Funcionalismo federal ganha em média R$ 6.330 mensais

Reportagem : CUT / Escrito por: Rosely Rocha

Quando se fala em servidor público, o imaginário coletivo ainda associa o termo a carreiras de altos salários e estabilidade. Mas os dados mostram outra realidade. Segundo o levantamento ao Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) os servidores federais representam apenas 10% dos vínculos públicos no paíse sua remuneração média é de R$ 6.330, muito distante da ideia de “privilégio generalizado”.

“O que acontece é que o debate público mistura tudo. A exceção se torna regra. Quando alguém cita os salários de juízes, procuradores ou auditores, cria-se a impressão de que todo o serviço público é assim, e isso simplesmente não é verdade”, explica Félix Lopez, analista do Ipea.

De acordo com ele, as carreiras de elite, que aparecem nas manchetes e nas planilhas de cortes orçamentários, compõem uma minoria dentro da minoria.

A grande parte do funcionalismo federal está em cargos administrativos, técnicos e de apoio, com rendimentos que giram entre R$ 3 mil e R$ 7 mil. Isso é o grosso do serviço público federal.”

Para Sérgio Ronaldo da Silva, secretário-geral da Confederação dos Trabalhadores no Serviço Público Federal (Condsef/Fenadsef), filiada à CUT e que representa 80% dos servidores do Executivo Federal, a reforma administrativa é a maior cortina de fumaça do país. “Os defensores da proposta falam em modernização, mas o que ela entrega é precarização e desmonte do Estado que atende o povo”, pontua.

“Quando Hugo Motta, Pedro Paulo, Zé Trovão e companhia defendem essa PEC 3Oitão (PEC 38/25), como estamos chamando, não estão atacando privilégios — estão apenas garantindo que a conta continue caindo sobre quem recebe R$ 3 mil a R$ 7 mil no serviço público”, prossegue Sérgio, se referindo ao presidente da Câmara e aos deputados de direita que apresentaram o projeto.

Reestruturação desigual

Nos últimos anos, o funcionalismo federal passou por fortes restrições de reajuste e concursos, ao mesmo tempo em que as reformas administrativas e fiscais foram construídas sob o argumento de “cortar privilégios”. Para o analista do Ipea a consequência foi o oposto:

“Os cortes lineares e os congelamentos não atingem as carreiras de topo da mesma forma. Na prática, penalizam quem tem menor remuneração e interrompem a reposição de quadros técnicos essenciais”.

defasagem salarial entre diferentes órgãos da União é um exemplo. Cargos similares, com exigência de escolaridade equivalente, podem ter remunerações que variam até 80% entre ministérios ou autarquias. “Isso mostra como o sistema federal é fragmentado e hierarquizado. Há um topo muito restrito com altos salários, e uma base ampla que vive sob arrocho e perda de poder aquisitivo”, diz Félix.

O assessor do Ipea também aponta o impacto das políticas de austeridade sobre a capacidade operacional do Estado.

Nos últimos dez anos, mais de 50 mil servidores deixaram o quadro da União, e as reposições foram mínimas. Isso afeta diretamente áreas como fiscalização, controle ambiental, educação e pesquisa. O Estado perde braços, e a população perde serviço

– Félix Lopes

Já o secretário-geral da Condsef/Fenadsef emenda que os ataques constantes, que têm como resultado o desmonte do setor público, bem como a ausência de valorização dos servidores do Executivo e das carreiras que atendem diretamente à população revelam uma metodologia.

O que está em jogo para esses que atacam os serviços público é abrir espaço para a privatização de direitos e a deterioração deliberada dos serviços essenciais 

– Sérgio Ronaldo

Leia mais LBS Advogadas e Advogados detalha os impactos da reforma Administrativa sobre servidores e servidoras e a qualidade dos serviços públicos

O mito do privilégio

A insistência em tratar o funcionalismo federal como um bloco homogêneo alimenta o mito do privilégio. “Essa narrativa é conveniente porque desvia o foco do verdadeiro problema, que é a desigualdade interna e a falta de política de valorização. É mais fácil culpar o servidor do que discutir a estrutura tributária ou os subsídios ao setor privado”, afirma Félix.

Ele lembra que, mesmo dentro da União, a maioria dos vínculos está concentrada em áreas finalísticas e de atendimento. “Os servidores do INSS, das universidades federais, dos institutos de pesquisa e dos ministérios técnicos têm remunerações médias”.

Segundo o levantamento do Ipea, metade dos servidores ganha menos do que a média salarial do funcionalismo federal. Os servidores estaduais ganham em média R$ 4 mil e os municipais R$ 2,6 mil.

“Quando a gente fala em ‘média salarial alta’, precisa olhar a distribuição. Uma pequena parcela puxa a média para cima, mas o que o servidor comum leva para casa está muito abaixo do que se imagina”, pontua Félix.

Já o secretário-Geral da Condsef/ Fenadsef destaca que os que chamam o servidor comum de privilegiados ignoram os fatos e dados trazidos à luz pelo Ipea: metade ganha abaixo da média e está longe dos salários que estampam as manchetes. “A narrativa da reforma é perversa porque transforma exceções em regra para justificar cortes que desmontam universidades, INSS, fiscalização e pesquisa”.

Marcha Nacional contra a Reforma Administrativa, em 29 de outubro, em Brasília (Arquivo CUT)

A importância do serviço federal

Apesar de representar apenas 10% do total de vínculos, o funcionalismo federal é o eixo de políticas estruturantes: previdência, fiscalização, universidades, controle sanitário, regulação econômica e diplomacia. “É o corpo técnico que garante que as políticas nacionais funcionem. Não é um luxo; é uma necessidade do Estado brasileiro”, afirma Félix. Ele ressalta ainda que o desmonte das carreiras médias e técnicas traz um custo social elevado.

“A ausência de concursos e o congelamento de salários desestimulam profissionais qualificados. Isso gera um círculo vicioso: o Estado perde capacidade, os serviços se deterioram, e isso retroalimenta o discurso de que o serviço público é ineficiente. É uma armadilha”.

A falsa equivalência

Félix enfatiza que o erro central das reformas é tratar todos os níveis e realidades como se fossem equivalentes. “O que vale para o topo das carreiras jurídicas ou de controle não pode ser aplicado mecanicamente ao conjunto do funcionalismo. O problema é que as políticas vêm padronizadas, e quem paga o preço são os servidores da base”.

Para ele, é necessário reequilibrar a narrativa. “Quando falamos em serviço público federal, precisamos distinguir entre as carreiras típicas de Estado e as de execução direta das políticas. Sem isso, toda a discussão sobre eficiência e gasto público fica distorcida”.

O analista do Ipea conclui: “Não há privilégio sistêmico no funcionalismo federal. O que existe é desigualdade e desvalorização. Usar o topo da pirâmide como referência para justificar cortes lineares é um equívoco técnico e político. O resultado é o enfraquecimento do Estado e o prejuízo à sociedade”.

O secretário-Geral da Condsef destaca que não é preciso aprovar uma PEC para melhorar a gestão e promover reformas eficientes no setor público, e o Congresso sabe disso. “Se insistem nesse caminho, é porque o objetivo é outro e nada tem a ver com servir ao povo. Por isso, quem defende essa reforma administrativa (PEC 38/25), no fundo, defende um Brasil onde serviços públicos viram mercadorias e onde o povo paga pelo que hoje são direitos essenciais assegurados na Constituição. Não é por acaso este está sendo chamado de o Congresso inimigo do povo”

Para Sergio Ronaldo, a narrativa dessa reforma é perversa, entre outros pontos, porque transforma exceções em regra para justificar cortes que desmontam o Estado brasileiro. “É por isso que nossa luta cresce: estamos defendendo o direito da população a um Estado forte, capaz e presente”, conclui.

 

Live celebrou 40 anos do Jornal do Sintufrj. Próximo evento será em 1º de dezembro, às 18h no IFCS: um debate sobre Soberania e Democracia, com João Pedro Stédile e outros convidados.

Clique no vídeo acima passa assistir o rico debate que abordou, não apenas a história do Jornal, mas caminhos possíveis na era digital. Numa época em que as disputas políticas se descortinam nesta nova ágora (centro da vida política na antiga Grécia) que se tornaram as mídias sociais.

Uma publicação sindical contabilizar quatro décadas de circulação ininterruptas é um marco. Pois em dezembro, o Jornal do Sintufrj completará 40 anos. É  um fato para se celebrar.

Foi o que lembrou o jornalista do Sintufrj Luíz Maranhão ao apresentar o tema do debate nesse momento especial: “Estamos reunidos aqui com convidados especiais e dirigentes da entidade para discutir os desafios que a era digital coloca para a comunicação dos trabalhadores. Isso acontece no momento de celebração dos 40 anos do Jornal do Sintufrj, a publicação mais tradicional da UFRJ, que acompanhou vários momento da transformação do país defendendo a democracia e contribuindo para a organização dos trabalhadores”, explicou.

A Live é um dos eventos programados para a celebração. O próximo é o debate “Soberania e Democracia”, no dia 1o de dezembro, às 18h, no Salão Nobre do IFCS, com João Pedro Stédile (MST), Léo Péricles (Unidade Popular), Renata Souza (PSol) e Heitor César (Unidade Classista). veja mais da programação ao fim

Fotos: Renan Silva

 

Karina, Luciana, Paulo, Francisco, Claudia e Alessandro: debate rico sobre atuação da comunicação sindical na era digital. Acima. à direita, o jornalista Luiz Maranhão apresenta o tema da Live

Transmitida nas mídias da entidade, a partir do auditório do bloco A do CT, a live contou com os coordenadores da entidade – Francisco de Assis (Geral e da Coordenação de Comunicação da Fasubra), Antônia Karina e Luciana Borges (de Comunicação) e Paulo Roberto e Paulo Roberto (Organização e Políticas Sindicais), representando a coordenadora geral  Sharon Stèfani – e com convidados especiais: Claudia Santiago, coordenadora do Núcleo Piratininga de Comunicação (NPC) e Alessandro Trindade, da Secretaria de Organização e Política Sindical da CUT-RJ e diretor do Sindicato dos Petroleiros do Norte Fluminense (SindipetroNF)

A coordenadora Antônia Karina mediou o debate: “A tecnologia impõe novos parâmetros de comunicação. E a comunicação sindical precisa se reinventar, dialogar mais com as redes digitais. Existe um arsenal gigante de informações na internet, e  a gente tem que se preocupar com essa informação que há hoje. A gente precisa saber como vai manusear essa máquina para poder chegar à informação com credibilidade para os trabalhadores. E não pode perder a essência de fortalecer a organização coletiva”, disse ela.

Antônia Karina e Luciana Borges, coordenadoras de Comunicação

Luciana Borges  lembrou que o jornal surgiu numa fase de luta pela redemocratização do país, e que hoje se mantém conquistando um lugar de destaque na imprensa sindical brasileira. “A gente faz questão de manter esse compromisso com a nossa categoria, acreditando ter um papel importantíssimo na imprensa revolucionária e na comunicação sindical”, comentou.

“O jornal é um instrumento vital dentro da história da classe trabalhadora para a construção da consciência de classe. Então, aqui, esse jornal não só representa por si própria a história da Técnica de administrativos, mas ele vence somar a história dos jornais da classe trabalhadora que são produzidos durante a nossa história e mantém viva a nossa necessidade de construção de consciência, construção de costumaras e construção da consciência de classe”, disse Paulo Roberto.

Paulo Roberto, coordenador de Organização e Política Sindical e Francisco de Assis, coordenador geral 

Juntos somos fortes

O coordenador Francisco de Assis destacou que o jornal surgiu da força dos trabalhadores (da UFRJ). “A gente faz uma saudação aqui a toda a equipe do Departamento de Comunicação, que produz esse jornal já há 40 anos, instrumento da comunicação forte, importante, e como disse o Papa Francisco, o sindicato ele é a voz do trabalhador. Então a voz do trabalhador está aqui nesse instrumento de comunicação que completa seus 40 anos e que a gente buscando aprimorar”.

“Esse jornal acompanha a trajetória do nosso país, jornalisticamente, de forma séria, com reportagem, com competência, com uma equipe fantástica”, disse Claudia Santiago que coordena o núcleo (NPC) que, há mais de três década reúne profissionais de comunicação que trabalham para melhorar a comunicação dos trabalhadores na luta por mundo sem exclusão. “É preciso lembrar que na década de 1990 fomos nós, a Comunicação Sindical, a única imprensa alternativa que existiu no Brasil”.

Claudia Santiago, coordenadora do NPC e Alessandro Trindade, diretor da CUT-RJ

Hoje, segundo ela, as Bigtechs se utilizam de talento, tecnologia e dinheiro. “Talvez neste tripé esteja também a resposta, a forma como nós vamos atuar nas redes sociais.. Se juntar (as diversas entidades sindicais), a gente tem a grana honrada da classe trabalhadora. Não nos falta talento e a tecnologia a gente se apropria. Temos muita gente boa discutindo redes sociais, inteligência artificial e aí nós podemos usar na nossa comunicação sindical para que continue fazendo seu papel”.

Para Alessandro Trindade “a gente precisa se renovar, porque, porque a direita tem se organizado e ela se organiza nos nichos, nos grupos de WhatsApp, TikTok e por aí vai. E ela bloqueia as redes da gente”, diz ele. Mas, ele lembra, “a gente precisa dessa inovação, precisa ter parceiros”, disse lembrando que a CUT criou as brigadas digitais, movimento de organização em rede dos/as trabalhadores/as do Brasil do qual se pode participar pelo site brigadas.cut.org.br/: “A gente precisa multiplicar a nossa voz para que ela chegue, não só no trabalhador, mas nas comunidades. Juntos nós somos fortes”.

“Os relatos aqui apontam que a gente tem instrumentos para esta disputa, mas é preciso integração entre os movimentos”, disse Francisco, apontando a necessidade de visão estratégica e organização para enfrentar, as eleições do próximo ano, a disputa com a direita.

Vídeo conta um pouco desta história

Na abertura do debate, foi apresentado o vídeo produzido pela coordenação e o Departamento de Comunicação do Sintufrj que conta um pouco desta história e apresenta a programação de celebração destes 40 anos.

O vídeo pode ser visto no Youtube em

Acesse o HOT Site clicando em

 

No início deste mês lançamos o selo comemorativo e o divulgamos galhardetes no Fundão. Em seguida, lançamos o Hot Site onde pode-se acessar informações como uma breve exposição de algumas das principais capas e fotos; uma mostra do calendário digital do Sintufrj para 2026, sobre a Comunicação do Sintufrj hoje e sobre a Rádio Sintufrj.

Debate discute Soberania e Democracia

Dia 1º de dezembro, segunda-feira, às 18h, no Salão Nobre do IFCS (Largo de São Francisco)

2026 é ano de eleições gerais. Que futuro aguarda o Brasil? Essa questão será postas à mesa no debate Democracia e Soberania, programado como parte da celebração dos 40 anos do Jornal do Sintufrj, com a participação de João Pedro Stédile (MST), Leo Péricles (Unidade Popular), deputada Renata Souza (PSOL) e Heitor César (Unidade Classista).

 

Mais momentos da live

O diretor da CUT e do Sindpetro NF presenteia o coordenador geral do Sintufrj com o jaleco, símbolo de luta dos petroleiros. Acima, foto dos convidados com a equipe do Departamento de Comunicação e coordenadores do Sintufrj.

Mais um companheiro nos deixou nesta segunda-feira, 17 de novembro: Miguel Vieira de Araújo, 65 anos, vítima de atropelamento. Servidor da UFRJ desde 1990, era técnico-administrativo no Instituto do Coração.

A direção do Sintufrj presta homenagem ao companheiro e se solidariza com seus familiares, colegas e amigos de trabalho.

 

Neta terça-feira, diz 18 de novembro, a partir das 10h30, o Sintufrj vai realizar uma live sobre o tema “Comunicação Sindical na era Digital”, com transmissão pelas nossas redes sociais. 

A tecnologia impôs novos parâmetros na circulação de informações, ideias e análises. A celebração dos 40 anos do Jornal do Sintufrj incluiu essa pauta inadiável e necessária no rol de suas reflexões.

Para debater o tema, contaremos com a participação de Francisco de Assis, coordenador de Comunicação da Fasubra e coordenador geral do Sintufrj; Claudia Santiago, coordenadora do Núcleo Piratininga de Comunicação (NPC); Alessandro Trindade, secretaria de Organização e Política Sindical da CUT-RJ e João Eduardo do Nascimento Fonseca, presidente da Associação dos Servidores da UFRJ (ASUFRJ) na primeira edição do Jornal da entidade, em 1985.

Sintufrj nas redes

Performance do nosso perfil nos últimos 30 dias: 140 mil visualizações e quase quatro mil interações.

Total de vezes que os conteúdos publicados pelo perfil oficial do Sintufrj foram vistos durante os últimos 30 dias.

 

O post mais comentado.
Em destaque, o post do anúncio da abertura das inscrições para a festa de final de ano.

Ao lado, o perfil do Sintufrj chegou aos 5600 seguidores. Essa é a alta dos últimos 30 dias:

 

Face

Dados dos últimos 90 dias: temos 8,1 mil curtidas no Facebook

Crescimento orgânico mostra o interesse da categoria

Desempenho no Youtube é crescente

As transmissões estão presentes, principalmente através do YouTube, em SmarTvs, o que mostra um novo jeito de os sindicalizados consumirem os nossos conteúdos. Daí a relevância da plataforma. Por isso, atual gestão vem investindo em melhorias na qualidade das transmissões.

Há um ano, todas as nossas transmissões são multiplataforma, sendo realizadas ao vivo no YouTube, Facebook e Instagram, atendendo o maior número de pessoas possível.

O Hospital Clementino Fraga Filho foi alvo de matéria na TV na semana passada denunciando precárias condições do setor de Emergência: paredes descascando, infiltrações, vazamentos. “Na terça-feira (dia 11), funcionários levaram um susto porque baratas despencaram do teto”, informou o telejornal que mostrou fotos de pacientes dormindo em bancos e cadeiras de roda e o depoimento de profissionais.

A Ebserh prometeu mundos e fundos, mas a realidade vem se impondo, colocando em xeque setores da academia que assinaram o cheque em branco dado de bom grado à empresa de direito privado, a despeito dos protestos e alertas do Sintufrj e de grande parte da comunidade.

“A gente está tendo sérios problemas com a questão de estrutura física, e infiltração, de água caindo no nosso consultório. Recentemente teve episódio das baratas que (quando) abriram um buraco no teto e caíram”, disse uma médica que não quis se identificar à reportagem do telejornal, questionando como, em um local em que precisa haver procedimentos estéreis, pode haver infiltração.

Na matéria, os profissionais também acusam a falta de insumos básicos para atendimento, como sondas alimentares e material necessário para administrar medicações. A direção nega qualquer falta de insumos. Embora um grupo de médicos tenha preparado um relatório interno para informar os problemas à direção que, no entanto afirma que o vazamento foi sanado no mesmo dia e que há projetos em fase de licitação para obras.

Mas até pacientes que elogiam o atendimento, destacam: “É muito bom, só que a estrutura do hospital é ruim”, dizem.

Sintufrj de olho

Antes mesmo da matéria na TV, o Sintufrj já havia levado denúncia à direção geral do HUCFF cobrando providências em setor do hospital que enfrenta mesmos problemas. No documento à direção em defesa das condições de trabalho e saúde dos servidores, enviado em 22 de outubro, o Sintufrj solicitou providências técnicas e administrativas sobre as condições ambientais e estruturais de um dos laboratórios.

O que foi observado

A Coordenação Geral recebeu a denuncia no dia 15 de outubro. Realizou reunião com os trabalhadores do setor e formalizou documento a chefia, com apoio da Assessoria de Saúde e Segurança do trabalho, solicitando informações sobre a solução dos problemas apresentados. “Estivemos com a chefia na semana retrasada exigindo a formalidade na resposta e que justificou que não tinha respondido por dificuldade na internet. Sobre a denuncia na mídia, embora não tenha tido nossa participação, avaliamos que foi importante para pressionar a gestão em busca de solução desses e de outros problemas”, declarou o coordenador geral Francisco de Assis.

Visita da Assessoria do Sintufrj de Saúde Segurança no Trabalho ao setor constatou deficiência de ventilação, infestação de insetos e cupins, instalações elétricas e climatização inadequadas; modificações na disposição física sem comunicação aos trabalhadores e sem avaliação de impacto ocupacional; presença de baratas e roedores que configuram risco sanitário direto, entre outros problemas.

No ofício, o Sintufrj solicitou o restabelecimento das condições de salubridade e segurança, como regularização da ventilação e climatização, instalação de bebedouros e fornecimento de água potável, higienização profunda e substituição do mobiliário infestado; implantação de controle de pragas; revisão do layout físico entre outras reivindicações.

“Nós fomos procurados por servidores da unidade que já apontavam a presença de insetos e pragas ali no local, além de algumas mudanças no setor em desacordo com as normas hospitalares e de segurança do trabalho. Oficializamos a direção do hospital e a chefia da unidade. Mas até agora, não houve o retorno desse ofício”, explicou o assessor de Saúde e Segurança no Trabalho do sindicato, Rafael Boher.

“Seguimos recebendo materiais da base sobre os problemas estruturais no hospital. Estamos acompanhando, junto com nossa assessoria de Segurança do Trabalho, toda essa demanda”, concluiu o coordenador geral.

  

 

Com profunda tristeza informamos o falecimento do vigilante Ricardo José de Jesus, aos 66 anos, ocorrido nesta segunda-feira, 17 de novembro, em consequência de um câncer. Servidor da UFRJ desde 1990, o companheiro era lotado na Divisão de Segurança (Diseg).

Toda a nossa solidariedade aos familiares, companheiros de trabalho e amigos de Ricardo José Jesus, que continuará presente em nossa memória.

Direção do Sintufrj

Velório foi marcado para entre 13h e 15h desta terça-feira, dia 18, na Capela E do Cemitério da Pechincha (Jacarépaguá)

O Conselho Editorial da Revista Práticas em Gestão Pública Universitária (PGPU), editada pela Faculdade de Administração e Ciências Contáveis da UFRJ, convida a comunidade acadêmica a submeter artigos para sua próxima edição. A chamada estará aberta até 12 de abril de 2026.

Os textos podem ser dirigidos a uma das quatro seções: Artigo; Relato de Experiência; Resenha e Entrevista.

A Revista PGPU completa 10 anos em 2026.  É um periódico eletrônico semestral, de acesso livre, para divulgação de análises, reflexões e resultados de trabalhos voltados para a área da Gestão Pública Universitária produzidas por técnicos administrativos em educação (ativos e aposentados), gestores, pesquisadores, docentes, discentes e trabalhadores terceirizados das instituições públicas de ensino superior de todo o país. Mas prioriza a publicação de trabalhos escritos por técnicos administrativos ou que contenham técnicos entre seus autores.

Informações, inclusive sobre formatação do texto, estão disponíveis no site: https://revistas.ufrj.br/index.php/pgpu

O contato pode ser feito pelo endereço revista@facc.ufrj.br

Selo da UFRJ

O editor chefe, o técnico administrativo Gustavo Cravo, explica que esta Revista é, segundo ele, a única até hoje voltada para os trabalhadores técnicos administrativos da UFRJ e de outras universidades públicas, inclusive estaduais, que têm nela um espaço “para publicar sua produção, a partir de suas experiências em seus locais de trabalho, frutos da continuidade de seus estudos”.

Gustavo cita, como exemplo, o caso de um servidor que, tendo feito uma especialização ou um mestrado, pode apresentar o resultado de seus estudos na publicação. “É uma revista gratuita, de qualidade, da própria universidade, que tem esse selo forte, da UFRJ”, pondera o editor.

O Conselho editorial, conta ele, é cem por cento formado por técnicos administrativos. “É uma revista de técnicos para técnicos. E, para muitos, a primeira oportunidade de publicar um trabalho. Porque muita gente pensa que não tem essa chance. E a revista garante essa oportunidade”.

A publicação conta com mais de 200 avaliadores de todas as regiões do Brasil e de outros oito países e, segundo o editor, preenche todos os requisitos para ser avaliada pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes). Significa que pode ser classificada como um periódico científico com base nos critérios da Capes.

“E, se (o público) abrir as edições já publicadas vai reconhecer entre os autores, colegas, que publicam pela primeira vez na vida. É uma revista muito democrática”, acrescenta ele.

As edições podem ser consultadas no site da revista.

O editor-chefe da Revista PGPU Gustavo Cravo

Conheça mais

A PGPU é aberta a trabalhos provenientes de instituições de todo o país, de autoria de técnicos administrativos, docentes, estudantes e toda a comunidade universitária.

Embora a prioridade seja para TAEs, não é exclusiva, porque há técnicos, por exemplo, que orientam alunos na Extensão e escrevem em conjunto; há alunos de mestrado que escrevem em coautoria com seu orientador. Por isso a revista é aberta também para alunos e professores. “Entendemos que as categorias trabalham juntas”, pondera Gustavo.

Todos os textos recebidos são imediatamente colocados em avaliação que pode levar até no máximo seis meses, após a submissão, para a decisão editorial.

Confira a edição mais recente

Está, em 2025, em seu volume 9, que corresponde ao nono ano de publicação. E cada volume tem dois números, um no primeiro semestre e outro, no segundo. O último foi publicado dia 4 de novembro, e pode ser conferido no site:

Alguns dos artigos desta edição

IMPERIALISMO E NEOLIBERALISMO NO ENSINO SUPERIOR BRASILEIROO IMPACTO DO ENCOLHIMENTO DO FIES E A EXPANSÃO DA EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA (EAD)

Roberto Pereira da Silva, Antônio José Barbosa de Oliveira

 PDF 

UMA ANÁLISE DOCUMENTAL DOS PLANOS DE DESENVOLVIMENTO INSTITUCIONAL DA UNIVERSIDADE ESTADUAL DE FEIRA DE SANTANA

Carlos Eduardo Cardoso de Oliveira

 PDF

DEMOCRATIZAÇÃO DO ACESSO E PERMANÊNCIA ESTUDANTIL NO ÂMBITO DE INSTITUIÇÕES PÚBLICAS DE EDUCAÇÃO SUPERIOR ESTADUAIS DO NORDESTE BRASILEIRO

Antônio de Macêdo Mota Júnior, Amanda Marinho Bogéa

 PDF

 PDFPROFISSIONALIZAÇÃO NO SERVIÇO PÚBLICO: AVANÇOS E DESAFIOS DO PLANO DE DESENVOLVIMENTO DE PESSOAS EM UMA UNIVERSIDADE FEDERAL

Jaquiele Aparecida Geraldo, Gustavo Melo Silva, Geraldo Magela Jardim Barra

 PDF

OS DESAFIOS SOCIAIS E ACADÊMICOS ENFRENTADOS PELOS ESTUDANTES UNIVERSITÁRIOS NEGROS DA UNIVERSIDADE FEDERAL DO PAMPA – CAMPUS SANT’ANA DO LIVRAMENTO

Rafael Cardiano, Danielle Cardoso Dornelles, Sebastião Ailton da Rosa Cerqueira-Adão

 PDF

AVALIAÇÃO DA QUALIDADE PERCEBIDA EM RESTAURANTES UNIVERSITÁRIOS DA UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO – UFRJ

Carolina Pinto de Carvalho Martins, FÁBIO FRANCISCO DE ARAUJO, Thadia Turon Costa da Silva, Silvia Regina Magalhães Couto Garcia

 PDF

UNIVERSIDADE PARA A DIVERSIDADE REFLEXÕES SOBRE UMA CAPACITAÇÃO PARA SERVIDORES DA UFRJ

Vinicios Kabral Ribeiro, Mônica Visconti de Melo

PDF

Entrevista

Os Desafios Atuais da Coordenação de Relações Institucionais e Articulações com a Sociedade (CORIN) da UFRJ: Uma Entrevista com Diego Fróes

Carla Alessandra de Lima Gomes, Gustavo Cravo de Azevedo

 PDF

 

 

 

  • A tecnologia impôs novos parâmetros na circulação de informações, ideias e análises. A celebração dos 40 anos do Jornal do Sintufrj incluiu essa pauta inadiável e necessária no rol de suas reflexões.
  •  Na próxima terça-feira, 18 de novembro, a partir das 10h30, o Sintufrj vai realizar uma live com convidados com transmissão pelas nossas redes sociais que terá a Comunicação Sindical na era Digital como tema.
    Te esperamos lá!

O mês da Consciência Negra foi escolhido para o encerramento das atividades de 2025 dos Grupos de Trabalho do Sintufrj. Nesse dia 12, à tarde, duas Rodas de Conversa e um belo samba de raiz tomaram conta do Espaço Cultural.

O ano para os GTs foi de muito trabalho de formação. Palestras, debates, rodas de conversa, exibição de filmes e apresentações culturais permearam as ações do GT Mulher, do GT Antirracista e do GT Saúde. Os grupos trouxeram para a categoria temas instigantes para reflexão.

Não por acaso, os temas que encerraram os trabalhos não deveram a tradição da riqueza dos conteúdos apresentados pelos GTs. “Representatividade Negra no Mercado de Trabalho” foi a abordagem da advogada Adriana Miranda. E “Saúde Mental e Emocional da População Negra” ficou a cargo da psicóloga clínica Tânia Maria de Oliveira.

Ao fim do evento a técnica-administrativa da Escola de Belas Artes, Darlene Duarte, encantou os participantes com potentes interpretações de clássicos do samba.

Os coordenadores dos GTs, Norma Santiago (Mulher/Antirracista), Hilen Moisés (Antirracista) e Adriana Mattos (Mulher/Saúde), agradeceram o apoio e a participação da categoria nas reuniões e atividades dos GTs ,assim como a relevante contribuição de todos os palestrantes que enriqueceram os debates e as reflexões ao longo do ano. A coordenadora Laura Gomes, do GT Saúde, não pôde estar presente devido a problemas de saúde na família.FOTOS: RENAN SILVA

GRANDE MOMENTO. Uma corrente do bem encerrou as atividades dos grupos de trabalhos que movimentaram o ano no Sintufrj

Em audiência sobre a reforma administrativa na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), na segunda-feira, 10, foi proposto a criação de uma frente parlamentar de atuação política, com deputados estaduais e federais do Rio de Janeiro, de diferentes partidos, para lutar contra a aprovação da reforma.

A formalização da união de diversos sindicatos para ampliar a mobilização contrária à PEC também foi proposto com realização de plenária na próxima semana no Sepe. A iniciativa da audiência foi da Comissão de Servidores Públicos da Alerj, na pessoa do deputado Flávio Serafini (Psol), presidente da comissão.

A Proposta de Emenda à Constituição da Reforma Administrativa, PEC 38/2025, está tramitando na Câmara dos Deputados e o seu presidente, Hugo Motta (Republicanos-PB) e o relator do GT que elaborou a proposta, deputado Pedro Paulo (PSD-RJ), querem acelerar o rito oficial. Ironicamente, Pedro Paulo cuja base é no Rio, convidado a participar da audiência, não compareceu.

Com dificuldades, a dupla angariou as 171 assinaturas necessárias para colocar a matéria em pauta e lança de todos os artifícios para arregimentar simpatias e aliados para a aprovação da PEC. São necessários no total 308 votos na Câmara, mas há divisão sobre o tema na Câmara haja vista a forte pressão do funcionalismo e as eleições ano que vem para a próxima legislatura.

“Esse é, talvez, o principal ataque que a Constituição de 1988 já sofreu no que diz respeito à estruturação do serviço público, mexe com diversos dispositivos e trilha um caminho que é tentar despedaçar de vez os serviços públicos. Entendemos que é um desastre para os servidores públicos. Não podemos permitir que esse ataque seja aprovado em Brasília e reafirmamos o nosso compromisso com essa luta”, disse o deputado Flávio Serafini (Psol), presidente da comissão. Ele informou que a maioria dos deputados do Rio apoiam a Reforma, com forte adesão dos deputados estaduais, por isso a necessidade desta frente parlamentar do estado.

“A reforma administrativa vai contra tudo que conquistamos com muita luta. Vemos um grande retrocesso. Lutamos cotidianamente para termos qualidade no nosso trabalho e a reforma precariza o que fazemos. Temos a certeza de que só atenderá a quem realmente lucra com a privatização e não aos trabalhadores”, afirmou a coordenadora da Federação das Associações de Servidores das Universidades Brasileiras (Fasubra), Ivanilda Reis.

A audiência pública reuniu também o representante do Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino (Andes), professor Marcos Soares, o diretor executivo nacional do Sindicato dos Trabalhadores do IBGE e coordenador da auditoria cidadã, Paulo Lindesay, o representante do Fórum Permanente de Servidores Públicos do Rio de Janeiro (Fosperj), Vinicius Zanata, a coordenadora geral do Sindicato Estadual dos Profissionais da Educação do Rio de Janeiro (Sepe), Helenita Bezerra, o representante do Sindicato Intermunicipal dos Servidores Públicos do Rio (Sindsep-RJ), Raul Bittencourt, e o professor e pesquisador da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Gênesis Oliveira, coordenador do Observatório dos Servidores Públicos. FOTOS: RENAN SILVA