A comunidade do Complexo da Maré iniciou a manhã desta quarta-feira, dia 26, em meio a intenso tiroteio em mais operação da Polícia Civil. Uma criança foi baleada dentro da sala de aula e dois projéteis perfuraram a parede de sala de aula do CCMN na UFRJ. Operação continua nesta tarde e situação ainda é tensa. O DCE Mário Prata cobrou Protocolo de Segurança. A Reitoria divulgou nota:

“Em virtude da operação realizada no entorno da Cidade Universitária, a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) informa a suspensão das atividades didáticas nesta quarta-feira, 26/11, nos turnos da tarde e noite, no campus localizado na Ilha do Fundão.
Devem ser garantidos o direito à segunda chamada de avaliações e o abono de faltas nas atividades didáticas desenvolvidas no turno desta manhã. A UFRJ reforça seu compromisso com a segurança de toda a sua comunidade e conta com a compreensão de todos”.

A Linha Amarela foi interditada por duas vezes esta manhã e no início da tarde, dificultando o acesso ao Fundão. A operação foi concentrada na Vila do João. Viralizaram nas redes imagens registradas por estudantes dos projéteis na sala de aula do CCMN e de um helicóptero pousando atrás do JMM, antiga Reitoria.

O prefeito da Cidade Universitária Marcos Maldonado contou que o helicóptero é da Polícia Civil e pousou por necessidade de manutenção. Ele contou que busca contato com o decano do CCMN para saber mais detalhes sobre os projéteis encontrados na sala do CCMN, e que, fora isso, em ronda esta manhã apurou que o conflito não se estendeu para o interior do campus, onde há presença de viatura da 37º Delegacia da Polícia.

 

Vídeo registrado por estudantes mostra helicóptero da polícia civil pousando atrás da antiga Reitoria

DCE cobra Protocolo  de Segurança

O DCE postou no Instagram que estudantes relataram disparos dentro do campus. “No CCMN, balas atravessaram paredes de salas de aula, quebraram vidraças, enquanto helicópteros sobrevoam o território universitário. É uma situação de risco real e imediato para toda a comunidade acadêmica”. E cobrou da Reitoria o cancelamento imediato das aulas; garantia de reposição de conteúdo e abono de faltas e posicionamento público e medidas efetivas de resguardo e segurança.

“Também seguimos cobrando a aprovação urgente do Protocolo de Segurança, que mais uma vez não entrou na pauta do Consuni, apesar do nosso pedido em regime de urgência na semana passada. Lembramos ainda que o trancamento especial foi negado no CEG, ignorando novamente as necessidades e a segurança dos estudantes – em um semestre onde não há condições mínimas de normalidade para estudar no Rio de Janeiro”, alerta o diretório.

Campanha reúne celebridades para chamar a atenção para o feminicídio no Brasil, o quinto país que mais mata mulheres no mundo.

Hoje, 25 de novembro, é Dia Mundial pela Eliminação da Violência contra a Mulher. Lançada na véspera, dia 24, a campanha “Você Não Está Sozinha” convida todos – mulheres e homens – a participar compartilhando o vídeo e disseminando o número 180.
Inconformada com o assassinato da amiga Clarissa Costa, 31 pelo ex-namorado, Matheus Anthony Lima Martins Queiroz, 26, que não aceitou o fim do relacionamento, Juliette Freire, ex-BBB, reuniu personalidades femininas como artistas, apresentadoras e influenciadoras para chamar a atenção para o feminicídio e seu avanço no país.

No vídeo, Juliette, Xuxa, Angélica, Juliana Paes, Bela Gil, Bianca Andrade, Erika Januza, Ingrid Guimarães, Cíntia Chagas, Duda Santos, Isadora Cruz e Tati Machado relatam casos verídicos – citando os nomes das vítimas -, características desses crimes, a diferença entre violência psicológica, patrimonial, moral e sexual, além de dados sobre essa realidade avassaladora no país.

“Todos os dias, pelo menos quatro mulheres são silenciadas pelo feminicídio no Brasil. Somos o 5º país que mais mata mulheres no mundo”, declara Xuxa.  “Amanhã, 25 de novembro, é o Dia Internacional da Eliminação da Violência contra a Mulher. Nós estamos aqui para dizer que: você não está sozinha. Não tenha medo ou vergonha, peça ajuda, denuncie (180). Não se cale”, finaliza Juliette, encorajando seus seguidores a participar para que mais pessoas sejam alcançadas.

De acordo com o Instituto Patrícia Galvão, cerca de 90% dos feminicídios no Brasil são cometidos por
parceiros íntimos (atuais ou ex). Denuncie, peça ajuda, não se cale! Ligue 180.

Veja a seguir:

View this post on Instagram

 

Quarta-feira, 26/11
Das 9h30 às 14h
Fundão: Espaço Cultural do Sintufrj
Praia Vermelha: Prédio da Decania do CFCH (Auditório do 2º Andar)
Macaé – Polo Macaé – Auditório do Bloco A – Sala 211 – 2º andar
PAUTA
Conjuntura, Informes da Fasubra, Paralisação nos dias 3 e 4 de dezembro e eleição de delegados para a Plenária Virtual da Fasubra em dezembro

Campanha começa em 20 de novembro e mobiliza entidades para enfrentar violências, com destaque à violência digital – hoje uma das agressões que mais atingem meninas e mulheres no país

 

Reportagem: CUT / Escrito por: André Accarini

 

Começa neste dia 20 de novembro a tradicional campanha “21 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra Meninas e Mulheres”. A ação, que segue os moldes da campanha dos “16 dias de ativismo” idealizada pela Organização das Nações Unidas (ONU), tem início no Brasil no Dia da Consciência Negra, e vai até 10 de dezembro, Dia Internacional dos Direitos Humanos.

Em 2025, a campanha – que mobiliza entes públicos movimento sindical, movimentos sociais e diversos setores da sociedade – destaca o tema “Una-se para Acabar com a Violência Digital contra Todas as Mulheres e Meninas”, reconhecendo que ataques, extorsões, discursos de ódio, perseguição, exposição íntima e humilhações têm crescido de forma acelerada nos ambientes digitais e com impactos desproporcionais em meninas, adolescentes, mulheres negras e em quem ocupa espaços de decisão política, sindical ou pública.

A ONU Mulheres reforça esse alerta ao afirmar que a violência digital tem consequências diretas no mundo real, contribuindo para a escalada de agressões e até feminicídios quando tecnologias são usadas para ameaçar, perseguir ou coagir mulheres.

“Para parte da sociedade, a internet sempre funcionou como uma espécie de ‘terra de ninguém’, onde, em nome de uma suposta ‘liberdade de expressão’, tudo seria permitido, sem filtros e sem qualquer cuidado com os impactos causados. Isso aparece muito no debate político, mas vai além”, afirma Amanda Corcino, secretária da Mulher Trabalhadora da CUT.

Ela explica que o machismo e a misoginia atravessam essa lógica e “transformam o ambiente digital numa porta aberta não só para a objetificação do corpo da mulher, que por si só já é uma violência, como também para a incitação de outros crimes, inclusive a violência física no ambiente doméstico e a pedofilia”.

Entre as expressões mais comuns da violência digital estão:

  • disseminação não consentida de imagens íntimas;
  • pornografia de vingança;
  • criação de perfis falsos para perseguição e ataques;
  • chantagem sexual;
  • extorsão;
  • ameaças;
  • discursos de ódio misóginos e racistas;
  • ataques digitais coordenados contra mulheres que atuam na política, no sindicalismo, na imprensa, em movimentos sociais e no ativismo;
  • assédio on-line contra adolescentes e meninas.

Especialistas apontam que o Brasil vive um processo de normalização da violência digital, em plataformas com baixa regulação e em um ambiente político radicalizado.

Paralelamente, o início da campanha, no Dia da Consciência Negra, evidencia a importância de reconhecer que as mulheres negras são as maiores vítimas de todas as formas de violência no país. Em 2024, o Brasil registrou 1.492 feminicídios, o maior número desde que o crime foi tipificado, em 2015.

A escolha da data de início reflete a dupla vulnerabilidade enfrentada pelas mulheres negras, que sofrem as consequências do racismo estrutural e do machismo de forma interseccional. São quatro mulheres assassinadas por dia, um aumento de 0,7% em relação a 2023. Mulheres negras representam 63,6% das vítimas, e 70% tinham entre 18 e 44 anos. (veja mais dados ao final da matéria)

Ponto alto da campanha no Brasil será, no dia 25, a Marcha das Mulheres Negras. Mulheres de todo o país marcharão em Brasília contra o racismo e a violência de gênero. A mobilização reúne coletivos, movimentos sociais, sindicatos e organizações em defesa da vida e dos direitos das mulheres negras, com atividades políticas, culturais e formativas.

Por que o Brasil tem 21 Dias de Ativismo

A mobilização internacional ocorre entre 25 de novembro e 10 de dezembro (16 Dias de Ativismo). No Brasil, o calendário foi ampliado para 21 dias, incorporando o 20 de novembro e o Dia M (3 de dezembro), dedicado ao enfrentamento da violência contra meninas. A articulação entre movimentos de mulheres, movimentos negros, entidades sindicais e organizações sociais consolidou o entendimento de que não há combate à violência de gênero sem combate ao racismo.

A campanha brasileira incorpora eixos como:

  • combate ao racismo;
  • denúncia das desigualdades estruturais;
  • enfrentamento das múltiplas violências que atingem mulheres negras, indígenas, quilombolas, ribeirinhas, periféricas, trabalhadoras domésticas e outros grupos vulnerabilizados.

A CUT, como todos os anos, integra a mobilização com atividades em sindicatos de todo o país para conscientizar trabalhadoras e trabalhadores sobre as diversas formas de violência contra meninas e mulheres.

“A campanha existe para mobilizar governos, pressionar parlamentares e estimular políticas públicas de prevenção e enfrentamento, além de fortalecer a rede de apoio a meninas e mulheres e promover educação para a igualdade. Também busca construir ambientes digitais seguros e denunciar o racismo, a misoginia e as desigualdades estruturais que atravessam a vida das mulheres”, explica Amanda Corsino

Ela afirma ainda que o objetivo da campanha é dar visibilidade a essa luta para o conjunto da população, envolvendo não só as esferas públicas e o movimento sindical, mas também movimentos sociais, escolas, universidades, instituições, familiares, homens e mulheres, toda a sociedade.”

No âmbito do Ministério das Mulheres são promovidos promove debates, campanhas e formações sobre violência doméstica, violência política, violência digital, feminicídio, autonomia econômica e direitos reprodutivos, sempre articulado com a ONU Mulheres, que concentra esforços globais na denúncia da violência digital e na defesa de ambientes on-line seguros e democráticos.

Calendário

A campanha incorpora um conjunto de datas que ajudam a dimensionar a luta contra as múltiplas formas de violência. Entre elas:

  • 20 de novembro – Dia da Consciência Negra
  • 25 de novembro – Dia Internacional de Combate à Violência contra as Mulheres
  • 1º de dezembro – Dia Mundial de Combate ao HIV/Aids
  • 3 de dezembro – Dia M (data dedicada ao enfrentamento à violência contra meninas)
  • 3 dezembro – Dia Internacional das Pessoas Com Deficiência
  • 6 de dezembro – Dia dos Homens pelo Fim da Violência contra as Mulheres (campanha do Laço Branco);
  • 10 de dezembro – Dia Internacional dos Direitos Humanos

Congresso reacionário

Durante o período da campanha, movimentos feministas e entidades sindicais denunciam também as violências políticas e institucionais produzidas por um Congresso ainda dominado pelo conservadorismo. Amanda Corcino alerta: “Nós ainda temos um Congresso reacionário que permite violências contra as mulheres em nome de ideologia política e de extremismo político e religioso”.

Ela cita como exemplo a aprovação do chamado Projeto de Decreto Legislativo (PDL) da Pedofilia, criticado por especialistas e movimentos de defesa de crianças e mulheres por anular diretrizes do Conanda sobre o direito ao aborto em meninas e adolescentes vítimas de estupro – crime que ocorre majoritariamente no ambiente doméstico e, portanto, na maioria das vezes é ocultado.

Em 2022, sete em cada dez meninas violentadas em tinham entre 10 e 13 anos, e em 70% dos casos o agressor era alguém da família ou do círculo de confiança. Mesmo assim, apenas cerca de 10% desses crimes chegam à polícia.

Para Amanda Corcino, o PDL não apenas dificulta o acesso ao aborto legal como também enfraquece a rede de proteção às vítimas de estupro de vulnerável. “A diretriz do Conanda garante acolhimento onde o Estado falhou, de proteger a menina que foi violentada e agora precisa de amparo, não de julgamento”, explica. “O que eles chamam de defesa da vida é, na verdade, uma condenação da infância à dor e ao abandono.”

Basta de violência

Mensagem principal não somente da campanha, mas para os 365 dias do ano, de acordo com Amanda é não se calar diante de violências e crimes contra as mulheres. “A violência contra meninas e mulheres não pode ser negligenciada, não é natural, não é aceitável, não pode continuar sendo tolerada, nem em casa, nem nas ruas, nem nas instituições e muito menos no mundo digital.”

Ela reforça que é preciso denunciar. “Quem presencia ou tem ciência de qualquer caso de violência contra menina ou mulher – seja em casa, na casa do vizinho ou no trabalho – deve denunciar ligando para o 180. Não podemos nos calar”, finaliza.

Mais dados sobre a violência contra a mulher

  • Tentativas de feminicídio: aumento de quase 20% em relação a 2023.
  • Local dos assassinatos: 64% dos feminicídios ocorreram dentro da casa das vítimas.
  • Agressor: em 97% dos casos, o autor era o companheiro ou ex-companheiro.
  • Violência psicológica: crescimento de 6%.
  • Estupros: 892 casos registrados contra mulheres.
  • Chamadas ao 190: mais de 1 milhão de registros de violência doméstica (média de dois por minuto).
  • Medidas protetivas descumpridas: mais de 100 mil, aumento de 16%.

(Dados do Anuário de Segurança Pública – 2024)

Funcionalismo federal ganha em média R$ 6.330 mensais

Reportagem : CUT / Escrito por: Rosely Rocha

Quando se fala em servidor público, o imaginário coletivo ainda associa o termo a carreiras de altos salários e estabilidade. Mas os dados mostram outra realidade. Segundo o levantamento ao Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) os servidores federais representam apenas 10% dos vínculos públicos no país, e sua remuneração média é de R$ 6.330, muito distante da ideia de “privilégio generalizado”.

“O que acontece é que o debate público mistura tudo. A exceção se torna regra. Quando alguém cita os salários de juízes, procuradores ou auditores, cria-se a impressão de que todo o serviço público é assim, e isso simplesmente não é verdade”, explica Félix Lopez, analista do Ipea.

De acordo com ele, as carreiras de elite, que aparecem nas manchetes e nas planilhas de cortes orçamentários, compõem uma minoria dentro da minoria.

“A grande parte do funcionalismo federal está em cargos administrativos, técnicos e de apoio, com rendimentos que giram entre R$ 3 mil e R$ 7 mil. Isso é o grosso do serviço público federal.”

Para Sérgio Ronaldo da Silva, secretário-geral da Confederação dos Trabalhadores no Serviço Público Federal (Condsef/Fenadsef), filiada à CUT e que representa 80% dos servidores do Executivo Federal, a reforma administrativa é a maior cortina de fumaça do país. “Os defensores da proposta falam em modernização, mas o que ela entrega é precarização e desmonte do Estado que atende o povo”, pontua.

“Quando Hugo Motta, Pedro Paulo, Zé Trovão e companhia defendem essa PEC 3Oitão (PEC 38/25), como estamos chamando, não estão atacando privilégios — estão apenas garantindo que a conta continue caindo sobre quem recebe R$ 3 mil a R$ 7 mil no serviço público”, prossegue Sérgio, se referindo ao presidente da Câmara e aos deputados de direita que apresentaram o projeto.

Reestruturação desigual

Nos últimos anos, o funcionalismo federal passou por fortes restrições de reajuste e concursos, ao mesmo tempo em que as reformas administrativas e fiscais foram construídas sob o argumento de “cortar privilégios”. Para o analista do Ipea a consequência foi o oposto:

“Os cortes lineares e os congelamentos não atingem as carreiras de topo da mesma forma. Na prática, penalizam quem tem menor remuneração e interrompem a reposição de quadros técnicos essenciais”.

A defasagem salarial entre diferentes órgãos da União é um exemplo. Cargos similares, com exigência de escolaridade equivalente, podem ter remunerações que variam até 80% entre ministérios ou autarquias. “Isso mostra como o sistema federal é fragmentado e hierarquizado. Há um topo muito restrito com altos salários, e uma base ampla que vive sob arrocho e perda de poder aquisitivo”, diz Félix.

O assessor do Ipea também aponta o impacto das políticas de austeridade sobre a capacidade operacional do Estado.

Nos últimos dez anos, mais de 50 mil servidores deixaram o quadro da União, e as reposições foram mínimas. Isso afeta diretamente áreas como fiscalização, controle ambiental, educação e pesquisa. O Estado perde braços, e a população perde serviço

– Félix Lopes

Já o secretário-geral da Condsef/Fenadsef emenda que os ataques constantes, que têm como resultado o desmonte do setor público, bem como a ausência de valorização dos servidores do Executivo e das carreiras que atendem diretamente à população revelam uma metodologia.

O que está em jogo para esses que atacam os serviços público é abrir espaço para a privatização de direitos e a deterioração deliberada dos serviços essenciais 

– Sérgio Ronaldo

Leia mais LBS Advogadas e Advogados detalha os impactos da reforma Administrativa sobre servidores e servidoras e a qualidade dos serviços públicos

O mito do privilégio

A insistência em tratar o funcionalismo federal como um bloco homogêneo alimenta o mito do privilégio. “Essa narrativa é conveniente porque desvia o foco do verdadeiro problema, que é a desigualdade interna e a falta de política de valorização. É mais fácil culpar o servidor do que discutir a estrutura tributária ou os subsídios ao setor privado”, afirma Félix.

Ele lembra que, mesmo dentro da União, a maioria dos vínculos está concentrada em áreas finalísticas e de atendimento. “Os servidores do INSS, das universidades federais, dos institutos de pesquisa e dos ministérios técnicos têm remunerações médias”.

Segundo o levantamento do Ipea, metade dos servidores ganha menos do que a média salarial do funcionalismo federal. Os servidores estaduais ganham em média R$ 4 mil e os municipais R$ 2,6 mil.

“Quando a gente fala em ‘média salarial alta’, precisa olhar a distribuição. Uma pequena parcela puxa a média para cima, mas o que o servidor comum leva para casa está muito abaixo do que se imagina”, pontua Félix.

Já o secretário-Geral da Condsef/ Fenadsef destaca que os que chamam o servidor comum de privilegiados ignoram os fatos e dados trazidos à luz pelo Ipea: metade ganha abaixo da média e está longe dos salários que estampam as manchetes. “A narrativa da reforma é perversa porque transforma exceções em regra para justificar cortes que desmontam universidades, INSS, fiscalização e pesquisa”.

Marcha Nacional contra a Reforma Administrativa, em 29 de outubro, em Brasília (Arquivo CUT)

A importância do serviço federal

Apesar de representar apenas 10% do total de vínculos, o funcionalismo federal é o eixo de políticas estruturantes: previdência, fiscalização, universidades, controle sanitário, regulação econômica e diplomacia. “É o corpo técnico que garante que as políticas nacionais funcionem. Não é um luxo; é uma necessidade do Estado brasileiro”, afirma Félix. Ele ressalta ainda que o desmonte das carreiras médias e técnicas traz um custo social elevado.

“A ausência de concursos e o congelamento de salários desestimulam profissionais qualificados. Isso gera um círculo vicioso: o Estado perde capacidade, os serviços se deterioram, e isso retroalimenta o discurso de que o serviço público é ineficiente. É uma armadilha”.

A falsa equivalência

Félix enfatiza que o erro central das reformas é tratar todos os níveis e realidades como se fossem equivalentes. “O que vale para o topo das carreiras jurídicas ou de controle não pode ser aplicado mecanicamente ao conjunto do funcionalismo. O problema é que as políticas vêm padronizadas, e quem paga o preço são os servidores da base”.

Para ele, é necessário reequilibrar a narrativa. “Quando falamos em serviço público federal, precisamos distinguir entre as carreiras típicas de Estado e as de execução direta das políticas. Sem isso, toda a discussão sobre eficiência e gasto público fica distorcida”.

O analista do Ipea conclui: “Não há privilégio sistêmico no funcionalismo federal. O que existe é desigualdade e desvalorização. Usar o topo da pirâmide como referência para justificar cortes lineares é um equívoco técnico e político. O resultado é o enfraquecimento do Estado e o prejuízo à sociedade”.

O secretário-Geral da Condsef destaca que não é preciso aprovar uma PEC para melhorar a gestão e promover reformas eficientes no setor público, e o Congresso sabe disso. “Se insistem nesse caminho, é porque o objetivo é outro e nada tem a ver com servir ao povo. Por isso, quem defende essa reforma administrativa (PEC 38/25), no fundo, defende um Brasil onde serviços públicos viram mercadorias e onde o povo paga pelo que hoje são direitos essenciais assegurados na Constituição. Não é por acaso este está sendo chamado de o Congresso inimigo do povo”

Para Sergio Ronaldo, a narrativa dessa reforma é perversa, entre outros pontos, porque transforma exceções em regra para justificar cortes que desmontam o Estado brasileiro. “É por isso que nossa luta cresce: estamos defendendo o direito da população a um Estado forte, capaz e presente”, conclui.

 

Live celebrou 40 anos do Jornal do Sintufrj. Próximo evento será em 1º de dezembro, às 18h no IFCS: um debate sobre Soberania e Democracia, com João Pedro Stédile e outros convidados.

Clique no vídeo acima passa assistir o rico debate que abordou, não apenas a história do Jornal, mas caminhos possíveis na era digital. Numa época em que as disputas políticas se descortinam nesta nova ágora (centro da vida política na antiga Grécia) que se tornaram as mídias sociais.

Uma publicação sindical contabilizar quatro décadas de circulação ininterruptas é um marco. Pois em dezembro, o Jornal do Sintufrj completará 40 anos. É  um fato para se celebrar.

Foi o que lembrou o jornalista do Sintufrj Luíz Maranhão ao apresentar o tema do debate nesse momento especial: “Estamos reunidos aqui com convidados especiais e dirigentes da entidade para discutir os desafios que a era digital coloca para a comunicação dos trabalhadores. Isso acontece no momento de celebração dos 40 anos do Jornal do Sintufrj, a publicação mais tradicional da UFRJ, que acompanhou vários momento da transformação do país defendendo a democracia e contribuindo para a organização dos trabalhadores”, explicou.

A Live é um dos eventos programados para a celebração. O próximo é o debate “Soberania e Democracia”, no dia 1o de dezembro, às 18h, no Salão Nobre do IFCS, com João Pedro Stédile (MST), Léo Péricles (Unidade Popular), Renata Souza (PSol) e Heitor César (Unidade Classista). veja mais da programação ao fim

Fotos: Renan Silva

 

Karina, Luciana, Paulo, Francisco, Claudia e Alessandro: debate rico sobre atuação da comunicação sindical na era digital. Acima. à direita, o jornalista Luiz Maranhão apresenta o tema da Live

Transmitida nas mídias da entidade, a partir do auditório do bloco A do CT, a live contou com os coordenadores da entidade – Francisco de Assis (Geral e da Coordenação de Comunicação da Fasubra), Antônia Karina e Luciana Borges (de Comunicação) e Paulo Roberto e Paulo Roberto (Organização e Políticas Sindicais), representando a coordenadora geral  Sharon Stèfani – e com convidados especiais: Claudia Santiago, coordenadora do Núcleo Piratininga de Comunicação (NPC) e Alessandro Trindade, da Secretaria de Organização e Política Sindical da CUT-RJ e diretor do Sindicato dos Petroleiros do Norte Fluminense (Sindipetro–NF)

A coordenadora Antônia Karina mediou o debate: “A tecnologia impõe novos parâmetros de comunicação. E a comunicação sindical precisa se reinventar, dialogar mais com as redes digitais. Existe um arsenal gigante de informações na internet, e  a gente tem que se preocupar com essa informação que há hoje. A gente precisa saber como vai manusear essa máquina para poder chegar à informação com credibilidade para os trabalhadores. E não pode perder a essência de fortalecer a organização coletiva”, disse ela.

Antônia Karina e Luciana Borges, coordenadoras de Comunicação

Luciana Borges  lembrou que o jornal surgiu numa fase de luta pela redemocratização do país, e que hoje se mantém conquistando um lugar de destaque na imprensa sindical brasileira. “A gente faz questão de manter esse compromisso com a nossa categoria, acreditando ter um papel importantíssimo na imprensa revolucionária e na comunicação sindical”, comentou.

“O jornal é um instrumento vital dentro da história da classe trabalhadora para a construção da consciência de classe. Então, aqui, esse jornal não só representa por si própria a história da Técnica de administrativos, mas ele vence somar a história dos jornais da classe trabalhadora que são produzidos durante a nossa história e mantém viva a nossa necessidade de construção de consciência, construção de costumaras e construção da consciência de classe”, disse Paulo Roberto.

Paulo Roberto, coordenador de Organização e Política Sindical e Francisco de Assis, coordenador geral 

Juntos somos fortes

O coordenador Francisco de Assis destacou que o jornal surgiu da força dos trabalhadores (da UFRJ). “A gente faz uma saudação aqui a toda a equipe do Departamento de Comunicação, que produz esse jornal já há 40 anos, instrumento da comunicação forte, importante, e como disse o Papa Francisco, o sindicato ele é a voz do trabalhador. Então a voz do trabalhador está aqui nesse instrumento de comunicação que completa seus 40 anos e que a gente buscando aprimorar”.

“Esse jornal acompanha a trajetória do nosso país, jornalisticamente, de forma séria, com reportagem, com competência, com uma equipe fantástica”, disse Claudia Santiago que coordena o núcleo (NPC) que, há mais de três década reúne profissionais de comunicação que trabalham para melhorar a comunicação dos trabalhadores na luta por mundo sem exclusão. “É preciso lembrar que na década de 1990 fomos nós, a Comunicação Sindical, a única imprensa alternativa que existiu no Brasil”.

Claudia Santiago, coordenadora do NPC e Alessandro Trindade, diretor da CUT-RJ

Hoje, segundo ela, as Bigtechs se utilizam de talento, tecnologia e dinheiro. “Talvez neste tripé esteja também a resposta, a forma como nós vamos atuar nas redes sociais.. Se juntar (as diversas entidades sindicais), a gente tem a grana honrada da classe trabalhadora. Não nos falta talento e a tecnologia a gente se apropria. Temos muita gente boa discutindo redes sociais, inteligência artificial e aí nós podemos usar na nossa comunicação sindical para que continue fazendo seu papel”.

Para Alessandro Trindade “a gente precisa se renovar, porque, porque a direita tem se organizado e ela se organiza nos nichos, nos grupos de WhatsApp, TikTok e por aí vai. E ela bloqueia as redes da gente”, diz ele. Mas, ele lembra, “a gente precisa dessa inovação, precisa ter parceiros”, disse lembrando que a CUT criou as brigadas digitais, movimento de organização em rede dos/as trabalhadores/as do Brasil do qual se pode participar pelo site brigadas.cut.org.br/: “A gente precisa multiplicar a nossa voz para que ela chegue, não só no trabalhador, mas nas comunidades. Juntos nós somos fortes”.

“Os relatos aqui apontam que a gente tem instrumentos para esta disputa, mas é preciso integração entre os movimentos”, disse Francisco, apontando a necessidade de visão estratégica e organização para enfrentar, as eleições do próximo ano, a disputa com a direita.

Vídeo conta um pouco desta história

Na abertura do debate, foi apresentado o vídeo produzido pela coordenação e o Departamento de Comunicação do Sintufrj que conta um pouco desta história e apresenta a programação de celebração destes 40 anos.

O vídeo pode ser visto no Youtube em

Acesse o HOT Site clicando em

 

No início deste mês lançamos o selo comemorativo e o divulgamos galhardetes no Fundão. Em seguida, lançamos o Hot Site onde pode-se acessar informações como uma breve exposição de algumas das principais capas e fotos; uma mostra do calendário digital do Sintufrj para 2026, sobre a Comunicação do Sintufrj hoje e sobre a Rádio Sintufrj.

Debate discute Soberania e Democracia

Dia 1º de dezembro, segunda-feira, às 18h, no Salão Nobre do IFCS (Largo de São Francisco)

2026 é ano de eleições gerais. Que futuro aguarda o Brasil? Essa questão será postas à mesa no debate Democracia e Soberania, programado como parte da celebração dos 40 anos do Jornal do Sintufrj, com a participação de João Pedro Stédile (MST), Leo Péricles (Unidade Popular), deputada Renata Souza (PSOL) e Heitor César (Unidade Classista).

 

Mais momentos da live

O diretor da CUT e do Sindpetro NF presenteia o coordenador geral do Sintufrj com o jaleco, símbolo de luta dos petroleiros. Acima, foto dos convidados com a equipe do Departamento de Comunicação e coordenadores do Sintufrj.

Mais um companheiro nos deixou nesta segunda-feira, 17 de novembro: Miguel Vieira de Araújo, 65 anos, vítima de atropelamento. Servidor da UFRJ desde 1990, era técnico-administrativo no Instituto do Coração.

A direção do Sintufrj presta homenagem ao companheiro e se solidariza com seus familiares, colegas e amigos de trabalho.

 

Neta terça-feira, diz 18 de novembro, a partir das 10h30, o Sintufrj vai realizar uma live sobre o tema “Comunicação Sindical na era Digital”, com transmissão pelas nossas redes sociais. 

A tecnologia impôs novos parâmetros na circulação de informações, ideias e análises. A celebração dos 40 anos do Jornal do Sintufrj incluiu essa pauta inadiável e necessária no rol de suas reflexões.

Para debater o tema, contaremos com a participação de Francisco de Assis, coordenador de Comunicação da Fasubra e coordenador geral do Sintufrj; Claudia Santiago, coordenadora do Núcleo Piratininga de Comunicação (NPC); Alessandro Trindade, secretaria de Organização e Política Sindical da CUT-RJ e João Eduardo do Nascimento Fonseca, presidente da Associação dos Servidores da UFRJ (ASUFRJ) na primeira edição do Jornal da entidade, em 1985.

Sintufrj nas redes

Performance do nosso perfil nos últimos 30 dias: 140 mil visualizações e quase quatro mil interações.

Total de vezes que os conteúdos publicados pelo perfil oficial do Sintufrj foram vistos durante os últimos 30 dias.

 

O post mais comentado.
Em destaque, o post do anúncio da abertura das inscrições para a festa de final de ano.

Ao lado, o perfil do Sintufrj chegou aos 5600 seguidores. Essa é a alta dos últimos 30 dias:

 

Face

Dados dos últimos 90 dias: temos 8,1 mil curtidas no Facebook

Crescimento orgânico mostra o interesse da categoria

Desempenho no Youtube é crescente

As transmissões estão presentes, principalmente através do YouTube, em SmarTvs, o que mostra um novo jeito de os sindicalizados consumirem os nossos conteúdos. Daí a relevância da plataforma. Por isso, atual gestão vem investindo em melhorias na qualidade das transmissões.

Há um ano, todas as nossas transmissões são multiplataforma, sendo realizadas ao vivo no YouTube, Facebook e Instagram, atendendo o maior número de pessoas possível.

O Hospital Clementino Fraga Filho foi alvo de matéria na TV na semana passada denunciando precárias condições do setor de Emergência: paredes descascando, infiltrações, vazamentos. “Na terça-feira (dia 11), funcionários levaram um susto porque baratas despencaram do teto”, informou o telejornal que mostrou fotos de pacientes dormindo em bancos e cadeiras de roda e o depoimento de profissionais.

A Ebserh prometeu mundos e fundos, mas a realidade vem se impondo, colocando em xeque setores da academia que assinaram o cheque em branco dado de bom grado à empresa de direito privado, a despeito dos protestos e alertas do Sintufrj e de grande parte da comunidade.

“A gente está tendo sérios problemas com a questão de estrutura física, e infiltração, de água caindo no nosso consultório. Recentemente teve episódio das baratas que (quando) abriram um buraco no teto e caíram”, disse uma médica que não quis se identificar à reportagem do telejornal, questionando como, em um local em que precisa haver procedimentos estéreis, pode haver infiltração.

Na matéria, os profissionais também acusam a falta de insumos básicos para atendimento, como sondas alimentares e material necessário para administrar medicações. A direção nega qualquer falta de insumos. Embora um grupo de médicos tenha preparado um relatório interno para informar os problemas à direção que, no entanto afirma que o vazamento foi sanado no mesmo dia e que há projetos em fase de licitação para obras.

Mas até pacientes que elogiam o atendimento, destacam: “É muito bom, só que a estrutura do hospital é ruim”, dizem.

Sintufrj de olho

Antes mesmo da matéria na TV, o Sintufrj já havia levado denúncia à direção geral do HUCFF cobrando providências em setor do hospital que enfrenta mesmos problemas. No documento à direção em defesa das condições de trabalho e saúde dos servidores, enviado em 22 de outubro, o Sintufrj solicitou providências técnicas e administrativas sobre as condições ambientais e estruturais de um dos laboratórios.

O que foi observado

A Coordenação Geral recebeu a denuncia no dia 15 de outubro. Realizou reunião com os trabalhadores do setor e formalizou documento a chefia, com apoio da Assessoria de Saúde e Segurança do trabalho, solicitando informações sobre a solução dos problemas apresentados. “Estivemos com a chefia na semana retrasada exigindo a formalidade na resposta e que justificou que não tinha respondido por dificuldade na internet. Sobre a denuncia na mídia, embora não tenha tido nossa participação, avaliamos que foi importante para pressionar a gestão em busca de solução desses e de outros problemas”, declarou o coordenador geral Francisco de Assis.

Visita da Assessoria do Sintufrj de Saúde Segurança no Trabalho ao setor constatou deficiência de ventilação, infestação de insetos e cupins, instalações elétricas e climatização inadequadas; modificações na disposição física sem comunicação aos trabalhadores e sem avaliação de impacto ocupacional; presença de baratas e roedores que configuram risco sanitário direto, entre outros problemas.

No ofício, o Sintufrj solicitou o restabelecimento das condições de salubridade e segurança, como regularização da ventilação e climatização, instalação de bebedouros e fornecimento de água potável, higienização profunda e substituição do mobiliário infestado; implantação de controle de pragas; revisão do layout físico entre outras reivindicações.

“Nós fomos procurados por servidores da unidade que já apontavam a presença de insetos e pragas ali no local, além de algumas mudanças no setor em desacordo com as normas hospitalares e de segurança do trabalho. Oficializamos a direção do hospital e a chefia da unidade. Mas até agora, não houve o retorno desse ofício”, explicou o assessor de Saúde e Segurança no Trabalho do sindicato, Rafael Boher.

“Seguimos recebendo materiais da base sobre os problemas estruturais no hospital. Estamos acompanhando, junto com nossa assessoria de Segurança do Trabalho, toda essa demanda”, concluiu o coordenador geral.

  

 

Com profunda tristeza informamos o falecimento do vigilante Ricardo José de Jesus, aos 66 anos, ocorrido nesta segunda-feira, 17 de novembro, em consequência de um câncer. Servidor da UFRJ desde 1990, o companheiro era lotado na Divisão de Segurança (Diseg).

Toda a nossa solidariedade aos familiares, companheiros de trabalho e amigos de Ricardo José Jesus, que continuará presente em nossa memória.

Direção do Sintufrj

Velório foi marcado para entre 13h e 15h desta terça-feira, dia 18, na Capela E do Cemitério da Pechincha (Jacarépaguá)