• Coordenador-geral expõe a técnicos do CCMN a trajetória do impasse que resultou do estado de greve.

  • Coordenadora de Aposentados diz o que desagradou a categoria

“Chegamos no limite da pressão ao governo e ele nem aí. Então decretamos o estado de greve e, com esse tensionamento, o MGI (Ministério da Gestão e Inovação em Serviços Públicos) recuou no regramento do RSC (Reconhecimento de Saberes e Competência)”, afirmou o coordenador geral do Sintufrj (e também coordenador de Comunicação da Fasubra), Francisco de Assis, na reunião com técnicos administrativos do Centro de Ciências Matemáticas e da Natureza (CCMN).

Segundo o coordenador, o PL 6170, que trata dos detalhes do RSC, deveria ter sido elaborado junto com a Comissão Nacional de Supervisão da Carreira (CNSC).  A reunião híbrida no CCMN na manhã desta terça-feira (3) cumpriu mais uma etapa da maratona de debates com as bases que antecede a assembleia simultânea convocada para terça-feira, 10 de fevereiro.

O dirigente fez um breve balanço das conquistas da greve de 2024: os itens já cumpridos pelo governo e os itens pendentes. E destacou a centralidade dos aposentados na discussão do RSC.

Ingratidão com aposentados

Na reunião  com a Fasubra e o Sinasefe em janeiro, dos 15 itens de regramento do RSC, o MGI atendeu 12. A coordenadora de Aposentados (as) e Pensionistas do Sintufrj, Marli Rodrigues, leu o que foi mantido no PL pelo governo que desagrada a categoria: Manutenção da vetação do RSC para quem está em estágio probatório; Manutenção de 75% somente para os ativos, excluindo aposentados e pensionistas e quem tem doutorado; Manutenção do interstício de três anos para os pedidos subseqüentes do RSC e Manutenção dos efeitos financeiros não retroativos ao pedido do RSC (120 dias).

“É uma ingratidão deixar de fora do RSC os aposentados e que está em estágio probatório. O governo faz isso para dividir a categoria. A gente precisa entender que fizemos uma greve longa para que todos fossem atendidos”, defendeu Marli.

Os técnicos administrativos que se manifestaram na reunião não descartaram a decretação de greve na assembleia do dia 10 de fevereiro, preocupados com os aposentados. Afinal, todos se aposentarão um dia e garantir a paridade entre ativos e aposentados nas conquistas financeiras futuras e o desejado.

Posicionamento

De acordo com Francisco de Assis, a Fasubra adotou a seguinte posição: segurar os 11 itens consensuados pelo governo sobre o RSC e, como plano B, aprofundar as articulações por emendas parlamentares para garantir o que o governo não atendeu do acordo de greve, e irmos avaliando em que nível está a nossa mobilização para deflagração da greve.

“A Fasubra não está parada, a pressão sobre o Parlamento tem sido forte visando emendas parlamentares. Embora saibamos que um quarto do orçamento do país encontra-se nas mãos do Congresso Nacional e dos 513 deputados e senadores, só temos como aliados 130. Porém, abraçamos essa causa como visão estratégica. Estamos trabalhando para arrancar aquilo que conquistamos com a greve. Mas, temos que ter responsabilidade”, afirmou o coordenador, lembrando equívocos do passado por avaliações ideológicas erradas sobre comportamento do governo.

“Essas rodadas de reuniões possibilitam que as falas de vocês sirvam de base para que na assembleia a gente (a direção) esteja orientado sobre se vale a pena ou não deflagrar a greve”, pontuou Marli Rodrigues.

“Em nenhum acordo de greve conseguimos o cumprimento integral. O grande debate que temos que fazer tem que estar direcionado a estimular a categoria a ir à assembleia no dia 10 e discutir amplamente sobre a greve, a nossa mobilização. Discursos de retóricas não avança a nossa luta. Hoje o eixo são o RSC e uma legislação que garante a jornada de 30 horas para todos”, concluiu Assis.

FRANCISCO DE ASSIS faz a narrativa da trajetória de luta e do contexto que resultou no estado de greve

01 reunião no CCMN em 3 de fevereiro

REUNIÃO foi acompanhada com atenção para o o relato do impasse com o governo

 

MARLI SILVA, DA COORDENAÇÃO DE APOSENTADOS, E FRANCISCO DE ASSIS, COORDENADOR-GERAL, fazem exposição na reunião com trabalhadores do CCMN

A semana de mobilização começou pelo campus UFRJ Duque de Caxias. Nesta segunda-feira, 2, 20 companheiras e companheiros participaram presencialmente da reunião, no auditório do bloco C, e três online.

Os coordenadores do Sintufrj Luciano Batista e José Carlos Xavier conduziram o debate. O objetivo dos encontros da direção sindical com a categoria no local de trabalho é explicar as razões pelas quais todos devem participar da assembleia no dia 10 de fevereiro.

Nesta assembleia, que será simultânea em três locais — Fundão, Praia Vermelha e UFRJ Macaé –, a categoria em conjunto deliberará pela deflagração ou não da greve pelo cumprimento integral do acordo assinado com o governo.

Essa decisão será tomada à luz das avaliações, em nível nacional, das últimas mesas de negociações entre a Fasubra e o Ministério de Gestão e Inovação no Serviço Público (MGI).

Área de convivência

Além do debate sobre conjuntura apontando para os rumos do movimento que será decidido na assembleia do dia 10, os trabalhadores (as) de Duque de Caxias discutiram com os dirigentes sindicais a necessidade de terem um local de convivência. Essa é uma das principais reivindicações local e só depende da direção do campus para se tornar realidade. Eles esperam contar com o apoio dos docentes.

É justa a reivindicação por uma área de convivência, aliás, nada mais saudável e recomendável do que os trabalhadores disporem de um ambiente dentro do espaço de trabalho dedicado ao descanso, descompressão e interação social entre eles. A iniciativa voltada ao bem-estar das pessoas, porque reduz o estresse e promove a troca de ideias, repercute no aumento da produtividade.

Confira o calendário das próximas reuniões:

Reuniões de base com a mesma pauta da assembleia. Para participar remotamente se inscrever no formulário para receber o link da reunião no dia escolhido: https://forms.gle/jfpuMEG16AcYmdt79. Exceção: Museu Nacional

 03/02 (terça-feira)

10h – CCMN

14h – Reunião de Base no Museu Nacional

04/02 (4a feira)

10h – Reunião híbrida para os TAE do Prédio do CCS

Presencial: Bloco A. Salão Azul da Biologia.

05/02 (5a feira)

10h – Reunião híbrida para os TAE do Prédio do CT

Presencial: Bloco A, 2º andar. Salão Nobre.

05/02 (5a feira)

10h – Reunião híbrida para os TAE do Prédio do CLA

Presencial: Auditório Archimedes Memória (JMM, 3º andar) FAU.

 

 

 

 

Sintufrj convoca para Assembleia Geral Simultânea:

10 de fevereiro, às 10h.

Fundão: auditório do CT. Praia Vermelha: auditório Manoel Maurício (CFCH). Macaé: Sala 205 – Bloco A – Cidade Universitária

Em sua primeira reunião híbrida do ano na quarta-feira, 28, o Grupo de Trabalho Antirracista do Sintufrj já organizou o calendário das reuniões mensais de 2026. Os temas ainda serão finalizados e posteriormente divulgados. Confira as datas:

25/2

18/3

15/4

20/5

17/6

15/7

19/8

16/9

21/10

18/11

 

O técnico em audiovisual da UFRJ, Caio César Loures, tomará posse em fevereiro como conselheiro titular do Conselho de Comunicação Social (CCS), órgão auxiliar do Legislativo Federal responsável por emitir pareceres sobre temas fundamentais da mídia no Brasil

O CCS é composto por representantes das empresas, das categorias profissionais e da sociedade civil. Caio foi eleito para representar a categoria dos trabalhadores da Indústria Cinematográfica e do Audiovisual, junto com Sonia Santana, presidente do Sindcine (Sindicato dos Trabalhadores na Indústria Cinematográfica e do Audiovisual), que será suplente.

A entrada de Loures no CCS acontece em meio a debates como a regulação das plataformas de streaming, os direitos autorais frente à Inteligência Artificial e a transição para a TV 3.0. A sua presença no conselho marca também uma posição estratégica para a defesa da comunicação pública, dos direitos trabalhistas no setor audiovisual e para a defesa da soberania digital.

 

Como será sua atuação no CCS?

Minha atuação será pautada pela convergência entre a soberania nacional e a garantia da cidadania no ecossistema digital. Unirei a expertise técnica de quem atua na indústria audiovisual à perspectiva estratégica de servidor público federal. Defendo que o desenvolvimento tecnológico é indissociável da valorização do trabalho: nenhuma inovação técnica se sustenta sem o reconhecimento e a proteção dos profissionais que a operam.

Como representante da UFRJ no Fórum SBTVD desde 2017, terei atenção especial à implementação da TV 3.0. Não se trata apenas de melhorias em imagem e som, estamos diante de uma mudança de paradigma em que a televisão aberta se torna uma plataforma orientada a aplicativos, integrada à internet.

Trabalharei para que essa transição não seja sequestrada por lógicas comerciais, assegurando que a modernização tecnológica venha acompanhada de protocolos rigorosos de privacidade e da manutenção do acesso gratuito e universal, servindo como barreira contra a exclusão digital da população mais vulnerável.

 

2- O que pretende propor em relação às condições de trabalho dos profissionais no mercado audiovisual?

A prioridade é o combate à precarização estrutural. Enfrentamos uma “pejotização” que fragmenta a organização sindical e retira proteções básicas.

Defenderei que qualquer nova regulação do setor contenha cláusulas explícitas de preservação do trabalho humano frente à automação e ao uso predatório da Inteligência Artificial. É urgente estabelecer salvaguardas que protejam elenco, dubladores, roteiristas e técnicos contra a clonagem não autorizada de imagem, voz e estilo.

Além disso, na regulação do streaming, lutarei para que a Condecine não se limite ao fomento da produção, mas seja canalizada também para a qualificação técnica e a seguridade social dos trabalhadores.

É inadmissível que o crescimento das plataformas globais continue alicerçado em jornadas exaustivas e na erosão de direitos conquistados.

3- Como pretende defender e fortalecer a comunicação pública?

Defendo o resgate da governança democrática e do controle social, respeitando o princípio constitucional da complementariedade entre os sistemas público, privado e estatal. Isso passa pelo fortalecimento das emissoras comunitárias, que precisam deixar de ser criminalizadas ou inviabilizadas pela burocracia, e pela implementação de mecanismos de democracia direta nas emissoras públicas e educativas, como a eleição de dirigentes e de Conselhos Curadores, que devem ser deliberativos quanto à programação, garantindo autonomia administrativa e editorial.

As Ouvidorias devem atuar, também, como ombudsman independentes, com mandato e estabilidade. Para sustentar essa estrutura, é vital assegurar o financiamento estável por meio da Contribuição para o Fomento da Radiodifusão Pública (CFRP) e da destinação de percentuais da contribuição das telecomunicações e do streaming (Condecine).

O objetivo é que a comunicação pública responda aos anseios da sociedade, sem ficar refém da asfixia política ou da lógica comercial do mercado.

 

4- Quais os principais desafios?

O desafio de nossa geração é a soberania digital. Enfrentamos uma assimetria brutal de poder em relação às Big Techs, que extraem valor do mercado brasileiro sem as contrapartidas regulatórias ou tributárias equivalentes às das empresas nacionais.

Precisamos aprovar marcos regulatórios que garantam a aplicação da Condecine sobre o faturamento bruto das plataformas e estabeleçam Cotas de Tela efetivas para o conteúdo independente.

O objetivo é proteger a propriedade intelectual brasileira contra contratos leoninos de transferência total de direitos.

Outra urgência é garantir que a TV 3.0 sirva para impulsionar a nossa indústria e cultura, em vez de nos consolidar como meros consumidores dependentes de tecnologia e padrões estrangeiros.

Inquietação profissional e política

Caio César exerce a função de Diretor de Operações e Tecnologia do Núcleo de Rádio e TV e atua na indústria cinematográfica como profissional de captação e pós-produção de som. Sua trajetória integra a gestão pública — com passagens pela Superintendência de Comunicação e pelo Conselho Diretor do Fórum de Ciência e Cultura — à representação de classe, como diretor do Sindicato Interestadual dos Trabalhadores na Indústria Cinematográfica e do Audiovisual (STIC) e membro do conselho fiscal do Sintufrj. Desde 2017, representa a UFRJ no Fórum do Sistema Brasileiro de Televisão Digital Terrestre (SBTVD), colaborando no desenvolvimento da próxima geração da TV aberta (TV 3.0). Loures possui ainda um histórico de militância na radiocomunicação comunitária, focado na democratização do espectro eletromagnético e na defesa do conteúdo local.

 

 

 

 

Momentos de tensão no Bandejão Central do campus da UFRJ no Fundão: trabalhadores terceirizados acusam a empresa Nutryenergy de recorrentes atrasos nos salários, não pagamento de férias e, em alguns casos, de não fazer depósito do FGTS nos últimos meses.

E mais: cozinheiros, copeiros, pessoal de manutenção reclamam das condições de trabalho, submetidos ao calor por falta de ventilação e sem os equipamentos de proteção e higiene adequados. O calor também compromete o conforto no salão no qual as refeições são servidas.

Nesta terça-feira, diante desse cenário de violação de direitos, os trabalhadores resolveram paralisar o serviço. Estudantes mobilizados pelo DCE Mário Prata assumiram funções de servir os alimentos para garantir que as refeições fossem servidas.

No entanto, mais de 100 estudantes ficaram sem almoço. A direção do restaurante argumentou uma parte dos alimentos não estava preparada para ser servida. No final da tarde, a Nutryenergy convocou dois seguranças privados como forma de intimidação de trabalhadores e estudantes.

O DCE e o Sintufrj estão acompanhando o impasse em apoio aos trabalhadores. FOTOS: RENAN SILVA

EMPRESA NÃO RESPEITA DIREITOS e trabalhadores do bandejão param

Na terça-feira, dia 27, às 10h, a Fasubra realizou uma live para avaliação do resultado da reunião com o Ministério de Gestão e Inovação no Serviço Público (MGI) que aconteceu horas antes, com a participação do Sinasefe e do MEC.

As coordenadoras gerais da Fasubra Cristina Del papa, Loiva Chansis e Ivanilda Reis e o coordenador de Relações Jurídicas e de Trabalho Marcelo Rosa explicaram que a reunião tratou apenas do Projeto de Lei 6170/25, enviado pelo governo ao Congresso no início de dezembro, que trata, entre outros acordos com outras carreiras, da concessão do Reconhecimento de Saberes e Competências (RSC) para os técnicos administrativos em Educação.

Desde o anúncio do PL, a federação criticou fortemente o conteúdo, cobrando que se cumprisse o que ficou acerado, como acordo de greve, na Comissão Nacional de Supervisão da Carreira. Por isso, o governo instalou mesa no MGI que, nesta terça chegou a sua terceira reunião.

Os coordenadores deixaram claro que não estava em questão a pauta da greve e que o indicativo do dia 23 já está aprovado na plenária realizada dias 24 e 25. A continuidade desta, no dia 31, tem a finalidade de avaliar o que foi consensuado ou não na reunião com o MGI.

Delegação da UFRJ presente no ato em frente ao MGI durante reunião do dia 27

Explicação

Os coordenadores apresentaram uma tabela com 13 pontos, 9 dos quais, consensuados e quatro, sem acordo. São 15 no total mas dois deles já haviam sido consensuados e apresentados em informe anterior. Portanto há 11 pontos consensuados. O material será remetido para avaliação da base de modo a embasar o debate na plenária do dia 31 que apontará a decisão a ser tomada.

Há consenso entre eles de que conseguiu-se recuo do governo em muitos pontos importante, embora haja outros essenciais que não foram contemplados. No entanto, explicaram, caso a plenária aponte, poderão ser objeto de disputa no Congresso, em forma de emendas, e até, se for o caso, na Justiça.

Na pressão

Para o coordenador geral do Sintufrj e da Fasubra Francisco de Assis, a reunião só aconteceu por conta da pressão do movimento: “Conseguimos melhorar  redação. Não foi o que o governo publicou (em dezembro), nem o que a CNSC discutiu, mas um meio de caminho que vamos submeter a análise da categoria. Há ainda elementos que podem prejudicar a Carreira, no que se refere ao RSC e jornada de trabalho. A reunião trouxe elementos importantes dos 15 pontos (apresentados pela Fasubra), avançamos 11; os outros, a Fasubra vai continuar  na luta para que o governo traga resposta positiva. Se não trouxer, tem em pauta a greve e a possibilidade de buscarmos o paramento para apresentação de emendas”, informou.

Resumo das reuniões com o governo

Nas reuniões com o MGI dias 16 de dezembro, 19 e 27 de janeiro, estiveram em pauta 15 pontos. Em 11 houve consenso. Em quatro não houve acordo.

Entre os consensos, foram incluídos, entre os que podem solicitar RSC, os que estão em afastamento e cedidos; foram retirados limites dos percentuais das atividades (havia um teto para a pontuação), retirada da obrigatoriedade de homologação pelos conselhos superiores e da necessidade de interstício de três anos entre Incentivo a Qualificação e RSC; incluída a possibilidade pontuação complementar à última concessão; incluiu atividades de ensino, pesquisa, extensão, gestão, assistência especializada, representação, produção, prospecção e difusão de conhecimento científico ou técnicos.

Sem acordo – Foi mantido o percentual de concessão apenas para 75% dos ativos, o interstício de três anos para pedido subsequente e a vedação do RSC para quem está em estágio probatório; os efeitos financeiros não são retroativos ao pedido.

Acompanhe a íntegra do debate que foi transmitido também pelo Youtube do Sintufrj

 

Plenária indicou greve dia 23 de fevereiro

A plenária nacional da Fasubra nos dias 24 e 25 de janeiro aprovou o indicativo de deflagração de greve a partir de 23 de fevereiro. Foi aprovada também a continuidade da plenária no dia 31 de janeiro, no modo virtual e com a mesma delegação, para avaliação do resultado da reunião desta terça-feira.

A mesa foi instalada no MGI para negociação e alteração do texto do PL 6170/2025. Segundo a plenária, as alterações que forem acordadas com o MGI devem estar confirme o texto aprovado pela Comissão Nacional de Supervisão da Carreira, que não se restrinja a concessão a qualquer percentual e que atinja toda categoria, ativos, aposentados, pensionistas e doutores, entre outras reivindicações.

A plenária também reafirmou pontos do acordo de greve como a redução da jornada para 30 horas semanais, sem redução de salário para toda categoria; aceleração para aposentados e pensionistas e plantão 12 x60, também entre outras pautas. O eixo geral é a luta contra a Reforma Administrativa.

Pauta da greve

Eixo Específico

– Cumprimento Integral do Termo de Acordo de Greve

1) Que o RSC seja amplo e irrestrito, incluindo aposentados, pensionistas e doutores, partindo do texto da CNSC;

2) Redução da jornada para 30 horas semanais, sem redução salarial, para toda a categoria;

3) Aceleração para aposentados e pensionistas!

4) Reposicionamento dos aposentados!

5) Democracia nas IFE: paridade nos órgãos colegiados, eleições diretas e no mínimo paritárias para Reitor, fim da lista tríplice, que o TAE possa ser eleito para cargos de direção, inclusive Reitor.

6) Plantão 12×60;

7) Retirada da possibilidade de terceirização dos cargos do PCCTAE e dos ataques às 30h e ao Plantão 12×60 no PL 6170/2025.

8) Manutenção da matriz única, com a definição do Nível E como referência para os demais níveis, a partir das porcentagens definidas no acordo;

9) Manutenção do step único e constante;

10) Liberação de concurso público para TILSP-Nível E;

Eixo Geral

Continuar na Luta Contra a Reforma Administrativa (PEC 38/2025) do Pedro Paulo e Hugo Motta e a reforma administrativa infraconstitucional do governo Lula

Verba escassa não é desculpa para o abandono da unidade, uma das mais importantes da UFRJ e patrimônio histórico do país

Invasão de ratos sendo tratada com medida paliativa não será aceita pelos técnicos administrativos do Instituto de Filosofia e Ciências Sociais (UFCS). Esta foi a decisão da reunião das trabalhadoras e trabalhadores com o Sintufrj, na quinta-feira, 22. As condições insalubres de trabalho no edifício de três andares construído no século XVIII foram detalhadas pela categoria em documento entregue à direção da unidade, ao Gabinete do Reitor e a outras instâncias da Administração Central, e aos órgãos superiores da UFRJ.

Fezes dos roedores estão em todos os ambientes de trabalho na unidade, sob teclados, assentos de cadeiras e gavetas. No almoxarifado, rolos de papel higiênicos picados revelam a presença dos mamíferos indesejáveis. A Leptospirose é uma das doenças mais comuns transmitidas por ratos, uma infecção bacteriana que pode ser fatal. A bactéria causadora da doença  é eliminada na urina dos ratos. A infecção ocorre quando a pessoa entra em contato com água ou solo contaminado.

Uma das causas da proliferação dos ratos no IFCS é o acúmulo de lixo dentro do edifício, em consequência do reduzido número de faxineiros, todos trabalhadores terceirizados que convivem com atrasos de salários constantemente. São apenas 14 (10 durante o dia e quatro à noite) para dar conta de toda a sujeira produzida pelas milhares de pessoas que circulam todos os dias no edifício – entre servidores técnicos administrativos e docentes; alunos dos três cursos de graduação, pós-graduação, núcleos e programas de pesquisas do instituto; mais de dois mil estudantes do Instituto de História; e usuários da biblioteca, que é aberta ao público, assim como os programas.

Descaso geral

A denúncia feita por escrito pelos técnicos administrativos resultou em uma desratização meia bomba na unidade, ou seja, somente onde os ratos foram vistos passeando recentemente. Um desses locais foi a biblioteca, que fica próxima ao refeitório onde são servidas as refeições levadas do Restaurante Central. “Não queremos resposta protocolar”, avisa uma servidora. O temor de contrair uma das doenças transmitidas pelos ratos (são várias, além da leptospirose, como, por exemplo, a peste bubônica), acabou com a tranquilidade das pessoas. “Vir trabalhar se tornou  um pesadelo pelas condições do IFCS”, desabafou um servidor.

Deliberação do Sintufrj

Técnicos administrativos de vários setores participaram da reunião com a direção sindical, que também recebeu o documento elaborado pelos servidores e prontamente agendou o encontro. A primeira atitude do Sintufrj será enviar um ofício à Reitoria e à CPST ultimando a desratização de todo o edifício do IFCS, juntamente com o fechamento de buracos e frestas (nos assoalhos de madeira e paredes), que facilitam a entrada e a moradia dos camundongos e ratazanas. No dia 4 de fevereiro, quando a Congregação da unidade se reunirá, a entidade estará presente. E no dia 12, a comunidade do IFCS (técnicos, docentes e estudantes) junto com o sindicato, fará manifestação na primeira sessão do ano do Conselho Universitário.

O que mais pode

ser feito de imediato

Além dos problemas estruturais da construção histórica,  responsáveis pela suspensão constante das atividades acadêmicas e administrativas, os coordenadores sindicais constataram, a partir dos relatos de servidores, que a falta de manutenção mínima no edifício já garantiria um ambiente de trabalho menos inóspito.

Por exemplo: já que a rede elétrica do IFCS não comporta a instalação de aparelhos de ar-condicionado, pelo menos todas as salas devem ter ventiladores; melhorar a iluminação das salas, da entrada e da biblioteca substituindo as lâmpadas atuais por outras; reabrir os banheiros interditados por falta de portas, maçanetas e descargas; consertas as janelas para que possam ser abertas, arejando e clareando os espaços, entre outras medidas urgentes e custo elevados. FOTOS: RENAN SILVA 

AVISO RECOMENDA restrição ao trânsito com marmita para evitar atração de ratos: condições sanitárias constrangedoras
NO ESCURO. Corredores de acesso ao prédio sem iluminação

 

 A Expectativa se concentra na negociação desta terça-feira, 27, e na avaliação da plenária virtual da federação, dia 31, que avaliará a disposição do governo em cumprir o acordo  

A plenária nacional da Fasubra nos dias 24 e 25 de janeiro aprovou o indicativo de deflagração de greve a partir de 23 de fevereiro. Na votação, antecedida por caloroso debate, 81pessoas votaram por essa data e 68 pela proposta de 2 de fevereiro. Cinco se abstiveram.

As delegações de todo o país apresentaram reflexões orientadas pelas assembleias de base sobre o indicativo de greve, durante o debate sobre a conjuntura conduzido pelas coordenadoras-gerais da federação, Cristina Del Papa, Ivanilda Reis e Loiva Chansis.

Foi aprovada também aprovada a continuidade da plenária no dia 31 de janeiro, no modo virtual e com a mesma delegação, para avaliação do resultado da reunião da Fasubra com o Ministério de Gestão e Inovação no Serviço Público (MGI), nesta terça-feira,  27 de janeiro.

Semana decisiva

Na avaliação do coordenador-geral do Sintufrj e da direção da Fasubra, Francisco de Assis, a plenária foi muito importante e bastante representativa das bases (com mais de 160 delegados presentes), possibilitando o aprofundamento do debate.

“O grande destaque da plenária foi o contexto geral de unificação de que a gente precisa realmente se armar para a greve, caso o governo não atenda as nossas demandas. Tivemos diferenças em relação a data, mas a maioria aprovou o dia 23 de fevereiro, porque as entidades terão tempo para se organizarem. Inclusive, já com o resultado da avaliação nacional da negociação com o governo nesta terça-feira, 27”, pontuou Assis.

 O coordenador-geral do Sintufrj Esteban Crescente, avaliou que é importante a construção da mobilização para a greve. Segundo o dirigente, o debate sobre a data teve a ver com a situação de cada base. “Há as que têm acúmulo para imediatamente entrar em greve e outras, não; algumas só vão aderir ao movimento após o início do ano letivo antes do carnaval. O que não é o caso da UFRJ, cujo semestre acadêmico começa após o carnaval. Mas, o  fundamental é que se discuta a organização da greve como instrumento de pressão na mesa de negociação”, observou.

 

Acesse aqui o ID correlato da última Plenária: ID N° 002.2026_

PLENÁRIA DA FASUBRA. Registro de dirigentes e delegados da reunião que aprovou indicativo de greve

 

 

GT ANTIRRACISTA CONVOCA REUNIÃO PARA DISCUTIR CALENDÁRIO DE ATIVIDADES PARA 2026. É NESTA QUARTA-FEIRA, DIA 28 DE JANEIRO, NA SALA DE REUNIÃO DA DIRETORIA NO SINDICATO. A REUNIÃO ESTÁ MARCADA PARA ÀS 14H E SERÁ HÍBRIDA.