Autor: Postado pelo Sintufrj
Uma carreata com dezenas de companheiros, que saiu pouco depois das 8h da sede do Sintufrj, no Fundão, e percorreu ruas do Fundão rumo ao Cetro de Tecnologia onde acontecia o Conselho Universitário, marcou a manhã deste dia de luta dos trabalhadores técnicos-administrativo em Educação da UFRJ, 23 de outubro. O ato prosseguiria a tarde com assembleia simultânea no Fundão e Macaé.

O protesto foi contra injustiças sociais e tributárias, envolvendo pautas locais e de âmbito nacional: contra a cobrança de honorários de sucumbência em processos recebidos por servidores; contra a reintegração do Clube de Funcionários da Petrobras (Cepe-Fundão), pela garantia do direito aos adicionais de insalubridade e pelo direito de movimentação de trabalhadores das unidades sob gestão Ebserh.
Na pauta estão ainda o cumprimento do acordo de greve; contra a Reforma Administrativa que ataca o servidor e desmonta o serviço público; pela reposição orçamentária da universidade e contra o orçamento secreto e pelo fim da escala 6 x 1.
Ao microfone, junto ao carro de som do Sintufrj, o coordenador geral do Sintufrj Francisco de Assis lembrou: “Hoje é dia luta contra as injustiças sociais. Dia de lutar contra o pagamento de horários de sucumbência, contra o pagamento de reposição ao erário de processos que ganhamos e recebemos de boa-fé; dias de lutar contra a injustiça de fechar o clube da Petrobrás. Então hoje, todo mundo na rua, na luta, defendendo nossos direitos. É dia também de lutar contra a Reforma Administrativa e pelo cumprimento do acordo de greve”.
“Além disso, nossa categoria está na luta pelo fim da escala 6 x 1 Que é uma luta de todo povo trabalhador por mais qualidade de vida, por mais emprego. Porque com menos horas trabalhadas são mais vagas. Estamos na luta pelo cumprimento integral do acordo de greve, contra a Reforma Administrativa e, em solidariedade, pela permanência do Clube de Empregados da Petrobras do Fundão. Temos que exigir que os banqueiros parem ser os principais beneficiados com orçamento público. Quem tem que se beneficiar com orçamento é quem trabalha e gera riqueza, é a classe trabalhadora. Somos também pela reconstrução do orçamento da universidade, contra a reforma administrativa que cassa os direitos dos servidores. Defendemos o cumprimento integral do acordo de breve e a equiparação dos benefícios. Estamos aqui também em solidariedade aos companheiros do Cepe Fundão”, reiterou o coordenador-geral Esteban Crescente também à frente da manifestação.

Rumo ao Consuni

Contando com dezenas de servidores, estudantes, a carreata seguiu por uma das pistas em direção ao CT, mas fez uma parada na sede do Clube, onde realizaram protesto contra o seu fechamento e a consequente suspensão dos serviços à comunidade da UFRJ, aos sindicalizados do Sintufrj, e a demissão dos trabalhadores. Paulo Nascimento, do Sindicato dos Petroleiros, falou em nome da categoria e dos trabalhadores do clube que também se integraram a manifestação, assim como os profissionais do Espaço Saúde do Sintufrj que executam relevantes projetos no clube.

Depois, o grande grupo se dirigiu ao bloco A do CT, onde deixaram os carros para seguir em ruidosa passeata pelos corredores.
“Não tem dinheiro para a Educação, mas tem dinheiro pra banqueiro e pro Centrão”. Com palavras de ordem assim, com grandes faixas, bandeiras e muitos cartazes, foram para o auditório E 212 onde acontecia o Conselho Universitário.
No Consuni
O grupo ocupou o auditório do Consuni, com as grande faixas e cartazes e reproduzindo em jogral as palavras dos coordenadores-gerais com as pautas da manifestação, inclusive a defesa da UFRJ e a necessária recomposição orçamentária e o pedido à reitoria para reforçar o apoio ao recurso junto à AGU quanto aos honorários de sucumbência.
Falando em nome do Sintufrj, o coordenador Francisco de Assis explicou que embora a reitoria tenha aberto espaço de diálogo, a categoria definiu o dia de luta em função de uma série de injustiças que vem sofrendo: “Para a gente é injusto que o Congresso fique prendendo um quarto do orçamento público e a universidade tenha que fazer projetos para angariar recursos. Estamos lutando em defesa da universidade. Não é justo que a Universidade cobre reposição ao erário. Nós temos um conjunto grande de trabalhadores e apresentados que estão nessa situação. A cobrança de honorários de sucumbência por advogado da AGU, de trabalhadores que ganham dois, três salários mínimos, pra gente é imoral. Ter que pagar altos custos processuais, valores exorbitantes em prazo de dez dias está afetando o orçamento e a vida das pessoas. A gente acha injusto que a universidade queira fechar o CEPE, um espaço, que atende nossa comunidade, nossos sindicalizados, aposentados, que fazem ginástica e natação naquele importante espaço de integração social”, pontuou o coordenador.

Milton Madeira lembrou que todos os trabalhadores das instituições sofrem com o sucateamento e com salários, principalmente terceirizados. “Em Macaé, eles não recebem treinamento, não recebem insalubridade”, disse ele, criticando o fato de que, enquanto há isenções fiscais de bilhões para empresários, se ataca trabalhadores da universidade com honorários de sucumbência.
Luciana Borges, que também é coordenadora de Comunicação do Sintufrj reiterou as palavras da conselheira Gerli Miceli, também técnica-administrativa (que anunciou que os trabalhadores RJU se recusam a usar crachás da Ebserh pois entendem que são do IPPMG da UFRJ), reiterando a rejeição ao crachá da empresa, “Nós somos RJU, trazemos no peito a honra de pertencer a UFRJ. A gente quer o apoio da Reitoria em relação a essa posição e estamos num dia de luta pelo cumprimento do acordo integral da greve”, disse ela, anunciando a mobilização nacional do dia 29, pelo acordo mas também contra a reforma administrativa, “um retrocesso histórico na luta dos trabalhadores”, concluiu.
Substituindo o reitor, Cássia Turci apontou a realização de reuniões para o encaminhamento das pautas.

Veja mais sobre o Dia de Luta na UFRJ contra injustiças sociais e tributárias







Servidores criticam resultados da mesa nacional de negociação desta quinta, 23, no MGI
A reivindicação da isonomia dos benefícios entre os poderes passou longe na Mesa Nacional de Negociação Permanente (MNNP), dos servidores públicos com o governo, na tarde desta quarta-feira, 22 de outubro.
Embora ainda no início da noite a reunião ainda estivesse em curso, segundo os representantes da Fasubra, debatendo a reforma que está sendo feita pelo MGI, as propostas no que toca aos benefícios já haviam sido “comunicadas”.
O governo propôs reajustes muito aquém da expectativa, gerando críticas. Para o auxílio-alimentação, reajuste de 17,5% a partir de dezembro deste ano, passando de R$1000 para R$ 1.175,00.
O reajuste do auxílio pré-escolar seria, a partir de abril de 2026, pelo IPCA; assim como o reajuste da assistência à saúde suplementar.
Mas quanto ao auxílio nutricional (para aposentados), o governo apenas manteve o debate em pauta, sem resposta.
Mesa de negociação ou de comunicação?
Para o coordenador de Comunicação da Fasubra e coordenador geral do Sintufrj Francisco de Assis, a proposta ainda é insuficiente e é preciso resgatar as resoluções da Fasubra, referendadas pela plenária dos SPF que defendem a isonomia de benefícios.
“A proposta é insuficiente. Lutamos por isonomia de benefícios e o governo também não deu resposta sobre o auxílio nutricional, essencial para os aposentados. E temos que entender as propostas relativas aos auxílios pré-escolar e assistência à saúde (o reajuste pelo IPCA), com mis detalhes para não cairmos em pegadinha. E ainda temos que nos contrapor a postura do governo para que faça de fato uma mesa de negociação e não uma mesa de comunicação”, avaliou o coordenador.
O coordenador geral Esteban Crescente ponderou que as propostas apontadas pelo governo, embora insuficientes, já são reflexo da pressão dos servidores contra a Reforma Administrativa, cujo desgaste o governo tenta dirimir com estes reajustes nos benefícios. “Vale a pena a luta, se ampliarmos a ofensiva ganhamos mais e barramos a reforma administrativa”, disse ele, ponderando que as expectativas com a reunião eram baixas. “Com certeza não é suficiente e longe de nossa defesa da equiparação. Mas é um sintoma do resultado da movimentação nacional do serviço público”, alertou.
A categoria está mobilizada
No dia 29, servidores de todo país tomarão Brasília em defesa dos direitos e do serviço público. A mobilização – Marcha Nacional do Serviço Público contra a Reforma Administrativa -, é parte da luta nacional das servidoras e servidores públicos contra a proposta de Reforma Administrativa do Congresso, que ameaça direitos históricos da categoria e os serviços prestados à população.
A Federação informa que a concentração está marcada para 9 horas, no Museu da República. A marcha, que seguirá até o Congresso Nacional, foi convocada pela CUT, demais centrais, confederações e federações de trabalhadores, com apoio das frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo.

Edição da Revista Projeto Memória em 2026 terá como foco o registro de caravanas desde a que sacudiu Brasília em busca da Autonomia Universitária
Tendo como marco a Caravana de Horácio Macedo na luta por Autonomia Universitária em 1988 na Constituição, o Sintufrj realiza na manhã desta sexta-feira (24) às 9h30, no Espaço Cultural do Sintufrj, o Encontro de Caravaneiros. O evento – que também marca o centenário do primeiro reitor eleito de uma universidade federal – também integra a celebração dos 40 anos do Jornal do Sintufrj.
PROGRAMAÇÃO PARA O DIA 24/10 (sexta-feira)
- 9h – Mesa de Abertura – Coordenação Geral e Organização Sindical (uma saudação)
- 9:30h – Mesa de Debate – Os impactos da caravana organizada por Horácio Macedo.
Convidados: Integrantes da Reitoria e Sintufrj da época, liderança do PCB (organização do Horácio Macedo) e integrantes do plenário que participou da caravana
- 11h – Homenagem aos caravaneiros falecidos. E abertura de falas para depoimentos dos presentes.
- 11:30h – Apresentação da comissão indicada pela direção sindical para organizar a II Edição da Revista Projeto Memória que terá como foco o resgate e registro de todas as caravanas desde a Gestão de Horácio Macedo;
- 12:30 – Encerramento

Mobilização envolve carreata na Cidade Universitária, manifestação no Consuni e Assembleia Simultânea
Carreata, ato na Reitoria e no Consuni pela manhã e assembleia à tarde, marcam esta quinta-feira, dia 23, Dia de luta dos trabalhadores em Educação da UFRJ. A concentração é às 8h, na sede do Sintufrj, para saída em carreata até a Reitoria, no Parque Tecnológico.
Depois, às 9h30, tem manifestação no Conselho Universitário (no auditório E 212, no CT). Às13h, acontece a assembleia Simultânea no Fundão (Espaço Cultural do Sintufrj), no IFCS (sala 107) e em Macaé (bloco A, sala 215).
O protesto é contra a cobrança de honorários de sucumbência em processos recebidos de boa-fé; contra a reintegração do CEPE, pela garantia do direito aos adicionais de insalubridade e pelo direito de movimentação de trabalhadores das unidades sob gestão Ebserh.
Na pauta estão ainda o cumprimento do acordo de greve; contra a Reforma Administrativa que desmonta o serviço público; reposição orçamentária e contra o orçamento secreto; pelo fim da escala 6 x 1.
Contra cobranças absurdas
“Precisamos construir uma grande unidade diante dos ataques que a categoria vem sofrendo. Além da questão do direito aos adicionais de insalubridade, há uma preocupação muito grande em nossa comunidade com a cobrança, dos trabalhadores da UFRJ, de honorários de sucumbência para membros da AGU que já recebem salário significativo, enquanto as pessoas estão tendo que fazer empréstimos para pagar custos elevados. Também buscamos uma mesa de negociação com o ministro da AGU. A reitoria se colocou à disposição para a gente buscar essa agenda. Por conta disso, o sindicato vai partir para mobilização: dia 23 vamos ter uma grande mobilização contra essa injustiça. Além disso, temos pautas importante para tratar com a reitoria. Também será um dia de luta e defesa da universidade, por mais orçamento e pela garantia dos direitos dos trabalhadores”, disse o coordenador geral do Sintufrj Francisco de Assis.
“A pauta desse dia é guiada pela resistência à reforma administrativa, que visa atacar a nossa estabilidade e privatizar o serviço público. Também questionamos o fato de centenas de trabalhadores da UFRJ, que tinham direito à execução dos 28,86%, estarem sendo cobrados dos honorários de sucumbência pela Procuradoria Regional da Segunda Região. Não podemos permitir que trabalhadores já endividados, em situação financeira muito grave, sejam penalizados dessa forma”, disse o coordenador-geral Esteban Crescente.
A coordenadora de Comunicação Luciana Borges lembrou ainda que o ato no Consuni, às 9h30, contará com servidores (em unidades sob gestão da Ebserh) que pleiteiam livre movimentação para as outras unidades, além do percentual de insalubridade e, ainda, o cumprimento do acordo integral da greve (com direitos como Reconhecimento de Saberes e Competência, jornada de 30 horas e racionalização dos cargos.
Fique de olho na programação
8h – Carreata Saindo do Sintufrj, rumo a Reitoria no Parque Tecnológico.
9h30 Manifestação no Conselho Universitário
13h Assembleia Simultânea Sintufrj- Fundão (Espaço Cultural do Sintufrj), no IFCS (sala 107) e em Macaé (bloco A, sala 215). Pauta: luta contra a Reforma Administrativa, caravana, informe sobre pendências do acordo de greve, eleição de delegados à plenária da Fasubra e paralisação nos dias 29 e 30.
Inscreva-se
Confirme sua participação no link abaixo para organizarmos a carreata e o ato no Consuni
https://sintufrj.org.br/2025/10/venha-pra-luta-contra-a-injustica-tributaria-inscreva-se/

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O Sintufrj, por meio da sua Coordenação Geral e do Departamento de Enfrentamento ao Assédio Moral e Conflito no Trabalho, apresentou à reitora em exercício da UFRJ, Cássia Turci, proposta de construção de um protocolo para tratar de situações de assédio no dia a dia das relações de trabalho da universidade, tema recorrente,
O protocolo, de acordo com a proposta, seguiria o modelo apresentado pela CUT, levando em consideração as convenções e tratados internacionais sobre a questão, como por exemplo a 108ª Conferência da Organização Internacional do Trabalho (OIT), realizada em Genebra (Suíça), entre10 e 21 de junho de 2019, uma nova Convenção de número 190 e uma Recomendação complementar de número 206.
A reunião com Cássia Turci aconteceu na sexta-feira (17/10) com objetivo de unir forças na construção de uma política institucional para o assunto. De acordo com os dirigentes sindicais, a reitora em exercício foi sensibilizada pela exposição dos desafios enfrentados atualmente pelo departamento sindical que trata da questão.
Cássia Turci, segundo relato dos que participaram da reunião, mostrou sintonia com as propostas apresentadas, num claro compromisso com a efetividade das ações, bem como com a construção coletiva dessas medidas.
Francisco de Assis, coordenador geral do sindicato, presenteou a reitora com uma camisa em homenagem ao Professor Horácio Macedo

Delegação do Sintufrj avalia importância do encontro. Veja ainda: trechos da Carta aos parlamentares e as propostas do Sintufrj para o documento final
O XII Encontro Nacional de Aposentados (as), Aposentandos (as) e Pensionista da Fasubra, em Brasília, que começou no quarta-feira, dia 15, e foi até esta sexta-feira, 17, consolida-se como relevante espaço de debates para as inúmeras delegações de entidades de base de todo país. O objetivo é fortalecer a organização deste segmento com a discussão de direitos e políticas públicas, para participação ativa nas lutas da categoria.
O Sintufrj foi representado no encontro pelas coordenadoras Ana Célia da Silva, Marli Rodrigues e Selene Vaz (de Aposentados (as) e Pensionistas) e pelas companheiras Elza Bastos Borges e Dora Lúcia Dias.
Debates, confraternização e ação política
A programação se dividiu em dois espaços principais – o Auditório da Saúde da Universidade de Brasília(UnB) e o Auditório Nereu Ramos, na Câmara dos Deputados. Contou com debates sobre saúde, previdência, políticas públicas e convivência entre gerações, mas também com momentos de confraternização e articulação política.
A abertura, no dia 15, contou com as coordenações Geral e de Aposentados(as) e convidados(as) da Fasubra. À tarde, os participantes realizaram ação política no Congresso Nacional, com visitas a deputados e senadores e a entrega de carta dos aposentados(as), destacando as principais reivindicações da categoria.
(Leia trechos da carta ao final da matéria)
Transformações no mundo do trabalho
No dia 16, no Auditório Nereu Ramos, os presentes debateram pautas como reformas da Previdência e Administrativa, reestruturação da carreira, auxílio saúde, auxílio nutrição, reposicionamento dos aposentados(as) e isenção da contribuição previdenciária.
A abertura foi conduzida pela Coordenação de Aposentados e Assuntos de Aposentadoria representada pelas Coordenadoras Tereza Fujii e Elma Dutra. Teve como convidados Marcelo Rosa da Coordenação Jurídica e os advogados Luiz Fernando e Cláudio Silva, que apresentaram um panorama das principais questões jurídicas que envolvem a categoria, destacando o não cumprimento de algumas cláusulas do acordo firmado com a categoria. À tarde, o debate foi sobre cuidado com as pessoas e relações no ambiente de trabalho. E a economista do DIEESE, Mariel Angeli, fez uma exposição sobre as mudanças intergeracionais e seus impactos no cotidiano da população e no mundo do trabalho.
No dia 17, saúde em foco
Nesta sexta-feira, 17, no Auditório Nereu Ramos, os debates são sobre saúde física, mental, emocional e social na terceira idade, planos de saúde e suas realidades para os aposentados(as).
Sintufrj apresenta proposta
O evento será encerrado com a votação das propostas e da Carta do XII Encontro Nacional, consolidando as deliberações que deverão orientar a atuação da FASUBRA e suas entidades de base na defesa dos direitos dos aposentados(as), aposentandos(as) e pensionistas.
A proposta da delegação do Sintufrj é de que sejam reforçados, na carta de propostas, os direitos dos aposentados sobre as regras da paridade e os acordos de greve que foram negociados com o governo diante do entendimento de que são passiveis (de extensão) aos aposentados como o Reconhecimento de Saberes e Competência, o Reposicionamento e aceleração por Capacitação. “Assim fortalecendo a luta dos que lutaram para que hoje (todos) tenham melhores condições de trabalho, visando também os futuros aposentados. Se o direito é para todos, isso inclui os nossos aposentados”, diz o texto, apontando que se o governo não atende as reivindicações dos aposentados, “acreditamos que nossa federação não vai deixar ninguém para trás. Essa luta é de todos nós e essa categoria, continua na linha de frente, na luta por seus direitos”, diz o texto.
“Estamos lutando por dignidade e reconhecimento daqueles que dedicaram suas vidas na construção das Universidades. Se capacitando, desenvolvendo atividades que contribuíram para um atendimento de excelência para a sociedade a qual servimos. Sendo assim, nada mais justo que (os aposentados) sejam reconhecidos e valorizados por tudo que contribuíram”, conclui o documento.
Trechos da Carta da Fasubra aos Parlamentares
Os(as) servidores(as) técnico-administrativos(as) em educação das Universidades e Institutos Federais, aposentados(as) e pensionistas, representados(as) pela FASUBRA Sindical e suas entidades de base, vêm por meio desta Solicitar o seu apoio às demandas urgentes e histórias que seguem sem resposta do Governo Federal.
Reivindicações ainda pendentes:
– Auxílio Nutrição, a perda na hora da aposentadoria, causa diminuição do rendimento e queda na qualidade de vida;
– Extensão da assistência saúde suplementar (Auxílio Saúde) para todos(as) os(as) servidores(as), independente de contratarem plano de saúde privado, garantindo condições dignas de acesso à saúde;
– Derrubada do Decreto 10.620 de 5 de fevereiro de 2021. que leva aposentados(as) e Pensionistas das Autarquias e Fundações para o INSS, hoje em espera de alguma ação do-MGI que não chamou as Entidades para conhecer e discutir um novo texto.
-Reposicionamento dos aposentados(as) e pensionistas na carreira do PCCTAE, Lei 11.091 de 12 de janeiro de 2005, que em seu Art. 15 conta para efeito de aposentadoria somente o tempo de efetivo serviço público federal, prejudicando quem já estava aposentado à época da implantação do PCCTAE, contando tempo de serviço em outras instituições e na iniciativa privada. A demanda do Reposicionamento foi incluída no último Acordo de Greve, mas não obteve apoio do Governo, que acabou com a mesa de negociação de maneira unilateral.
– Implementação de políticas de valorização do envelhecimento ativo, garantindo participação em programas de extensão, cultura, lazer e formação nas universidades;
⁃ Não assinar a Reforma Administrativa, que prejudica ativos e aposentados servidores públicos e acaba com os serviços públicos tão necessários à população brasileira.
Nosso pedido:
Solicitamos que Vossa Excelência apoie as pautas apresentadas pela Fasubra Sindical nas negociações junto aos Ministérios da Educação(MEC) e da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos(MGI) e lideranças do Congresso Nacional para que se assegurem medidas que reconheçam e valorizem a contribuição histórica dos(as) aposentados (as). aposentandos (as) e pensionistas.
A construção de uma universidade pública forte passa, necessariamente, pelo respeito e valorização daqueles(as) que dedicaram suas vidas a este projeto coletivo.
Contamos com seu apoio para transformar essa luta em conquistas concretas.
Delegação avalia
A coordenadora Ana Celia avaliou que os temas do encontro foram importantes mas que seria interessante que os advogados abordassem um pouco mais a fundo questão das pautas de reivindicação. “Embora a gente saiba que o governo fechou (a negociação sobre temas como a aceleração por Capacitação no que toca aos aposentados), queria saber qual encaminhamento está sendo adotado. Foi orientado pela Fasubra que as entidades cobrassem das instituições. Nós (no Sintufrj) fizemos isso. Nos reunimos com a Pró-Reitoria de Pessoal que informou que depende de documento oficial que legitime a implantação da aceleração. O que a gente gostaria é que houvesse uma luz no fim do túnel. A conjuntura está ruim. Precisamos unir forças e com mais mobilização”, disse Ana, comentando sobre a ação de entrega de carta aos parlamentares: “Fomos muito bem recebidos”, conta.
“Foi, como sempre, muito bom”, disse a coordenadora Selene. “Os temas dos debates foram pertinentes e atuais, como qualidade de vida, saúde mental e sexualidade na maturidade. Mas senti falta de aprofundar temas como a conjuntura atual e a Reforma Administrativa que vai atingir todos os servidores e não só os ativos. Também sobre direitos e a aceleração. Mas é sempre muito bom estar aqui com essa troca de informações e experiências com companheiros de outras instituições numa grande integração”, concluiu.
“Acabamos de ter uma sessão de exercícios físicos ao som de Gonzaguinha”, anunciou a coordenadora Marly, elogiando a qualidade das atividades preparadas pela organização do encontro, inclusive as palestras que, segundo ela, foram muito boas.
Marli informou as propostas que a delegação enviou para a carta do encontro que seria apreciada à tarde e comentou do sucesso da ação de entrega do documento da Federação nos gabinetes dos parlamentares na Câmara. “Estes evento está sendo muito enriquecedor. Estou aprendendo muito”, elogiou.
“Foi excelente o encontro, a receptividade, as atividades que estão acontecendo. Voltadas para os idosos. Maravilhoso. É minha primeira vez e saio impactada com tudo que está acontecendo de forma positiva. Contudo, vim muito para ouvir o que a Fasubra está apontando para enfrentar a Reforma Administrativa e não estou encontrando isso. E a reforma não é só para nós, aposentados, ou para os servidores públicos da ativa. Mas é um desmonte para a sociedade. Se a reforma passar, acabou. Precisamos estar mais fortalecidos, no entanto não me parece que esse debate foi aprofundado. Mas o encontro está muito bom”, avaliou a delegada Dora Lúcia.
“Eu gostei muito. Foi muito proveitoso. Todas as palestras estão sendo ótimas. Embora a abordagem tenha sido pouco quando a Reforma, teve muita coisa interessante do ponto de vista dos idosos. Todos os assuntos que tivemos aqui foram voltados para 60+. Muito bom, como a palestra de Hartur Marcel, de Pelotas que tocou em temas que precisamos ouvir na nossa idade, como a necessidade da gente se conhecer, saber das nossas limitações, por exemplo. Foi tudo muito bom”, elogiou a delegada Elza Bastos.

O GT Antirracista do Sintufrj convidou duas especialistas no tema “Ditadura, Negros e Indígenas” que, nesta quinta-feira, 16, deram uma aula de Brasil. A psicóloga e pesquisadora Áurea Alves Cardoso, autora da tese de doutorado “Mulheres do Araguaia – labuta como expressão do viver”, região onde nasceu e viveu no período em que as Forças Armadas perseguiu e assassinou 70 guerrilheiros — jovens que lutavam pelo fim do regime ditatorial –, fez um relato sobre como ocorreu o genocídio de indígenas, também de camponeses e famílias ribeirinhas, de 1969 a 1972. “Para tomar suas terras e distribuí-las a grandes empresas para implantação de projetos megalômanos”, observou, em nome do desenvolvimentismo capitalista criminoso.
A historiadora Luciana Lombardo, servidora da UFRJ mas cedida ao Arquivo Nacional, ilustrou sua narrativa sobre o tema com a exibição do vídeo de 10 minutos produzido pela Comissão Memória e Verdade da universidade, da qual faz parte. Eram imagens da repressão militar nos centros urbanos, nas aldeias indígenas, nos bailes black e de remoção dos moradores pobres e negros do centro da cidade para localidades distantes do seu convívio social e do trabalho, como as Vilas Kenedy (nome em homenagem ao presidente dos Estados Unidos na época) e Aliança, e Cidade de Deus criadas para esse fim. Ao mesmo tempo em que as favelas eram invadidas e seus habitantes expulsos e lideranças de comunitárias que organizavam a resistência assassinadas.
A reunião foi híbrida (presencial e on-line). Leia a matéria completa na edição do Jornal do Sintufrj 1464. FOTOS: RENAN SILVA

No dia 29 de outubro, servidores de todo país tomarão Brasília em defesa de seus direitos e do serviço público
A mobilização é parte da luta nacional das servidoras e servidores públicos contra a proposta de Reforma Administrativa do Congresso, que ameaça direitos históricos da categoria e os serviços prestados à população.
A Federação informa que a concentração está marcada para 9 horas, no Museu da República. A Marcha seguirá até o Congresso Nacional.
A Marcha Nacional do Serviço Público contra a Reforma Administrativa foi convocada pela CUT, demais centrais, confederações e federações de trabalhadores, com apoio das frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo.
