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Coordenador-geral expõe a técnicos do CCMN a trajetória do impasse que resultou do estado de greve.
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Coordenadora de Aposentados diz o que desagradou a categoria
“Chegamos no limite da pressão ao governo e ele nem aí. Então decretamos o estado de greve e, com esse tensionamento, o MGI (Ministério da Gestão e Inovação em Serviços Públicos) recuou no regramento do RSC (Reconhecimento de Saberes e Competência)”, afirmou o coordenador geral do Sintufrj (e também coordenador de Comunicação da Fasubra), Francisco de Assis, na reunião com técnicos administrativos do Centro de Ciências Matemáticas e da Natureza (CCMN).
Segundo o coordenador, o PL 6170, que trata dos detalhes do RSC, deveria ter sido elaborado junto com a Comissão Nacional de Supervisão da Carreira (CNSC). A reunião híbrida no CCMN na manhã desta terça-feira (3) cumpriu mais uma etapa da maratona de debates com as bases que antecede a assembleia simultânea convocada para terça-feira, 10 de fevereiro.
O dirigente fez um breve balanço das conquistas da greve de 2024: os itens já cumpridos pelo governo e os itens pendentes. E destacou a centralidade dos aposentados na discussão do RSC.
Ingratidão com aposentados
Na reunião com a Fasubra e o Sinasefe em janeiro, dos 15 itens de regramento do RSC, o MGI atendeu 12. A coordenadora de Aposentados (as) e Pensionistas do Sintufrj, Marli Rodrigues, leu o que foi mantido no PL pelo governo que desagrada a categoria: Manutenção da vetação do RSC para quem está em estágio probatório; Manutenção de 75% somente para os ativos, excluindo aposentados e pensionistas e quem tem doutorado; Manutenção do interstício de três anos para os pedidos subseqüentes do RSC e Manutenção dos efeitos financeiros não retroativos ao pedido do RSC (120 dias).
“É uma ingratidão deixar de fora do RSC os aposentados e que está em estágio probatório. O governo faz isso para dividir a categoria. A gente precisa entender que fizemos uma greve longa para que todos fossem atendidos”, defendeu Marli.
Os técnicos administrativos que se manifestaram na reunião não descartaram a decretação de greve na assembleia do dia 10 de fevereiro, preocupados com os aposentados. Afinal, todos se aposentarão um dia e garantir a paridade entre ativos e aposentados nas conquistas financeiras futuras e o desejado.
Posicionamento
De acordo com Francisco de Assis, a Fasubra adotou a seguinte posição: segurar os 11 itens consensuados pelo governo sobre o RSC e, como plano B, aprofundar as articulações por emendas parlamentares para garantir o que o governo não atendeu do acordo de greve, e irmos avaliando em que nível está a nossa mobilização para deflagração da greve.
“A Fasubra não está parada, a pressão sobre o Parlamento tem sido forte visando emendas parlamentares. Embora saibamos que um quarto do orçamento do país encontra-se nas mãos do Congresso Nacional e dos 513 deputados e senadores, só temos como aliados 130. Porém, abraçamos essa causa como visão estratégica. Estamos trabalhando para arrancar aquilo que conquistamos com a greve. Mas, temos que ter responsabilidade”, afirmou o coordenador, lembrando equívocos do passado por avaliações ideológicas erradas sobre comportamento do governo.
“Essas rodadas de reuniões possibilitam que as falas de vocês sirvam de base para que na assembleia a gente (a direção) esteja orientado sobre se vale a pena ou não deflagrar a greve”, pontuou Marli Rodrigues.
“Em nenhum acordo de greve conseguimos o cumprimento integral. O grande debate que temos que fazer tem que estar direcionado a estimular a categoria a ir à assembleia no dia 10 e discutir amplamente sobre a greve, a nossa mobilização. Discursos de retóricas não avança a nossa luta. Hoje o eixo são o RSC e uma legislação que garante a jornada de 30 horas para todos”, concluiu Assis.

01 reunião no CCMN em 3 de fevereiro














