Uma campanha de doação de sangue para o banco do Hospital Universitário Clementino Fraga Filho (HUCFF) está em curso. Camila Rodrigues, enfermeira que atua no setor, explicou que os estoques estão baixos e a preocupação com a escassez se agrava.
Algumas regras são estabelecidas para eventuais doadores.
A partir dos 16 anos, com autorização dos pais, a doação de sangue já pode ser feita. Autorização por escrito com formulário do próprio do banco de sangue.
Quem nunca doou pode fazê-lo até 59 anos 11 meses e 29 dias.
Quem já é doador pode doar até 69 anos 11 meses e 29 dias.
O doador tem que ter pelo menos 50 kg e, naturalmente, boa saúde.
Quem é diabético pode doar, mas tem que estar saúde estável e não usar insulina.
Quem usa tatuagem e piercing tem que ter feito o acessório até no mínimo seis meses.
Piercing não pode ser na língua e nem na genitália.
Para quem usa maquiagem definitiva (sobrancelha) é necessário carência de 180 dias para doar.
Não pode usar medicamento injetável.
Não pode usar testosterona.
Não pode ingerir bebida alcoólica nas últimas 12 horas anterior à doação.
Nem fumar 1 hora anterior à doação de sangue.
Tem que ter dormido pelo menos seis horas de sono na noite anterior.
Hipertenso pode doar, mas depende da medicação
Quem tem hipotireoidismo pode doar sangue
Preparação
No dia da doação não vir em jejum. Mas se vier, damos lanche.
Não pode comer nada gorduroso, pois pode dar alteração na bolsa de sangue.
IMPORTANTE
Mulheres podem doar sangue a cada 3 meses, sendo no máximo 3 vezes ao ano.
Homens a cada 2 meses, sendo no máximo 4 vezes ao ano.
Assembleia vota e aprova proposta de indicativo de greve a partir de 23 de fevereiro
Manter a pressão no governo para garantir avanço nas negociações dos itens pendentes do acordo de greve foi a principal deliberação da assembleia simultânea do Sintufrj desta quarta-feira, 21, em três locais.
A proposta da direção sindical de indicativo de greve valendo a partir de 23 de fevereiro foi aprovada pelos técnicos-administrativos em educação presentes no auditório do Centro de Tecnologia (CT), Fundão (houve apenas um voto em contrário), e online da Escola de Música e do campus UFRJ-Macaé. Cerca de 40 trabalhadores (as) acompanharam os debates e os informes políticos de forma remota.
A proposta completa da diretoria aprovada pela categoria inclui a realização de uma plenária virtual da Fasubra nos dias 30 e 31 de janeiro, para avaliar o resultado da mesa de negociação que ocorrerá com o Ministério da Gestão e Inovação no Serviço Público (MGI) no dia 27 de janeiro.
E no dia 10 de fevereiro, o Sintufrj fará nova assembleia para uma tomada de decisão dos técnicos administrativos em relação ao indicativo de greve, considerando o balanço, em nível nacional, do comportamento do governo.
Lideranças
“O papel do sindicato é fazer com que o acordo assinado com o governo depois de uma greve, seja cumprido. Temos que acreditar na luta”, afirmou o coordenador-geral do Sintufrj Esteban Crescente. O dirigente lembrou que foi a pressão das bases que fez com que o governo voltasse atrás em relação ao RSC, contemplando as reivindicações da categoria sobre o tema levadas pela Fasubra nas negociações.
O coordenador-geral do Sintufrj e integrante da direção da Fasubra, Francisco de Assis, observou: “Temos que manter o indicativo de greve, porque foi essa pressão que fez o governo recuar em relação ao RSC. De fato, hoje a conjuntura internacional e a do país, com a direita se fortalecendo, fica difícil se fazer greve, mas não podemos recuar da nossa posição pelo cumprimento integral do acordo, porque alguns pontos terão que ser cumpridos”.
RSC
A pauta principal dessa nova rodada entre a Fasubra e o MGI continuará sendo a discussão sobre detalhamento do Reconhecimento de Saberes e Competências (RSC), iniciado na reunião entre as partes no dia 19 de janeiro, onde houve avanços, ou seja, recuo do governo em impor, por exemplo, limites de percentuais e a obrigatoriedade de homologação pelos conselhos superiores das instituições dos pontos defendidos pela Fasubra.
Por decisão da assembleia, a delegação eleita para a plenária presencial da Fasubra dias 24 e 25 de janeiro, atuará pela inclusão na pauta desta reunião com o governo dos seguintes itens do acordo de greve ainda pendentes: jornada de 30 horas, inclusão dos aposentados no RSC e na programação de aceleração, e mais: mudança no artigo 57 da LDB para garantir uma composição democrática nos colegiados institucionais – atualmente docentes ocupam a maioria das cadeiras (70%) – e pelo cumprimento integral de todos os itens do acordo de greve.
Adeus, Paulinho
A assembleia foi iniciada com os participantes fazendo um minuto de silencia em memória do ex-trabalhador do Sintufrj por mais 30, Paulo Antônio da Silva (o Paulinho da Xerox), morto no dia 17 de dezembro. Ele era oi responsável pela Reprografia da entidade. “Muitas das nossas palavras chegavam até vocês pelo trabalho dele. Um companheiro que edificou literalmente o sindicato”, disse Esteban Crescente.
Francisco de Assis estendeu a homenagem aos companheiros e companheiras da categoria recém falecidos.
Acompanhe a integra da assembleia nas redes sociais do Sintufrj
PROPOSTAS APROVADAS NA ASSEMBLEIA
1 – Os Técnicos Administrativos em Educação da UFRJ aprovam o indicativo de greve de 23 de fevereiro.
2- Propor nova Plenária virtual da Fasubra na primeira quinzena de fevereiro antes do indicativo de GREVE.
3- Agendamento da próxima assembleia em 10 de fevereiro, para debate de deflagração de greve.
4 – Manter Campanha de pressão sobre parlamentares para alteração no PL 6170/25.
5 – Os Técnicos Administrativos em Educação da UFRJ reforçam as seguintes pautas para a construção do indicativo de greve:
– Reafirmar a defesa de Data Base para o Serviço Público Federal na mesa geral.
– Cumprimento Integral do Acordo de Greve
– 30 horas para todas e todos, Racionalização dos Cargos.
– Pagamentos das Acelerações aos aposetados.
– Aposentados e Doutores no RSC.
– Alteração no artigo 56 da LDB sobre a necessidade de paridade nos colegiados superiores das universidades,
– Participação dos aposentados nos colegiados superiores e na escolha dos Reitores,
6 – Garantia de cumprimento das Lei Brasileira de Inclusão – LBI para a comunidade acadêmica. Garantir o acesso dos trabalhadores e trabalhadoras PCDs no espaços colegiados da UFRJ.
7 – Delegação ficar em Brasília até o dia 27, por ocasião da reunião com governo.
Veja delegados:
Representando a Direção:
Paulo Roberto Alves de Oliveira Junior
Titulares:
José Carlos Xavier de Oliveira
Maria Lenilva da Cruz
Alcir da Silva
André Luís Souza Salviano
Edson Vargas da Silva
Juscelino Ribeiro de Souza
Jessé Mendes de Moura
ASSEMBLEIA APROVA indicativo de greve. FOTO, RENAN SILVA
Gisele Viana Pires assumiu a pró-reitoria de Planejamento, Desenvolvimento e Finanças em substituição a Helios Malebranche, do Departamento de Administração da UFRJ
Desde o dia 2 de janeiro, uma das áreas mais sensíveis para o funcionamento da maior universidade federal do país, a Pró-Reitoria de Planejamento, Desenvolvimento e Finanças, conta com uma nova titular. Gisele Viana Pires, que atuou como pró-reitora de graduação na gestão da professora Denise Pires, foi coordenadora de Desenvolvimento de Educação em Saúde do Ministério da Educação e, recentemente, retornou à UFRJ para assumir a PR-3.
Ela substitui o professor Helios Malebranche, do Departamento de Administração da UFRJ. Seu substituto eventual é George Pereira.
Essa transição ocorre em um momento em que a UFRJ faz os cálculos para sobreviver ao orçamento já apertado.
As universidades e institutos federais que foram atingidos pelas manobras dos parlamentares que na aprovação da Lei Orçamentária Anual (LOA) pelo Congresso Nacional tinham subtraído cerca de R$ 500 milhões para abastecer emendas, podem respirar um pouco: o governo anunciou a recomposição dos orçamentos dessas instituições num montante de R$ 900 milhões. Essa verba terá o seguinte destino: R$ 488 milhões de custeio nas universidades, R$ 218 milhões de obras do PAC e R$ 230 milhões na Capes. O impacto da decisão do Congresso havia tirado R$ 25 milhões da UFRJ – já asfixiada com limite orçamentário. Os novos números foram divulgados pela Andifes (Associação Nacional dos Dirigentes das Ifes). Estamos atualizando informações sobre quanto será a parte da UFRJ desse rearranjo no orçamento.
A PR-3 informou (na tarde do dia 21) que até então ainda não se registrava no Siop (Sistema Integrado de Planejamento e Orçamento) a recomposição plena do Orçamento Discricionário. A UFRJ ainda não tinha recebido de volta o que havia sido cortado do PLOA (Dos R$ 410 milhões, constava apenas R$ 404 milhões). A PR-3 aguardava a reposição da diferença. Já para o funcionamento, o valor do corte, de R$ 25 milhões, já foi reposto.
No entanto, mesmo com a reposição, os valores para funcionamento somavam na PLOA R$ 323 milhões, enquanto a previsão de despesas para o exercício de 2026 totalizam R$ 378 milhões. Mais de R$ R$50 milhões abaixo do necessário, segundo o Informe Pr-3 de 17 de dezembro.
Como lidar com poucos recursos
Como à nova pró-reitora deve como lidar com o fato do que as contas da UFRJ exigem mais recursos do que o previsto na LOA e quais seriam as prioridades.
“A dimensão da UFRJ é bastante ampla. Sua abrangência perpassa por inúmeras esferas. Elencar prioridades para uma Instituição Federal de Ensino Superior da magnitude da UFRJ, uma das maiores Instituições Federais de ensino do país, poderia ser injusto, devido à sua complexidade. Ressaltamos que a atual Reitoria permanecerá em constante processo de aprimoramento na elaboração de estratégias e implementação de ações objetivando sua excelência acadêmica e seu compromisso social”, respondeu a professora Gisele Pires.
Próxima reunião será dia 26. Plenária nacional da Fasubra dias 24 e 25 avaliará encaminhamentos e estratégias de luta
Leia o informe da federação:
Foi realizada na tarde desta segunda-feira (19) uma reunião entre representantes da FASUBRA Sindical e o Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI), tendo como pauta central o Reconhecimento de Saberes e Competências (RSC) no âmbito do Projeto de Lei de Carreiras.
De acordo com a direção da FASUBRA, o encontro apresentou avanços importantes no processo de negociação, ainda que haja pontos que permanecem em debate e que deverão ser aprofundados em uma nova rodada de discussões.
Uma próxima reunião foi agendada para a segunda-feira, dia 26 de janeiro, às 15h.
Entre os avanços registrados nesta reunião, destacam-se a inclusão dos Técnico-Administrativos em Educação (TAE) cedidos no escopo do RSC, a retirada dos limites de percentuais anteriormente previstos e a retirada da obrigatoriedade de homologação pelo Conselho Superior, pontos considerados centrais pela entidade.
A direção da FASUBRA reforça que, apesar dos avanços, a intensificação da mobilização e o debate coletivo seguem fundamentais. Todos os pontos discutidos na mesa de negociação com o MGI serão analisados na Plenária Nacional da FASUBRA, que será realizada nos dias 24 e 25 de janeiro, em Brasília, momento em que a categoria irá avaliar os encaminhamentos e definir as próximas estratégias de luta.
O Hospital Universitário Clementino Fraga Filho (HUCFF) – sob a gestão da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh) há um ano e sete meses – continua com problemas de infraestrutura e falta de insumos, prejudicando assim o tratamento dos pacientes.
Segundo os funcionários não há insumos (escalpe, jelco) para exames de tomografia contrastada e trifásicos que precisam de jelco desde agosto. Há vários pacientes precisando desse exame, às vezes com urgência. Já para o exame de ressonância magnética, o aparelho encontra-se quebrado.
Quem mais sofre são os pacientes. Claudenice Martins Ramalho, 59 anos, se trata na Neurocirurgia. Ela tem Meningioma (tumor cerebral) e necessita de uma cirurgia pois o tumor é em um lugar complicado. Mas no HUCFF não conseguiu fazer os exames necessários desde setembro do ano passado tendo a cirurgia adiada por duas vezes.
“Minha queixa e de muitos pacientes é que desde agosto não há insumos. Minha cirurgia já foi adiada pela segunda vez. Tem várias pessoas reclamando e nós precisamos desses exames para o tratamento. Sou eu e muitas pessoas nessa situação.”
Segundo Claudenice conta, o médico passou uma ressonância em setembro e não foi feita, pois não havia insumo. Conseguiu fazer pelo SUS via Clínica da Família. Em dezembro teve que fazer novo exame, nesse caso de tomografia e mais uma vez não conseguiu fazer por falta de insumos.
“Segundo relatos de muitos ainda não havia insumo para realizar a tomografia. E consegui agendar pela clínica da família. Vou fazer agora dia 27 de janeiro. É muito complicado esses problemas, pois a gente precisa para a realização de nossos
Nada mudou com Ebserh
Em novembro de 2025 as precárias condições do hospital no setor de Emergência foi alvo de matéria na TV. Vazamentos, infiltrações e até baratas foi o universo mostrado. Quem defendeu a aprovação da empresa no Conselho Universitário da UFRJ para gerir o hospital deveria se envergonhar de ter dado um cheque em branco para a Ebserh que só prometeu e ainda não provou a que veio a fim de melhorar os problemas crônicos do HUCFF.
O Sintufrj apontou os riscos envolvidos nessa aprovação assim como as consequências para os pacientes. Em outubro de 2025 o sindicato já havia levado denúncia à direção-geral do HUCFF sobre as condições ambientais e estruturais cobrando providências sobre outros setores do hospital que enfrentavam os mesmos problemas.
COM PROMESSA DE EXCELÊNCIA, a Ebserh se tornou sinônimo de problemas, sem abastecimento de insumos básicos, prejudicando o tratamento dos pacientes. Foto Elisângela Leite
O Sintufrj esteve presente no ato relâmpago, na quinta-feira, dia 15, em frente ao Hospital Universitário, organizado pelos trabalhadores terceirizados da empresa Conquista, que atuam nos hospitais da UFRJ geridos pela Ebserh (Hospital Universitário, Maternidade Escola e Instituto de Puericultura e Pediatria Martagão Gesteira) como maqueiros, carregadores e separadores de medicamento.
Do carro de som cedido pelo Sintufrj, anunciavam a gravidade da situação. Eles deveriam receber até o quinto dia útil mas estão sem salários. No dia 14, também fizeram manifestação em frente ao Hospital e decidiram paralisar as atividades garantindo o mínimo legal de 30% do contingente em atividade.
O coordenador geral do Sintufrj Francisco de Assis explicou que representantes da empresa Conquista estiveram lá esta manhã, em reunião com os trabalhadores, mas que foram intransigentes: informando que a empresa só teria como pagar dia 19, o que indignou os presentes que decidiram prosseguir com a paralisação até que recebam seus salários.
O Sintufrj também esteve na reunião dos trabalhadores com a direção da Ebserh (empresa que gere os hospitais). A superintendência assumiu o compromisso, na mesa de negociação, de pagar os trabalhadores de forma direta e que vai notificar a empresa da punição pelo não pagamento.
Francisco informou que o sindicato está acompanhando de perto a sitiuação: “Não podemos admitir que haja trabalho escravo, que trabalhem sem salário”, declarou.
Nota do Complexo Hospitalar da UFRJ gerido pela Ebser
Em nota, o CH-UFRJ/Ebser garante o pagamento diretamente os trabalhadores terceirizados na sexta-feira, 16 e que empresa que atrasou salários será sancionada. Pressão do Sintufrj, que esteve presente nas manifestações de protesto em apoio aos trabalhadores, foi importante na busca de solução.
Nem bem começou o ano e a novela já se repete: trabalhadores terceirizados, que já ganham pouco e estão submetidos a condições muito difíceis, têm salários atrasados enquanto contas e juros não dão descanso.
Nesta quarta-feira, 14, em manifestação em frente a Hospital Universitário, entre 7h e 9h40, dezenas de terceirizados da empresa Conquista denunciavam que até então estavam sem o salário do mês que deveria ter saído até o quinto dia útil, 8 de janeiro.
Por isso, resolveram paralisar as atividades até que o salário caia na conta e prometem voltar a se reunir amanhã na porta do hospital. Mas garantiram que 30% do contingente continue atuando (como determina a lei quando se trata de atividades essenciais) em áreas sensíveis dos hospitais.
“Não deram uma satisfação. Emitiram nosso contracheque no dia 7, como se tivesse sido pago para se esquivarem da multa, mas não pagaram o salário do mês”, explicaram.
São mais de 200 profissionais que atendem como maqueiros, carregadores e auxiliares na farmácia dos três hospitais geridos pela Ebserh: no HUCFF, IPPMG e Maternidade Escola.
Segundo contam, há quatro meses passaram pela mesma situação. “Chamaram o representante do contrato e se resolveu. Demos um voto de confiança e voltamos para o setor. Mas, mês passado a situação se repetiu. Queremos que a empresa saia.
Procuraram o sindicato da categoria na Cidade e encontraram uma porta fechada. Inclusive por outras demandas, como o piso abaixo do mínimo, e o vale-alimentação abaixo do das demais empresas. Mas a contribuição sindical é descontada todos os meses.
Fotos: Luíza Helena
Sintufrj presente
O coordenador-geral do Sintufrj Francisco de Assis prestou solidariedade ao grupo e ofereceu apoio. Inclusive com a cessão do carro de som para o ato amanhã de manhã.
“Voltaram ao trabalho, 30% deles. Mas os outros 70% foram embora porque se não tem pagamento, não tem trabalho. Estamos acompanhando e vamos apoiar essa movimentação”, disse Assis, informando que pelos dados que chegaram até ele, a Ebseh (que gere os três hospitais) está em dia com o pagamento, informação que também foi prestada aos trabalhadores.
Ainda assim a entidade vai fazer contato com a direção para cobrar uma posição a respeito. E estará presente, mais uma vez, em apoio aos trabalhadores na manifestação da manhã do dia 15.
Trabalhadores apresentam dúvidas sobre conteúdo do edital do programa
A direção do Sintufrj (coordenadores Francisco de Assis e Maria Lenilva) realizou reunião com os trabalhadores(as) atendendo pedido da base para tratar da implantação do PGD no Hesfa.
A reunião foi representativa (28 presentes) e a ampla maioria apresentou muitas dúvidas sobre o edital publicado pela direção daquela unidade – um problema diante do pouco tempo de prazo para a adesão que se encerra dia 16/01.
Após o debate sobre a portaria que regra o PGD e o fato de a direção da unidade ter feito reunião apenas com os coordenadores, a categoria presente aprovou os seguintes encaminhamentos:
1- Solicitar a direção do Hesfa, com cópia à PR4, dilatação do prazo de adesão ao PGD;
2- Formalizar ao Diretor do Hesfa a necessidade de uma reunião ampliada com todos os trabalhadores(as) para elucidar as dúvidas antes da finalização do prazo de adesão;
3- Aprovação de uma comissão de base (Andreia, Gilvan e Sheila) com objetivo de avaliar o edital e demais documentos da PR4 sobre o PGD, de forma a orientar os demais colegas.
4- Agendada reunião online da comissão e Direção do Sintufrj para dia 16/01 as 9h.
Assembleia
Na reunião, os dirigentes sindicais foram informados acerca da negociação com o governo que gira em torno do impasse do não cumprimento do acordo de greve e foi feita a convocação para a assembleia da próxima quarta-feira, dia 21, para definir os próximos passos dessa luta, inclusive com o debate sobre o indicativo de greve proposto pela Fasubra.
Dia 21 de janeiro, quarta-feira da próxima semana, às 10h acontece a primeira assembleia simultânea de 2026, no auditório do Bloco A do CT, no Salão Leopoldo Miguez da Escola de Música e na sala 205 do Bloco A da Cidade Universitária de Macaé.
Em pauta, o indicativo de greve da categoria na luta pelo cumprimento integral do acordo, em itens como o Reconhecimento de Saberes e Competências e contra a Reforma Administrativa. A categoria discute também a integração às mobilizações do Fórum de Entidades Nacionais do Serviço Público Federal (Fonasefe) para a Campanha Salarial Unificada de 2026 com demandas como a equiparação de benefícios, a valorização dos aposentados e pensionistas.
A direção da Fasubra orientou rodada de assembleias na base para avaliar a data do indicativo, se dia 2 ou 23 de fevereiro de 2026 e eleição de delegados e delegadas à Plenária dos dias 24 e 25 de janeiro.
Veja a convocação dos coordenadores
Os coordenadores-gerais do Sintufrj Sharon Stèfani, Francisco de Assis e Esteban Crescente conclamam, em vídeo, a categoria a comparecer à assembleia neste importante momento de decisão.
Assis, que também é coordenador de Comunicação da Fasubra, destaca que é importante que a categoria esteja presente: “A Fasubra apontou o indicativo de greve por conta do processo de negociação que se desenrola com o governo que não está cumprindo o acordo, principalmente no que toca ao Projeto de Lei que publicou com um regramento para a implantação do Reconhecimento de Saberes e Competências, totalmente diferente do que a categoria discutiu por um ano e acordou com o governo”.
Na assembleia, a coordenação também apresentará informes sobre o ataque que as universidades sofrerem por parte do Congresso com o corte no orçamento da Educação de quase de R$500 milhões. Com cortes em diversas áreas no Orçamento da União, os congressistas conseguiram injetar ainda mais recursos nas emendas parlamentares, alcançando o valor recorde de R$ 61 bilhões.
“Por isso devemos repudiar essa situação. A UFRJ não consegue funcionar com orçamento que tem recebido nos últimos anos, acumulando dívidas e levando a consequências danosas, inclusive para os trabalhadores terceirizados que às vezes ficam sem receber por conta do problema orçamentário”, ponderou Esteban, lembrando ainda: ”Nós também estamos nos somando às mobilizações em torno do Fonasefe (Fórum das Entidades Nacionais do Serviço Público Federal) para apresentar uma pauta unificada do Serviço Público Federal na campanha salarial de 2026. Então, o ano começa com muita luta e esperamos que termine mutas vitórias”.
A indicação da Fasubra para a pauta:
– Cumprimento integral do acordo da greve de 2024; a implementação integral do RSC conforme elaborado pela Comissão Nacional de Supervisão da Carreira com inclusão de aposentados, pensionistas e doutores e sua aplicação para toda a categoria em abril de 2026, caso não seja apresentada a alteração no dia 19.01, pelo MGI no PL 6170/2025.;
– Jornada de Trabalho de 30 horas semanais em lei e plantão 12×60 regulamentado;
– Luta Contra a Reforma Administrativa e cobrança de posição firme do governo contra a PEC 38/25.
– Indicação da última plenária de reajuste no piso do PCCTAE, com step de 5% para 2027 e unificação dos níveis A-B e C-D; para discussão posterior ao encerramento da parte financeira do Termo de Acordo da Greve de 2024 que acontecerá em abril de 2026.
Ator vence como melhor em filme de drama por “O Agente Secreto”, de Kleber Mendonça Filho, e defende cinema e cultura como pilares da democracia
247 – Wagner Moura afirmou que “a ditadura é ainda uma ferida aberta no Brasil” ao comentar, diante de jornalistas, a vitória no Globo de Ouro de melhor ator em filme de drama por “O Agente Secreto”. O longa-metragem dirigido por Kleber Mendonça Filho também foi escolhido como melhor filme em língua não inglesa.
As declarações do ator foram registradas pela Folha de S.Paulo, após a premiação, em conversa com a imprensa no evento. Na trama de “O Agente Secreto”, Moura interpreta um professor perseguido durante a ditadura militar. Ao relacionar o enredo do filme com o presente, o ator defendeu que o tema siga sendo enfrentado pelo cinema brasileiro.
“Precisamos continuar fazendo filmes sobre a ditadura. A ditadura é ainda uma ferida aberta no Brasil. Aconteceu há apenas 50 anos. Entre 2018 a 2022, tivemos um presidente de extrema-direita que é uma manifestação fisica dos ecos da ditadura”, afirmou o ator, ao comentar o reconhecimento internacional.
Cinema, memória e disputa de narrativa
A fala de Moura coloca a discussão sobre memória histórica e democracia no centro do debate cultural, num momento em que obras sobre autoritarismo voltam a ganhar visibilidade fora do país. Ao mencionar os “ecos da ditadura”, o ator apontou para a permanência de tensões políticas e simbólicas que atravessam a sociedade brasileira, e que seguem influenciando a forma como o passado é narrado e disputado.
A vitória no Globo de Ouro, por sua vez, dá projeção global a um filme que aborda diretamente a perseguição política e a repressão, tema que, no Brasil, segue cercado por tentativas recorrentes de relativização e apagamento.
“Cultura e democracia andam juntas”, diz Moura
No mesmo contato com a imprensa, Wagner Moura relacionou a agenda cultural ao ambiente democrático e ao papel do Estado na valorização do setor. Com o troféu nas mãos, ele declarou: “Acho que a cultura e a democracia andam juntas, e no Brasil temos, finalmente, depois de um periodo obscuro, uma democracia na qual podemos respirar e um governo que entende que a cultura é importante para o desenvolvimento de um país. Democracia, cultura e filmes, eles coexistem, não vivem um sem o outro”.
Ao defender a interdependência entre democracia e produção cultural, o ator reforçou a ideia de que filmes como “O Agente Secreto” não tratam apenas do passado, mas também funcionam como instrumentos de reflexão pública sobre direitos, liberdades e os riscos de repetição de ciclos autoritários.
Reconhecimento internacional e impacto para o cinema brasileiro
Além do prêmio de atuação, o reconhecimento de “O Agente Secreto” como melhor filme em língua não inglesa amplia o alcance internacional do cinema brasileiro e reposiciona o país no circuito das grandes premiações. O resultado também aumenta a expectativa sobre a trajetória do longa em outras disputas, ao mesmo tempo em que ilumina, para audiências globais, a história brasileira marcada por repressão, resistência e busca por justiça.