Dia 21 de janeiro, quarta-feira da próxima semana, às 10h acontece a primeira assembleia simultânea de 2026, no auditório do Bloco A do CT, no Salão Leopoldo Miguez da Escola de Música e na sala 205 do Bloco A da Cidade Universitária de Macaé.

Em pauta, o indicativo de greve da categoria na luta pelo cumprimento integral do acordo, em itens como o Reconhecimento de Saberes e Competências e contra a Reforma Administrativa.  A categoria discute também a integração às mobilizações do Fórum de Entidades Nacionais do Serviço Público Federal (Fonasefe) para a Campanha Salarial Unificada de 2026 com demandas como a equiparação de benefícios, a valorização dos aposentados e pensionistas.

A direção da Fasubra orientou rodada de assembleias na base para avaliar a data do indicativo, se dia 2 ou 23 de fevereiro de 2026 e eleição de delegados e delegadas à Plenária dos dias 24 e 25 de janeiro.

Veja a convocação dos coordenadores

Os coordenadores-gerais do Sintufrj Sharon Stèfani, Francisco de Assis e Esteban Crescente conclamam, em vídeo, a categoria a comparecer à assembleia neste importante momento de decisão.

Assis, que também é coordenador de Comunicação da Fasubra, destaca que é importante que a categoria esteja presente: “A Fasubra apontou o indicativo de greve por conta do processo de negociação que se desenrola com o governo que não está cumprindo o acordo, principalmente no que toca ao Projeto de Lei que publicou com um regramento para a implantação do Reconhecimento de Saberes e Competências, totalmente diferente do que a categoria discutiu por um ano e acordou com o governo”.

Na assembleia, a coordenação também apresentará informes sobre o ataque que as universidades sofrerem por parte do Congresso com o corte no orçamento da Educação de quase de R$500 milhões. Com cortes em diversas áreas no Orçamento da União, os congressistas conseguiram injetar ainda mais recursos nas emendas parlamentares, alcançando o valor recorde de R$ 61 bilhões.

“Por isso devemos repudiar essa situação. A UFRJ não consegue funcionar com orçamento que tem recebido nos últimos anos, acumulando dívidas e levando a consequências danosas, inclusive para os trabalhadores terceirizados que às vezes ficam sem receber por conta do problema orçamentário”, ponderou Esteban, lembrando ainda: ”Nós também estamos nos somando  às mobilizações em torno do Fonasefe (Fórum das Entidades Nacionais do Serviço Público Federal) para apresentar uma pauta unificada do Serviço Público Federal na campanha salarial de 2026. Então, o ano começa com muita luta e esperamos que termine mutas vitórias”.

A indicação da Fasubra para a pauta:

– Cumprimento integral do acordo da greve de 2024; a implementação integral do RSC conforme elaborado pela Comissão Nacional de Supervisão da Carreira com inclusão de aposentados, pensionistas e doutores e sua aplicação para toda a categoria em abril de 2026, caso não seja apresentada a alteração no dia 19.01, pelo MGI no PL 6170/2025.;

  • – Jornada de Trabalho de 30 horas semanais em lei e plantão 12×60 regulamentado;
  • – Luta Contra a Reforma Administrativa e cobrança de posição firme do governo contra a PEC 38/25.

– Indicação da última plenária de reajuste no piso do PCCTAE, com step de 5% para 2027 e unificação dos níveis A-B e C-D; para discussão posterior ao encerramento da parte financeira do Termo de Acordo da Greve de 2024 que acontecerá em abril de 2026.

 

Ator vence como melhor em filme de drama por “O Agente Secreto”, de Kleber Mendonça Filho, e defende cinema e cultura como pilares da democracia

247 – Wagner Moura afirmou que “a ditadura é ainda uma ferida aberta no Brasil” ao comentar, diante de jornalistas, a vitória no Globo de Ouro de melhor ator em filme de drama por “O Agente Secreto”. O longa-metragem dirigido por Kleber Mendonça Filho também foi escolhido como melhor filme em língua não inglesa.

As declarações do ator foram registradas pela Folha de S.Paulo, após a premiação, em conversa com a imprensa no evento. Na trama de “O Agente Secreto”, Moura interpreta um professor perseguido durante a ditadura militar. Ao relacionar o enredo do filme com o presente, o ator defendeu que o tema siga sendo enfrentado pelo cinema brasileiro.

“Precisamos continuar fazendo filmes sobre a ditadura. A ditadura é ainda uma ferida aberta no Brasil. Aconteceu há apenas 50 anos. Entre 2018 a 2022, tivemos um presidente de extrema-direita que é uma manifestação fisica dos ecos da ditadura”, afirmou o ator, ao comentar o reconhecimento internacional.

Cinema, memória e disputa de narrativa

A fala de Moura coloca a discussão sobre memória histórica e democracia no centro do debate cultural, num momento em que obras sobre autoritarismo voltam a ganhar visibilidade fora do país. Ao mencionar os “ecos da ditadura”, o ator apontou para a permanência de tensões políticas e simbólicas que atravessam a sociedade brasileira, e que seguem influenciando a forma como o passado é narrado e disputado.

A vitória no Globo de Ouro, por sua vez, dá projeção global a um filme que aborda diretamente a perseguição política e a repressão, tema que, no Brasil, segue cercado por tentativas recorrentes de relativização e apagamento.

“Cultura e democracia andam juntas”, diz Moura

No mesmo contato com a imprensa, Wagner Moura relacionou a agenda cultural ao ambiente democrático e ao papel do Estado na valorização do setor. Com o troféu nas mãos, ele declarou: “Acho que a cultura e a democracia andam juntas, e no Brasil temos, finalmente, depois de um periodo obscuro, uma democracia na qual podemos respirar e um governo que entende que a cultura é importante para o desenvolvimento de um país. Democracia, cultura e filmes, eles coexistem, não vivem um sem o outro”.

Ao defender a interdependência entre democracia e produção cultural, o ator reforçou a ideia de que filmes como “O Agente Secreto” não tratam apenas do passado, mas também funcionam como instrumentos de reflexão pública sobre direitos, liberdades e os riscos de repetição de ciclos autoritários.

Reconhecimento internacional e impacto para o cinema brasileiro

Além do prêmio de atuação, o reconhecimento de “O Agente Secreto” como melhor filme em língua não inglesa amplia o alcance internacional do cinema brasileiro e reposiciona o país no circuito das grandes premiações. O resultado também aumenta a expectativa sobre a trajetória do longa em outras disputas, ao mesmo tempo em que ilumina, para audiências globais, a história brasileira marcada por repressão, resistência e busca por justiça.

MANIFESTAÇÃO DOS TRABALHADORES E TRABALHADORAS DA DECANIA DO CCMN

Trabalhadores e trabalhadoras da Decania do CCMN fazem manifesto contra declarações desqualificadoras de um Docente ao trabalho dos Técnicos Administrativos em Educação da Decania do CCMN, ocorrida em reunião colegiada do Centro.

Parta da fala do docente diz “…E esse história da Decania dar um prêmio para um funcionário da Decania. Eu continuo sem saber o que toda essa estrutura faz…”

A indignação tomou conta das trabalhadoras e trabalhadores que buscaram apoio do Sintufrj e também levaram a denúncia aos canais da UFRJ.

A Direção Executiva do Sintufrj reafirma seu compromisso na defesa da importância e excelência do trabalho feito pela categoria em toda a UFRJ, contribuindo de forma decisiva para permanência nos primeiros lugares nos ranqueamentos acadêmicos nacionais e internacionais, nos somamos a mobilização da base da Decania do CCMN, e acompanharemos o processo em torno do manisfesto.

Acesse aqui o manifesto dos servidores e servidoras da Decania CCMN: Manifestacao_TAES_Decania_CCMN

A direção do Sintufrj realizou reunião virtual com um grupo de trabalhadores das unidades hospitalares da UFRJ que procuram construir espaços de negociação com a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh).

O objetivo é a assinatura de termo de acordo com a reitoria e empresa “buscando preservar e ampliar direitos de todos os trabalhadores RJU”.

Nesta construção coletiva uma comissão será formalizada juntos aos diretores dos hospitais para com a assessoria jurídica do Sintufrj estudar o contrato da Ebserh e consolidar uma minuta de acordo para consolidar a negociação com a reitoria.

Para tanto foram apresentadas e aprovados diretrizes de temas para essa pauta de reivindicações que são as seguintes:

1- Eixo 01 – Políticas Públicas Gerais

1.1- Gestão Democrática que garanta participação da comunidade na Escolha da Direção,

1,2- Gestão do Cuidado com a valorização do Papel Social dos Trabalhadores (as) no trabalho em Saúde

1.3- Gestão de Pessoas que respeite os Direitos conquistados e garanta o Desenvolvimento do Trabalhador no PCCTAE;

1.4- Gestão de Governança que possa enfrentar os problemas complexos e das rotinas do cotidiano;

1.5- Gestão de Qualidade de Vida e mediação dos conflitos na relação de trabalho;

2- Eixo 02  – Direitos e conquistas que foram Demandas debatidas e aprovadas no I Encontro dos TAE dos hospitais

2.1- Pela ampliação da jornada de 30 horas para todos;

2.2- Não ao corte dos adicionais de insalubridade;

2.3- Não à reposição ao erário dos processos que foram concedidos pela própria PR4;

2.4- Pela garantia da liberação dos trabalhadores (as) que não querem ficar na gestão da Ebserh;

2.5- Pela manutenção da Sessat e a garantia dos exames periódicos dos trabalhadores(as);

2.6- Pela criação de um protocolo que permita o atendimento aos trabalhadores (as) em serviço no Hospital e na UFRJ;

2.7- Pela garantia de estacionamento e segurança aos seus profissionais em atividade nas unidades hospitalares;

2.8- Defender eleições para ocupação dos espaços de decisões na construção das políticas publica para os hospitais;

E para construir essa minuta de termo de acordo e negociação juntamente com a Direção do Sintufrj, foram aprovados os seguintes nomes da comissão:

 Nomes da direção: Ana Mina, Ana Célia, Laura Gomes  e Luciana Borges

Nomes da base: HUCFF: Marlene, Sidney, Isabela, Renata, Márcia Anjos, Martinha, Rubinho, Mônica

IPUB: Luiz Carlos

IPPMG: Jorge Luiz,

HESFA: Carmen

INDC: Aluizio

Essa comissão será formalizada junto aos gestores dos respectivos hospitais e depois será realizada reunião para organizar agenda de trabalho.

E ainda como parte dos encaminhamentos foi solicitado e agendado reunião com a base dos TAE do HESFA para próxima 3a feira dia 13/01/2026.

Placa da Ebserh no HU.
Rio, 03-09-24
Foto Elisângela Leite
Placa da Ebserh no HU.
Rio, 03-09-24
Foto Elisângela Leite

 

 

A plenária virtual da Fasubra realizada dias 19 e 20, com delegadas e delegados de todo país, definiu encaminhamentos sobre o indicativo de greve, diante da conjuntura atual e das negociações em curso com o governo.

Segundo a Fasubra, após amplo debate, deliberou-se pela realização de nova plenária, desta vez presencial, nos dias 24 e 25 de janeiro, após a reunião da Fasubra com o Ministério da Gestão e da Inovação  (MGI), agendada para 19 de janeiro.

O encontro é considerado estratégico para a avaliação dos rumos da mobilização e para a construção coletiva das próximas ações da categoria.

Para lembrar, em reunião da Fasubra com o MGI em 16 de dezembro, representantes do ministério apontaram a possibilidade de alteração do projeto de lei do governo (PL 6170/2025), que deturpou o que foi firmado com a categoria no acordo de greve sobre o Reconhecimento de Saberes e Competências (RSC). A alteração será apresentada nesta nova reunião.

“A Fasubra reforça a importância da participação de toda a base nas próximas ações, paralisação e ato, destacando que a unidade e a organização seguem sendo fundamentais na defesa dos direitos e das reivindicações dos Técnico-Administrativos em Educação”, informa texto da entidade.

Os presentes discutiram o novo cenário a partir do teor do PL, a necessidade de aguardar a reunião do dia 19 e o indicativo do indicativo de greve para fevereiro de 2026. O encontro com o MGI é considerado estratégico para a avaliação dos rumos da mobilização e para a construção coletiva das próximas ações da categoria.
Por isso, a Fasubra reforça a importância da base nas próximas ações, paralisação e ato: “A unidade e a organização seguem sendo fundamentais na defesa dos direitos e das reivindicações dos Técnico-Administrativos em Educação”, diz a federação.

Cenário mundial temerário

Para o coordenador de Comunicação da Fasubra e coordenador-geral do Sintufrj, as incertezas do terrível cenário internacional, com o ataque de Trump à Venezuela e reflexos possíveis em toda América Latina, impacta também nas definições internas, inclusive nas negociações com o governo, o que exige ainda maior mobilização enquanto classe trabalhadora.

Segundo ele, é preciso ações de rua e mobilização no dia 19, embora não seja possível realizar paralisação, com atenção às redes sociais do movimento nacional para acompanhar os desdobramentos da reunião prevista para este dia (            que não se sabe se vai acontecer diante do cenário internacional).

Segundo a coordenadora-geral Sharon Stèfani foi importante a discussão sobre a entrada em greve a partir do dia 23 de fevereiro, apesar de algumas universidades ainda relataram necessidade de mobilização: “Acredito que na UFRJ conseguiremos essa mobilização, Historicamente, muitas vezes, nós, da UFRJ, iniciamos greves e conseguirmos fazer uma mobilização forte. Ainda mais com toda esta alteração do cenário político, temos que ter a base ainda mais mobilizada, não somente como categoria mas também como cidadãos para que nossas atividades tenham número expressivo de companheiros”..

Francisco completou afirmando que a situação se acirra ainda mais, com a necessidade de povo nas ruas, não apenas pelo cenário internacional com reflexo em toda América Latina, mas também pelo cenário local, com o sequestro do orçamento público pelo Congresso Nacional, retirando recursos das universidades: “Temos que somar forças na defesa do orçamento junto com Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino superior (Andifes) e o Conselho Nacional das Instituições da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica (Conif) para fazer frente pressão junto a parlamentares contra essa vergonha que é o sequestro de parte do orçamento, acumulando energia para, nas próximas eleições, mudar de fato este Congresso que é a meta do campo progressista”.

 

CALENDÁRIO DE MOBILIZAÇÃO

Segundo o último ID da Fasubra

19 – Reunião com MGI 19 – Dia Nacional de Luta com paralisação e atos nas instituições e estados e em Brasília para pressionar o governo pelo cumprimento integral do acordo e contra a reforma administrativa.

07 a 21 – Rodada de Assembleias

21 a 23 – Reunião Direção Nacional

24 e 25 – Plenária Nacional

 

 

 

O recesso de Fim de Ano na sede e subsedes do Sintufrj começa nesta quinta-feira, 18 de dezembro de 2025. O retorno do expediente normal se dará na segunda-feira, 5 de janeiro de 2026.
A direção do Sintufrj deseja um ano de esperanças renovadas e conquistas

Dia 19 de janeiro, MGI vai apresentar o novo texto com as alterações. Reunião foi fruto da pressão e mobilização não pode parar, diz Fasubra

Nesta terça-feira, 16 aconteceu a reunião da Fasubra e do Sinasefe com o Ministério da Gestão e Informação. Foi também dia de mobilização nacional pelo cumprimento do acordo de greve.

A pronta resposta do movimento ao PL6170/25, apresentado pelo governo ao Congresso, que pretendia instituir proposta de Reconhecimento de Saberes e Competências (RSC) que contraria o acordo firmado na greve histórica de 2024, levou ao Ministério da Gestão e Inovação a marcar a reunião e também a considerar mudar o artigo do PL (artigo 2o, no que toca ao RSC).

As coordenadoras gerais da Fasubra Cristina Del Papa, Loiva Chancis e Ivanilda Reis informaram, no início da tarde, como foi a reunião.

“Depois de muita argumentação, muita crítica de um lado e do outro, nós conseguimos sair daqui hoje com o governo dizendo pra gente que tem possibilidade de alterar o decreto 6.170 no que diz respeito ao RSC. E nós colocamos para o governo quais são os pontos que pra nós são primordiais. São seis pontos: estágio probatório (a que não se aplicaria o RSC), memorial, (a limitação a) cinco anos, interstício de três anos, e o rol de saberes  (foram incluídos ainda percentual de dos critérios e data do requerimento). Então o MGI na figura do Feijó (Joé Feijó, secretário de Relações de Trabalho), disse pra gente que tem essa possibilidade de alterar o decreto. E marcou uma reunião para o dia 19 de janeiro para apresentar pra nós o novo texto”, informou Cristina.

Loiva mencionou o acordo de greve: “Nós também colocamos, além da questão do RSC, que era uma das preocupações, sobre o termo de acordo. A gente ratificou que o governo não tinha cumprido integralmente o termo de acordo, colocamos todos os pontos. Nessas questões, não tivemos nenhuma resposta do governo”.

“É importante destacar que essa reunião é resultado da luta da categoria, da mobilização da categoria. A gente sai daqui hoje, com essa reunião de janeiro já marcada, para a apresentação da devolutiva do MGI, mas a gente não pode parar em momento algum de dar continuidade à nossa luta, à nossa mobilização, seguir as redes da Fasubra porque nós vamos destacamos a importância de vocês seguirem mobilizando. Então, entendam, essa reunião hoje foi resultado da nossa pressão e da nossa mobilização. Assim, nós vamos conquistar o RSC que de fato valoriza os técnico administrativos”, conclui Ivanilda.

Pressão fez MGI recuar em alguns pontos

O coordenador Geral do Sintufrj e de Comunicação da Fasubra Francisco de Assis também fez uma avaliação da reunião.

“Avaliamos que foi muito importante a ação que a Fasubra fez de indicar greve, de mobilizar a categoria, de fazer reunião com as direções, de buscar parlamentares, fazer todo o movimento para pressionar o governo e também buscar a Andifes e o Conife. Houve um movimento e a orientação nacional foi de que se buscasse os parlamentares e as autoridades justamente para consolidar a emenda (substitutiva preparada pela Fasubra) seguindo a linha do que o MEC aprovou junto com o Fasubra e o Sinasef, das diretrizes do RSC que atende amplamente a categoria e o MGI atropelou. Então, essa pressão fez com que o MGI ficasse isolado e a reunião hoje deu um pontapé inicial importante, só que ela não se consolidou. Mas o governo se comprometeu a recuar em alguns pontos. Então isso é importante e mostra a força da Fasubra e da categoria que atendeu a federação nesse processo de mobilização. A gente tem que continuar pressionando,  tem que continuar se organizando. A plenária da Fasubra dias 19 e 20 de dezembro tem que ir para cima, para que, em janeiro, o governo possa apresentar diretrizes em conformidade com que nós que nos interessa”, concluiu o coordenador.

 

 

Veja no vídeo a seguir

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Inconstitucionalidades

Análise da Assessoria Jurídica da Fasubra que aponta potenciais inconstitucionalidades.

Para receber o RSC, os servidores precisarão comprovar que estavam exercendo, nos últimos 5 anos, as seguintes atividades:

  • Participação em grupos de trabalho, comissões e comitês.
  • Participação em projetos de inovação de processos, programas e gestão.
  • Recebimento de premiações por projetos.
  • Exercício de responsabilidades técnico-administrativas complexas.
  • Exercício de cargos ou funções de direção e assessoramento.
  • Publicações técnicas ou científicas relativas à atuação na administração pública.

Porém, no Projeto de Lei também consta uma série de restrições para quem pode receber o RSC:

  • Apenas 70% dos servidores TAE da instituição poderão receber o RSC.
  • A concessão do RSC também vai depender da disponibilidade orçamentária do MEC.
  • Servidores em estágio probatório, aposentados e pensionistas estão vetados.
  • O RSC será liberado após o período de 3 anos desde o último incentivo à qualificação do servidor.
  • É possível que o pedido de RSC seja indeferido mesmo com todos os requisitos legais atendidos.

Ainda segunda a assessoria, há violação da autonomia universitária (quando a concessão depende de disponibilidade orçamentária), interferência do MEC na gestão do RSC e insegurança jurídica por ausência de critérios objetivos (a falta de clareza impede a previsibilidade do direito). Por isso, recomenda profunda revisão do projeto sem o que certamente gerará judicialização em massa, instabilidade institucional comprometendo a política de valorização do servidor.

 

 

 

A Fasubra Sindical convoca as entidades de base para o Dia Nacional de Mobilização neste 16 de dezembro.  O objetivo é preparar a categoria para exigir do governo o cumprimento integral do Acordo de Greve.

Neste dia, 16 acontece a reunião reunião da Fasubra e do Sinasefe com o Ministério da Gestão e Informação. A Federação orienta a realização de atos e paralisação onde for possível.

A pronta resposta do movimento ao PL6170/25, apresentado pelo governo ao Congresso, que quer instituir uma proposta de Reconhecimento de Saberes e Competências (RSC) que contraria o acordo firmado na greve histórica de 2024, levou ao Ministério da Gestão e Inovação a marcar reunião nesta terça-feira, dia 16.

Portanto o dia 16 precisa ser dia de pressão nas redes e nas ruas pela aprovação de um RSC que possibilite um acesso mais democrático ao topo da categoria.

Por isso, a Direção Nacional elaborou, com o Sinasefe, uma Emenda Substitutiva, e orienta entidades filiadas a procurarem os parlamentares em seus estados, e busquem apoio para que o governo volte a conversar com as entidades, retirando o texto enviado e respeite o que foi acordado na CNSC-MEC e encaminhado ao MGI.

A Direção também procurou parlamentares, Centrais Sindicais e ministérios com o objetivo de pressionar o governo para que o texto sobre o RSC, fruto do Acordo de Greve nº 11/2024, incluído no PL 6170, seja retirado e substituída pela Emenda aprovada pela CNSC e encaminhado pelo MEC ao MGI.

Plenária nacional será dias 19 e 20

A Direção Nacional chama a atenção para a alteração do período de realização da Plenária virtual e também para a ampliação da pauta para debater os impactos do PL 6.170/2025.

 

PL da Dosimetria foi aprovado nesta semana na Câmara Federal e segue para análise dos senadores

Por Brasil de Fato

Este domingo (14) foi mais um dia de mobilização nas ruas do país, cobrando que o Congresso Nacional escute as demandas populares. Desta vez, o grito foi contra o chamado Projeto de Lei (PL) da Dosimetria, que reduz consideravelmente as penas aos condenados pela tentativa de golpe, incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL/RJ).

Na avenida Paulista, políticos e artistas participaram do ato, como Erika Hilton (Psol/SP), Ediane Maria (Psol/SP), Chico César, Romero Ferro e Zélia Duncan. A mobilização ocorre uma semana após os protestos do levante Mulheres Vivas, que reuniram milhares de pessoas em dezenas de cidades para denunciar a violência de gênero e os altos índices de feminicídio.

O cantor Chico César fez uma apresentação artística no ato e cobrou os presidentes da Câmara e do Senado. “O povo indo às ruas para dizer que o Congresso não pode fazer qualquer coisa, o povo está vigilante, a democracia participativa é exatamente isso, a força das ruas”, celebrou. Ao se referir a Hugo Motta (Republicanos) e Davi Alcolumbre (União Brasil), disse que o Brasil está “envergonhado”.

Zélia Duncan disse acreditar na força das ruas e reforçou a necessidade de escolher melhor os políticos nas eleições. “Todo brasileiro precisa se expressar, precisa ir pra rua e precisa, ano que vem, votar direito, gente. Por favor, pensa bem antes de votar. Vamos juntos, a gente é cada um de vocês. E a gente está aqui pra apoiar o Brasil. O Brasil é do povo. Vamos mostrar pra essa gente inimiga do povo que o povo está vendo.”

O ex-deputado federal e ex-presidente do PT José Genoíno participou do ato na avenida Paulista e destacou a importância da iniciativa para enfrentar as posições conservadoras do Congresso Nacional. “Aqui se decide a derrota da dosimetria. Aqui se decide a derrota do acordão. Aqui enfrenta-se o golpe continuado. Portanto, é um ato que está sinalizando para o país que o povo nas ruas, organizado, protestando, entra na conjuntura política como um elemento novo”, declarou.

“Congresso Inimigo do Povo”

“Anistia disfarçada” ou “anistia light” foram os apelidos mais escutados para se referir ao PL da Dosimetria. A extrema direita tentou articular que, de fato, avançasse um projeto de lei que garantisse a liberdade total aos condenados pela tentativa de golpe, mas o que avançou foi a proposta que reduz as penas impostas.

Caso o PL passe no Senado Federal, Jair Bolsonaro teria o direito de ficar pouco mais dois anos preso de fato, depois cumpriria em casa a condenação, por isso o apelido de “anistia disfarçada”. Pela trama golpista, ele foi condenado pelo STF a 27 anos e 3 meses de prisão.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta semana que só decidirá se o chamado PL da Dosimetria será sancionado ou não quando o texto chegar ao Palácio do Planalto. O projeto ainda passará pelo Senado antes de ser encaminhado ao Poder Executivo.

O PL da Dosimetria foi aprovado na madrugada de quarta-feira (10) e foi marcado por episódios de violência e repressão. O deputado Glauber Braga (Psol-RJ) foi retirado à força do plenário após denunciar a pauta, além de resistir à votação da cassação dele.

“A minha presença na mesa diretora foi para mostrar que a gente não pode se render. Amanhã tem a votação da cassação. Eles podem até cassar o mandato, mas eles podem ter certeza que até o último minuto eu vou lutar não por mim e nem pelo mandato, mas para que eles não firam as liberdades democráticas. Nesse mesmo pacote, eles querem votar uma anistia como dosimetria, querem manter os direitos de um deputado [Eduardo Bolsonaro] que está fora do país”, afirmou na ocasião.

O sinal da TV Câmara foi cortado durante a sessão, em um episódio sem precedentes desde a redemocratização. Para os movimentos populares, isso apenas reforça a avaliação de que o Congresso atua descolado da sociedade.

Rio de Janeiro

No Rio de Janeiro, milhares de manifestantes se reuniram na orla da praia de Copacabana em um protesto que reuniu ato político com música. Na fala de parlamentares e movimentos populares, a necessidade de transformar o Congresso nas eleições de 2026 e torná-lo mais popular. Talíria Petrone (Psol) registrou a recente vitória com a isenção do imposto de renda para quem ganha até R$ 5 mil reais, mas considera que isso é pouco.

Já Benedita da Silva (PT) exaltou a quantidade de pessoas na manifestação como demonstração da força da democracia. “Nós não conseguiríamos o que conseguimos até aqui sem a força de vocês”, declarou. Ela também prestou solidariedade ao deputado Glauber Braga (Psol), forçado a se licenciar do mandato de deputado federal para não ser cassado.

Em um dos momentos mais marcantes do ato, o cantor Chico Buarque cantou Vai Passar ao lado da atriz Fernanda Torres. O ato musical também contou com a presença de Caetano Veloso, Fernanda Abreu, Lenine, Fafá de Belém,  Moreno Veloso, Paulinho da Viola e Gilberto Gil.

MILHARES NA AVENIDA PAULISTA denunciam “anistia disfarçada” que é o projeto da dosimetria

O coordenador-geral do Sintufrj, Francisco de Assis, representou a entidade na etapa estadual da II Conferência Nacional do Trabalho (CNT) cuja pauta se relaciona a debates estratégicos como tecnologia, transição justa e trabalho decente.