de abril. Veja só:

Março

Dia 31, terça-feira

Super Live sobre o RSC, às 11h

Reunião no Museu Nacional, às 14h

Reunião em Macaé, às 14h: II Roda de Conversa das Mulheres da Educação Macaense com o tema “Enfrentando o assédio, fortalecendo resistências” (Auditório do Bloco A – Cidade Universitária, UFRJ Macaé)

Reunião da Comissão de Combate ao Racismo na CUT, às 16h

 Abril:

Dia 1º – Assembleia nas escadarias do CCS, 10h e ato conjunto com servidores da UFF, Uni-Rio e Rural

Dias 15 e 16 – participação de dois ônibus em caravana à Brasília. Saída no dia 14 (e retorno no dia 17), para a participação em duas atividades:

Dia 15 – Marcha da Classe Trabalhadora, convocado pelas centrais sindicais em defesa da Convenção 151 da Organização Internacional do Trabalho (OIT) para garantir negociação coletiva para servidores públicos e data-base.

Dia 16 – Ato Público das Entidades da Educação Federal (Fasubra, Andes e Sinasefe), em frente ao MGI.

A inscrição está condicionada a participação do servidor nas atividades da greve e os candidatos deverá passar por avaliação da saúde.

Comissão do CLG faz apresentação

A Comissão de Finanças fez apresentação dos gastos com as atividades de greve. Na próxima reunião do CLG, os integrantes da comissão farão nova apresentação, desta vez com base nas propostas surgidas na reunião.

Fotos: Renan Silva

  

Minuto de silêncio:

Companheiros Irineu e Claudio Presentes!

Os integrantes do CLG, reunidos no Espaço Cultural, fizeram um minuto de silêncio em homenagem a dois companheiros recentemente falecidos: Antônio Irineu e Alberto Claudio.

Companheiros Irineu e Claudio Presentes!

Os integrantes do CLG, reunidos no Espaço Cultural, fizeram um minuto de silêncio em homenagem a dois companheiros recentemente falecidos: Antônio Irineu e Alberto Claudio.

O Sintufrj registrou, com pesar, o falecimento do aposentado Antônio Irineu da Silva, no dia 28 de março, aos 85 anos. Ele ingressou na UFRJ em 1989, era marceneiro e prestou grande contribuição à UFRJ. Seu Antônio, fiel participante das lutas do Sintufrj, integrou com outros servidores (uma técnica-educacional e outros companheiros marceneiros e carpinteiros) o projeto “Marcenaria Escola da UFRJ /Ensino-Aprendizagem no cotidiano do Trabalho”, apresentado ao Seminário de Integração dos Técnicos-Administrativos (Sintae) em 2018. O projeto foi formulado no encontro de trabalhadores da UFRJ com muitos anos de trabalho na instituição e a técnica, mestranda em Tecnologia para o Desenvolvimento Social, que com um grupo, elaborou um projeto educacional.

O Sintufrj também lamenta registrar o falecimento de Alberto Claudio também era aposentado, tinha 80 anos, faleceu dia 25 de março. Portelense, devoto de São Jorge, foi bancário e ingressou na UFRJ em 1987, como assistente em administração. Dirigiu o Alojamento Estudantil, tornou-se militante contra a discriminação racial. Em 1999 foi chefiar o setor de Recursos Humanos do CCJE. “Eu também sonho um dia ver o preconceito racial e outros preconceitos serem banidos do universo”, disse ao Jornal do Sintufrj em maio de 2009, que registrou o lançamento de seu livro “Escombros”, um brado ao direito à igualdade e uma denúncia à discriminação racial. Alberto Claudio dos Santos foi integrante do Conselho Fiscal do Sintufrj.

Superlive
RSC
O que você precisa saber!
11h – Terça-Feira, 31 de março
Superlive
RSC
O que você precisa saber!
10h – Terça-Feira, 31 de março
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